sexta-feira, 31 de maio de 2013

Não estou entendendo

Sempre que o homem me fode a cabeça com assuntos que não me interessam, aviso:

- Quando fores com o caralho, arranjo um gajo mais novo! Um que tenha menos 10 anos do que eu! Um que esteja caladinho e que só fale com autorização. Não precisa de saber nada sobre carros porque é para essas merdas que eu pago ao Manel. E não tem que me levar a almoçar ou jantar fora, se eu quiser comer fora, vou sozinha. E quero lá saber da qualidade, chega-se a uma idade e o que importa é a quantidade de vezes (referência subtil ao acto sexual). 

Normalmente, a coisa acalma e 10 minutos depois já nem me lembro do que ele disse e do que eu disse.

Ultimamente, no ginásio, tenho sentido a presença muito próxima de um puto que por lá anda. O miúdo deve ter vinte anos, mas está bem nutrido. Parece um armário e também fala como um armário. Vou para a passadeira, o miúdo escolhe a passadeira ao lado para correr. Vou à aula de flexibilidade e o o rapaz não só vai à aula como me cede a passagem para entrar na sala. Sinceramente, não sei qual é a mensagem que o universo me está a tentar passar. Estará a oferecer-me de bandeja um substituto? Quer-me mostrar que a juventude alheia não é solução? Ou o miúdo é educado e trata bem as pessoas mais velhas tal como a mãezinha lhe ensinou?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A austeridade do Verão

As obras ainda não terminaram e não vejo jeito de mudar de casa tão cedo. Já vos tinha dito que tenho a roupa de Verão desde Novembro em caixotes? Já, já tinha dito. O que à primeira vista parecia uma conspiração do universo contra mim, mas, tendo em conta as últimas notícias, afinal não o é. É uma tentativa do universo de me poupar o sofrimento: longe da vista, longe do coração.

Vem aí o Verão mais frio dos últimos 200 anos

Conjuga-mos

Ontem, não fui ao ginásio.
Hoje, não vou ao ginásio.
Amanhã, não irei ao ginásio.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Revista de Imprensa

A história está na secção do Mundo Insólito do Jornal de Notícias, o que, por si só, não abona em nada a veracidade da história. Mas o que me incomoda nem é o episódio ser uma grande tanga. Chateia-me a fotografia que publicaram de um urso. Podiam ter arranjado uma melhor, caramba. Urso tem os dentes em mau estado, é verdade que já vi dentição pior ou até mesmo a falta dela em pessoas. E mais vale ter dentes estragados do que nenhuns, mas, mesmo assim, podiam ter-se esforçado um bocadinho mais. Paciência, valem os comentários à notícia sobre o pastor bósnio que afirma ter morto um urso-pardo com as próprias mãos utilizando uma manobra de luta conhecida como "bear hug" (abraço de urso). 


Permanecer positivista

Manter as expectativas baixas anula as frustrações, mantém-me longe das desilusões e, às vezes, até sou surpreendida. E fico feliz. Por exemplo, a comida da cantina, nunca estou à espera de algo arrebatador, mas, de quando em vez, lá aparece alguma coisa fantástica. E fico feliz.

Valorizo as pequenas coisas porque, apesar de três ou quatro grandes coisas, a minha vida é feita de pequenas coisas. Já estou habituada. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Universo, porque me odeias?

Eu não precisava de saber que o carro tem um radiador e que há um líquido para o radiador, pois não? Não, não precisava. Mas a vida assim o exigiu e a necessidade faz o conhecimento.

(Eu também tenho o meu lado dramático)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sem assunto

Não vi o Splash! Celebridades e também não vi o Big Brother Vip. Para o bem e para o mal, não tenho tema de conversa. Bolas!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Crónicas do ginásio: eu não cheiro bem

Não sou conhecia pelo meu olfacto, aqui pesa o facto de eu fumar. Não cheiro bem, que é como quem diz, tenho dificuldade em sentir aromas. Não é coisa para me incomodar, normalmente considero um bênção ter um sentido de olfacto pouco apurado. Basicamente, para conseguir cheirar, tem que ser mesmo um cheiro forte. E há um gajo no ginásio que cheira mal que tresanda. Eu sei, eu sei, é uma utopia pensar num ginásio com pessoas cheirosas. Mas, caralho, nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Há que haver o mínimo de cuidado, não vou falar da alimentação e que nós somos o que comemos e que por isso cheiramos ao que comemos, bastava passar o desodorizante nas axilas antes de abandonar o balneário. Eu nem sei como é que os outros conseguem estar ao pé dele sem um pestanejar de olhos, sem um esgar ou torcidas de nariz. Para eu sentir o fedor é porque ele é mesmo intenso. Das duas uma, ou o cheiro é da minha imaginação ou aquilo no ginásio é malta forte que aguenta tudo e estoicamente. 

