- Vou ao supermercado. Queres alguma coisa, Ambrósia?
- Quero. Não quero Ferrero Rocher. Traz-me Mon Chéri. Apetece-me álcool e não algo.
- Emborrachares-te com Mon Chéri vai demorar algum tempo.
- Fixe, não tenho pressa.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Este não é o dia mais triste do ano
O dia mais triste do ano não poderia ser hoje, claro que não e, além disso, nem tudo o que se justifica com cálculos é verdadeiro.
O meu sobrinho mais velho faz 20 anos.
O meu sobrinho mais velho faz 20 anos.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Até podia ser
Já tinha aqui dito que a confiança que os meus amigos depositam em mim e as capacidades que me reconhecem, comovem-me. A sério que sim. A última foi a minha porta "alterada"e o elogio às minhas capacidades "alteradoras". Gosto de decoração e faço ou altero algumas coisas. Posso não ter bom gosto, mas isso são outros quinhentos. E a minha casa não dá para tudo, - talvez consiga criar um mezzanine para anões! - mas dou graças a Deus pelo vintage home decor e o vintage industrial style que isto de ter "bicheza" dá cabo dos rodapés e outras madeiras.
Gosto de espreitar estas inspirações!
Gosto de espreitar estas inspirações!
One of these days
Confesso, tirando a parte da decadência física, estou mortinha por chegar a velhota. Juro. Esquecer o politicamente correcto e deixar a ligação directa correr. Por mais barbaridades que eu possa dizer, - não se bate em velhinhas, pá! - o "coitadinha, está cheché" não beliscará em nada a satisfação de dizer, por exemplo, "que natureza morta é essa que trazes na cabeça? Ah, é o teu cabelo. Está uma bela merda, parabéns".
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Cicatriz
São duas acima do lábio. Uma maior que outra. Mas a que interessa é a mais pequena. É uma covinha, um furo. A história por trás dela tem muitos anos. Não sei qual era o motivo, sei que estava a massacrar o meu irmão, o meu irmão mais novo. Estava a arreliá-lo tanto que ele agarrou no que tinha à mão. Tinha uma faca. E atirou-a. Lembro-me da cara de pânico dele durante o voo da faca. Lembro-me de a ver debaixo do meu nariz. Lembro-me de a ver espetada em linha recta. Lembro-me que ficou segura por segundos e que caiu ruidosamente no chão. Lembro-me de desatarmos a chorar. Lembro-me da palmada dada a cada um pela minha mãe. E Lembro-me do meu irmão todos os dias.
Isto não é uma história triste, pelo contrário. É uma história engraçada como tantas outras. Éramos uns índios, um de nós acabava sempre lesionado - ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo. O drama durava pouco tempo e depois era gargalhar com os "lembras-te quando". Na teoria, tínhamos sempre boas ideias e descer a Rua João Grave com uma bicicleta sem travões teve tanto de libertador como de doloroso. Valeu a pena.
Isto não é uma história triste, pelo contrário. É uma história engraçada como tantas outras. Éramos uns índios, um de nós acabava sempre lesionado - ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo. O drama durava pouco tempo e depois era gargalhar com os "lembras-te quando". Na teoria, tínhamos sempre boas ideias e descer a Rua João Grave com uma bicicleta sem travões teve tanto de libertador como de doloroso. Valeu a pena.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Uma questão de fibra
Quando vejo pessoas envergando roupa visivelmente abaixo do número que vestem, sinto pena das fibras. E não faço destrinça entre fibras naturais ou sintéticas. Em questão de sofrimento, não há fibras de primeira e fibras de segunda. Imagino-as de mãos dadas, a suar a rodos e a fibra líder a gritar: AGUENTEM! SOMOS FORTES! JÁ PASSÁMOS POR ISTO, NÃO É NOVIDADE NENHUMA PARA NÓS! FORÇA, JÁ SÓ FALTAM 10 HORAS! BY THE POWER OF GRAYSKULL… WE HAVE THE POWER!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Isto não é o que parece
- Estive para ligar ao Zé a pedir conselhos sobre silicone. Mas não foi preciso. Está tudo escrito nas embalagens. Não é o silicone dos implantes mamários, é o das casas de banho e cozinhas. Se fosse sobre esse, falava contigo.
- Então, está resolvido.
- Então, está resolvido.
Ser ou estar?
Não temos sempre que mudar. Em equipa vencedora não se mexe e algumas rotinas são a certeza da segurança. Sim, o ser humano é insatisfeito por natureza (a pirâmide de Maslow explica muita coisa em geral e em particular). Mas se gosto assim, vou arriscar e mudar para quê?
Pagar e morrer, quanto mais tarde, melhor!
Não gosto de pagar porque coisas que (acho) sou capaz de fazer. Só em última instância ou várias tentativas falhadas é que recorro a electricistas, trolhas e picheleiros. Quer dizer, o carro - tirando o óleo e outros líquidos - deixo sempre para o mecânico que prezo muito a minha viatura, mas, avancemos. Esta semana, avariou o mecanismo do autoclismo. Olhei para ele e achei-me com capacidade para resolver o assunto. Imbuída de “tesão do mijo”, saí disparada para comprar o substituto, – da última vez que usei esta expressão, o meu sobrinho mais velho achou por bem explicar-me as razões científicas deste fenómeno e ao meu “MEU DEUS, eu não acredito que estás a falar comigo sobre erecções?!, respondeu com “Ò tia, mas eu sou de ciências!” – chegada ao hipermercado do bricolage, pedi ajuda. Não soube responder com certeza às perguntas colocadas, mas trouxe o que me pareceu correcto. Mas não foi o correcto e hoje é mais um dia sem água no autoclismo. E isto faz-me pensar nas pessoas que vêem problemas onde não os há. Queria vê-las na minha situação. Isto sim, isto é um problema real!
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Às vezes preciso de travão
Com a idade aprendi a ser paciente, a pensar antes de agir ou falar. São poucas as vezes que reajo ou faço alguma coisa por impulso. Mas há coisas que me tiram do sério e não consigo controlar-me. Não encontrar lugar para estacionar e carros parados em segunda fila são duas delas. A semana passada precisei de usar parques de estacionamento e, mesmo a pagar, não foi fácil encontrar lugar:
- Foda-se, não há um filha da puta de um lugar, caralho! Os únicos lugares vagos são para deficientes. Foda-se, tanto lugar para deficiente! Caralho, Portugal é um país de mutilados e eu não fazia a mínima ideia! Puta que pariu ou o caralho…
Nota ao pessoal do mestrado: eu já assumi o pagamento do jantar, não vale a pena andar a contabilizar os “0,50€ por palavrão”.
- Foda-se, não há um filha da puta de um lugar, caralho! Os únicos lugares vagos são para deficientes. Foda-se, tanto lugar para deficiente! Caralho, Portugal é um país de mutilados e eu não fazia a mínima ideia! Puta que pariu ou o caralho…
Nota ao pessoal do mestrado: eu já assumi o pagamento do jantar, não vale a pena andar a contabilizar os “0,50€ por palavrão”.
