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terça-feira, 14 de julho de 2015

Miúdas, decidam-se!

Se me falta a televisão e a internet, tenho que passar roupa a ferro. Porque raios tenho que mudar um pneu com as minhas próprias mãos? É para provar o quê? Só vos digo, adorei andar pela primeira vez num reboque e, já agora, deixo também o aviso: eu tenho assistência em viagem e não tenho medo de a usar!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Uma pergunta ou várias

Quando nos chamam para ver um carro novo, o que é suposto fazer? Onde é suposto tocar? O que devemos elogiar? Há frases pré-definidas para estas situações? Não sei nada sobre este assunto. Nesta matéria sou uma triste, o carro serve para me levar em segurança do ponto A ao ponto B .

quinta-feira, 11 de junho de 2015

As mulheres são as piores inimigas das outras mulheres

Se há frase que me faz confusão, é esta. Não acredito nela. Tenho muitas amigas, todas diferentes. Amigas para todas as ocasiões e estados. Tenho amigas que não acreditam na humanidade, amigas que analisam tudo à lupa, as que momentaneamente duvidam das suas capacidades, as que têm uma fé inabalável na humanidade, as “brutally honest”, as fofinhas, as complicadas, as práticas, as racionais, as sonhadoras, etc. Tenho amigas que vão comigo à loja do chinês, à Fashion Clinic, à Zara, ao supermercado, à merda e ao inferno se preciso for. Gosto de todas, fazem-me falta todas. As outras não me interessam.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ela está no meio deles

Não é novidade nenhuma que a vizinhança de cima tem uma predilecção pelo meu terraço no toca a atirar ou deixar cair coisas. Mas, confesso, com esta não contava.

Regresso a casa depois de uma manhã passada da praia, assim que encosto a chave à porta, vem a vizinha disparada a chamar por mim e a pedir-me desculpa. Sabia que tinha um gato, agora fiquei a saber que tem duas tartarugas e, para lavar o aquário, pôs as bichas na varanda. Uma das tartarugas, “a mais maluca”, atirou-se para o terraço. Fiquei branca, imaginei de imediato um cenário de ‘quelonicídio’ perpetrado pelos cães e pelo gato que também não é muito certo das ideias:


- Ui, os cães mataram-na! Está morta?
- Não, ela andou a passear com eles. Não contava que ela caísse, desculpa.
- Mas se calhar já está morta, eles mataram-na!
- Não, o meu filho esteve sempre a vê-la. Andou a passear. Só a deixamos de ver há pouco tempo! Desculpa…


Entrei em casa a medo, dirigi-me de imediato para a cozinha e lá estava ela de patas para o ar e cheia de pêlo de cão. Coisa mais fofa, praticamente uma bolinha de algodão. Mas estava viva, lá isso estava. Agarrei na tartaruga, não dei tempo para se despedirem e entreguei-a a seu dono: Olha, é melhor dares-lhe um banho.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Isto é um médium-eat-médium world



Tendo em conta que todos usam a mesma “imagem gráfica”, o número de W, Z ou Y no nome dos ‘professores’ não é grande coisa para a diferenciação ou notoriedade do serviço. E depois temos a localização: Ermesinde. Toda a gente sabe que Ermesinde não é terra de videntes. Em Ermesinde “há gajas boas. Gajas mesmo, mesmo boas!”

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Estou?

A minha cabeça não é só para os caracóis, também a uso para os reflexos acobreados. E nada melhor que um sábado chuvoso para reforçar os reflexos. Tal como deduzi, o salão estava vazio. Mas falhou um pormenor no meu genial plano: se o salão estaria vazio por causa da chuva, a senhora também estaria sozinha. Resumindo, já sei que é viúva, tem tiróide - e não temos todos? Temos, mas não lhe disse - tem dois filhos, sei as características dos filhos e de todos os familiares até à quinta geração. 

Falaram-me de uma aplicação que simula incoming phone calls. Vou instalar.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Manias

Não me parece bem chamar de obsessão à necessidade de proteger as pessoas de quem gostamos - família, amigos, vizinhos, colegas, etc. Principalmente quando há razões e provas dadas para o fazer. Nem sempre são as circunstâncias que fazem más as pessoas. Há pessoas más por natureza. São pobres diabos, mas gato escaldado de água fria tem medo e não é por dá cá aquela palha que se volta a dar o flanco. Proteger não é prender, é estar atento e, a ser preciso, intervir.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?