(Ontem safei-me de fazer abdominais ao lado do mal-cheiroso, mas Deus não me deixou impune e logo à entrada no balneário tive uma visão dos infernos)

Não levantarás falsos testemunhos


A propósito desta imagem, ontem, a minha amiga H. disse: que Deus me perdoe, mas o puto é feio para caralho! Concordei com a declaração de ‘feiosidade’ do puto e lembrei-me de um episódio que aconteceu há uns dias atrás. Uma moça que trabalha comigo trouxe o bebé, que está a fazer um ano, para nos mostrar orgulhosamente a evolução do rebento. Vai daí, o miúdo é feio. Não disse nada em relação à beleza porque sei comportar-me bem socialmente. Não sei mentir, mas até teci elogios rasgados como "está tão grande", "é tão esperto", "é despachado" e "é simpático". Apesar disso tudo, uma pessoa não é de ferro e assim que ela saiu tive que o dizer: foda-se, o miúdo é feio! As minhas colegas, em tom reprovador, disseram: não digas isso que deus castiga-te!

Deus castiga-me?! Deus castiga-me como?! Dá-me um filho feio ou, como diz a minha amiga Saloia, despenteia-me?! Se algum dia tiver um filho e se este for feio, gostarei dele e para mim será bonito e farei a mesma figura das mães de filhos feios. Mãe é mãe. Qual é a crise? Para mim não é nenhuma.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Não come, mas areja

The Exorcist

Para o que lhe havia dar. Se alguém vomita, fica com a batina arruinada. E isso é possível acontecer, eu vi o filme!

Que se foda!

Não posso ser explícita sobre o que faço porque acertavam à primeira ou erravam redondamente. Qualquer uma das opções seria desastrosa. E sempre que insiro aqui alguma informação pessoal, umas vezes mais disfarçadamente do que outras, reflicto um bocadinho antes da publicação. O problema não está nos que me conhecem bem ou nos que não me conhecem. Está sim, por exclusões de partes e não é preciso grande raciocínio lógico, naqueles que apenas me conhecem.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O fds passa a correr, pá!

Este fim de semana foi repleto de, ora bem, emoções. Tivemos a Eurovisão e finalmente Portugal conseguiu não ficar nos últimos lugares, o que me parece ser claramente uma vantagem da não participação portuguesa. O mesmo não poderá dizer o Reino Unido e a Bonnie Tyler. O meu FCP sagrou-se campeão. O povo dos Globos de Ouro estava deliciosamente ridículo e a mostra de mamaçal dava para todos os gostos. Não tive tempo para ver o Big Brother Vip, mas já li comentários que dizem que a saída Nucha e da Liliana tornam o programa "dessinteressante" e sem "couteúdo".  E, por último, mas não menos importante, trouxe o Mantorras para fazer a recuperação cá em casa. Os meus cães estão desconfiados, mas estão a tolerar bem a presença do felino.

A propósito dos Globos de Ouro V

Raimunda: feia de cara e boa de bunda... ou talvez não!



A propósito dos Globos de Ouro IV

"Ai credo que já é tão tarde, deixa-me levantar, levo qualquer coisa por cima e ponho os pés ao caminho!"


A propósito dos Globos de Ouro III

É um pássaro? É um avião? É uma velhinha? Não, é a Joana Santos.


A propósito dos Globos de Ouro II

Cocoon - O Regresso



A propósito dos Globos de Ouro I

Fiel leitora, para não dizeres que não te ouço, cá vai um vestido dos Globos de Ouro. 

Barbie Malibu


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Para existir é preciso ter nome

Tenho uma dúvida: Devia ter iniciado com uma publicação sobre a razão de existir do blogue? Tenho que falar em devaneios ou em delírios incongruentes como contribuidores dessa razão? É que eu não sei dar respostas concretas. Isto é assim, eu sei de onde venho e sei que assim que puder vou para casa, mas acho que não vale a pena ir por aí.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Boys will be boys

O tempo passa a correr e hoje lembrei-me do meu primeiro dia de caloira que aconteceu há 16 anos atrás. Queria ir com tempo para descobrir onde seria a aula, ao entrar no edifício, perguntei ao funcionário onde seria a sala. O homem entregou-me de bandeja aos "doutores" do meu curso. O encontro não correu mal, depois das perguntas da praxe - de onde vens, como te chamas e que tamanho usas de soutien? - levaram-me à sala. Entrei já atrasada e sentei-me na primeira cadeira livre que vi. Nessa mesa estava já sentada uma miúda que me questionou:

- Tens namorado?
- Ora bem... acho que... sim, tenho...
- Eu não, mas ando à procura!
- Ah... está bem. Fixe, acho...

