Até parece que foi ontem que saí da Covilhã, recordo como fiquei intrigada quando ouvi pela primeira vez o insulto "cona da mãe". Se calhar não devia ter perdido tanto tempo com isto, mas estas coisas do calão fazem-me sempre reflectir na génese e significado das expressões. Seria um insulto às mães? Uma forma diferente de chamar filha da puta? Seria uma verdade de La Palice: se existes, tens mãe e se tens mãe, esta tem cona? Perdi 10 minutos nisto e cheguei a uma conclusão: é melhor não falar à minha mãe sobre este assunto, quer-me parecer que ela não ia gostar.
Esta não foi a única expressão que me causou estranheza e me fez ver a diferença linguística entre a Covilhã e o Porto. Esta diferença vê-se nas palavras e também nos actos. Na Covilhã chamam broches às pessoas, aqui, no Porto, fazem-se. E o resultado - ou sentimento - final do dito e do feito é completamente diferente.