terça-feira, 7 de abril de 2015

A legenda da imagem: Tarde Bollycao® no Escritório


A H. enviou-me a imagem. E qual é o pensamento que me vem à cabeça? Tarde bacanal no escritório: os colegas são tão bons colegas que as colegas preferem entreter-se entre elas. Vidas.

Não, obrigada

 
É notícia velha, mas apetece-me escrever sobre ela. Aborrece-me esta coisa da igualdade em coisas parvas. E esta é uma delas. Perdoem-me as "modernaças", eu não quero libertar os meus mamilos da carga erótica. Eu quero-os sexualizados. Eu não quero andar em tronco nu. Aliás, à luz da semiótica popular, tenho bons motivos para não o fazer. Na primeira e única vez que fiz topless, apanhei um escaldão que nem é bom lembrar. Jurei que nunca mais. Se nesse dia calhasse ter um acidente, não precisaria de usar colete. Bastava despir a camisola. E isto só pode ser um sinal para manter as miúdas tapadinhas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O poder da palavra - 2

- Tens uma linguagem demasiado erudita!
- Eu sei. Não consigo evitar. Por isso digo palavrões, é para atenuar.

O poder da palavra - 1

O meu pai fez parte de uma confraria religiosa que, para além de outras coisa, visitava estabelecimentos prisionais. Um dia, o meu pai, pediu-me que o desenrascasse. Tinha que escrever um texto sobre o que significava para ele a visita aos presos. Escrevi, pai é pai e o homem não tem jeito. Estas coisas iriam ser lidas num retiro - a minha família não é normal - e quando regressou, disse: ò rapariga, que foste tu escrever! Ficou tudo com a lágrima no olho. 
E o que é que eu aprendi com este episódio? Que há qualidades que os filhos vão buscar às mães. Ao meu pai fui buscar o amor pelos animais. Partilhamos esta ligação especial que, às vezes, nos faz preferir a bicheza às pessoas.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Capítulo XI - A chave

Trailer - Palmier Encoberto
Prólogo - Xilre
Capítulo I - Calma com o andor
Capítulo II - Dúvidas Cor de Rosa
Capítulo III - A Mais Picante
Capítulo IV - Mirone
Capítulo V - Pasme-se quem puder
Capítulo VI - A Uva Passa
Capítulo VII - Kiss and Make Up
Capítulo VIII - Amor Autista
Capítulo IX - Talqualmenteoutro 

Capítulo X - Linda Porca

C H A V E - curioso, sempre pensou que fosse com X como o “axo” das mensagens que troca com Carlos. Deteve-se pouco com este pensamento, o ecrã pedia-lhe uma fotografia de perfil. Olhou em volta. Procurou ideias nos borrões de Rorschach das paredes carunchosas. Paredes tão carunchosas como a velha que lhes ofertara a cama. A cama que agora era a ilha dos amores. É isso! - pensou, inseriu as palavras “mulher” e “Camões” no campo de pesquisa. Escolheu a mais loira e a mais jovem imagem que lhe apareceu.

Filhos. Amor. Carlos. Era sobre isso que ia escrever, estava pronta. Começou a juntar as letras, mas, delete-delete-delete, não lhe saía nada de jeito. Só conhecia os filhos dos outros que poderia dizer sobre a parentalidade? Nada. “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Decidiu avançar para o amor e seleccionou o tema no Citador. Começou pelas frases mais pequenas - “Ama-se quem se ama e não quem se quer amar”, “O único antídoto contra a morte, a idade, a vida vulgar, é o amor”, etc. -, apontou-lhes o autor, ajeitou as imagens em cor-de-rosa e clicou compulsivamente no publicar. Feito. Agora, agora era a vez de Carlos:

Carlos e eu, Eduarda, nascidos e criados na Maia. Tantas vezes despejados e tantas outras regressados, regressados como filhos pródigos. Não fossem os entraves do pai dele e da minha mãe e o amor teria mais anos, menos interrupções. Almas gémeas, é isso que somos, metades de um todo. Tão parecidos como a farinha do mesmo saco ou produtos do mesmo molde. E não é comum duas pessoas darem-se tão bem. Há irmãos que não se dão tão bem, são como Caim e Abel...

Parou de escrever. Incomodou-se com as linhas demasiado fraternas. Recuou alguns anos. Precisava de ter a certeza. Sentiu que para avançar, teria de matar ou morrer. Será esta a chave?

terça-feira, 17 de março de 2015

Não faz sentido

Isto é assim, comecei o blogue porque queria escrever o que me apetecesse. E se a ideia inicial não implicava contar coisas da minha vida, acabou por acontecer. Andava feliz e contente com a sensação de dizer ao mundo e não dizer a ninguém simultaneamente. Assustei-me quando recebi o primeiro comentário de alguém que não conhecia. Mas sosseguei. Gosto de contar histórias, talvez não as escreva da melhor maneira. Já me arrependi de algumas coisas, não as vou apagar. Tenho algumas em rascunho e apetece-me ir embora.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Nem sempre, nem nunca

Fui almoçar fora. Fui a pé, fica a duas ou três passadeiras de distância. Ainda não me tinha aproximado de uma das passadeiras quando reparei que no meio da estrada estava um senhor já com uma certa idade e com duas muletas. Todos os carros que apareciam, paravam para o deixar passar. Mas o senhor mandava avançar insistentemente. E eles, esperavam uns segundos, acabavam por avançar. Até que chegou um que não avançou. O senhor lá desistiu, começou a atravessar muito lentamente e, ao mesmo tempo, dizia: já não basta chegar a este estado e ainda ser humilhado! Embora não o aceite totalmente, consigo perceber a atitude do senhor, deve ser fodido perder capacidades e estar consciente dessa perda. Ninguém gosta de ser visto como um coitadinho e de não ser visto para além dessa incapacidade. Mas a verdade é que também precisamos de algum mimo e cordialidade. Se eu fosse o condutor, também insistiria para ele passar. Não seria por desrespeito, seria por respeito, seria porque gostava que fizessem o mesmo ao meu pai ou a mim quando chegar a altura.

