quarta-feira, 8 de abril de 2015

Sujeito-me ao desafio da Linda Porca...

... e seja o que Zeus quiser!

1. Escrever 11 factos sobre nós próprios.
2. Responder às perguntas que nos colocaram.
3. Nomear 11 blogs com menos de 200 seguidores.
4. Fazer 11 perguntas a esses blogs nomeados.
5. Colocar a foto do Liebster Award no post e respectiva tag.
6. Enviar o link do post a quem te nomeou.



 

1. Escrever 11 factos sobre nós próprios:

  1. Tenho boa pontaria.
  2. Nunca parti um osso, nunca fui operada, nunca fiquei internada. Fui cliente de “trauma” várias vezes em serviços de urgência. Tendo a minha mãe, com as suas próprias mãos, procedido ao meu baptismo por precaução. Não sei como não morri antes de chegar à idade adulta. Levei muitos pontos, tantos pontos quantos os necessários para adquirir hoje um smartphone sem pagar nada.
  3. Fui baptizada aos seis anos para, de acordo com a minha mãe, ter consciência do que estava a fazer. Não adiantou de nada. Continuo inconsciente.
  4. Gosto de observar e escutar as conversas dos outros.
  5. Tenho vertigens. 
  6.  “Os desastres de Sofia” da Condessa de Ségur foi a minha bíblia de infância. Aprendi e coloquei em prática muitos “ensinamentos” da Sofia, incluindo depilar as sobrancelhas.
  7. Tive os meus 15 minutos de fama aos cinco anos quando, na escola primária, soube responder à pergunta “quem é que inventou a imprensa?”
  8. Adoro arroz de cabidela.
  9. Sou a primeira a rir das minhas desgraças e faço piadas sobre isso até lhes diminuir a importância.
  10. Só discuto com pessoas que considero importantes para mim. Não perco tempo com quem não me diz nada.
  11. Analiso todos os ângulos e possíveis cenários antes de tomar uma decisão.
2. Responder às perguntas que nos colocaram.

1. Como é que vieste aqui parar? 
Não sei bem, mas penso que foi através de um comentário. E o que interessa é ter cá chegado.

2. Onde é que achas que isto vai dar?
Vai dar ao fim do mundo, tenho a certeza.

3. Diz-me como te relacionas com a bicharada.

Adoro bichos.


4. Diz-me o que é que tens à cabeceira.

Livros pela ordem que pretendo ler, um candeeiro, uma moldura sem fotografia porque gosto do objecto e uma mini Nossa Senhora de Fátima, estrategicamente escondida atrás do candeeiro,  que “herdei” e não tenho coragem de deitar fora.


5. Qual foi o momento mais idiota da tua vida?
Não assumir a realidade das coisas.

6. Qual a tua técnica preferida para sair de cena?
Depende da cena da qual preciso de sair.

7. Quando precisas mesmo de ter tomates para enfrentar uma sit, o que é que fazes?
Enfrento, caralho!

8. Tens mesmo que desligar uma chamada de telemóvel, mas a outra pessoa, com quem não tens intimidade nenhuma, não se cala. Agora conta lá.
Isso é genial, mas agora não tenho tempo. Ligo mais tarde, ok?

9. Estás aflitinho/a para cagar em plena primeira vez com alguém. Agora desemerda-te.
Despacho a coisa. É a resposta certa?

10. Vai um touro a correr atrás de ti escadas acima. O que é que fazes?
Não me parece que o touro consiga correr pelas escadas acima.

11. Conta-nos tudo, não nos escondas nada. A mim dá-me miminhos, mas graxa não, a menos que seja azul.
Nunca conto tudo. Toma lá o miminho: festas boas ;)


3. Nomear 11 blogs com menos de 200 seguidores.

Não vou nomear ninguém, as correntes quebram sempre em mim, não valho nenhum. 

4. Fazer 11 perguntas a esses blogs nomeados.

Não nomeio, mas pergunto:
  1. De que cor era o cavalo branco de Napoleão?
  2. Quem de vinte cinco tira, quantos ficam?
  3. Branco é, galinha o põe?
  4. Qual é a coisa, qual é ela, que mal entra em casa se põe logo à janela?
  5. Que é que antes de o ser já o era?
  6. Uma meia meia feita, outra meia por fazer, diga-me lá minha menina, quantas meias vêm a ser?
  7. Dez meias pretas e dez meias brancas dentro da gaveta. Sem olhar, quantas meias são precisas tirar para fazer um par?
  8. Qual é a coisa, qual é ela, que entra pela porta e sai pela janela?
  9. Que é que é que quanto maior é menos se vê?
  10. Um tijolo pesa um quilo mais meio tijolo. Quanto pesa o tijolo?
  11. Cinco patos e cinco patas, quantas patas são?
 Está bem assim, companheira?

terça-feira, 7 de abril de 2015

A legenda da imagem: Tarde Bollycao® no Escritório


A H. enviou-me a imagem. E qual é o pensamento que me vem à cabeça? Tarde bacanal no escritório: os colegas são tão bons colegas que as colegas preferem entreter-se entre elas. Vidas.

Não, obrigada

 
É notícia velha, mas apetece-me escrever sobre ela. Aborrece-me esta coisa da igualdade em coisas parvas. E esta é uma delas. Perdoem-me as "modernaças", eu não quero libertar os meus mamilos da carga erótica. Eu quero-os sexualizados. Eu não quero andar em tronco nu. Aliás, à luz da semiótica popular, tenho bons motivos para não o fazer. Na primeira e única vez que fiz topless, apanhei um escaldão que nem é bom lembrar. Jurei que nunca mais. Se nesse dia calhasse ter um acidente, não precisaria de usar colete. Bastava despir a camisola. E isto só pode ser um sinal para manter as miúdas tapadinhas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O poder da palavra - 2

- Tens uma linguagem demasiado erudita!
- Eu sei. Não consigo evitar. Por isso digo palavrões, é para atenuar.