Há cerca de dois anos, a miúda voltou a encontrar-me no facebook. E o que eu tenho a dizer é o seguinte: a miúda manda um par de mamas descomunal e continua à procura de namorado, deduzo.

sábado, 11 de maio de 2013

Desculpem lá qualquer coisinha

Como já tinha escrito, eu não gosto de futebol. Gosto do Porto. E como seguidora de resultados e sem sport TV, num acesso de fairplay que me caracteriza, fui picando no Benfica TV sempre que a vizinhança gritava. A H. e o Z., os maiores apreciadores de bola que eu conheço, já me tinham falado dos relatos e das televisões por trás, mas nunca tinha visto aquelas duas figuretas. Ora bem, não vou explicar como funciona e o porquê de acontecer, mas o delay ou o atraso que se verifica entre a rádio e a televisão ou diferentes canais de televisão também se verificou aqui na vizinhança. Quando o povo gritou com o segundo golo, os fulanos da Benfica TV ainda estavam no empate. Ó pá, desculpem, assistir à reacção deles ao golo do FCP foi impagável. Fiquei com sentimentos confusos, não sabia se ria ou se chorava de rir.

Aos meus amigos benfiquistas e outros de diferentes amores clubísticos, vocês sabem que vos adoro e que não trocaria por nada a vossa amizade. Eu não sou de picardias, mas tenho de celebrar a vitória do meu Porto. O meu coração só tem uma cor, é 'azulibranco'.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Parece que sim

Diz o meu amigo que é um dito popular e eu acredito: Não há Maio sem trovões nem burro sem colhões.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Que Zeus me ajude

Não percebo um caralho de futebol. Não vejo nenhum jogo de futebol. Eu não gosto de futebol, gosto do Porto. Não fico de trombas quando perde, mas, claro está, gosto que o Porto ganhe. Não entro em discussões sobre lances ou fora de jogos. Não insulto ninguém. Eu sou adepta dos resultados e o jogo em si não me interessa. Este sábado, os ânimos vão estar quentes para estes lados e já decidi que não vou sair de casa. E para tomar esta decisão, não preciso de saber quem é o vencedor.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Não parece, mas gosto

Não é um gosto que se adivinhe à primeira vista. No entanto, esteticamente falando, acho as caveiras bonitas. Gosto de crânios. Não me considero uma pessoa deprimente e quero acreditar que não deprimo ninguém. Não odeio o mundo e toda a humanidade. Há apenas uma pequena parte dela que não aprecio. É uma quantidade residual, não é motivo para alarmes. Mas, adiante, para além da beleza, há uma razão geral e quase infantil que me faz gostar de caveiras: por dentro somos todos iguais. A diferença está nos pormenores e é o que vivemos que nos torna únicos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

My lucky number is one

Se a perfeição é par, prefiro o imperfeito. Tenho uma predilecção por números ímpares.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A propósito de bons conselhos

Gwyneth Paltrow aconselha casais que estão a discutir a fazer sexo oral

E até vos digo mais, se as pessoas fizessem mais sexo oral, não havia tanta guerra e o mundo seria bem mais sossegado e silencioso!

Penso, logo existo

Como não me considero uma inteligência acima da média, logo lido com pessoas muito burras.

Todos por um - Porto


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Isto sou eu a dizer



A eutanásia parece-me ser a única intervenção clínica que poderá apresentar-se como solução.

Era para ser mas ainda não foi desta

Tinha pensado em escrever sobre dois dos meus ódios de estimação: o uso abusivo das reticências e a exclamação múltipla. Mas vai ter que ficar para uma próxima vez.

terça-feira, 30 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Shit happens

Hoje, ao entrar no parque de estacionamento, testemunhei um velhote a derrubar a barreira do parque com o seu papa-reformas. Enquanto tentava encaixar de novo a barreira, o senhor dizia, em sua defesa: Eu não vi esta merda, caralho...

Nem sempre é fácil dormir

Não costumo sonhar com frequência. Sonhar a dormir não é o meu forte, mas tenho alguma experiência em sonhar acordada. Mas até prefiro que assim seja, a última vez que sonhei diariamente e intensamente durante o sono foi quando tentei deixar de fumar através da toma de comprimidos. Depois li as notificações de casos e pensei, tendo em conta os prós e os contras, o meu futuro assegurado e risonho passa por continuar a fumar.