E tudo começou com várias fotografias e a legenda “este natal, poupa um animal”. Tudo com muito bom aspecto, incluindo o ovo a cavalo numa espécie de pizza. O primeiro comentário, “o ovo não é uma vida em potência?” A resposta foi: “sou vegetariano, não sou vegan. São conceitos diferentes. O ovo é proteína desprovida de "ordem" genética, no meu entender”. Discussão saudável por ali abaixo, admite-se a piada do ovo como vida em potência e insiste-se na alimentação equilibrada com um pouco de tudo. Mas eis que chega um peso pesado do veganismo: “não encares como crítica, mas devias deixar a proteína animal. Custa, eu sei. O queijo foi a última coisa que deixei. Cada um faz o que achar melhor, eu não imponho nada a ninguém. Aliás, nem imponho este tipo de alimentação ao meu filho”. O rapaz agora diz que é omnívoro e que prefere ingerir proteína animal através do ovo e derivados do leite do que em suplementos. “A proteína é necessária aos músculos” e tomar comprimidos não é a onda dele. E volta à carga aquela que não quer impor e traz consigo o rol dos benefícios da eliminação proteica. Insiste na liberdade de escolha de cada um. Ele atira-lhe com “estudos que dizem que a proteína animal é necessária para a reestruturação muscular”. E ela responde que por “cada estudo desses, há um que diz para banir por completo a proteína animal.” 

Esta conversa toda lembrou-me uma que tive (fui apanhada na curva) há uns anos atrás. O argumento era que o corpo humano e as características dos seus órgãos e funcionamento são próprios de uma alimentação vegetariana. Não souberam explicar porquê, só sabiam dizer que era assim. Rebati com a falta de três estômagos para chegar aos quatro de uma vaca. E falei na cadeia alimentar geral. Há animais que comem animais. A resposta foi a tal escolha, o instinto e não saber fazer de outra forma. Acabei com um: então não há a tal igualdade que defendes entre pessoas e animais? O animal pode escolher ser carnívoro, mas eu não posso. Ou o animal não possui inteligência para escolher outras formas de vida? Depois mudei de assunto porque já estava farta da pescadinha de rabo na boca e da mania da perseguição. É-me indiferente a escolha que fazem para se alimentar, não ataco ninguém. Pelo contrário, sinto-me atacada por não ser vegetariana. Se concebem a possibilidade da escolha e exigem o respeito porque raios estão sempre a querer evangelizar?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Revista de Imprensa

 Miss Bumbum diz que já voltou a perder virgindade
 
- "Decidi fazer a operação para ter a oportunidade de ter um relacionamento mais puro. Além disso, fiz uma produção para uma revista e posei nua. Além de revelar a minha sensualidade, quis também mostrar a minha pureza."  - O que não bate certo aqui???? A sério que usou duas vezes a palavra "pureza"??? Será que ela sabe que reconstruir o hímen não traz nada de volta???
- E levar no rabinho? Será que é puro?
- Enfim! Deus a ajude!
- Que bem precisa... achas que ela o vai reconstruir outra vez? Que desperdício, mais valia pôr mamas!

El estudio que asegura que los hombres son “idiotas” 

- Olha, o estudo que precisávamos para confirmar o que já sabíamos.
- Agora, com este estudo, já não precisamos de argumentar tanto. O meu obrigado a todos os cientistas (?)! 
- Todos, sem excepção!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

É fazer as contas

Na segunda-feira, 8 de Dezembro, - o dia que já não é da mãe, mas que continua a ser - fui jantar com os meus pais. O jantar termina sempre com uma mini-caminhada para tomar café no McDonald's da Boavista - não sei se todos têm uma zona reservada só para café como este - ou no Alicantina. Fomos ao Alicantina e, na montra dos bolos, lá estavam elas, as rabanadas. Gosto do Natal e adoro rabanadas. Perguntei o preço antes de pedir uma. Um euro e setenta cêntimos, responderam-me. Achei caro e disseram-me que afinal o preço da unidade era um euro e meio. Continuei a achar caro e disse-lhe que seria demasiado frustrante dar esse dinheiro e a rabanada não ser boa. Se eu comprasse duas rabanadas, seriam três euros. Têm a noção de quantas rabanadas se conseguem fazer com três euros?