O poder da palavra - 1

O meu pai fez parte de uma confraria religiosa que, para além de outras coisa, visitava estabelecimentos prisionais. Um dia, o meu pai, pediu-me que o desenrascasse. Tinha que escrever um texto sobre o que significava para ele a visita aos presos. Escrevi, pai é pai e o homem não tem jeito. Estas coisas iriam ser lidas num retiro - a minha família não é normal - e quando regressou, disse: ò rapariga, que foste tu escrever! Ficou tudo com a lágrima no olho. 
E o que é que eu aprendi com este episódio? Que há qualidades que os filhos vão buscar às mães. Ao meu pai fui buscar o amor pelos animais. Partilhamos esta ligação especial que, às vezes, nos faz preferir a bicheza às pessoas.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Capítulo XI - A chave

Trailer - Palmier Encoberto
Prólogo - Xilre
Capítulo I - Calma com o andor
Capítulo II - Dúvidas Cor de Rosa
Capítulo III - A Mais Picante
Capítulo IV - Mirone
Capítulo V - Pasme-se quem puder
Capítulo VI - A Uva Passa
Capítulo VII - Kiss and Make Up
Capítulo VIII - Amor Autista
Capítulo IX - Talqualmenteoutro 

Capítulo X - Linda Porca

C H A V E - curioso, sempre pensou que fosse com X como o “axo” das mensagens que troca com Carlos. Deteve-se pouco com este pensamento, o ecrã pedia-lhe uma fotografia de perfil. Olhou em volta. Procurou ideias nos borrões de Rorschach das paredes carunchosas. Paredes tão carunchosas como a velha que lhes ofertara a cama. A cama que agora era a ilha dos amores. É isso! - pensou, inseriu as palavras “mulher” e “Camões” no campo de pesquisa. Escolheu a mais loira e a mais jovem imagem que lhe apareceu.

Filhos. Amor. Carlos. Era sobre isso que ia escrever, estava pronta. Começou a juntar as letras, mas, delete-delete-delete, não lhe saía nada de jeito. Só conhecia os filhos dos outros que poderia dizer sobre a parentalidade? Nada. “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Decidiu avançar para o amor e seleccionou o tema no Citador. Começou pelas frases mais pequenas - “Ama-se quem se ama e não quem se quer amar”, “O único antídoto contra a morte, a idade, a vida vulgar, é o amor”, etc. -, apontou-lhes o autor, ajeitou as imagens em cor-de-rosa e clicou compulsivamente no publicar. Feito. Agora, agora era a vez de Carlos:

Carlos e eu, Eduarda, nascidos e criados na Maia. Tantas vezes despejados e tantas outras regressados, regressados como filhos pródigos. Não fossem os entraves do pai dele e da minha mãe e o amor teria mais anos, menos interrupções. Almas gémeas, é isso que somos, metades de um todo. Tão parecidos como a farinha do mesmo saco ou produtos do mesmo molde. E não é comum duas pessoas darem-se tão bem. Há irmãos que não se dão tão bem, são como Caim e Abel...

Parou de escrever. Incomodou-se com as linhas demasiado fraternas. Recuou alguns anos. Precisava de ter a certeza. Sentiu que para avançar, teria de matar ou morrer. Será esta a chave?

terça-feira, 17 de março de 2015

Não faz sentido

Isto é assim, comecei o blogue porque queria escrever o que me apetecesse. E se a ideia inicial não implicava contar coisas da minha vida, acabou por acontecer. Andava feliz e contente com a sensação de dizer ao mundo e não dizer a ninguém simultaneamente. Assustei-me quando recebi o primeiro comentário de alguém que não conhecia. Mas sosseguei. Gosto de contar histórias, talvez não as escreva da melhor maneiraJá me arrependi de algumas coisas, não as vou apagar. Tenho algumas em rascunho e apetece-me ir embora.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Nem sempre, nem nunca

Fui almoçar fora. Fui a pé, fica a duas ou três passadeiras de distância. Ainda não me tinha aproximado de uma das passadeiras quando reparei que no meio da estrada estava um senhor já com uma certa idade e com duas muletas. Todos os carros que apareciam, paravam para o deixar passar. Mas o senhor mandava avançar insistentemente. E eles, esperavam uns segundos, acabavam por avançar. Até que chegou um que não avançou. O senhor lá desistiu, começou a atravessar muito lentamente e, ao mesmo tempo, dizia: já não basta chegar a este estado e ainda ser humilhado! Embora não o aceite totalmente, consigo perceber a atitude do senhor, deve ser fodido perder capacidades e estar consciente dessa perda. Ninguém gosta de ser visto como um coitadinho e de não ser visto para além dessa incapacidade. Mas a verdade é que também precisamos de algum mimo e cordialidade. Se eu fosse o condutor, também insistiria para ele passar. Não seria por desrespeito, seria por respeito, seria porque gostava que fizessem o mesmo ao meu pai ou a mim quando chegar a altura.

Sem noção

Quem sou eu para avaliar a noção do ridículo dos outros? Ninguém. Mas uma pessoa não é de ferro e saem-me barbaridades pela boca fora. Felizmente estou longe porque seria capaz de as verbalizar cara a cara. Sem dó nem piedade. Começaria assim: Ò mulher, orienta-te! Provavelmente perderia os dentes da frente. Mas ia ser divertido. Isto de manter a dentição não depende só de uma boa higiene oral e visitas regulares ao dentista. Pesa também a distância entre duas pessoas.

"Just Like Heaven"

Março, tanto durmo como faço. Sair (quase sempre) com a luz do dia. Trinta a quarenta minutos com os meus pensamentos e com a banda sonora escolhida por mim. Parar, desligar o carro, esperar que a música acabe, entrar em casa e fechar a porta ao mundo.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Chegou-me por e-mail

E estou a decidir o que devo valorizar.

Muita informação

Um branqueia dinheiro, outro esquece-se de pagar à segurança social, ex-inspector mete-se em gangs, directores desviam dinheiros e um presidente recorre a serviços de táxi pouco ortodoxos. E eu é que tenho que arcar com as taxas dos sacos do supermercado porque é uma medida ecológica? Conto receber uma medalha por ajudar a diminuir o buraco do ozono. Ou pegada ecológica.

quarta-feira, 4 de março de 2015

The birds and the bees

Tenho uma cerejeira no terraço. Está num vaso. Não dá cerejas, mas dá flores e isso basta-me. As cerejeiras, para dar cerejas, precisam da companhia de outra cerejeira para a polinização das flores fêmeas. Mas não tenho espaço para isso. Se tivesse espaço, seriam japoneiras e não cerejeiras que plantaria. As camélias trazem-me boas recordações. E por isso tatuei três camélias.

O azevinho, fiquei a saber o ano passado, também se divide em macho e fêmea. E quem têm as bolas é a fêmea. Curiosamente, também o ano passado, confirmei que a coragem é um atributo feminino.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Isto é assim

Cada uma é como cada qual e usa o que quer e como quer, mas faz-me confusão perceber, através do baixo relevo na cintura, onde acabam os collants.  Os vestidos de malha são os mais ingratos nestas coisas dos elásticos interiores. Eu sei que apertam, mesmo quando são o nosso tamanho e, por isso, há truques que podem ser usados:

- Meias de ligas auto-fixantes.
- Puxar os collants até às mamas (não é tapar as mamas com eles, é por baixo das mamas!).
- Um golpezinho em cada lado do elástico dos collants.

Pronto.

domingo, 1 de março de 2015

Impossível?