A tendência para nos lembrarmos só das coisas más também se aplica ao sonhos. Não me lembro de nenhum sonho agradável, só me lembro dos três sonhos que tenho com frequência:

- Perder os dentes todos;
- Subir escadas em caracol com degraus em falta;
- Estar na iminência de abraçar o meu irmão e não conseguir finalizar o abraço.

Seriam apenas estes três se ontem não me surgisse um novo para me assombrar as noites, sonhei que tinha de descer uma ribanceira enorme, uma espécie de túnel onde não havia nada onde me agarrar ou apoiar. No sonho fiquei imóvel sem conseguir tomar uma decisão, espero voltar a sonhá-lo hoje. Se consegui subir as escadas sem degraus, também vou conseguir descer a ribanceira. E, em relação aos dentes, não há nada que os faça renascer, mas há remédio para isso. Só não há remédio para a morte e, assim sendo, fica-me a faltar o abraço.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Big Brother Vip

SOCORRO! Começaram as conversas ao pequeno-almoço e eu não sei nada sobre o assunto e nada sei sobre os intervenientes.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Em minha casa ou na tua?

Quem tiver drogas legais tem 15 dias para as entregar à polícia

O calor estupidifica-me

O sol e o ar quente destes últimos dias já só me faz pensar no Verão. Já me imagino bronzeada e a passar os olhos pelas revistas dos corpos esculturais nas chamadas de capa. Eu sei que parece futilidade, mas não vou argumentar, não me apetece entrar em discussões platónicas sobre a estética do belo e do útil.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Eu gosto é do Verão!

Não devo ser a única a ficar com um sorriso parvo face aos raios solares. Gosto muito do Verão e do calor, mas inibo-me de o dizer muitas vezes. Sinto que há um preconceito com as pessoas de Verão. E eu própria cultivo esse preconceito. As pessoas de Inverno ou de Outono parecem ser intelectualmente mais interessantes. Nestas estações, as leituras e outras actividades ditas culturais são mais aprofundadas. O tempo não permite exteriorizações e somos como que empurrados para essas coisas. E, lá está, há quem goste de as fazer e quem as faça por não poder fazer outras coisas. As pessoas de Verão são mais alegres, fazem coisas leves e parecem tontinhas. Esta teoria sobre as diferenças tem a sua piada, mas não faz sentido nenhum. Porque, verdade seja dita, não a consigo aplicar a ninguém que eu conheça. Ou seja, onde é que eu fui buscar esta ideia sobre as pessoas de Verão e as pessoas de Inverno?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Quem está, está. Quem não está, estivesse.

Portugueses fazem sexo três vezes por semana 

(Brincadeirinha)

Uma questão de lógica ou logística

Era suposto as obras já terem terminado e as mudanças para a nova casa já estarem acabadas. Mas as mudanças ainda não começaram, nem tenho previsão para o final das obras. Desde Novembro que tenho a roupa de Verão encaixotada e, infelizmente, ainda não foi precisa. E tudo estaria bem se certa e determinada pessoa não fosse a trabalho para os lados da América Latina. O facto de ter sido alertada aquando do encaixotamento do vestuário para separar individualmente a roupa, piora um bocadinho a situação. Ou seja, separar as minhas coisas e as coisas dele, foi uma sugestão que me pareceu parva na altura, vamos os dois para o mesmo lado, não fazia sentido separá-las. Também não queria que ele se sentisse diminuído por eu ter mais caixotes do que ele. Como a culpada da situação sou eu e como não ficaria sossegada com o cenário final da busca pelas t-shirts e calções de banho, ofereci-me para preparar-lhe a mala. Graças a Zeus que é só uma semana.Consegui encontrar as t-shirts e só precisei de abrir cinco caixotes! Homem, já poderás andar em manga curta na América Latina. Também levas na mala não um, mas dois calções de banho. 

Estou a contar com a generosidade dele na retribuição do meu empenho.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Eu quero ver isto!

Começo a duvidar seriamente da minha sanidade mental. Penso que a causa para esta irracionalidade é a privação prolongada de raios solares.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Crónicas do ginásio

Através da observação e da experiência cheguei às seguintes conclusões:

- Nunca conseguirei fazer 30 minutos de abdominais sem parar.

- A maioria dos clientes tem entre 20 a 25 anos de idade.

- A maioria dos clientes não usa roupa interior adequada para a prática do exercício físico. Principalmente os clientes masculinos que estão sempre a desentalar a genitália. 

- Os adolescentes gostam de ver os seus músculos reflectidos nos espelhos e esquecem-se de que estão rodeados por outras pessoas e que deviam arranjar um quarto para eles e para os músculos.

- As clientes da minha faixa etária usam roupa com o tamanho errado. Eu sou uma delas, uso roupa com dois números acima. Mas há quem use números abaixo e é arrepiante assistir ao espectáculo de corsários a descer e camisolas a subir com uma regueifa asfixiada pelo meio.

