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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Exagerei

Isto de dormir depressa e acordar cedo tem alguns inconvenientes. Não sou nenhum Rembrandt  da maquilhagem, sou muito básica (e não é só nestas coisas que sou básica). Acrescento apenas a cor que o Inverno me tira. Hoje, soube que exagerei nas pinceladas pela senhora do café:

- Está mais morena, fica-lhe bem!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Que comecem os dias frios

É cool gostar-se das estações mais frias. Sou uncool. Gosto do Verão. Todos os Outonos e Invernos, morro um bocadinho. Morro, juro que morro. Basta olhar para a minha cara.  A minha cara já teve melhores dias e foi no Verão. E para não correr o risco de morrer até ao último pedacinho vivo, planeio mudar-me para um país tropical. Um dia vou e que se fodam os tsunamis, tempestades, dengues e malárias. Desde que os possa encarar com camisolas de alças e chinelos de dedo, estará tudo bem. Enquanto esse dia não chega, e à semelhança dos anos anteriores, declaro aberta a época de uso do Star Bronzer e do Terracota.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A travessia do deserto

Em casa de ferreiro espeto de pau e eu não fiz o trabalho de casa. Terei, durante as duas próximas semanas, uma sala de chat vazia. Poderei tentar comunicar com os amigos em férias, mas apenas receberei o eco das minhas unhas a bater no teclado. Será como gritar para dentro de um frigorífico vazio de um esquimó. E não é o eco vazio que me preocupa, às vezes até gosto de me ouvir falar, é o frigorífico que não precisa de lá estar porque não faz falta. Pronto, eu sei. Já fui e já vim e vocês também precisam.

Vá, sem medo, tenham dó de mim e enviem-me coisas giras e que tenham tudo a ver comigo para o e-mail: sistervsister@gmail.com

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Era bom, mas está a acabar


Entrei em contagem decrescente para a activação do low profile. Todas as referências a férias, praia e Verão irão autodestruir-se em 5, 4, 3, 2... Autodestruir-se?: pam pam pam pam pam...

A fotografia foi tirada na Praia do Ancão. Ainda estava branquinha, foi o primeiro dia de praia. Não posso usar as de cá de cima. De manhã, a maré tem estado vaza, só se vê rochas e sargaço. Não fica bonito. E, S., segunda-feira, já sabes, estarei aí e de branco!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Crónica de uma manhã de praia

Para se estar sempre bem na praia, é preciso saber escolher o m2 de areal. A primeira coisa que faço é olhar em volta e perceber que tipo de pessoas ocupam a praia. Hoje, por exemplo, escolhi ficar ao pé de duas senhoras, uma adolescente e três miúdos. Pareceram-me a companhia perfeita para, por comparação, fazerem de mim a "gaja boa" daquele m2. Depois chegou a miúda com o rabo à Jennifer Lopez e estragou tudo. Vidas!

Reparei na estranheza das senhoras quando comecei a retirar a parafernália do saco. Como para entrar no meu carro não há as exigências de segurança de um aeroporto, levo para a praia sempre um protector solar para o cabelo, um protector solar para o rosto, um protector solar para as tatuagens e bronzeador para o resto da superfície. É muito cansativo, mas vale a pena.

Tudo aplicadinho e espalhado, pouso a cabeça na toalha. E ouço uma das senhoras:

- Ei lá, temos ali modelo!

Perante afirmação tão convicta, levantei a cabeça da toalha. O biquíni tigresse, o amarelo na cabeça (Não era loiro, nem platinado. Era mesmo amarelo. Tal e qual uma natureza morta) e o perímetro abdominal com o risco cardiovascular ultrapassado em largos centímetros não indicavam o bom gosto da senhora. Mas, como ela estava a olhar fixamente para mim à procura de anuência, rodei o pescoço para visualizar o possível "Adónis". E lá estava ele: musculado, oleado e bronzeado. Apesar de não achar piada a homens bibelot (Mas tu não vais ao ginásio para tonificar e o caralho? Não vens besuntar-te para a praia para te bronzeares? - Sim e sim, mas não estamos a falar de mim!), tive medo da reacção da senhora e esbocei um sorriso cúmplice. Mais do que isso não fiz. Tive medo que ela topasse que não era sincero... Faz de conta que estamos no mesmo barco! Eu disse barco?: Love, exciting and new; come aboard...

Crónicas de uma viagem: Tertúlia Algarvia



Quando forem a Faro, passem por lá. Vale bem a pena. Sopa de tomate com ovo escalfado, polvo e tarte de requeijão? Do melhor!