Aniversário social e coincidências da vida, encontra alguém que não vê há mais de vinte anos. Na altura, a menina, como ela lhe chamou, tinha dezasseis anos. Hoje tem trinta e nove e diz que está "numa idade tramada". Sente o prazo a acabar, "queria  ser mãe num contexto de um grande amor. Tu não sentes isso?" Disse-lhe que não, mas não sei se não sentirei o mesmo quando chegar à idade dela. A juntar à dificuldade de encaixar a parentalidade num grande amor e numa janela temporal, fala-me de um problema que tem no útero - não sei explicar, mas acontece-me muitas vezes. Não me conhecem de lado nenhum e ainda assim contam-me as suas vidas. Começo a acreditar no que já me disseram várias vezes: tu és a "girl next door", pá!" - , a O. dá-lhe esperança ao falar no problema idêntico que tem e como conseguiu engravidar naturalmente. E eu como não acredito em impossíveis, mas acredito em milagres, disse-lhe: vai acontecer. Acredita. Ainda vais andar à minha procura para me contar a novidade. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Tinha tudo para resultar, mas não resultou


Vou pintar as unhas

Quantos psicólogos são precisos para mudar uma lâmpada?
Apenas um, mas a lâmpada tem que aceitar a mudança.


Há uns tempos atrás fiquei sem serviço de televisão por cabo e internet. Contactei o apoio ao cliente e só no dia seguinte é que me resolveriam o problema. Ao contar o episódio a uma colega de trabalho e a explicar-lhe como me mantive entretida ao serão, a acabar de ler um livro, levei com a seguinte observação: A ler?! Não tinhas roupa para passar a ferro?
 

A primeira é piada, a segunda não é. Antes de avançarmos sobre barbearias para eles e ginásios para elas, comecemos por cada um de nós.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Hot Stuff

Nem todo o subliminar é sublime: Nem todas as imagens de corpos desnudos são badalhocas e nem todas as virgens são virgens "que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras, actos e omissões".

Barbearia que proíbe entrada a mulheres invadida em protesto feminista: Não é preciso proibir. Vou lá fazer o quê? Não tenho barba. Deixar os cães? Isso dava jeito, mas fica à desamão.

The Oscars 2015 | 87th Academy Awards: Não vi. Mas ando a inteirar-me de tudo.

Selfie stick: Porquê, meu Deus?!

Tirando isso, é na boa

Fazer reservas pelo Booking tem um inconveniente: ser constantemente bombardeada com propostas de viagens e alojamentos. E como não posso ir a todas, deprimo.

Postais

Mosteiro de Santa Maria de Oia
Porto Pesqueiro - Cangas
Praia de Areabrava - Cangas

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Azar

Queria levar o meu carro porque não me entendo com mudanças automáticas e, ao ser o dela, dividir quilómetros estava fora de questão, levei-o a fazer uma mini-revisão. “Esse sítio é caro. Vais pagar uma fortuna, para cima de 200 euros!”, disseram. Não, não pedi para ver o carro. Não dei carta-branca para ver se está tudo em ordem. Eu sinto o carro, noto-lhe as diferenças, os barulhos anormais e nunca menosprezo as luzes que acendem. Disse objectivamente o que queria:

- Quero que verifiquem os níveis de óleo dos travões, direcção e motor. Alinhar a direcção e verificar a pressão dos pneus. Tenho a certeza que estão bem, mas dê-me uma vista de olhos aos calços dos travões e substitua a lâmpada do travão. Não vai apontar? Quer que repita?


- Não, não é preciso. Está pronto ao final da tarde.


Fui buscar o carro ao final da tarde, pediram-me 30 euros pelo serviço e pareceu-me pouco. Pedi para falar com o encarregado da oficina:


- Tem a certeza que fizeram tudo? Óleo dos travões, direcção e motor? Calços? Direcção alinhada? Pressão pneus? Lâmpada? 


- Sim, foi tudo feito. Acrescentei óleo no motor e na direcção. Nos travões, não porque estaria a enganar o sensor e os calços estão bons. A lâmpada foi trocada. A pressão dos pneus é logo verificada quando vai a alinhar a direcção.


- De certeza? Não quero ter nenhum problema, ou melhor, não queira que eu tenha algum problema. Venho cá tirar satisfações!


- Não vai ter problemas, foi tudo feito!


Não fomos no meu carro, ainda bem. Esta semana fiquei sem bateria. Mas o problema não podia ser da bateria, foi mudada o ano passado: coincidência ou mexeram em alguma coisa que não deviam? Entrei a matar, mas foi coincidência. O alternador desvaneceu-se. A boa notícia é que dá para reparar, não precisa de substituição. E fica pronto hoje. E acertaram, agora sim, tudo junto, fica para cima de 200 euros.


Gouveia, obrigada pela ajuda e pelas boleias. Vou tentar decorar melhor as letras das músicas para, se voltar a acontecer alguma coisa deste género, cantar com mais garra porque voz de rouxinol nunca terei!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Interessante, mas não me convence

- Gostas de sushi, V.? Antes não gostava, mas tenho aprendido a gostar. Hoje tive uma experiência linda. Pedi sashimi que consiste em peixe fatiado, só. Fiquei com fome e tive que comer uma tosta de queijo.
- Ainda não consegui gostar de sushi. Já fiz duas tentativas!
- É fixe, mas não é daquelas coisas que me deixem louca. Prefiro comida de tacho.
- Também prefiro tacho. Olarilas, sou tasqueira!
- Mas, há bocado, estive a ler a história do sushi e achei interessante.
- Ò pá, eu não como tudo o que tem uma história interessante! Qual é a história?
- Está na wikipedia, não me faças escrever!

Próximo!

Já há algumas semanas que acabei o Detective Feng-shui. E é como eu pensava: é um livro dos 8 aos 80 anos. Cada capítulo é um caso, dá para imaginar uma série televisiva. Faz lembrar o Monk, mas em versão fanático do Feng-shui. Ou seja, não é um livro do caralhão. Mas não posso dizer que não vale um caralhete.

Agora, vou começar a ler este. Lembro-me de como veio parar cá a casa. E, ao contrário do anterior, já me falaram dele.

O verniz é o Rouge Pop Art, Yves Saint Laurent.

Porto | Vigo | Porto


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Exclamação múltipla

Eu devia escrever qualquer coisa. Aliás, coisas não me faltam e nem a voz me falha. Como diz uma amiga minha, estou faralhada das ideias. Por isso, quantos pontos de exclamação são precisos para mostrar indignação? E quantos são precisos para imprimir numa frase entusiasmo ou admiração? Continuo a não gostar de reticências.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O importante é ir

- V., preciso de me afastar, preciso de me acalmar. Preciso de sair daqui, ir um fim-de-semana para qualquer lado e sozinha… Quer dizer, não preciso de ir sozinha. Queres vir?
- Vou, claro.
- És boa companhia. Não te afligem os silêncios, lidas bem com isso. Preferes pasmaceira ou animação? Serra da Estrela ou Galiza?
- Olha, qualquer sítio serve. Aqui o que importa é o ir. Eu sei que preferes pasmaceira e eu até tenho botas de montanha - juro que tenho - mas juntar pasmaceira a um “cenário urbano”, seria perfeito!
- E juntamos, vamos até à Galiza.
- Fixe. Vai ser divertido. Será uma espécie de “Thelma and Louise”, mas sem Brad Pitt, sem crimes e sem suicídios que tenho coisas marcadas a longo prazo.