Pronto, a modos que é isto. Agora, vou tentar relacionar estas conclusões.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eu gostava de ser mais feliz na cantina

Hoje, na cantina, pedi fêvera grelhada com massa mas o que me apetecia dizer era:

- Dê-me a puta da fêvera com a merda da massa que o caralho da carne com grão já teve dias melhores.

Diz que vem sol e calor na sexta-feira

Queixei-me, disse à minha amiga H. que estava sem condições anímicas para continuar. O cinzento de Março tingiu o mês Abril e sinto-me a deprimir. Preciso de sol como de pão para a boca. A H. não me deixa desistir, mandou-me correr e bater a todas as portas da imaginação. Tenho que bater punho em busca da inspiração, não posso contaminar a sociedade com energias negativas. E agora nem sei por onde começar. Correr, bater portas, bater punho ou as três simultaneamente? Paciência, que se fodam as energias negativas. Vou deixá-las andar.

Nem só de pão vive o homem

terça-feira, 9 de abril de 2013

I fought the law and the law won

Faço este caminho há sete anos. Sou uma pessoa de hábitos e ir do ponto A ao ponto B é uma rotina que faço sem alterações. Não o sei fazer de outra maneira. Ou melhor, não o sabia fazer de outra maneira até hoje. Quer dizer, o mais provável é, se isto voltar a acontecer, entrar em pânico outra vez. Porque, enquanto escrevo, estou a lembrar-me de várias situações pelas quais já passei e que envolveram cortes de estrada que me obrigaram a ir por caminhos nunca antes navegados, mas que me levaram a bom porto. No entanto, hoje foi especial. Tive direito a um puxão de orelhas da autoridade. Pedi desculpa, dei o braço a torcer face aos argumentos apresentados: "é grave, desrespeitou a sinalização", "os senhores condutores saem de casa em piloto automático" e "se estivesse aqui um buraco?". Depois, deu-me as indicações necessárias e ajudou-me a voltar ao caminho. Cheguei ao ponto B sã e salva com um atraso de 15 minutos. Não foi mau. A minha faceta de drama queen já me estava a enfiar nos calabouços por muitos anos e sem apelo nem agravo.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Apanhados do clima

Também tenho o direito de ser chata. E chateia-me esta chuva toda. Sou pessoa para aguentar o calor extremo, mas a chuva dá cabo de mim e arruína por completo a minha disposição.

Já estou farta de botas.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

É uma obsessão, eu sei. Mas não posso fazer nada

Há duas coisas que eu detesto no ginásio. Uma é a banda sonora que lá passa e a outra é o exercício físico. O que é que eu ando lá a fazer? Ora bolas, ando a tentar minimizar os estragos futuros de uma vida sedentária. Não se esqueçam que quero ir a Benidorm pelo meu próprio pé.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Bater Punho

Lembro-me de, há alguns meses atrás, partilharem o vídeo até à exaustão como se ele fosse o Messias. Lembro-me de clicar para visionar o vídeo e confrontar-me com uma evangelização demasiado barulhenta. Desculpem-me se não consigo ver além, mas para mim "bater punho" é uma actividade lúdica, auto-infligida e masculina que em nada tem a ver com empreendedorismo.

Análise SWOT


Fraquezas e Oportunidades - Desenvolver estratégias que minimizem os efeitos negativos dos pontos fracos e que em simultâneo aproveitem as oportunidades detectadas.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

1, 2, 3, som, som

Gosto da sonoridade de algumas palavras. Gosto dessas palavras isoladas sem ter em conta o seu significado avulso ou contexto para serem utilizadas. Há palavras que me sugerem outras e entro num jogo de palavras sem nexo para os outros, mas com significado para mim. Sinto uma uma compulsão fonética e tenho que as verbalizar, não chega pensar nelas. Tenho feito um esforço para tentar utilizá-las coerentemente e em frases completas. "Centauro" foi uma das palavras que mais trabalho me deu, mas consegui. Já aleguei padecer do síndrome de Tourette quando o chorrilho de palavras envolve palavrões. Tento que tenham algo em comum, seja a sonoridade ou o significado. É certo que às vezes invento palavras. Nem sempre é bonito, nem sempre é engraçado. Há quem o tenha feito muito bem, há quem o faça muito bem, há quem seja ridículo e há quem nos deixe sem palavras, but not in a good way.

"Há mar e mar, há ir e voltar"
Alexandre O'Neill



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Visão dos infernos

Eu não quero saber se é verdade ou se é mentira. Eu não quero ver fotografias da jovem Merkel nua. Já tenho traumas suficientes com a minha nudez, não preciso de me traumatizar com a nudez da chanceler.