L., mais uma vez, obrigada. Também gostei de ir aos Artistas e ouvir, para além de outros e outras, o "Hitsville UK" que nunca ouvi em espaços públicos.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Agora sim, isto está de ananases


De volta à minha praia urbana e regressei na hora certa. Diz que o tempo não foi grande coisa na minha ausência. Aqui não se vendem bolas de berlim. O grito é "OLH'Á BATATINHA! Um euro. Com ou sem pimenta".

segunda-feira, 28 de julho de 2014

We are Family



Estar fora de casa oito dias, tem os seus inconvenientes. Preciso de álguem que me olhe pela bicheza. O meu sobrinho mais velho já está habituado, mas, desde que atingiu a maioridade, tem uma agenda bastante preenchida:

- JP, olha, preciso que me faças um favor. Preciso que fiques lá em casa com os bichos.
- Ok, tia, mas isto é assim...
- (ò foda-se, está tudo fodido!)
- Posso levar dois amigos?
- (ò caralho... take it or leave it! Vê-vê, vais ter que aceitar. Não tens outro remédio. Não haverá de vir mal nenhum ao mundo, são três nerds, vão estar agarrados aos computadores, já têm 18 anos e um deles é teu sobrinho. De certeza que a gaveta da roupa interior e os teus sapatos estarão a salvo!) Sim, podes. Mas tentem não jabardar muito a casa, ok?
- Não te preocupes!
- (Já estou preocupada, caralho!) Pronto, combinado.

Oito dias passam a correr e já estou de regresso à home sweet home. Nervosa, abro a porta do prédio e constato com agrado que não há mau cheiro nas escadas: é bom sinal! Mais calma, preparo-me para abrir a porta de casa: três computadores em cima da mesa de jantar, alguns copos espalhados pela casa, casa de banho fora de prazo, tapetes cheios de lixo, chão imundo, algumas garrafas de cerveja e o cachimbo de água a uso (já me foderam o tabaco que trouxe do Egipto!). Paciência, os bichos estão vivos e de saúde. E os rapazes até tiveram o cuidado de lavar a louça. Não sei se o fizeram por necessidade ou por gosto. No entanto, o que me intriga é terem usado todos os panos de cozinha. Tenho para aí uns quinze. Porque raios usaram todos? Vidas, só me resta limpar tudo e, se calhar, aproveito a onda da limpeza e organizo uma Sunset Yellow Summer Fest Terrace (ou pátio, depois, se a ideia for para a frente, decido) After Hours Party and Lounge.

Crónicas de uma viagem: banda sonora


Terceira viagem com a Ryanair e a minha primeira vez a voar sozinha. Felizmente, do Porto ao Algarve é um tirinho. Nem dá para pensar em grandes coisas e é mais barato que o comboio, embora a viagem em linha seja mais amiga do pensamento. Mas para isso há que ter vontade e a minha vontade não era essa. E nem ao aeroporto de partida tinha chegado e já só tinha praia na cabeça, aqui por cima o tempo não está de ananases. 


Chegada à noitinha e, agora já sei, não basta dizer ao taxista o nome da rua pretendida. Tenho que referir também a cidade que, por acaso (não, não é por acaso. É onde mora a L. e a irmã), é a mesma do aeroporto de destino. Pronto, que se lixe, o que interessa é dormir que amanhã é dia de "cruzeiro" até à praia.

Em modo profissional, tento controlar-me (também não podia ser de outra maneira). Mas em lazer, i'm a fucking indian movie: desato a cantar e a dançar sempre que surge a deixa.

- A tua sorte, L., é que eu danço e canto muito bem!
- A minha sorte?!
- Sim, a minha mãe diz-me que sim. Olha, vidas!: Duas vidas separadas pelo tempo...

- Vamos de barco até à ilha.
- De barco?: Love, exciting and new; Come aboard, we're expecting you...

- Meia hora e chegamos à ilha.
- À ilha?: Tropical the island breeze; All of nature wild and free; This is where I long to be; La isla bonita...

- Andam a multar os carros todos, a linha é amarela. Mas quase que não se vê...
- A este bloquearam as rodas: Breakin´rocks in the hot sun; I fought the law and the law won; I fought the law and law won...

- Amanhã, vamos à ilha da Culatra.
- À ilha da Culatra?: When they kick at your front door, how you gonna come?; With your hands on your head or on the trigger of your gun?...

L., obrigada não só por me receberes como também por alinhares e contribuíres para a banda sonora. Estava mesmo a precisar: Keep smiling, keep shining; Knowing you can always count on me, for sure; That'swhat friends are for…

Casablanca


Ano de 2007 e fui a Marrocos. Cismei que queria ir a Casablanca. Sim, a cisma foi criada pelo filme. Não tinha ideia nenhuma de como seria a cidade, mas só podia ser bonita. Não é? Não, não é. Lição aprendida. Nem todos os sonhos ou fantasias devem ou podem passar a realidade. Ou seja, a melhor opção é concretizar sonhos pequeninos. O meu prédio de dois andares não tem elevador. E, no Hotel, adquiri e concretizei um pequeno sonho: fotografar-me no espelho de um elevador. Ao rever a fotografia, pareceu-me que mais alguém terá realizado qualquer coisa. Depois de alguns filtros e desfoques, consegui que a mãozada impressa no espelho desaparecesse.