Não só, mas também



Não é só nas palavras que acho a piada, também a encontro nas onomatopeias.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Se calhar ainda cá volto para falar sobre política europeia

- Estou deste lado, vou tentar actualizar o blogue com alguma coisa.
- Ui, tens tanto assunto!
- Tenho, mas não tenho tempo para escrever... damn it!
- Tens de dar a tua opinião sobre o Varoufakis!
- Pois tenho, estão a passar-me ao lado assuntos demasiado bons!
- Este é merecedor, o tipo tem um ar de "estou-me a cagar para todos vós" do qual gosto bastante.

Sem tempo




Mas consegui almoçar e jogar no euromilhões com a Olga.


Consegui ir ao ginásio. Não tinha pasteis de nata. O senhor, sem lhe pedir nada, prometeu guardar-me um todos os dias. Ofereceu-me a castanha de ovos.


O estado do tempo assim o permitiu.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Contos e ditos

- Ainda não fui pesquisar a história do padrasto das Kardashian que me falaste de manhã!
- Teve um acidente, morreu uma pessoa. Foi ele que causou o acidente! Ainda agora virou gaja e já está a conduzir mal… Será que está relacionado?
- Claro que sim! Mulher ao volante, perigo constante!

New Order

Louvado!

Igreja de Santo Ildefonso
O Porto tem muitas igrejas. A L., quando cá esteve, quis entrar naquelas pelas quais passávamos. Algumas já são muito antigas e a arquitectura nada tem em comum com as igrejas do Algarve, disse-me a L.. E, então, como é que era o ritual das visitas? Entrávamos na igreja, olhávamos e antes de sair, dizia-lhe:

- Dá-me só os minutinhos. Deixa-me fazer uma oração… Pronto, agora é fazer a genuflexão - Dona Isaurinha, a minha catequista, trabalhou bem o meu sentimento de medo e remorso -  e podemos ir embora!


Assim que os pés assentavam na rua, voltava a dirigir-lhe a palavra:


- Olha, vou levar-te a um sítio do caralho!
- Tu não acabaste de te benzer ali dentro?
- Sim e depois? Eu sou poço de contradições!

Mecenato

Tinha dito que sim, mas estava na dúvida se ia ou não ver a peça. Fora do Porto, não muitos quilómetros, mas ainda eram alguns. Não estaria sozinha lá, no entanto teria de fazer a viagem sozinha. Até que me pediram para dar boleia a uma estudante de teatro. Apesar de indicada, fiz a pesquisa ao perfil do Facebook. Tal como ela terá feito. Pareceu-me pacífica. Pronto, fui. Troca de mensagens na rede social, local e horas acertadas, pedido de número de telemóvel para não abordar a pessoa errada. 

Atrasou-se um bocadinho, não tinha onde estacionar e esperar por ela. Fui dar a volta, paro no vermelho e olho para esquerda para quem atravessa e abro a janela:


- Olha, chamas-te I.?
- Desculpe?
- Chamas-te I.?
- Sim… és tu?
- Sou, entra.
- Pensei que estavas a pedir alguma informação, não percebi logo. Mas depois reconheci os caracóis da fotografia de perfil. Como é que me reconheceste?
- Andei a ver as tuas fotografias no Facebook, fiz a minha pesquisa antes de decidir. É a primeira vez que dou boleia a alguém que nunca vi pessoalmente. Pareceste-me pacífica. Quando te vi a atravessar, não tinha a certeza absoluta. Mas decidi arriscar, se não fosses tu. Pedia desculpa. Olha, estou a contar contigo para “co-pilota”! Vais-me ajudando com o GPS – o Carlão –, não consigo identificar de imediato a esquerda e a direita. Terás que dizer “para o teu lado” e “para o meu lado”, respectivamente. Preparada?
- Estou preparada! Sim, também andei a ver o teu perfil de Facebook. E pensei “é bonita, não vai haver problema”.


Começou aqui a minha vontade de adoptar a miúda que foi solidificando com o “conduzes tão bem, há quanto tempo tens a carta?”, “a sério? Pensei que tivesses 26 ou 27 anos!”, “que sapatos bonitos!”, “gosto mesmo da tua camisola!”. 


Ao fim da noite, levei-a a casa e ainda recebi a mensagem “És muito bonita, obrigada pela boleia e pela companhia!*”. Eu sei que a miúda anda a estudar teatro, mas...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

"Expressionismo"

Sempre que falamos em expressões que apenas surgem na oralidade e que raramente aparecem escritas, recordamos este episódio que mete cinco pessoas em ambiente profissional com boa onda e uma recém-adquirida máquina fotográfica a precisar de ser testada:

- Vá, metam-se aí as três para vos fotografar!
- Deixa ver a ver a fotografia!
- Espera aí...
- Olha que fixe: as três da vigairada!
- Não é viga airada, pá! É vida airada, é os três da vida airada!
- Não é nada, é vigairada! Sempre ouvi dizer vigairada!
- É vida airada, caralho! Viga airada é uma erecção!

Paciência

Quando me inscrevi no ginásio, marcaram-me de imediato a consulta de nutrição. Para além do “comer várias vezes ao dia” e o “jantar não pode ser só sopa, precisa de proteína (a malta do ginásio diz sempre proteína no singular, o resto é plural) e hidratos de carbono”, veio também a regra de comer antes do treino “uma barra de cereais e até pode ter chocolate”. E faço mesmo isso, ou melhor, faço quase a mesma coisa. Antes de entrar no ginásio, vou ao café ao lado e peço uma nata (eu sei, é energia de desgaste rápido) e um café. O senhor do café faz sempre a mesma piada, agita o frasquinho da canela e pergunta-me se quero pimenta. E eu esboço o melhor sorriso amarelo, agradeço e digo que não. Ando a aguentar o “por amor de Deus, a sério, diga-me a verdade, essa piada teve alguma vez piada?”

Confuso, não?

Arrisquei e enviei a pergunta. Não foi do nada. Traz um sem número de acasos atrás. Esperava um não ou uma não resposta. Não queria o não, mas ansiei pela não resposta. O meu desejo era não corresponder. Veio um sim e perdi o interesse. Serei normal?

Tenho a estranha necessidade de verbalizar o que me vai na cabeça e de essa forma racionalizar as questões ou decisões que me surgem, como ninguém me atendeu o telefone logo pela manhã. Olha, escrevi aqui.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Tão fixe

Tirei daqui!