Em frente
Pela observação directa e através de relatos de outros, posso afirmar que cães e gatos atravessam a rua de maneiras diferentes – Nunca atropelei ninguém (Nem cão, nem gato, nem pássaro, nem mulher, nem homem, nem velho, nem jovem, nem criança). Sim, há muito bicho na rua sem dono e sei que não consigo ajudar todos. Vou ajudando um de cada vez e aqui também entram pessoas. Normalmente, há sempre as excepções à regra, os cães param, olham e seguem em frente. Os gatos seguem a direito sem olhar e quando sentem movimento, não correm para a frente, hesitam por segundos e regressam ao ponto de partida e é nesse ressalto que as coisas podem correr mal. Hoje, na A4, vi um gato preto a correr da esquerda para a direita. Foi por uma unha negra (estive para escrever pintelho, mas desisti). Parou quase em cima do carro da via direita. Eu estava na esquerda a ultrapassar, desacelerei porque pensei que ele voltasse para trás. Não voltou, deixou passar o carro e seguiu o seu caminho. Levei com os sinais de luz da condutora que seguia atrás de mim e com razão. Podia ter corrido muito mal. Enfiei-me na direita, sabia que ela ia olhar para mim, assim que passou, pedi desculpa gestualmente.
Lições: Voltar atrás nem sempre vale a pena. Nem sempre os outros fazem o que esperamos deles e, na estrada e fora dela, nem sempre tenho razão. Manter a distância de segurança entre veículos a circular é importante. E os gatos pretos não dão azar. Esta última não posso afirmar com toda certeza porque, tecnicamente, ele não se atravessou à frente de ninguém. Atravessou a estrada, mas não sei se a estrada estará preocupada com isso.
Lições: Voltar atrás nem sempre vale a pena. Nem sempre os outros fazem o que esperamos deles e, na estrada e fora dela, nem sempre tenho razão. Manter a distância de segurança entre veículos a circular é importante. E os gatos pretos não dão azar. Esta última não posso afirmar com toda certeza porque, tecnicamente, ele não se atravessou à frente de ninguém. Atravessou a estrada, mas não sei se a estrada estará preocupada com isso.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Bola d'Ouro 2014
A minha amiga H. gosta do Vitória em particular e do futebol em geral:
- Hoje é dia de atribuição da Bola de Ouro. Ronaldo, Messi ou Neuer… um deles ganhará. No entanto, mais do que a Bola de Ouro, o que realmente me interessa saber é que fato escolhe Messi!
- Quando li Bola de Ouro, pensei imediatamente nisso!
Nem só de cisnes vive o lago
Já estava combinado e lá fomos ao Coliseu ver o Lago dos Cisnes. Algumas escorregadelas e passos menos acertados, mas valeu a pena. Na tribuna ímpar, eu, a Z. e a L., na plateia, melhor amigo do Facebook e a sua (que é mais seu) cara-metade. Final do espectáculo com reunião no átrio marcada e urgência em falar com o melhor amigo do Facebook porque já o tinha dito às amigas:
- Viste o rabo do bailarino principal?
- Então não vi?! Mas aqui o cara-metade diz que são próteses…
- Próteses?! Está louco? Notavam-se os músculos todos, glúteos super definidos e tonificados… isso é inveja!
- Estás a ouvir o que a V. está a dizer? Não são próteses, é dor de cotovelo!
Quem vem e atravessa o rio
domingo, 11 de janeiro de 2015
Também vou falar da sangria com pouco ou nenhum sumo
![]() |
| As pretas no Candelabro com o branco da amiga algarvia que veio conhecer o Porto. |
Saber que também fala com toda gente e que também gosta de cerveja preta bebida pela garrafa, fez-me largar uma lagriminha de emoção. A Linda Porca é uma lady com particularidades que, à primeira vista, não combinam. Tal como eu. Mas quem vê caras, não vê corações e aqui este dito é "em bom".
Global Positioning System
O GPS dá-me segurança. Pode desorientar-se por momentos e "plissar", pode tardar na procura de sinal, mas não falha. Não desisto dele mesmo quando o "pendura" atinge o ponto máximo do "enervanço". Gosto do meu Carlão e sei que ele me levará a todo o lado... mais volta, menos volta.
Dei-lhe este nome porque, durante a actualização de software, surgiu a mensagem "a instalar Carla". E a voz não é de uma Carla.
Dei-lhe este nome porque, durante a actualização de software, surgiu a mensagem "a instalar Carla". E a voz não é de uma Carla.
sábado, 10 de janeiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Palavra do Ano: Corrupção
"Corrupção" supera "xurdir" e "selfie" como palavra do ano
- V., olha, uma dúvida… alguma vez, em 2014, usaste a palavra "xurdir" em qualquer contexto? É a primeira vez que a uso em qualquer contexto e já não estamos em 2014!
- Achas?! Eu nem sei o que quer dizer "xurdir", ia usar para quê? Adoro esta: "basqueiro"! Esta, uso muitas vezes e desde os meus 2/3 anos!
- "Basqueiro" também gosto! "Xurdir" foi a segunda palavra mais votada, acho que nunca ouvi ninguém dizê-la… estou indignada!
- Pois, é escolhida por votação e não pelo uso… também nunca ouvi e nunca usei tal palavra!
- Será que agora vamos passar a usá-la? "Xurdir" é fazer pela vida.
- Não vou usar.
- Não faz sentido.
- Cuspo-me toda se a tiver que dizer e não vai parecer natural…
- Pensámos as duas o mesmo: sai muito cuspe!
- V., olha, uma dúvida… alguma vez, em 2014, usaste a palavra "xurdir" em qualquer contexto? É a primeira vez que a uso em qualquer contexto e já não estamos em 2014!
- Achas?! Eu nem sei o que quer dizer "xurdir", ia usar para quê? Adoro esta: "basqueiro"! Esta, uso muitas vezes e desde os meus 2/3 anos!
- "Basqueiro" também gosto! "Xurdir" foi a segunda palavra mais votada, acho que nunca ouvi ninguém dizê-la… estou indignada!
- Pois, é escolhida por votação e não pelo uso… também nunca ouvi e nunca usei tal palavra!
- Será que agora vamos passar a usá-la? "Xurdir" é fazer pela vida.
- Não vou usar.
- Não faz sentido.
- Cuspo-me toda se a tiver que dizer e não vai parecer natural…
- Pensámos as duas o mesmo: sai muito cuspe!
Translinear
Textos justificados sempre me fizeram confusão. Custa-me ver as palavras de uma ou duas sílabas todas esticadinhas para ocupar espaço e, desta forma, adquirirem um destaque sem sentido na mancha de texto. E as palavras com mais de três sílabas todas apertadinhas para caber sem translineação? Que aflição, pá! Ainda há quem saiba fazer a divisão silábica das palavras para translinear correctamente?
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Gato preto
![]() |
| É tudo muito bonito, mas alguém tem que aquecer o router! |
Passei os últimos dias do ano a pintar tectos, pendurar quadros e candeeiros, colar letras na parede, deitar algumas coisas fora e a reciclar outras. Já começa a ser um hábito estas minhas empreitadas de pré-ano novo. O gato que não se atravessa no caminho, mas anda sempre atrás de mim, foi calcado e entalado algumas vezes durante a execução. Espero não ter comprometido a sorte para 2015.