"As irmãs de Ricardo Salgado fazem bolos em casa para vender"

Ups! Restaurante da McDonald's mostra imagens hardcore aos clientes

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É um ar que lhes dá

Às vezes, sinceramente, não sei porque me perguntam se já sabem a minha resposta. Sim, estou a falar de homens. Cheguei à conclusão, pelo método de observação indirecta, que, entre os 35-40 anos, dá nos homens uma espécie de filoxera. Não sabem o que querem, querem muito e depois não querem nada. Não querem nada daquela que queriam muito há 30 dias atrás. Passam a querer muito de uma nova e que “seja eterno enquanto durar.”

Calhando a nova que querem muito, não querer nada com eles e, custa-lhes estar sozinhos e está frescote, vai de enviar mensagem à anterior que queriam muito:
 

- Saudades tuas…
 

Mesmo não querendo nada com a antiga, nunca se sabe o dia de amanhã e convém manter o contacto a pensar em save it for a rainy day. Mensagem enviada:

- Minha querida, vou seguir o teu conselho…

Pediram-me e eu dei as sugestões de resposta:


1ª Leva as saudades que aqui não deixas nenhumas. Estimo que te fodas.


2ª Minha querida é o caralho que te foda.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Primus inter pares?

Um dia convidaram-me para fazer parte da direcção. O convite surgiu porque lhes faltava alguém. Ninguém me disse isso, mas tenho a certeza que sim. A minha idade não correspondia a tanta responsabilidade e tradição. Pensaram que chamarem-me de vice-presidente e ter a minha assinatura como imprescindível para ordens de pagamento seria suficiente para mim. Cansei-me de bater tantas vezes de frente com o auto-proclamado "grande líder" e saí. O alívio não lhe foi completo, continuo a ser sócia. E vou aparecendo, gosto de ver até onde vai o pedantismo.

É uma associação de profissionais, mas o labrego acha que é a quinta dele.

domingo, 30 de novembro de 2014

Deus me dê paciência

Fico fodida com a caridadezinha natalícia e a mesquinhez das pessoas. Se não querem dar, não dêem. Mas não culpem outros para alívio da consciência. Ficar ofendido com o pedido de bens não essenciais por parte de uma criança institucionalizada é de uma estupidez (malvadez) gritante. Queriam o quê? Que pedisse pão e leite? Mas só comem no Natal para fazer este tipo de pedido? São miúdos, caralho! Não podem sonhar ou desejar futilidades? Quem disse? Demasiadas pessoas, acho. Aos moralistas que pensam "estão na merda e na merda devem ficar. E nem se atrevam a sair da merda e desejar o que não merecem. Isso é um direito dos outros meninos. Pega lá um pacote de arroz e uma lata de atum. Que te sirva de lição, o Natal não é magia. O Natal é, para ti, uma lista de supermercado. Já te fizeram passar por muito e sentes-te inferior? Isso não interessa nada. Tens a obrigação de agradecer o que eu te quero dar ou, de outra forma, não levas nada", pergunto: já alguma vez tiveram o privilégio de fazer, sem esperar nada em troca, alguém, sem laços familiares ou outros, sentir-se genuinamente feliz?

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Diz que é o Lenny Kravitz, mas...

a pergunta que não quer calar é, para além do gigantesco número de ácaros, quantos corpos dão para esconder naquele "cachecol"? A tragédia também pode acontecer ao próprio, se ele cai de frente, aquele "cachecol" sufoca-o por completo sem dó nem piedade.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quero acreditar que o amor é poder

Considero-me uma pessoa calma e tolerante. Pronto, não sou calma. Aprendi a não me enervar com coisas sem importância, é mais isso. Mas ontem foi impossível segurar-me. Criticar o trabalho de uma equipa só porque podem, tira-me do sério. Principalmente por ser alguém que não faria igual e melhor é que nunca faria mesmo. Argumentou e contra-argumentei. A minha colega ia dando sinais e deixas para terminar a conversa. O argumento final dava-me razão, mas ainda assim não deu o braço a torcer.

- Devias tê-la deixado falar, já sabes que ela é assim. Tem que arranjar sempre problemas!
- Foda-se, ela estava a desvalorizar-nos e não sabe nada sobre o assunto! Somos sempre os últimos a sair, paus para toda a colher, fazemos omeletes sem ovos... Nós não nos vamos meter no trabalho dela! Quanto mais te baixas, mais te vêem o cu: não podia calar-me!


