sábado, 13 de setembro de 2014

São tão espertos para umas coisas

Diz que faz bem ao cérebro.
A estupidez (natural) de um adolescente reside em dois pontos: a pressa de crescer e achar que os adultos nunca foram adolescentes.

O meu sobrinho de 15 anos ligou-me esta semana:


- Tia, vou à escola e passo em tua casa para ver a Anita e o Pantufa que já não vejo há muito tempo, ok?


Mesmo desconfiando deste ataque súbito de ‘peace and love', estranhei também a falta da referência fofinha ao Mantorras, respondi afirmativamente ao pedido.

Ora bem, fotografias do telemóvel e do tablet, tudo por uma questão de espaço e arquivo, em upload directo para uma nuvem que não é a das estrelas. O sofrimento físico aflige-me e não gosto de ‘ais‘ nem na tecnologia, 'paranoid android' me confesso.


As usual, telemóvel vai comigo trabalhar e tablet fica em casa à espera dos momentos de ócio para os quais não vale a pena ligar o computador. E eis que recebo a notificação: foram adicionadas seis fotografias à cópia de segurança. A minha primeira reação foi localizar o telemóvel - foda-se, está aqui! Ninguém o roubou ou encontrou! Visualizar as fotografias foi o meu segundo passo. Não reconheço os olhos semicerrados, nem os lábios em forma de beijo repenicado (não sei que tipo de face esta, mas percebi que a duckface já passou à história). O cenário, esse, sim, reconheço: é a minha sala, caralho! Agarrei no telemóvel e cliquei em ligar para casa:


- Então, está a correr bem a sessão fotográfica? É para o perfil do facebook?

Pronto, assustados os miúdos, pude continuar serenamente a trabalhar.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Se estivesse mais perto, assustava-os pessoalmente.

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  2. Ora, tinhas mesmo que interromper a sessão de sabe-se lá o que? (sim, porque com 15 anos já se faz muita coisa...)...

    Deixa-os aproveitar a adolescencia... (Desde que não te partam a casa, claro...)

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    1. Eu deixar, deixo. Mas acho que ainda têm que crescer mais um bocadinho :-)

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