I can see clearly
Às vezes deduzo coisas através da interpretação de acontecimentos aleatórios e imprevistos. Tento dar-lhes a razão de existência atribuindo-lhes a função de prenúncio ou anúncio. Teimo em acreditar num plano geral e superior. E a minha conduta pauta-se por isso. Não sou um "pastorinho de Fátima" - andei tantos anos na catequese e nunca ninguém me disse que António Botto foi o autor do "Avé Maria de Fátima" - para receber recados e também não gosto de me apelidar de supersticiosa. Prefiro uma definição rebuscada de semiótica aplicada à vida geral e futura.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Calma
Não sei que nome lhe dar, a verdade é que tenho um fetiche com o som de algumas palavras. E não precisam de ser em português, ou melhor, mar será sempre português. Nos outros idiomas será sempre oceano. As anglo-saxónicas ganham às francófonas. A culpa é do meu professor de francês do sétimo ano e os erres estremecidos na ponta da língua contra o palato. Os erres franceses soam na entrada da garganta, são guturais para o bem ou para o mal. Mas há uma palavra sem erres e da qual gosto muito e, mesmo sendo uma bruta apressada, não me sai da cabeça desde ontem: doucement.
Burguesia
A última vez, até ontem, que fui a uma espécie de feira foi ao mercado Porto Belo, fui procurar velharias. Ontem fui à feira de Espinho. Percebi que preciso de fazer este tipo de incursão mais vezes. Já não estou habituada. Sempre que alguém gritava "malhas dois euros", "casacos cinco euros" ou "olhá pandora", estremecia e pedia baixinho para não gritarem perto de mim. A amiga Paula, que foi comigo, ria-se da minha figureta. A amiga Olga - eu tenho uma amiga Olga, caralho! - diz que estou uma burguesa e eu não acho isso, eu acho é que estou a ficar uma coninhas.
Comprei duas ferraduras velhas, uma para mim e outra para a Helena.
Comprei duas ferraduras velhas, uma para mim e outra para a Helena.
domingo, 28 de dezembro de 2014
Boas saídas e excelentes entradas! - Tentei, mas continua a não ter piada
Gosto - começo muitas frases assim. Prometo escrever sobre favas ou Paulo Coelho e começar com não gosto - da ilusão do reset na passagem de ano. Não é verdade, mas não deixa de ser fixe pensar que posso deixar as más decisões, os maus momentos, tudo o que não me interessa em 2014 e to set it again em 2015. Não tenho nada de que me arrependa propriamente, faria coisas de maneira diferente, mas com interesse no mesmo resultado. Fiz muitas coisas pela primeira vez e desleixei-me noutras. Não me apeteceu ser interessante, apeteceu-me ser nada e não quis parar. Veio gente nova, regressaram alguns e outros foram-se. Ficaram os melhores. Afinal, 2014, foi um ano bom! Já tenho um objectivo para 2015, já sei onde quero ir no Verão, já sei com quem quero ir e já sei como vou. Vou de carro e, antes de chegar ao destino final, quero parar em Cannes e tirar uma selfie junto a uma placa. E quero ir à Covilhã! Pronto, já tenho dois objectivos. Três, também quero mudar o lavatório da casa de banho!
Senso comum e empatia
Faltava-lhe o vinho alentejano - eu sou mais Douro, mas cada um sabe de si e Deus sabe de todos - e algumas lembranças que este ano combinaram não gastar muito no Natal. Fiz-lhe companhia na ida ao shopping. Entramos na loja da roupa "íntima" com o objetivo de comprar um clássico de Natal para o irmão:
- Tanta coisa, nem sei... Vou levar estes.
- Esses?! Tens a certeza? São tão básicos... Eu, se fosse gajo, andava sempre com estes! Esses são muito escuros e largos...
- O meu irmão não gosta disso, acho...
- O irmão é teu, mas... E tu, o que usas? Não me digas que só usas beges, brancos e pretos?!
- Não! Às vezes também uso vermelho... vermelho escuro... pronto, às vezes também uso bordeaux.
- É tão fixe usar cores e coisas mais ousadas, tens que experimentar! Nunca é tarde para começar, começa pelas cores, rosa choque ou... Não precisas de mostrar a ninguém para sentires a "fixeza" da coisa. Basta tu saberes o que trazes para te sentires bem. Não sou só eu que o digo. Podes perguntar a qualquer mulher ou miúda. E, para ser discreta, já basta a roupa que usamos por fora no dia-a-dia.
Voltei a estar com ela ontem para a saída à noite:
- Olha, o meu irmão não gostou...
- O que foi que eu te disse, caralho? Tens que ouvir o que te digo, são bons conselhos, pá!
- Tanta coisa, nem sei... Vou levar estes.
- Esses?! Tens a certeza? São tão básicos... Eu, se fosse gajo, andava sempre com estes! Esses são muito escuros e largos...
- O meu irmão não gosta disso, acho...
- O irmão é teu, mas... E tu, o que usas? Não me digas que só usas beges, brancos e pretos?!
- Não! Às vezes também uso vermelho... vermelho escuro... pronto, às vezes também uso bordeaux.
- É tão fixe usar cores e coisas mais ousadas, tens que experimentar! Nunca é tarde para começar, começa pelas cores, rosa choque ou... Não precisas de mostrar a ninguém para sentires a "fixeza" da coisa. Basta tu saberes o que trazes para te sentires bem. Não sou só eu que o digo. Podes perguntar a qualquer mulher ou miúda. E, para ser discreta, já basta a roupa que usamos por fora no dia-a-dia.
Voltei a estar com ela ontem para a saída à noite:
- Olha, o meu irmão não gostou...
- O que foi que eu te disse, caralho? Tens que ouvir o que te digo, são bons conselhos, pá!
Manias
Não me parece bem chamar de obsessão à necessidade de proteger as pessoas de quem gostamos - família, amigos, vizinhos, colegas, etc. Principalmente quando há razões e provas dadas para o fazer. Nem sempre são as circunstâncias que fazem más as pessoas. Há pessoas más por natureza. São pobres diabos, mas gato escaldado de água fria tem medo e não é por dá cá aquela palha que se volta a dar o flanco. Proteger não é prender, é estar atento e, a ser preciso, intervir.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Quotidiano
Todos os dias tenho o tempo marcado para comer. Não faço as refeições a horas certas, tenho 20, 30, 40 ou 50 minutos para almoçar. Tudo depende do trabalho a fazer. Quanto menos tempo tenho, menos como. Não consigo comer rápido. Às vezes até prefiro não comer. Nos dias de ginásio, chego tarde e despacho o jantar. Nos outros dias, despacho o jantar porque quero fazer outras coisas. Mesmo quando janto ou almoço com os meus, é sempre a correr com coisas marcadas que não dão para fazer noutros dias. E eu gosto de comer, gosto de estar à mesa a conversar sem pressas. O Natal proporciona isso. Mas não posso estar sempre à espera do Natal para o fazer.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Enfim
Em Novembro comprei um computador. Já desisti há muito tempo dos portáteis, para serem bons têm de ser caros e são pouco robustos. A compra foi feita naqueles dias do mês em que nos devolvem o IVA em talão. Trouxe 74 euros e quatro cêntimos para desconto numa compra a efectuar até 26 de Dezembro. Fui lá ontem estourar o talão. Por mais seis euros, comprei umas colunas básicas para o PC e, no desespero de sair dali para não voltar, comprei um scanner. Tudo a correr bem até me darem mais um desconto a efectuar numa compra até 22 de Janeiro: caralho, ninguém merece. Já me apanharam outra vez.