Esta minha colega é sempre uma incógnita: ora ferve em pouca água, ora é o fucking Dalai Lama. Nesta situação, escolheu a segunda hipótese. Dizer sim a tudo porque, e ditou a sentença científica: é falta de peso! - não dizemos mal fodida, dizemos falta de peso e dá p'rá menina e p'ró menino. Esta expressão assenta na premissa que o ser mal fodido não causa tanto mau feitio como o não ser fodido de todo.

Rio-me sempre desta razão quando não há mais nenhuma razão que justifique o mau humor e arrogância crónicos. Não lhe reconheço validade, mas a verdade é que tive uma professora que era intragável. Só faltava bater-nos porque de burros, ainda que indirectamente mas sem subtileza, já nos chamava. E foi na universidade. Ninguém pensava em frequências, que viesse o caralho do exame (falar com ela era impossível, bater-lhe estava fora de questão. Falamos com o tutor do curso e tivemos a lição número um sobre resiliência). A desculpa para a mulher ser assim era a tal falta de peso. Não sei se foi o amor, se foi o sexo. A professora encontrou um namorado e mudou totalmente. Juro! Até disponibilizou um horário flexível de atendimento para tirar dúvidas. Não houve quem não fizesse a cadeira. Pronto, houve quem não fizesse a cadeira e isso foi porque nunca puseram lá os pés. 

Eu quero acreditar que o amor foi responsável por esta mudança. O amor é poder e há várias formas possíveis de amar. Se assim não fosse, a minha tia Virgínia - não usei o diminutivo do nome por razões óbvias - seria uma das pessoas mais irascíveis à face da terra. E não o é. Ou basta-lhe o amor que temos por ela ou tem uma vida dupla há anos. Eu quero acreditar na primeira.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Pessoas que odeiam

Não gosto de quem odeia. Só não gosto simplesmente porque não consigo odiar verdadeiramente. Não consigo odiar mesmo quando é mim que odeiam. Vivem obcecados com futura a desgraça. Não percebem que é possível cortar amarras sem peixeiradas. Não aceitam a falta de despeito. E não havendo fogo posto por outros, fazem eles a queimada cega e matam sem critério o amor puro que os rodeia. E eu não consigo desejar-lhes a morte e o fogo do inferno.

Pode parecer, mas não uso substâncias ilícitas. Juro! O que eu quero dizer é que não percam tempo a odiar. Arriscam-se a deixar passar o melhor. Uma maçã podre contamina os fracos e mata os bons. Não é preciso deitar fora a maçã, basta tirar a parte má. Nada se perde, tudo se transforma. Acredito que todos têm salvação. Até eu tenho salvação!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Não fomos nós que começamos! Há atenuantes?

- E com isto vai zangar-se com taxista que lhe aquece os pés!
- E o taxista em vez de cobrar pela tabela, vai levar por tabela!
- Pois leva, leva que aquilo tem ar de dominatrix, castigadora: sado sem maso! Deve ser daquelas que se enche de adereços e falha na hora H à conta do esforço para se enfiar nos espartilhos!
- Sim, falta-lhe o ar e desmaia. Disseram-lhe que era falta de oxigenação na cabeça. Ela oxigenou o cabelo. Continua a desmaiar e não percebe porquê. Será? A senhora é a nossa musa!
- É, de facto, uma musa. Que Deus a conserve assim, tal e qual, sem mudar a cor de cabelo.
- O melhor é rezar a Deus para a conservar assim... fresca. Na medida do possível, claro. Acredito em milagres, mas não acredito em impossíveis!
- Devíamos ser chicoteadas em praça pública por causa disto...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Misericórdia, por favor!

Concordei logo à primeira frase. Ainda assim repetiu mais umas trezentas vezes. Usou outras palavras, mudou o sujeito de sítio e a semântica manteve-se. O problema é meu, só pode ser meu. As constatações podem ser de cacará, um mais um igual a dois, só não vê quem é cego e se o leite vem da vaca, logo é a vaca que dá o leite. Para preservar a minha saúde mental, preciso de arrumar com o assunto logo ao primeiro enunciado. Ou ao segundo, não posso ser demasiado ambiciosa. Tenho que concordar mais efusivamente: Foda-se, pá! É que é mesmo isso! Tu vês longe para caralho!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Foda tracinho se

 
Não aguento mais, a sério, não dá para aguentar o homem. Sempre a trazer alterações, correcções e considerações pessoais sobre assuntos que não lhe dizem respeito. Mas o pior, o pior mesmo é achar que tem piada com as merdas que diz. Por favor, se alguém aparecer morto, digam que estive sempre aqui!