Não é costume

Eu sei que é ridículo, mas quando me falha a certeza na decisão, dou por mim a ler horóscopos numa tentativa de me desresponsabilizar do possível tiro ao lado e poupar-me ao escrutínio das possíveis razões.

ESCORPIÃO

CARTA: XV O DIABO

Precisa de se sentir apoiado para encontrar satisfação. Pode ter medo de falhar mas tudo indica que se irá aguentar bem.

Daily Extended Horoscopes for Scorpio

Your determination is formidable. In fact, there aren’t too many other signs that could even come close, much less match it. That’s an asset in any professional, but not always the best tactic when it comes to making friends. At the moment, you’re especially determined to achieve a particular goal. Just watch out for the distinct possibility that stepping on someone else’s toes won’t even occur to you, much less stop you.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Desafios

A Rita d'o acaso atravessou a rua meteu-nos a falar sobre a confiança.

A sorte protege os audazes

Sexta chuvosa e aniversário em local conhecido pelo nome, localização desconhecida com ponto de referência na Maia. Ou seja, uma nova missão para o Carlão. Digito a morada no GPS e siga para a VCI para a apanhar a Via Norte. Chegada à placa “Castelo da Maia” e recebo a ordem: entre na rotunda e saia na quarta saída. Foi aqui que percebi que o Carlão estava a desatinar, ligo à M.:

- Olha, o GPS empancou. Está a mandar-me sair na quarta saída e isso não faz sentido, está a mandar-me para trás.
- Onde estás?
- Estacionei junto a uma sapataria, estou perto da placa “Castelo da Maia”. Isso fica perto de quê?
- Fica perto do Museu, não vês nenhuma placa a indicar o Museu? Queres que vá ter contigo?
- Não vejo nada, mas não vale a pena vires cá ter. Vou sair do carro e perguntar num café ou numa bomba de gasolina. 


Sempre a chover, ninguém na rua, vários cafés e TODOS fechados e uma bomba de gasolina também fechada. Já a desesperar e arrepender-me da decisão de deixar o carro, vejo alguém no outro lado da rua a dirigir-se ao Multibanco. Acelero o passo, mas não muito que os pumps não dão para essas coisas e não quero intimidar. “Não se assuste” não me parece uma boa frase para abordar ninguém, nem mesmo um barbudo a dar ares de jihadista. Espero que saia e nem lhe dou tempo para pensar: 


- Preciso de ajuda! O meu GPS empancou aqui e não sei onde fica este bar!
- Fica aqui perto, é só seguir esta rua.


Toca o telemóvel, é a M., digo-lhe para não se preocupar que já tenho quem me ajude.


- Mas dá para ir a pé?
- Dá, mas está a pé?
- Não, estacionei o carro ali.
- Vá buscar o carro. Eu vou passar por lá e espero por si aqui. O meu carro é aquele.
- Obrigada.


Senhor desconhecido, obrigada por tudo e pela ajuda extra sobre o local a estacionar.


- Então, estava difícil cá chegar!

- Nem me digas nada, tudo fechado… Tive sorte. Preciso de uma preta! Por favor, uma cerveja preta!
- Sagres ou Guinness?
- Não tem Cristal ou Super Bock Stout?
- Não, infelizmente.
- Infelizmente…Traga Guinness


Não podia correr tudo bem, não é?


Nota: Quero mandar um beijinho a todos os condutores que passaram por mim na sexta-feira. Vou considerar um elogio as apitadelas que recebi. Acredito piamente que não é todos os dias que se vê uma trinca espinhas de cabelo preso num coque, óculos de massa pretos, gabardine bege, sapatos a fazer passar o metro e oitenta com ar desesperado e um telemóvel de capa cor-de-rosa às bolas brancas na mão. A sério, uma beijoca repenicada a todos e sem excepção, também quero dizer que havia um vestido por baixo da gabardine, caralho!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Small talk

- Não é de cá, pois não?
- Não, sou do Porto.
- Ah... do Porto, mas não tem pronúncia portista!
- Não, não tenho e não conheço ninguém que tenha tal pronúncia.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ando a cantarolar isto


Tantas vezes vai o cântaro à fonte...

- POR FAVOR, mais uma não!
- É de um mau gosto atroz! Que merda é aquela? O que lhe deu? Quanto recebeu para aparecer naquela figura? Já não é a primeira vez que aparece nas capas por ter “fintado” a morte!
- Pois não! Não aprendeu da primeira vez, estou chocada!
- Quantas vezes já terá visto a luz a chamar por ele?

Aviator

Fizeram-me acreditar que o que eu mais queria na vida era estabilidade, contas para pagar e poupar para o lugar comum. No dia em que me cansei do "parecido" e "quase igual", comprei os Ray-ban a pronto e mandei tudo foder.

Se fosse um cena de filme, seria a cena final e começaria com o plano de pormenor de uma mão feminina a assinar o registo de uma empresa de mudanças. Passaria a plano geral com a mulher de Aviator postos, os dois cães pela trela, a caminhar em direcção ao público. Atrás - isto já é um cliché, mas que se foda - uma grande explosão e consequente incêndio. Mas sem grandes dramas, os sapatos estariam a caminho de um local seguro. 

Não me façam sentir anormal e ter vergonha de gostar de coisas tão diferentes, não me peçam para esconder umas e mostrar outras. É possível, por exemplo, gostar de Clash e cor-de-rosa simultaneamente, eu sei que é.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Isto e o seu contrário

Um dia destes perguntavam-me se já tinha sentido raiva. “Sim, já. Mas não perco tempo com isso.” A teoria apresentada dizia que a raiva surge do amor. Sente-se raiva por quem já se sentiu amor. Tal como só existe o bem porque existe o mal. Chamei-lhe a teoria do super-herói. Cada super-herói tem o seu vilão, o seu arqui-inimigo. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Está decidido

"Quem brinca com o fogo, queima-se", "quem dorme com meninos, acorda mijado". Desisti. Ainda não é desta que "pago para ver".

Inverteram-se os papéis

É uma espécie de Casa de Fados, mas sem a sina dos fados. Aqui conversa-se e petisca-se. Já lá não ia há mais de um mês, ela, que vai com frequência, trata pelo nome próprio o patrão e os empregados. E assim que a miúda que serve às mesas nos pergunta ao que vamos, ela, antes de fazer o pedido, responde com um “então, como é que estás?”. O inesperado acontece, a miúda desata numa choradeira. Começamos o interrogatório para tentar ajudar:

- Mas o que foi?
- Ele disse que me amava! Ele é que andou atrás de mim! Ele é que insistiu! (simulando uma faca a espetar-lhe no peito)
- Há quanto tempo estavas com ele?
- Há duas semanas… mas ele disse que me amava! (continuando a simulação da faca a espetar-lhe no peito)
- Mas, olha, ele disse-te isso quando?
- Estávamos juntos há dois dias…ele disse que me amava! (Faca fictícia sempre a entrar e a sair do peito)
- Mas foi quando estavam na cama?
- Não, ainda não tinha acontecido nada.
- Pronto, está explicado. Olha, é natural estares assim e isso passa-te. Acredita. Tenho com toda a certeza mais dez anos do que tu. Que idade tens?
- 22…
- Tem calma. Não fiques triste, não vale a pena!
- “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!”*
- Hum?! Sabes que… Pronto, ok. You go, girl!
 