Jantar de Natal no Indiano?
Podíamos ter escolhido uma “cena” mais monoteísta onde Jesus fosse profeta. Mas não é assim tão descabido, é quase como usar óculos de sol com nevoeiro. Parece estranho, mas funciona. E é útil para conduzir, os contornos ficam recortados e sem sombra de blur. Os óculos de sol são como o Natal, é quando e onde quisermos.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
A obra nasce
- V., preciso de desanuviar. Vamos tecer considerações sobre um assunto que me parece ser super importante. A estátua do Ronaldo: calções demasiado justos, sim ou não?
- A minha colega acha que o tamanho das bolinhas está exagerado. Eu, confesso, ainda não tive tempo para me debruçar sobre o assunto.
- É assim, para quem tem bolas de ouro, acho o tamanho apropriado e se é para enaltecer todos os atributos, nada pode ficar esquecido. De qualquer forma, penso que as suas diversas amantes deveriam ter uma palavra a dizer e, sugiro, pontuar!
- Olha, parece-me bem. Concordo com essa linha de pensamento.
- A minha colega acha que o tamanho das bolinhas está exagerado. Eu, confesso, ainda não tive tempo para me debruçar sobre o assunto.
- É assim, para quem tem bolas de ouro, acho o tamanho apropriado e se é para enaltecer todos os atributos, nada pode ficar esquecido. De qualquer forma, penso que as suas diversas amantes deveriam ter uma palavra a dizer e, sugiro, pontuar!
- Olha, parece-me bem. Concordo com essa linha de pensamento.
Da próxima vez faço tiramisu
Jantar que é de Natal tem sempre presentes. E neste não podia mesmo faltar sob pena de sermos amaldiçoados pelos três miúdos incluídos. Chegada a hora da distribuição, um dos miúdos, tem 11 anos, recebe o embrulho e dá de caras com a edição cartonada do "best of da Mafaldinha". O miúdo não disfarça a cara de tacho, vê uma miúda na capa e deduz que é um presente de menina - os miúdos têm destas coisas, não é por mal. É mais forte do que eles, nem quero imaginar o cenário se o embrulho fosse de meias ou cuecas, acredito que saltariam as lágrimas em catadupa. Pronto, tudo de volta do miúdo e “a Malfadinha não é para meninas, é para todos”, “vais ver que vais gostar, a Mafalfinha é uma reaccionária”e “a Malfaldinha é só para inteligentes. Quem gosta da Mafaldinha, é inteligente”. Este último argumento e a cara dele a gritar “ò meu Deus, estou tão fodido. Se eu não gostar da Mafaldinha, sou burro”, fez-me falar: olha, a Mafaldinha é fixe. Mas nunca foi a minha BD preferida. Não te preocupes porque, apesar disso, consegui estudar, tirar a carta, arranjar emprego, tenho amigos. Ou seja, a minha integração na sociedade foi possível. Há lugar para todos. Não tens que gostar obrigatoriamente da Mafaldinha, mas tens que lhe dar uma hipótese.
domingo, 21 de dezembro de 2014
Ninguém leva a mal
Não tem nada a ver à primeira vista, segunda, terceira, quarta e por aí fora até ao infinito. Vou a um jantar de Natal, tenho que levar uma sobremesa. Vou levar uma mousse de maracujá. É pouco natalício, mas é fácil de fazer e sai bem à primeira. Estou a pensar em espetar-lhe um pai Natal em cima para contextualizar a coisa.
Brancas
A minha avó morreu com 93 anos. Já morreu há mais de vinte anos. A minha avó era a Miquinhas da Sardoeira. Sabia ler e escrever. Andou na escola. Acompanhava o desfiar das contas do terço no rádio a pilhas e dizia "caralho p'ró caralho". Não fazia estas duas coisas ao mesmo tempo. Mas são estas particularidades que me fazem não esquecer dela. Ensinou-me que descascar nozes tinge as mãos e que houve tempos em que lavava a cabeça com "água de ferver cascas de nozes" para manter o cabelo preto. As nozes apanhadas da nogueira têm duas cascas. As apanhadas no supermercado podem ter uma ou nenhuma.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Não está chuva, nem orvalho... tenho que abastecer
Ontem zanguei-me. Senti aquela fúria do "como é que foste capaz de dizer uma coisa dessas". Depois fiquei triste, aquela tristeza do "como podes pensar isso de mim, admirava-te". Às tantas tem razão e não há nada a fazer. Mas quis voltar atrás para dizer mais algumas coisas, como numa discussão de bêbados, há sempre um que sai e regressa várias vezes com um novo argumento mal amanhado. E agora estou irritada comigo por uma coisa sem importância me incomodar tanto.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
E tudo começou com várias fotografias e a legenda “este natal, poupa um animal”. Tudo com muito bom aspecto, incluindo o ovo a cavalo numa espécie de pizza. O primeiro comentário, “o ovo não é uma vida em potência?” A resposta foi: “sou vegetariano, não sou vegan. São conceitos diferentes. O ovo é proteína desprovida de "ordem" genética, no meu entender”. Discussão saudável por ali abaixo, admite-se a piada do ovo como vida em potência e insiste-se na alimentação equilibrada com um pouco de tudo. Mas eis que chega um peso pesado do veganismo: “não encares como crítica, mas devias deixar a proteína animal. Custa, eu sei. O queijo foi a última coisa que deixei. Cada um faz o que achar melhor, eu não imponho nada a ninguém. Aliás, nem imponho este tipo de alimentação ao meu filho”. O rapaz agora diz que é omnívoro e que prefere ingerir proteína animal através do ovo e derivados do leite do que em suplementos. “A proteína é necessária aos músculos” e tomar comprimidos não é a onda dele. E volta à carga aquela que não quer impor e traz consigo o rol dos benefícios da eliminação proteica. Insiste na liberdade de escolha de cada um. Ele atira-lhe com “estudos que dizem que a proteína animal é necessária para a reestruturação muscular”. E ela responde que por “cada estudo desses, há um que diz para banir por completo a proteína animal.”
Esta conversa toda lembrou-me uma que tive (fui apanhada na curva) há uns anos atrás. O argumento era que o corpo humano e as características dos seus órgãos e funcionamento são próprios de uma alimentação vegetariana. Não souberam explicar porquê, só sabiam dizer que era assim. Rebati com a falta de três estômagos para chegar aos quatro de uma vaca. E falei na cadeia alimentar geral. Há animais que comem animais. A resposta foi a tal escolha, o instinto e não saber fazer de outra forma. Acabei com um: então não há a tal igualdade que defendes entre pessoas e animais? O animal pode escolher ser carnívoro, mas eu não posso. Ou o animal não possui inteligência para escolher outras formas de vida? Depois mudei de assunto porque já estava farta da pescadinha de rabo na boca e da mania da perseguição. É-me indiferente a escolha que fazem para se alimentar, não ataco ninguém. Pelo contrário, sinto-me atacada por não ser vegetariana. Se concebem a possibilidade da escolha e exigem o respeito porque raios estão sempre a querer evangelizar?