Sem noção

Quem sou eu para avaliar a noção do ridículo dos outros? Ninguém. Mas uma pessoa não é de ferro e saem-me barbaridades pela boca fora. Felizmente estou longe porque seria capaz de as verbalizar cara a cara. Sem dó nem piedade. Começaria assim: Ò mulher, orienta-te! Provavelmente perderia os dentes da frente. Mas ia ser divertido. Isto de manter a dentição não depende só de uma boa higiene oral e visitas regulares ao dentista. Pesa também a distância entre duas pessoas.

"Just Like Heaven"

Março, tanto durmo como faço. Sair (quase sempre) com a luz do dia. Trinta a quarenta minutos com os meus pensamentos e com a banda sonora escolhida por mim. Parar, desligar o carro, esperar que a música acabe, entrar em casa e fechar a porta ao mundo.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Chegou-me por e-mail

E estou a decidir o que devo valorizar.

Muita informação

Um branqueia dinheiro, outro esquece-se de pagar à segurança social, ex-inspector mete-se em gangs, directores desviam dinheiros e um presidente recorre a serviços de táxi pouco ortodoxos. E eu é que tenho que arcar com as taxas dos sacos do supermercado porque é uma medida ecológica? Conto receber uma medalha por ajudar a diminuir o buraco do ozono. Ou pegada ecológica.

quarta-feira, 4 de março de 2015

The birds and the bees

Tenho uma cerejeira no terraço. Está num vaso. Não dá cerejas, mas dá flores e isso basta-me. As cerejeiras, para dar cerejas, precisam da companhia de outra cerejeira para a polinização das flores fêmeas. Mas não tenho espaço para isso. Se tivesse espaço, seriam japoneiras e não cerejeiras que plantaria. As camélias trazem-me boas recordações. E por isso tatuei três camélias.

O azevinho, fiquei a saber o ano passado, também se divide em macho e fêmea. E quem têm as bolas é a fêmea. Curiosamente, também o ano passado, confirmei que a coragem é um atributo feminino.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Isto é assim

Cada uma é como cada qual e usa o que quer e como quer, mas faz-me confusão perceber, através do baixo relevo na cintura, onde acabam os collants.  Os vestidos de malha são os mais ingratos nestas coisas dos elásticos interiores. Eu sei que apertam, mesmo quando são o nosso tamanho e, por isso, há truques que podem ser usados:

- Meias de ligas auto-fixantes.
- Puxar os collants até às mamas (não é tapar as mamas com eles, é por baixo das mamas!).
- Um golpezinho em cada lado do elástico dos collants.

Pronto.

domingo, 1 de março de 2015

Impossível?


Aniversário social e coincidências da vida, encontra alguém que não vê há mais de vinte anos. Na altura, a menina, como ela lhe chamou, tinha dezasseis anos. Hoje tem trinta e nove e diz que está "numa idade tramada". Sente o prazo a acabar, "queria  ser mãe num contexto de um grande amor. Tu não sentes isso?" Disse-lhe que não, mas não sei se não sentirei o mesmo quando chegar à idade dela. A juntar à dificuldade de encaixar a parentalidade num grande amor e numa janela temporal, fala-me de um problema que tem no útero - não sei explicar, mas acontece-me muitas vezes. Não me conhecem de lado nenhum e ainda assim contam-me as suas vidas. Começo a acreditar no que já me disseram várias vezes: tu és a "girl next door", pá!" - , a O. dá-lhe esperança ao falar no problema idêntico que tem e como conseguiu engravidar naturalmente. E eu como não acredito em impossíveis, mas acredito em milagres, disse-lhe: vai acontecer. Acredita. Ainda vais andar à minha procura para me contar a novidade. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Tinha tudo para resultar, mas não resultou


Vou pintar as unhas

Quantos psicólogos são precisos para mudar uma lâmpada?
Apenas um, mas a lâmpada tem que aceitar a mudança.


Há uns tempos atrás fiquei sem serviço de televisão por cabo e internet. Contactei o apoio ao cliente e só no dia seguinte é que me resolveriam o problema. Ao contar o episódio a uma colega de trabalho e a explicar-lhe como me mantive entretida ao serão, a acabar de ler um livro, levei com a seguinte observação: A ler?! Não tinhas roupa para passar a ferro?
 

A primeira é piada, a segunda não é. Antes de avançarmos sobre barbearias para eles e ginásios para elas, comecemos por cada um de nós.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Hot Stuff

Nem todo o subliminar é sublime: Nem todas as imagens de corpos desnudos são badalhocas e nem todas as virgens são virgens "que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras, actos e omissões".

Barbearia que proíbe entrada a mulheres invadida em protesto feminista: Não é preciso proibir. Vou lá fazer o quê? Não tenho barba. Deixar os cães? Isso dava jeito, mas fica à desamão.

The Oscars 2015 | 87th Academy Awards: Não vi. Mas ando a inteirar-me de tudo.

Selfie stick: Porquê, meu Deus?!

Tirando isso, é na boa

Fazer reservas pelo Booking tem um inconveniente: ser constantemente bombardeada com propostas de viagens e alojamentos. E como não posso ir a todas, deprimo.

Postais

Mosteiro de Santa Maria de Oia
Porto Pesqueiro - Cangas
Praia de Areabrava - Cangas