Agora que falei no assunto, pergunto-me se o corte à tigela também se aplica na zona púbica?

A propósito dos dias grandes

Agradam-me os dias maiores, mas, confesso, a dessincronização trazida pela mudança da hora irá afectar-me durante alguns dias.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Julgar a revista pela capa


Um dia destes que não hoje, talvez o faça para a semana, procederei à análise de capas das revistas cor-de-rosa. Normalmente só tenho acesso às capas porque recuso-me a gastar dinheiro neste tipo de publicações. Não posso falar em publicidade enganosa escarrapachada na capa, mas que há um exagero na escrita das chamadas da capa, há. Sei estas coisas porque leio as revistas à borla no dentista e no cabeleireiro. E o melhor local para as ler é no cabeleireiro, tem as edições da semana. No dentista, a coisa anda mais atrasada. Mas também são úteis para perceber como funcionam as revistas e basta ver a capa para perceber o que vai lá dentro: o drama de uma estrela ou VIP chunga é um drama relativo.

Venha quem vier e haja o que houver

Fica aqui a promessa, amanhã, se Deus quiser e a vizinhança deixar, dormirei até que as costas me doam.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Conta-me como foi nas Fontainhas

Foto: JMMGomes
Até aos cinco anos morei nas Fontainhas. Era diferente. Havia entreajuda na vizinhança. Era quase tudo velhote. Para mim, na altura, pareciam-me terem quase 100 anos. Lembro-me da Dona Laidinha de cabelo branco e óculos de massa preta, a Dona Laurinda que usava peruca e bebia uns copos, a Dona Gusta que devolveu o bife já cozinhado ao senhor do talho porque era duro. O senhor do talho comeu-o e disse que estava bem temperado.

A minha irmã reunia o consenso de todas as velhotas: era a criança perfeita! Inteligente, calada, doente, não corria e não suava. Por mais que tentasse, não as conseguia cativar. O meu cadastro infantil apresentava duas inundações provocadas antes dos cinco anos e em domicílio alheio.

Havia a Dona Teté. Não morava nas Fontainhas. Morava na Alexandre Herculano. Não morava numa casa com quintal. Morava num apartamento com marquise. Uma coisa estranha para mim. Mais estranho ainda era ela chamar o Sr. Alves por “Sr. Alves”. Nunca o conheci pessoalmente. Só passado uns anos é que compreendi porquê. Eu não sei qual era a origem do senhor, só sei, ou melhor, juntei o 1+1 e perguntei à minha mãe: a dona Teté era a ‘outra’! Apesar de todas as senhoras irem à missa, não havia nenhuma que condenasse a Dona Teté. Aliás, ela só não alinhava na sueca porque não sabia jogar.

A dona Laurinda, a que usava peruca e bebia uns copos, tinha um filho e uma nora. Nunca os vi. A peruca era preta e, com o passar dos anos e o aumentar da dose, era-lhe cada vez mais difícil manter a dita no sítio. O cabelo dela era completamente branco, mas tinha cabelo. Podiam ter avisado a senhora que pintar o cabelo era o mais adequado à condição dela. Na altura o meu pai tinha galinhas. Quando tinha um galo, a dona Laurinda não podia saber. Eu e a minha irmã éramos treinadas para enfrentar o interrogatório mais insistente. A senhora adorava cabidela de galo. Quando tomava conhecimento da existência do galináceo, este, invariavelmente, ia parar ao tacho. A dona Laurinda era muito insistente, chegava a oferecer 5 contos pelo bicho e pela almoçarada lá em casa.

Já há algum tempo que não repescava nada do antigo blogue, mas, ao ler Demolições na escarpa após derrocada, lembrei-me das Fontainhas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Porque hoje é segunda e sexta é feriado

Como dar um nó cego no cérebro de um empregado de mesa:

- É para pagar tudo junto, é separado?
- Sim, tudo junto é separado. Separado é tudo junto.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Quando eu for grande

Nos dias em que me sinto mais cansada, refugio-me no meu sonho de velha. Eu sei que há quem tenha sonhos de criança a realizar num futuro mais próximo, mas eu tenho um sonho para quando for velha. Sonho com o dia em que vou poder estourar o guito do PPR em Benidorm, anseio estender a minha pele encarquilhada ao sol e besuntar-me com uma mistura de bronzeador de monoï e remongel. E beber cerveja, não quero bebidas estranhas com sombrinhas. O meu campo de visão já não será grande coisa e não quero lesionar-me.

Nunca fui a Benidorm, mas as velhas dizem bem daquilo.

Dia Mundial da Poesia

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro. 