Esta conversa toda lembrou-me uma que tive (fui apanhada na curva) há uns anos atrás. O argumento era que o corpo humano e as características dos seus órgãos e funcionamento são próprios de uma alimentação vegetariana. Não souberam explicar porquê, só sabiam dizer que era assim. Rebati com a falta de três estômagos para chegar aos quatro de uma vaca. E falei na cadeia alimentar geral. Há animais que comem animais. A resposta foi a tal escolha, o instinto e não saber fazer de outra forma. Acabei com um: então não há a tal igualdade que defendes entre pessoas e animais? O animal pode escolher ser carnívoro, mas eu não posso. Ou o animal não possui inteligência para escolher outras formas de vida? Depois mudei de assunto porque já estava farta da pescadinha de rabo na boca e da mania da perseguição. É-me indiferente a escolha que fazem para se alimentar, não ataco ninguém. Pelo contrário, sinto-me atacada por não ser vegetariana. Se concebem a possibilidade da escolha e exigem o respeito porque raios estão sempre a querer evangelizar?
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
As alegrias do Natal
As minhas amigas que têm filhos, vou só falar de duas, andam numa roda vida por causa do Natal. Uma, cujo filho frequenta o ensino articulado e toca flauta de não sei o quê (já soube qual era, mas não me lembro. Será a de Bisel?), queria uma camisola destas para levar ao Concerto de Natal. A outra, a festinha do infantário é hoje e a vindima só acaba quando se lavam os cestos, diz que já está farta dos pedidos às pinguinhas e em cima da hora: frascos, fronhas, camisolas brancas, calças brancas, etc. e que da última vez que ouviu "Mãe, tenho que lhe pedir uma coisa...", respondeu "O QUÊ?!". Disse-me que só faltava juntar um caralho ao "O QUÊ?!", mas a educadora percebeu que ele, o caralho, estava implícito no "O QUÊ?!".
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Tão emocionante como a corrida de chatos para a Índia
Festa de Natal infantil, miúdos entre os quatro e os oito anos, cantor da terrinha:
- E agora vou cantar uma que todos conhecem: Lisboa menina e moça...
A cara dos miúdos foi impagável! Coitadinhos. Consegui ler o pensamento daquelas cabecinhas: Se o pai Natal não for bom para mim, ninguém é!
- E agora vou cantar uma que todos conhecem: Lisboa menina e moça...
A cara dos miúdos foi impagável! Coitadinhos. Consegui ler o pensamento daquelas cabecinhas: Se o pai Natal não for bom para mim, ninguém é!
Não é que o saiba fazer, mas gosto
Nunca o disse, mas digo hoje. As fotografias que aqui publico são quase todas minhas. É a vantagem dos smartphones. Quando não são minhas, topa-se logo. Por isso é que nunca disse nada sobre o assunto.
Às vezes também uso a máquina ou a câmara fotográfica. Quando a uso é porque já saí de casa com a ideia de fotografar.
Às vezes também uso a máquina ou a câmara fotográfica. Quando a uso é porque já saí de casa com a ideia de fotografar.
![]() |
| A minha pequenina! |
Basta pedir
Dificilmente me abordam assim do nada - já vos disse que tenho cara de Titanic - excepto quando a ideia é vender, aí vale tudo. Mas velhos, crianças e animais não têm problema nenhum em pedir-me ajuda. Já verifiquei prazos de validade, já ajudei a encontrar pais e já arranjei casa para alguns. Hoje, já com a primeira engatada para arrancar, bateram-me no vidro:
- Menina, pode ajudar-me? Não sei ler, fiquei viúva. Sou de uma aldeia, sou de Barcelos. Não fui à escola. O meu marido sabia ler. Agora recebo as cartas e não sei ler. Não sei se são para mim, os meus filhos não estão cá...
Li as cartas. Podia fazer mais alguma coisa?
- Menina, pode ajudar-me? Não sei ler, fiquei viúva. Sou de uma aldeia, sou de Barcelos. Não fui à escola. O meu marido sabia ler. Agora recebo as cartas e não sei ler. Não sei se são para mim, os meus filhos não estão cá...
Li as cartas. Podia fazer mais alguma coisa?
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
A curiosidade matou o gato?
Faço sempre o mesmo percurso. Costumo vê-los por volta das oito da manhã. É a demora do vermelho que me permite olhar com olhos de ver. O carro deles fica estacionado na berma, sacos na mão e mais de uma dezena de gatos vai ao encontro deles. São quase todos pretos. Eles, o casal, devem ter entre 60 a 70 anos. A semana passada não os vi. Só vi os gatos no passeio à espera deles. Pensei em horários possíveis para os substituir. Hoje vi um homem com um saco e os gatos à volta. O homem é mais novo, será filho? Apeteceu-me parar o carro e perguntar por eles.
Perdi o amor ao dinheiro
- Vais descalçar-te, tirar as meias, pões os pés aqui e agarras nisto com as duas mãos.
- Agarro assim?
- Sim. Agora vamos à pernas… Isto dá quase duas voltas! Feito, a tua cintura…
- O umbigo é aqui!
- Vamos testar a tua resistência, força e flexibilidade.
Sucumbi à pressão. Fiz finalmente a avaliação física.
- Agarro assim?
- Sim. Agora vamos à pernas… Isto dá quase duas voltas! Feito, a tua cintura…
- O umbigo é aqui!
- Vamos testar a tua resistência, força e flexibilidade.
Sucumbi à pressão. Fiz finalmente a avaliação física.
Ano sim, ano não
Não é que não sinta dor, sinto-a. O que me faz ser tolerante à dor é não "panicar" perante a sua existência. Quer dizer, há duas coisas que me fazem entrar em pânico e sofro por antecipação por não saber quantificar o quanto vai doer - as "picadelas" de agulhas e os "esticões" da fotodepilação. É sempre o desconhecimento que me atrapalha, excepto numa situação. Não é uma dor física que sinto e acontece ano sim e ano não. Os meus sobrinhos vão estar com o pai este ano. Sei que custa muito mais à minha irmã ficar sem eles. Saber que estão felizes por ir, conforta. A consoada antecipada também ajuda. Mas não é suficiente.
domingo, 14 de dezembro de 2014
Não quero saber
Só me interessa saber da bola quando preciso de usar a VCI, A3 ou A4 em dia de jogo no Dragão.
Nota-se muito que o meu coração é "azulibranco"?
Referências
- Pois, pareço um puto...
- Não pareces um puto. Fica-te bem, pareces uma menina. É positivo.
- É.
Mais uma facada na sexiness.
sábado, 13 de dezembro de 2014
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Palavras bolorentas
Escrever um e-mail em três linhas e pôr logo no assunto o que se pretende. Quando a troca é constante, não há corpo de e-mail para ninguém e vai só a assinatura com os cumprimentos devidos. Fica o assunto despachado no assunto. Funciona. É logo lido, não é esquecido porque não é guardado para mais tarde interpretar. A linguagem é simples e sem sombra de dúvidas. É quase fazer um desenho em palavras. Deviam ser todos assim. Mas há sempre os venho-por-este-meio com os infra, supracitado e em epígrafe.
O meu trabalho, às vezes, também passa por bater no "burocrês" até ele ficar miudinho.
