segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Da próxima vez faço tiramisu

Jantar que é de Natal tem sempre presentes. E neste não podia mesmo faltar sob pena de sermos amaldiçoados pelos três miúdos incluídos. Chegada a hora da distribuição, um dos miúdos, tem 11 anos, recebe o embrulho e dá de caras com a edição cartonada do "best of da Mafaldinha". O miúdo não disfarça a cara de tacho, vê uma miúda na capa e deduz que é um presente de menina - os miúdos têm destas coisas, não é por mal. É mais forte do que eles, nem quero imaginar o cenário se o embrulho fosse de meias ou cuecas, acredito que saltariam as lágrimas em catadupa. Pronto, tudo de volta do miúdo e “a Malfadinha não é para meninas, é para todos”, “vais ver que vais gostar, a Mafalfinha é uma reaccionária”e “a Malfaldinha é só para inteligentes. Quem gosta da Mafaldinha, é inteligente”. Este último argumento e a cara dele a gritar “ò meu Deus, estou tão fodido. Se eu não gostar da Mafaldinha, sou burro”, fez-me falar: olha, a Mafaldinha é fixe. Mas nunca foi a minha BD preferida. Não te preocupes porque, apesar disso, consegui estudar, tirar a carta, arranjar emprego, tenho amigos. Ou seja, a minha integração na sociedade foi possível. Há lugar para todos. Não tens que gostar obrigatoriamente da Mafaldinha, mas tens que lhe dar uma hipótese.

6 comentários:

  1. « ... mas tens de lhe dar uma hipótese.»

    É insinuante... porém suasório , sem duvida nenhuma. :))

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  2. Grande lição de vida :)
    Aplica-se a tudo.

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    Respostas
    1. Se visses a cara do miúdo... Mas sim, aplica-se a tudo :-)

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