Mário de Sá-Carneiro 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dia Internacional da Felicidade

O que me faz feliz não traz necessariamente felicidade aos outros. No entanto, precisamos de outros para ser felizes. Ontem disseram-me que não se é feliz sempre, há momentos felizes. Se assim for, seremos uns tristes em episódios felizes.Também me disseram que devemos procurar a nossa felicidade de forma a contribuir para a felicidade global. Será essa felicidade global um somatório de felicidades individuais?

Não é fácil falar sobre a felicidade sem parecer maluco.

Tomates cherry, não tenhais medo!

Sempre que entro no supermercado e vejo as caixinhas dos tomates cherry, apetece-me agarrar neles e fugir. Vê-los assim, tão pequeninos e à mercê da dentição de qualquer um, faz crescer em mim o desejo de resgatá-los a todos.

terça-feira, 19 de março de 2013

A propósito do dia do pai

O meu pai não é o melhor do mundo. Mas gosto dele, é o meu pai. Não digo isto com mágoa, digo-o com resignação e aceito os seus defeitos tal como espero que ele aceite os meus. Conforme fui crescendo, percebi que ele não era nenhum super-herói. Sei que ele não teve um pai à altura e também sei que o meu pai não quis falhar comigo. E isso basta-me.

Grilo, grilinho sai do buraquinho


Licença para ser chato

Levantar questões é importante, mas questionar apenas por questionar é um bocado chato. Porque, basicamente, levantar problemas constantemente torna-nos problemáticos. E às vezes até temos razão. Mas, na verdade, o que começa a parecer que só existimos para dizer mal, nunca está nada bem, nunca está nada mais ou menos. Está sempre tudo mal. Por isso, o ideal é deixar de ser chato porque ao fim e ao cabo só não há é solução para a morte.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dai-me paciência

Não sou uma pessoa violenta. Mas a paciência esgota-se e, às vezes, tenho vontade de rachar uma cadeira ou outra coisa qualquer na cabeça de algumas pessoas.

Não dei conta de nada

Desde quando é que os miúdos do secundário exercem a tradição americana do “Spring Break”? A malta não vê filmes? Há sempre desgraças a acontecer!

sexta-feira, 15 de março de 2013

That's what friends are for

Vou ser obrigada a fazer um intervalo na sequência do Zapping. A minha fiel leitora diz que não aguenta um Zapping IV. Por isso, e antes de avançar para o conceito artístico do "World peace", vou falar-vos por alto de duas amigas minhas. Estas amigas não moram perto de mim e uma está mais longe do que a outra, mas quando nos encontramos, pessoalmente ou virtualmente, acaba sempre por surgir uma ideia genial sem ser preciso ingerir álcool. Algumas ideias são postas em prática e outras morrem logo à nascença, facto que não diminui em nada a genialidade e apenas significa que não temos tempo para as pôr em prática. Mas há uma que eu gostava que visse a luz do dia. É uma espécie de conceito artístico que assenta no "públicas virtudes, vícios privados". Todas temos amigos que publicamente seguem uma ideologia social, mas que não resistem a dar uma facadinha na ideologia e continuam a afirmar-se como seguidores dessa ideologia. Temos outros ligados à arte, vivem a arte e, por vezes, têm gostos um bocadinho duvidosos e debitam informação artística recheada de superioridade intelectual e incompreensível ao comum mortal. O "World peace" será uma espécie de instalação artística sobre a hipocrisia e a soberba. E o nome terá um trocadilho, mas não o vou revelar já!

To be continued...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Zapping III

Voltando à temática voyerista documental dos canais cabo, o TLC tem uma oferta vasta. Não vejo a oferta toda, vejo algumas coisas e o Strange Attraction é uma delas.Todos os temas abordados são de carácter sexual, mas nem todos são relacionados com atracções estranhas. Alguns são relatos de barreiras físicas ou psicológicas para a realização do acto sexual. E não é isso que me causa confusão, o que me causa confusão é ver um casal de meia idade a desperdiçar dinheiro. Eu compreendo a necessidade de um rejuvenescimento vaginal, dois partos normais devem criar ali alguma folga. Não consigo é compreender a reconstrução do hímen como prenda do 40º aniversário de casamento. Investir tempo de recuperação e dinheiro numa cirurgia para estragar logo de seguida o trabalho feito, sinceramente, para mim, isso é deitar dinheiro fora. E, além do mais, até acredito que isso, fisicamente,  faça uma diferença positiva ao marido. Mas tenho dúvidas em relação à mulher. Eu não gostava de passar por isso outra vez.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Não é um big brother, é um Biggest Loser!