O meu trabalho, às vezes, também passa por bater no "burocrês" até ele ficar miudinho.
Revista de Imprensa
Miss Bumbum diz que já voltou a perder virgindade
- "Decidi fazer a operação para ter a oportunidade de ter um relacionamento mais puro. Além disso, fiz uma produção para uma revista e posei nua. Além de revelar a minha sensualidade, quis também mostrar a minha pureza." - O que não bate certo aqui???? A sério que usou duas vezes a palavra "pureza"??? Será que ela sabe que reconstruir o hímen não traz nada de volta???
- E levar no rabinho? Será que é puro?
- Enfim! Deus a ajude!
- Que bem precisa... achas que ela o vai reconstruir outra vez? Que desperdício, mais valia pôr mamas!
El estudio que asegura que los hombres son “idiotas”
- Olha, o estudo que precisávamos para confirmar o que já sabíamos.
- Agora, com este estudo, já não precisamos de argumentar tanto. O meu obrigado a todos os cientistas (?)!
- Todos, sem excepção!
- "Decidi fazer a operação para ter a oportunidade de ter um relacionamento mais puro. Além disso, fiz uma produção para uma revista e posei nua. Além de revelar a minha sensualidade, quis também mostrar a minha pureza." - O que não bate certo aqui???? A sério que usou duas vezes a palavra "pureza"??? Será que ela sabe que reconstruir o hímen não traz nada de volta???
- E levar no rabinho? Será que é puro?
- Enfim! Deus a ajude!
- Que bem precisa... achas que ela o vai reconstruir outra vez? Que desperdício, mais valia pôr mamas!
El estudio que asegura que los hombres son “idiotas”
- Olha, o estudo que precisávamos para confirmar o que já sabíamos.
- Agora, com este estudo, já não precisamos de argumentar tanto. O meu obrigado a todos os cientistas (?)!
- Todos, sem excepção!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
É fazer as contas
Na segunda-feira, 8 de Dezembro, - o dia que já não é da mãe, mas que continua a ser - fui jantar com os meus pais. O jantar termina sempre com uma mini-caminhada para tomar café no McDonald's da Boavista - não sei se todos têm uma zona reservada só para café como este - ou no Alicantina. Fomos ao Alicantina e, na montra dos bolos, lá estavam elas, as rabanadas. Gosto do Natal e adoro rabanadas. Perguntei o preço antes de pedir uma. Um euro e setenta cêntimos, responderam-me. Achei caro e disseram-me que afinal o preço da unidade era um euro e meio. Continuei a achar caro e disse-lhe que seria demasiado frustrante dar esse dinheiro e a rabanada não ser boa. Se eu comprasse duas rabanadas, seriam três euros. Têm a noção de quantas rabanadas se conseguem fazer com três euros?
"As irmãs de Ricardo Salgado fazem bolos em casa para vender"
Ups! Restaurante da McDonald's mostra imagens hardcore aos clientes
"As irmãs de Ricardo Salgado fazem bolos em casa para vender"
Ups! Restaurante da McDonald's mostra imagens hardcore aos clientes
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Fluência
Regressados de Adis Abeba, Etiópia, contam-me a visita pelo mercado e ele diz-me “nem imaginas a vezes que lhe disseram I love you e nem se importavam com a minha presença”. Sem pensar, disse que deveria ser como em Marrocos. As mulheres estrangeiras são vistas como passaportes. A intenção não foi pôr em causa a beleza dela e tenho a certeza que isso, a beleza, não passou despercebida. Paciência, saiu-me e contei a história do marroquino que, na Praia Aglou em Tiznit, nos convenceu a ir ver os artesãos a trabalhar a prata. Depois da visita, fomos lanchar. Ele pediu uma Fanta, fomos falando, arrotou alto e a bom som - não estava à espera, pensei que fosse mito - e a determinada altura disse: só há duas maneiras de sair de Marrocos, ou tens dinheiro ou casas com uma estrangeira. I don't have much money and no woman, no cry.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Decisões
Não concordo que o pensar demais prejudique a tomada de decisões. Só vejo vantagens em estar preparado para o que é expectável e equacionar os diferentes cenários possíveis não é uma perda de tempo. Não será válido para tudo, eu sei. Mas a última decisão que tomei e da qual me arrependo, foi feita sem pensar. Decidi vestir um par de cuecas de renda com uma recém-tatuagem a ultrapassar a fronteira costas-nádega. Não foi bom. Foi um dia longo. Não sei como há quem consiga tomar boas decisões às 07h00 da manhã.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
É suposto alterar para bonito
O Instagram não serve só para mostrar ao mundo as coisas boas que comemos, as coisas fixes que fazemos, os nossos sapatinhos, roupinhas e nossos bichinhos fofos. Serve para transformar as fotografias de merda que tiramos com o telemóvel em verdadeiras Cinderelas fotográficas. Há uma catrefada de filtros, desfoques e vinhetas possíveis em cor e tamanho. E agora vou revelar um coisa sobre a lista de filtros: o normal não é um filtro, caralho!
O futuro é hoje?
Uma história de amor que começa numa tragédia. Temos alguém que regressa às origens e outro alguém que abandona as suas origens para acompanhar o regresso do outro. Identifiquei-me com o sacrifício de deixar o mar para trás. Todo o amor tem o seu sacrifício, não é? O amor é um sentimento universal, não é? É como nos anjos, no amor o género é indefinido, não é? Não, não é. Ainda há muita homofobia por cá. Mesmo no escuro do cinema, deu para perceber o constrangimento de alguns "habitantes" da sala.
Estas coisas do amor e da saudade ligada às características da nossa terra, o mar será sempre a minha escolha, fazem-me lembrar a lenda das amendoeiras em flor.
Não há mal que sempre dure
Esta semana falavam-me de olhar para as "merdas que acontecem" como lições. Aproveitar a oportunidade de aprender com os nossos erros e os erros outros. Repetir o que é repetível, evitar o irrepetível. E se há merdas que acontecem porque nós ou alguém, propositadamente ou não, fez para que acontecessem. Outras há que acontecem do nada sem ninguém prever. Como sou uma optimista crónica, para mim, qualquer que seja a situação, nada está perdido até estar perdido mesmo. É cansativo não desistir à primeira, mas às vezes compensa. Se não resultar em nada, fica a satisfação de se ter tentado.
Quando penso em desistir à primeira adversidade, lembro-me sempre desta situação. Tinha decidido fazer a cadeira por exame. Foi uma decisão estúpida porque tinha mais duas cadeiras na mesma situação. Devia ter arrumado com ela por frequências. Estava no último ano, estágio marcado para começar no Porto. As cadeiras, se ficassem por fazer, estariam na Covilhã. Tenho a certeza que o universo conspirou contra mim no dia do exame de Teoria Política. Acordei tarde. Entre comer e tomar banho, escolhi tomar banho. Saí disparada de casa e caí na rua, caí nas escadas - escadas de pedra e saltos não combinam -, caí para trás. Fiquei estendida no chão com os olhos postos no céu, a pensar no atraso que já levava e se devia voltar ou não para casa. Os miúdos que iam à minha frente, correram para dobrar a esquina e assim poderem rir à vontade. Não os via, mas ouvia o gargalhar. Coitadinhos, estranharam a minha demora e voltaram para trás para saber do meu estado. Agradeci o cuidado, levantei-me, sacudi-me e pensei "não há nada pior do que isto". Fui fazer o exame, o professor deixou-me entrar para o fazer, correu bem e isso viu-se mais tarde na pauta. Portanto, não há mal que sempre dure e às vezes começa e acaba no próprio dia. É preciso tentar sempre, mesmo que as probabilidades não sejam as mais favoráveis.