A miúda lá foi à vida dela e de olhos inchados, mas tinha uma dúvida a precisar de ser esclarecida:

- Olha lá, da outra vez que estive cá, ela não andava toda contente?
- Sim, andava aí com um rapaz que trabalhava num outro bar. Mas ela está falar de outro, já não é esse.

* Desde que começaram a ser impressas em ímanes e azulejos para os fundos dos tachos, as palavras do Pessoa são diariamente vandalizadas. Felizmente, “à parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”.

Demis Roussos

Fartei-me de ouvir isto em miúda. Ouvia o que me davam e também respondi muitas vezes à pergunta: Diz lá, era ou não era mais bonita que a Amália?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Mastozoários

- Oh my fucking god!!! What the fuck????????????
- CERDO! Quase que me vazavas a vista com este link! Tem cuidado, caralho!
- Sim, este link é perigoso!
- Até escrevi cerdo em vez de credo, credo!
- Peço desculpa.
- Para a próxima, antes de enviares um link deste género, escreve: protege os olhos, amiga!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O mistério do Detective Feng-Shui

Já comprei livros por uma questão de gosto, por obrigação, por necessidade, porque me foram indicados, por serem clássicos, por causa do autor, porque gostei da capa, porque gostei do título, porque li a sinopse em algum lado e alguns porque sim, ou melhor, pelo preço que nem paga as folhas onde foram impressos – nem quero imaginar o que sente um escritor, por pior que seja, ver um livro seu à venda por um ou dois euros. Sem me querer armar em finecas (ou foleira), já comprei papel higiénico mais caro.

E esta conversa toda porquê? Porque, durante as alterações domésticas do pré-ano novo, encontrei este livro e não lhe sei decifrar a origem ou a causa de estar cá em casa. O facto de se tratar de um policial é uma pista forte. Gosto de policiais. Não me foi emprestado, nunca me esqueço de um livro emprestado. O que quero para mim, quero para os outros e quero que me devolvam os livros que empresto. Sou muito fofinha, mas, para recuperar livros e dinheiro, i will fucking hunt you down. Só fui vítima de empréstimo uma vez e jurei que nunca mais. Foi aos treze anos, fiquei sem o Diário de Anne Frank. Tenho neste momento um único livro emprestado e o lugar dele está aberto na estante, aquele hiato entre dois livros serve para me lembrar que falta ali um. Voltando ao Detective Feng-Shui, o livro não é novo, o autor, Nury Vittachi, não me faz soar as campainhas. Ofereceram-me o livro? Comprei para oferecer a alguém? Outra hipótese possível é a compra ser mais recente que o livro e a aquisição ter-se dado por poucos euros. Não sei, não me lembro. Vou ler o raio do livro e estou decidida a não pesquisar nada sobre assunto. Vou fazer uma leitura não-condicionada e seja o que Deus quiser.


Este é livro. O verniz é o 555, Blue boy, Chanel.

Either


Hoje funcionou


A coluna esquerda, hoje, colaborou. Amanhã não sei se ainda a tenho por cá e, não a tendo, se será definitiva a sua ausência.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A modos que é isto

A verdade é que pouca coisa me surpreende. Aliás, neste momento, a única coisa capaz de me surpreender é a coluna esquerda - tive que olhar para o relógio para confirmar a posição - do carro. Não sei o que a influencia, só sei que tão depressa está calada como de repente começa a desbobinar.

Exagerei

Isto de dormir depressa e acordar cedo tem alguns inconvenientes. Não sou nenhum Rembrandt  da maquilhagem, sou muito básica (e não é só nestas coisas que sou básica). Acrescento apenas a cor que o Inverno me tira. Hoje, soube que exagerei nas pinceladas pela senhora do café:

- Está mais morena, fica-lhe bem!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Uma ajuda extra

- Vou ao supermercado. Queres alguma coisa, Ambrósia?
- Quero. Não quero Ferrero Rocher. Traz-me Mon Chéri. Apetece-me álcool e não algo.
- Emborrachares-te com Mon Chéri vai demorar algum tempo.
- Fixe, não tenho pressa.

Este não é o dia mais triste do ano

O dia mais triste do ano não poderia ser hoje, claro que não e, além disso, nem tudo o que se justifica com cálculos é verdadeiro.

O meu sobrinho mais velho faz 20 anos.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Até podia ser

Já tinha aqui dito que a confiança que os meus amigos depositam em mim e as capacidades que me reconhecem, comovem-me. A sério que sim. A última foi a minha porta "alterada"e o elogio às minhas capacidades "alteradoras". Gosto de decoração e faço ou altero algumas coisas. Posso não ter bom gosto, mas isso são outros quinhentos. E a minha casa não dá para tudo, - talvez consiga criar um mezzanine para anões! - mas dou graças a Deus pelo vintage home decor e vintage industrial style que isto de ter "bicheza" dá cabo dos rodapés e outras madeiras. 

Gosto de espreitar estas inspirações!

One of these days

Confesso, tirando a parte da decadência física, estou mortinha por chegar a velhota. Juro. Esquecer o politicamente correcto e deixar a ligação directa correr. Por mais barbaridades que eu possa dizer, - não se bate em velhinhas, pá! - o "coitadinha, está cheché" não beliscará em nada a satisfação de dizer, por exemplo, "que natureza morta é essa que trazes na cabeça? Ah, é o teu cabelo. Está uma bela merda, parabéns".

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Cicatriz

São duas acima do lábio. Uma maior que outra. Mas a que interessa é a mais pequena. É uma covinha, um furo. A história por trás dela tem muitos anos. Não sei qual era o motivo, sei que estava a massacrar o meu irmão, o meu irmão mais novo. Estava a arreliá-lo tanto que ele agarrou no que tinha à mão. Tinha uma faca. E atirou-a. Lembro-me da cara de pânico dele durante o voo da faca. Lembro-me de a ver debaixo do meu nariz. Lembro-me de a ver espetada em linha recta. Lembro-me que ficou segura por segundos e que caiu ruidosamente no chão. Lembro-me de desatarmos a chorar. Lembro-me da palmada dada a cada um pela minha mãe. E Lembro-me do meu irmão todos os dias.