Não gostei de Casablanca, mas quero voltar a Marrakech.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Eu gosto é do Verão


Gosto das mais diversas coisas e algumas até podem parecer contraditórias. Já tive dificuldade em justificar algumas das minhas preferências. Encaixar-me num grupo ou colar-me um rótulo não é tarefa fácil. Há quem diga que sou uma versão feminina do Dirty Harry e também já me chamaram de tia. Para uns, sou uma pessoa inteligente e sou alguém que se refugia na futilidade para outros. Estas coisas todas já me incomodaram. O sentimento de pertença é algo que nos conforta. Caramba, mas não podemos definir-nos por um conjunto de características e privarmo-nos de fazer seja o que for com receio do que possam pensar de nós. Somos todos explicáveis através de diagramas de Venn, somos as uniões e intersecções dos diversos conjuntos. E eu sou do povo, só não gosto é de panados.

domingo, 13 de julho de 2014

A propósito da praia

Naquela altura a praia estava escolhida por razões óbvias: facilidade de acesso. Matosinhos estava fora de questão, as senhas tinham que ser de dois módulos ou teríamos que sair no Castelo do Queijo e fazer o resto do caminho para a "bola de nívea" a pé. Leça? Nem era hipótese! Pronto, da Boavista até à Foz era o percurso escolhido. 

Hoje, fui à praia. Fui à Foz. "Não há bronze como o do Molhe", lembro-me de ouvir uma velhota dizer. E é verdade, mas não tem que ser no Molhe. Já lá não ponho os pés há anos. Mas continuo a ir à Foz. De vez em quando, vou às praias da Foz. Não sei se é das rochas, do iodo, da areia que é calhau ou da poluição inerente a uma praia urbana. Mas não há bronze como o da Foz, o bronze que aguenta as lavagens. Mas agora vou de carro. E no zapping do carro surge esta música que me desenhou um sorriso morno e malandro. Depois cliquei play no Sandinista que trago no carro. 

O autocarro deixava-nos na primeira linha do mar. Agora, para estacionar, só duas ou três ruas acima, junto das sedes de bancos que não têm balcão na baixa e que nunca ninguém vê na televisão até darem merda. Mas o meu problema em ir à Foz, e que não havia na altura, é a tentação. Não são os croissants da Doce Mar. São os saldos de 50 por cento da Haity na Avenida Brasil. Girls will be girls e gostar de Clash não muda nada.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Quando o telefone toca

Para o bem e para o mal, devemos aceitar e assumir as nossas decisões. O toque do meu telemóvel pessoal é o London Calling e durante os meses de Verão é a música do genérico do Baywatch. Este último poderá ser considerado uma opção azeiteira, mas para mim é um clássico. E clássico que é clássico nunca azeita. Sei que quem ouve poderá ficar à espera que surja de repente o Mitch ou a CJ, já me perguntaram por eles. No entanto, assumo sem vergonha a minha escolha quando o telemóvel toca em público. Mas quer-me parecer que a senhora que tenho à minha frente já se arrependeu do Piradinha quatro vezes.

E agora, for something completely different, cá vai uma piada seca sobre clássicos:

- Porque é que a vagina nunca sai de moda?
- Porque é um corte clássico.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Este fim-de-semana, para mim, foi oficialmente aberta a época balnear


"Só faço praia no Algarve. Cá em cima a água é muito fria, há muito vento, a areia é grossa, tem rochas, tem espinhas, tem osso, tem côdea, etc." - posto isto, só tenho uma coisa a dizer: FRAQUINHOS!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ainda é Verão

Gostava de morar no Verão. Gostava. E, apesar de conhecer muitos adeptos do Outono, vou amar para sempre o Verão. É um infantilidade? Se calhar é, mas não quero saber. Eu gosto é do Verão.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Reanimar olhares


Tantos relatos de férias e eu, este ano, não fui lá fora e nem fui para fora cá dentro. Poupanças obrigatórias e compromissos castradores foram os nossos carrascos. Nos intervalos, aproveitamos a cidade, a praia urbana e, venha o que vier e haja o que houver, nunca nos tirarão o bronze do Verão! Sinceramente, não sei se tenho pena de não ter saído ou se tenho saudades de chegar e apreciar a cidade com olhares renovados e baterias carregadas. Temos tendência para valorizar o que perdemos, mesmo que a perda seja apenas temporária.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Para além da linha do horizonte

O meu homem anda chocado. Percebi logo pelo semblante pesado do rapaz que ali havia preocupação e tristeza:

- Andam p'raí calções tão curtos. São muito curtos, fica demasiada coisa de fora. Fica tanta coisa à mostra que nem é bonito.