Quando penso em desistir à primeira adversidade, lembro-me sempre desta situação. Tinha decidido fazer a cadeira por exame. Foi uma decisão estúpida porque tinha mais duas cadeiras na mesma situação. Devia ter arrumado com ela por frequências. Estava no último ano, estágio marcado para começar no Porto. As cadeiras, se ficassem por fazer, estariam na Covilhã. Tenho a certeza que o universo conspirou contra mim no dia do exame de Teoria Política. Acordei tarde. Entre comer e tomar banho, escolhi tomar banho. Saí disparada de casa e caí na rua, caí nas escadas - escadas de pedra e saltos não combinam -, caí para trás. Fiquei estendida no chão com os olhos postos no céu, a pensar no atraso que já levava e se devia voltar ou não para casa. Os miúdos que iam à minha frente, correram para dobrar a esquina e assim poderem rir à vontade. Não os via, mas ouvia o gargalhar. Coitadinhos, estranharam a minha demora e voltaram para trás para saber do meu estado. Agradeci o cuidado, levantei-me, sacudi-me e pensei "não há nada pior do que isto". Fui fazer o exame, o professor deixou-me entrar para o fazer, correu bem e isso viu-se mais tarde na pauta. Portanto, não há mal que sempre dure e às vezes começa e acaba no próprio dia. É preciso tentar sempre, mesmo que as probabilidades não sejam as mais favoráveis.
domingo, 7 de dezembro de 2014
"Palavrices"
Por estranho que possa parecer, só comecei a recorrer com frequência ao uso do palavrão quando fui para a Covilhã. Não fui criada numa redoma, a minha mãe até me deu o dicionário do calão. Em casa não se diziam, a minha mãe não queria que os disséssemos. Queria que soubéssemos que existiam. E ouvi muita coisa pelas escolas onde passei. Era muita criatividade a fervilhar. Lembro-me de um miúdo me perguntar se eu não dizia palavrões, safei-me com um "digo, claro. Tu é que não estás atento".
Nascida e criada no Porto, mas com pronúncia pouco carregada - v e b, por uma razão óbvia, nunca representaram qualquer desafio - apenas algumas vogais que não consigo fechar (e nem me esforço para o fazer), o ditongo "ou" e palavras terminadas em "am" denunciam-me. E muitas expressões (à minha beira, por exemplo) e nomenclaturas (granizo, magnórios, aloquete, estrugido, testo, etc.), claro. Não digo mánhe, nem paie, romá, maçá ou irmá. O "ão" não é para mim pon, mon ou son - quando o ouço assim, lembro-me sempre dos pronomes possessivos do francês e repito-os mentalmente: mon, ton, son, ma, ta, sa, mes, tes, ses, notre, votre, leur.
Quando cheguei à Covilhã, a minha pronúncia era batida aos pontos pelos residentes no raio de 50 quilómetros de distância do Porto. Não podia admitir que a minha origem não fosse imediatamente detectada. Precisei de usar os palavrões. Sempre disse foda-se e não o característico fuoda-se. Hoje em dia, graças a Deus, ainda os uso, mas só com as minhas pessoas. O meu caralho não é para qualquer um.
Agora, algo completamente diferente, vou deixar um mantra para aqueles dias menos bons. Pode ser dito mentalmente ou num local isolado. Acreditem em mim, não sou nenhuma miúda. Entrei na UBI em 1997, façam as contas. Isto é melhor que arremessar objectos e mais barato que terapia:
Foda-se para o caralho que os foda, era quem os fodesse a todos até à perda total da consciência, só não os mando apanhar no cu porque podem gostar e o que eu quero mesmo é que se fodam todos ou o caralho que os foda a todos. Foda-se, fodei-vos e não me fodam a puta da cabeça.
Por muito tentador que seja, nunca o repitam com assistência ou dirigido a alguém em particular. Há formas mais elegantes de o dizer sem prejudicar em nada o significado.
Quando cheguei à Covilhã, a minha pronúncia era batida aos pontos pelos residentes no raio de 50 quilómetros de distância do Porto. Não podia admitir que a minha origem não fosse imediatamente detectada. Precisei de usar os palavrões. Sempre disse foda-se e não o característico fuoda-se. Hoje em dia, graças a Deus, ainda os uso, mas só com as minhas pessoas. O meu caralho não é para qualquer um.
Agora, algo completamente diferente, vou deixar um mantra para aqueles dias menos bons. Pode ser dito mentalmente ou num local isolado. Acreditem em mim, não sou nenhuma miúda. Entrei na UBI em 1997, façam as contas. Isto é melhor que arremessar objectos e mais barato que terapia:
Foda-se para o caralho que os foda, era quem os fodesse a todos até à perda total da consciência, só não os mando apanhar no cu porque podem gostar e o que eu quero mesmo é que se fodam todos ou o caralho que os foda a todos. Foda-se, fodei-vos e não me fodam a puta da cabeça.
Por muito tentador que seja, nunca o repitam com assistência ou dirigido a alguém em particular. Há formas mais elegantes de o dizer sem prejudicar em nada o significado.
O primeiro jantar de Natal
Aquele em que trabalhamos todos para o mesmo, mas não nos conhecemos todos, calhou ser o meu primeiro jantar de Natal. Fiz trio, porque três não é par, com o Gouveia e a Guimarães. Entalaram-nos num canto ao longe. Foi o melhor. Não sinto qualquer remorso por ter dito não ao pigmeu de dedos curtos e gordos. Parece que ainda o estou a ver, a olhar de baixo para cima, uma mãozinha em cima da outra, a tremelicar porque sabia que não podia exigir e se era para pedir, tinha que o ter feito antes. O Gouveia percebeu que a minha resposta já estava preparada, a Guimarães só desejou que o homem também estivesse preparado com uma muda de calças.
Voltando ao jantar, tirando o facto de conhecermos só de vista os nossos companheiros de mesa, não correu mal. Ficamos impressionados com as capacidades da senhora à nossa frente. Não só parecia uma garoupa a comer como conseguia enfiar na boca grandes nacos de bacalhau. Cuspia as espinhas em bola e de uma vez só. Também palitava os dentes de olhos fechados como se estivesse a saborear tudo menos um pedaço afiado de madeira. E a nossa cota de músicas latinas e africanas ficou preenchida até ao próximo Dezembro. É de valorizar, não é?
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
As piores melhores amigas de sempre
Felizmente não caem pianos nem bigornas do céu. Se caíssem, era nela que acertavam. Tudo lhe acontece, desta vez aconteceu-lhe rebentar uma rótula. A brincar, digo-lhe várias vezes que ela só podia estar na primeira fila durante o apedrejamento de Jesus Cristo. Ela diz que sim e acrescenta que também lavou as cuecas na tábua dos dez mandamentos. No meio de tanto azar, tem a sorte no meio dos amigos. Não me leva a sério quando lhe digo que não atendo o telemóvel depois das 18h00.