Isto não é uma história triste, pelo contrário. É uma história engraçada como tantas outras. Éramos uns índios, um de nós acabava sempre lesionado - ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo. O drama durava pouco tempo e depois era gargalhar com os "lembras-te quando". Na teoria, tínhamos sempre boas ideias e descer a Rua João Grave com uma bicicleta sem travões teve tanto de libertador como de doloroso. Valeu a pena.

Mirror, mirror on the wall...




Monir Shahroudy Farmanfarmaian: Possibilidade Infinita. Obras em espelho e desenhos 1974-2014

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Uma questão de fibra

Quando vejo pessoas envergando roupa visivelmente abaixo do número que vestem, sinto pena das fibras. E não faço destrinça entre fibras naturais ou sintéticas. Em questão de sofrimento, não há fibras de primeira e fibras de segunda. Imagino-as de mãos dadas, a suar a rodos e a fibra líder a gritar: AGUENTEM! SOMOS FORTES! JÁ PASSÁMOS POR ISTO, NÃO É NOVIDADE NENHUMA PARA NÓS! FORÇA, JÁ SÓ FALTAM 10 HORAS! BY THE POWER OF GRAYSKULL… WE HAVE THE POWER!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Isto não é o que parece

- Estive para ligar ao Zé a pedir conselhos sobre silicone. Mas não foi preciso. Está tudo escrito nas embalagens. Não é o silicone dos implantes mamários, é o das casas de banho e cozinhas. Se fosse sobre esse, falava contigo.

- Então, está resolvido.

Ser ou estar?

Não temos sempre que mudar. Em equipa vencedora não se mexe e algumas rotinas são a certeza da segurança. Sim, o ser humano é insatisfeito por natureza (a pirâmide de Maslow explica muita coisa em geral e em particular). Mas se gosto assim, vou arriscar e mudar para quê?

Pagar e morrer, quanto mais tarde, melhor!

Não gosto de pagar porque coisas que (acho) sou capaz de fazer. Só em última instância ou várias tentativas falhadas é que recorro a electricistas, trolhas e picheleiros. Quer dizer, o carro - tirando o óleo e outros líquidos - deixo sempre para o mecânico que prezo muito a minha viatura, mas, avancemos. Esta semana, avariou o mecanismo do autoclismo. Olhei para ele e achei-me com capacidade para resolver o assunto. Imbuída de “tesão do mijo”, saí disparada para comprar o substituto, – da última vez que usei esta expressão, o meu sobrinho mais velho achou por bem explicar-me as razões científicas deste fenómeno e ao meu “MEU DEUS, eu não acredito que estás a falar comigo sobre erecções?!, respondeu com “Ò tia, mas eu sou de ciências!” – chegada ao hipermercado do bricolage, pedi ajuda. Não soube responder com certeza às perguntas colocadas, mas trouxe o que me pareceu correcto. Mas não foi o correcto e hoje é mais um dia sem água no autoclismo. E isto faz-me pensar nas pessoas que vêem problemas onde não os há. Queria vê-las na minha situação. Isto sim, isto é um problema real!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Às vezes preciso de travão

Com a idade aprendi a ser paciente, a pensar antes de agir ou falar. São poucas as vezes que reajo ou faço alguma coisa por impulso. Mas há coisas que me tiram do sério e não consigo controlar-me. Não encontrar lugar para estacionar e carros parados em segunda fila são duas delas. A semana passada precisei de usar parques de estacionamento e, mesmo a pagar, não foi fácil encontrar lugar:

- Foda-se, não há um filha da puta de um lugar, caralho! Os únicos lugares vagos são para deficientes. Foda-se, tanto lugar para deficiente! Caralho, Portugal é um país de mutilados e eu não fazia a mínima ideia! Puta que pariu ou o caralho…
 

Nota ao pessoal do mestrado: eu já assumi o pagamento do jantar, não vale a pena andar a contabilizar os “0,50€ por palavrão”.

Em frente

Pela observação directa e através de relatos de outros, posso afirmar que cães e gatos atravessam a rua de maneiras diferentes – Nunca atropelei ninguém (Nem cão, nem gato, nem pássaro, nem mulher, nem homem, nem velho, nem jovem, nem criança). Sim, há muito bicho na rua sem dono e sei que não consigo ajudar todos. Vou ajudando um de cada vez e aqui também entram pessoas. Normalmente, há sempre as excepções à regra, os cães param, olham e seguem em frente. Os gatos seguem a direito sem olhar e quando sentem movimento, não correm para a frente, hesitam por segundos e regressam ao ponto de partida e é nesse ressalto que as coisas podem correr mal. Hoje, na A4, vi um gato preto a correr da esquerda para a direita. Foi por uma unha negra (estive para escrever pintelho, mas desisti). Parou quase em cima do carro da via direita. Eu estava na esquerda a ultrapassar, desacelerei porque pensei que ele voltasse para trás. Não voltou, deixou passar o carro e seguiu o seu caminho. Levei com os sinais de luz da condutora que seguia atrás de mim e com razão. Podia ter corrido muito mal. Enfiei-me na direita, sabia que ela ia olhar para mim, assim que passou, pedi desculpa gestualmente.
 

Lições: Voltar atrás nem sempre vale a pena. Nem sempre os outros fazem o que esperamos deles e, na estrada e fora dela, nem sempre tenho razão. Manter a distância de segurança entre veículos a circular é importante. E os gatos pretos não dão azar. Esta última não posso afirmar com toda certeza porque, tecnicamente, ele não se atravessou à frente de ninguém. Atravessou a estrada, mas não sei se a estrada estará preocupada com isso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Bola d'Ouro 2014


A minha amiga H. gosta do Vitória em particular e do futebol em geral:

- Hoje é dia de atribuição da Bola de Ouro. Ronaldo, Messi ou Neuer… um deles ganhará. No entanto, mais do que a Bola de Ouro, o que realmente me interessa saber é que fato escolhe Messi!

- Quando li Bola de Ouro, pensei imediatamente nisso!

Nem só de cisnes vive o lago


Já estava combinado e lá fomos ao Coliseu ver o Lago dos Cisnes. Algumas escorregadelas e passos menos acertados, mas valeu a pena. Na tribuna ímpar, eu, a Z. e a L., na plateia, melhor amigo do Facebook e a sua (que é mais seu) cara-metade. Final do espectáculo com reunião no átrio marcada e urgência em falar com o melhor amigo do Facebook porque já o tinha dito às amigas:

- Viste o rabo do bailarino principal?
- Então não vi?! Mas aqui o cara-metade diz que são próteses…
- Próteses?! Está louco? Notavam-se os músculos todos, glúteos super definidos e tonificados… isso é inveja!
- Estás a ouvir o que a V. está a dizer? Não são próteses, é dor de cotovelo!

Oi!

A Inglaterra que fez nascer a revolução dos The Clash

Quem vem e atravessa o rio


Fui cicerone por cinco dias. A algarvia fez o trabalho de casa e já trazia “desejos” para visitar: Livraria Lello, Casa da Música, Serralves e o Majestic. Fomos a todos e pelo caminho ainda fomos a mais alguns. Mercado do Bolhão, Rua de Santa Catarina e a Capela das Almas, Majestic, Igreja de Santo Ildefonso, Praça da Batalha, Teatro de São João, Praça dos Poveiros, Rua de Passos Manuel, Coliseu, Rivoli, Rua Sá da Bandeira, Estação de São Bento, Igreja dos Congregados, Aliados (Guarany e o McDonald's no Café Império), Rua 31 de Janeiro, Torre dos Clérigos, Livraria Lello. Os melhores éclairs do Porto são os da Leitaria Quinta do Paço. Praça e Teatro Carlos Alberto, Praça dos Leões, Igreja do Carmo, Hospital de Santo António, Café Piolho, Jardim da Cordoaria, Instituto Português da Fotografia na antiga cadeia da Relação, Mosteiro de São Bento da Vitória, Igreja de Nossa Senhora da Vitória, Miradouro da Vitória, muralha Fernandina e ao longe a Sé e o Paço Episcopal. Avenida Marechal Gomes da Costa, Serralves, Praça do Império e Praça de Liége. Praia de Gondarém, Molhe e Homem do Leme onde se divide a Avenida em Brasil e Montevideu. Fomos da Foz, com passagem pela Docemar e os seus croissants, até à Ribeira. Massarelos, Miragaia, Alfândega, Praça da Ribeira com direito a esplanada, aquecedor e mantinha, Palácio da Bolsa, Mercado Ferreira Borges (Hard Club), Igreja de São Nicolau e Igreja de São Francisco, painel da Ribeira e todas as pontes que nos levam para o outro lado. A caminho do Jantar com a LP, Rua da Boavista, mostrei à pressa a Igreja Românica de Cedofeita, Praça da República e discutimos pela primeira vez por causa do Carlão. Cemitério de Agramonte, Bom Sucesso, Rotunda da Boavista ou Praça Mouzinho de Albuquerque, Casa da Música e Avenida da Boavista. Passeio nocturno à Rua Galerias de Paris, Rua Cândido dos Reis e Rua de Ceuta. Ainda faltou mostrar tanto no Porto e nas cidades vizinhas. Mas conseguimos dar um salto a Guimarães.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Também vou falar da sangria com pouco ou nenhum sumo


Já a conhecia pessoalmente. Conheci-a em Abril do ano passado durante um café combinado nos jardins da Gulbenkian. Mas este ano foi diferente, não tinha razões para cerimónias ou cuidados exagerados. Falamos quase todos os dias com alguns serões pelo chat. Se o blogue me trouxe oportunidades, esta foi uma delas: conhecer esta pessoa fantástica com tendência a rir das mesmas coisas parvas. Dito isto, o jantar com a mentora e a personagem Linda Porca só podia correr muito bem. Não vou falar sobre os temas abordados à refeição que nos fizeram chorar a rir. Ninguém bebeu de mais porque não é do nosso feitio. Não precisamos de ajuda extra para rir. No entanto, importa referir que nunca tinha bebido uma sangria com sabor a álcool. Sabem sempre a sumo. Vou indicar este local a amigos. Também se come bem. O chato é ter de pagar antes de comer. 

As pretas no Candelabro com o branco da
amiga 
algarvia que veio conhecer o Porto.

Saber que também fala com toda gente e que também gosta de cerveja preta bebida pela garrafa, fez-me largar uma lagriminha de emoção. A Linda Porca é uma lady com particularidades que, à primeira vista, não combinam. Tal como eu. Mas quem vê caras, não vê corações e aqui este dito é "em bom".

Da baixa com passagem pela Casa da Música até Serralves





Global Positioning System

O GPS dá-me segurança. Pode desorientar-se por momentos e "plissar", pode tardar na procura de sinal, mas não falha. Não desisto dele mesmo quando o "pendura" atinge o ponto máximo do "enervanço". Gosto do meu Carlão e sei que ele me levará a todo o lado... mais volta, menos volta.

Dei-lhe este nome porque, durante a actualização de software, surgiu a mensagem "a instalar Carla". E a voz não é de uma Carla.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Palavra do Ano: Corrupção

"Corrupção" supera "xurdir" e "selfie" como palavra do ano

- V., olha, uma dúvida… alguma vez, em 2014, usaste a palavra "xurdir" em qualquer contexto? É a primeira vez que a uso em qualquer contexto e já não estamos em 2014!
- Achas?! Eu nem sei o que quer dizer "xurdir", ia usar para quê? Adoro esta: "basqueiro"! Esta, uso muitas vezes e desde os meus 2/3 anos!
- "Basqueiro" também gosto! "Xurdir" foi a segunda palavra mais votada, acho que nunca ouvi ninguém dizê-la… estou indignada!
- Pois, é escolhida por votação e não pelo uso… também nunca ouvi e nunca usei tal palavra!
- Será que agora vamos passar a usá-la? "Xurdir" é fazer pela vida.
- Não vou usar.
- Não faz sentido.
- Cuspo-me toda se a tiver que dizer e não vai parecer natural…
- Pensámos as duas o mesmo: sai muito cuspe!

Translinear

Textos justificados sempre me fizeram confusão. Custa-me ver as palavras de uma ou duas sílabas todas esticadinhas para ocupar espaço e, desta forma, adquirirem um destaque sem sentido na mancha de texto. E as palavras com mais de três sílabas todas apertadinhas para caber sem translineação? Que aflição, pá! Ainda há quem saiba fazer a divisão silábica das palavras para translinear correctamente?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Gato preto

É tudo muito bonito, mas alguém tem que aquecer o router!

Passei os últimos dias do ano a pintar tectos, pendurar quadros e candeeiros, colar letras na parede, deitar algumas coisas fora e a reciclar outras. Já começa a ser um hábito estas minhas empreitadas de pré-ano novo. O gato que não se atravessa no caminho, mas anda sempre atrás de mim, foi calcado e entalado algumas vezes durante a execução. Espero não ter comprometido a sorte para 2015.

I can see clearly

Às vezes deduzo coisas através da interpretação de acontecimentos aleatórios e imprevistos. Tento dar-lhes a razão de existência atribuindo-lhes a função de prenúncio ou anúncio. Teimo em acreditar num plano geral e superior. E a minha conduta pauta-se por isso. Não sou um "pastorinho de Fátima" - andei tantos anos na catequese e nunca ninguém me disse que António Botto foi o autor do "Avé Maria de Fátima" - para receber recados e também não gosto de me apelidar de supersticiosa. Prefiro uma definição rebuscada de semiótica aplicada à vida geral e futura.