Tirou finalmente o gesso e vai começar a via-sacra da fisioterapia:
- Sabes o que o meu irmão me disse? Que não vou poder ajoelhar-me durante algum tempo. Já viste? É meu irmão, não pode dizer-me estas coisas!
- Deixa lá. Eu também não estou bem. Olha, faço os abdominais que forem precisos, aguento bem a posição em prancha, mas os agachamentos partem-me toda. E ontem fiz montes deles. Que ninguém me peça para ficar por cima!
Tirou finalmente o gesso e vai começar a via-sacra da fisioterapia:
- Sabes o que o meu irmão me disse? Que não vou poder ajoelhar-me durante algum tempo. Já viste? É meu irmão, não pode dizer-me estas coisas!
- Deixa lá. Eu também não estou bem. Olha, faço os abdominais que forem precisos, aguento bem a posição em prancha, mas os agachamentos partem-me toda. E ontem fiz montes deles. Que ninguém me peça para ficar por cima!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
*O universo castiga-me pelas coisas que vejo
Não conheço ninguém que tenha com tanta frequência lesões na córnea. Secam-me os olhos e as poeiras fazem pequenos rasgos. Em tempos receitaram-me lágrimas falsas. Não sei se eram de crocodilo. Assim que acabaram, não pensei mais nisso. Hoje lembrei-me delas, acordei com os olhos a picar-me (é só um olho, olho no singular. Soa mal, não soa?). Levantei a pálpebra e vi a película branca na íris. E agora ando a gotas e pomadas (é só uma pomada, pomada no singular. Soa mal, não soa?). Aproveito estas alturas para dramatizar. Até encomendo a minha alma ao criador. Mas não me deixam:
- Uma lesão na córnea, outra vez. Pica-me o olho. É uma merda, pomada e gotas no olho…
- Outra vez a espetar agulhas nos olhos? Não é boa ideia. Devias saber isso!
- Foi, foi isso mesmo, já tinha palitos nas unhas e disse para os meus botões: e se espetasses agulhas nos olhos? Se assim o pensei, melhor o fiz!
*É castigo. Ando a ver demasiado lixo. E vou lá de propósito e rio-me.
- Uma lesão na córnea, outra vez. Pica-me o olho. É uma merda, pomada e gotas no olho…
- Outra vez a espetar agulhas nos olhos? Não é boa ideia. Devias saber isso!
- Foi, foi isso mesmo, já tinha palitos nas unhas e disse para os meus botões: e se espetasses agulhas nos olhos? Se assim o pensei, melhor o fiz!
*É castigo. Ando a ver demasiado lixo. E vou lá de propósito e rio-me.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
É um ar que lhes dá
Às vezes, sinceramente, não sei porque me perguntam se já sabem a minha resposta. Sim, estou a falar de homens. Cheguei à conclusão, pelo método de observação indirecta, que, entre os 35-40 anos, dá nos homens uma espécie de filoxera. Não sabem o que querem, querem muito e depois não querem nada. Não querem nada daquela que queriam muito há 30 dias atrás. Passam a querer muito de uma nova e que “seja eterno enquanto durar.”
Calhando a nova que querem muito, não querer nada com eles e, custa-lhes estar sozinhos e está frescote, vai de enviar mensagem à anterior que queriam muito:
- Saudades tuas…
Mesmo não querendo nada com a antiga, nunca se sabe o dia de amanhã e convém manter o contacto a pensar em save it for a rainy day. Mensagem enviada:
- Minha querida, vou seguir o teu conselho…
Pediram-me e eu dei as sugestões de resposta:
1ª Leva as saudades que aqui não deixas nenhumas. Estimo que te fodas.
2ª Minha querida é o caralho que te foda.
Calhando a nova que querem muito, não querer nada com eles e, custa-lhes estar sozinhos e está frescote, vai de enviar mensagem à anterior que queriam muito:
- Saudades tuas…
Mesmo não querendo nada com a antiga, nunca se sabe o dia de amanhã e convém manter o contacto a pensar em save it for a rainy day. Mensagem enviada:
- Minha querida, vou seguir o teu conselho…
Pediram-me e eu dei as sugestões de resposta:
1ª Leva as saudades que aqui não deixas nenhumas. Estimo que te fodas.
2ª Minha querida é o caralho que te foda.
#100happydays
![]() |
| 64 imagens dos #100happydays |
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Primus inter pares?
Um dia convidaram-me para fazer parte da direcção. O convite surgiu porque lhes faltava alguém. Ninguém me disse isso, mas tenho a certeza que sim. A minha idade não correspondia a tanta responsabilidade e tradição. Pensaram que chamarem-me de vice-presidente e ter a minha assinatura como imprescindível para ordens de pagamento seria suficiente para mim. Cansei-me de bater tantas vezes de frente com o auto-proclamado "grande líder" e saí. O alívio não lhe foi completo, continuo a ser sócia. E vou aparecendo, gosto de ver até onde vai o pedantismo.
É uma associação de profissionais, mas o labrego acha que é a quinta dele.
É uma associação de profissionais, mas o labrego acha que é a quinta dele.
Incapacidades a precisarem de ser resolvidas
Não sou capaz de desligar o telefone na cara de ninguém, nem consigo continuar a andar e ignorar alguém que está a falar comigo.
- Posso falar-lhe sobre o blá blá card?
- Não tenho tempo, obrigada.
- Não paga anuidade e tem inúmeras vantagens!
- Já tenho um cartão de crédito. E não preciso de mais despesas.
- Mas este não paga nada!
- Se usar, pago. É uma potencial despesa.
- Usa só quando precisar, como se fosse um cartão de débito, guarda-o numa gaveta e...
- Já tenho cartão de débito. E para guardar numa gaveta, não preciso dele.
- Se aderir, recebe de imediato um smartphone e...
- Já tenho um smartphone. Não preciso de outro.
- Ao aderir, é-lhe disponibilizado 30 euros...
- Já tenho 30 euros. Não preciso de me meter em trabalhos por 30 euros.
- Tem carro?
- Olhe, vamos parar por aqui. Não estou mesmo interessada. Desculpe. Obrigada. Boa tarde.
- Posso falar-lhe sobre o blá blá card?
- Não tenho tempo, obrigada.
- Não paga anuidade e tem inúmeras vantagens!
- Já tenho um cartão de crédito. E não preciso de mais despesas.
- Mas este não paga nada!
- Se usar, pago. É uma potencial despesa.
- Usa só quando precisar, como se fosse um cartão de débito, guarda-o numa gaveta e...
- Já tenho cartão de débito. E para guardar numa gaveta, não preciso dele.
- Se aderir, recebe de imediato um smartphone e...
- Já tenho um smartphone. Não preciso de outro.
- Ao aderir, é-lhe disponibilizado 30 euros...
- Já tenho 30 euros. Não preciso de me meter em trabalhos por 30 euros.
- Tem carro?
- Olhe, vamos parar por aqui. Não estou mesmo interessada. Desculpe. Obrigada. Boa tarde.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







































.jpg)