Sopa e legumes cozidos na ementa dos cardeais enquanto durar o conclave

Zapping II

O texto de ontem serve de introdução e de desculpa para o meu actual modo de vida como telespectadora. Os canais cabo andam a repetir as temporadas das minhas séries preferidas. Sim, eu sei que podia ver online as temporadas mais recentes. Mas eu sou da escola antiga, gosto de ver na televisão e esperar pelos novos episódios. Perante este cenário repetitivo, resolvi explorar os "milhentos" canais que o cabo oferece e descobri a voyer que existe em mim. Ver a desgraça e o dia-a-dia da vida alheia plasmada em documentário é motivador. Soltar juízos de valor acerca de pessoas que não conheço, que nunca vou conhecer e que não se importam com o que eu penso, é relaxante. 

Eu ando a ver merda na TV e agora?

terça-feira, 12 de março de 2013

Zapping I

Gosto de terminar o dia a ver televisão. Podia ler um livro? Podia, mas não o faço. Ler implica raciocínio, implica um processo de descodificação mais elaborado que ver televisão e sinto-me cansada para o fazer. Não leio livros para adormecer, é a televisão que me dá sono. Estico-me na cama ou no sofá a apanhar as ondas hertzianas e é tiro e queda. Adormeço como um anjinho. Para me dedicar à leitura, espero pelas férias. Vou pesquisando e colhendo opiniões sobre novos e velhos livros. E quando chegam as férias, tenho à espera o meu monte de livros onde nunca falta Conan Doyle.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Fanatismos

Até gosto de determinado conceito, simpatizo com ele e até nutro algum respeito. Mas quando conheço alguém obcecado por esse conceito, penso que afinal não gosto assim tanto dele.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Esclarecimento

Eu não tenho nada contra o Dia da Mulher. Mas há formas de celebrar que me metem confusão. Na minha opinião, algumas dessas formas até desvirtuam o propósito e significado do dia.

E agora, o que é que eu faço a isto?

A oferta para almoçar não era a melhor, mas ofereceram-me uma flor.


What happens in Covilhã, stays in Covilhã.

Foram motivos escolares que me levaram até à Covilhã, se assim não fosse, eu nunca saberia que no nosso Portugal há uma localidade que celebra o Dia da Mulher em grande.
Já tinha ouvido falar da noite em que todas as mulheres, novas e velhas, saem à rua. Mas foi só no terceiro ano que ganhei coragem para confirmar o mito.

Tudo começou numa habitação na Estrada do Sineiro e não posso dizer mais nada. My lips are sealed. Há mães de família envolvidas na história e fizemos um pacto. O que lá se passou nunca poderá ser revelado. Não foram orgias nem sevícias, não houve africanos musculosos de tanga nem esqueléticos da Boidobra. Apareceu um equipamento do Benfica, mas quem o vestia não era oficial. Sim, havia elementos do sexo masculino e do sexo feminino.Também tivemos uma DJ que esteve à altura do acontecimento. Nessa habitação da Estrada do Sineiro, onde a desgraça começou a ser desenhada, não houve indecências nem crime, ou melhor, o único crime que aconteceu foi o atentado ao bom gosto. O que aconteceu foi tão parvo e inocente que não vale a pena manchar a nossa reputação de jovens adultos. Até porque havia ali malta de economia e é chato arranjar-lhes cadastro. 

No entanto, o mais degradante ainda estava para acontecer. Depois de abandonarmos a habitação nessa noite, nem tivemos tempo para beber licor Beirão no Carapito, abalamos logo para a discoteca, a Ex-libris. Estávamos decididas, íamos assistir pela primeira vez a um strip masculino.  Chegadas ao local, confirmamos o mito: no Dia da Mulher TODAS as mulheres com idades compreendidas entre os 16 e 100 anos de idade saem à noite e homem que não seja striper não entra. Ficámos junto ao bar até começar a correria para o andar de baixo, percebemos que ia acontecer alguma coisa. Sinceramente, sabíamos que ia ser mau. Mas ninguém estava preparado para aquilo. Ver um homem hiper-mega-super-bronzeado, musculoso, besuntado em óleo e de tanga tigresse não é bonito de se ver! E perceber que a ideia dele era alcançar-nos para fazer movimentos de anca 'pseudo-eróticos' usando a nossa pessoa como varão enquanto algumas avós o apalpavam nas traseiras, é assustador e foi o suficiente para nos fazer fugir dali e esquecer celebrações futuras do Dia da Mulher.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Voluntários?

Ouvi na rádio que hoje era dia para dizer bem de alguém. Estou à espera que alguém o faça em relação à minha pessoa. Se não aparecer ninguém, terei de ser eu a enaltecer as minhas qualidades. É um trabalho sujo, mas alguém tem de o fazer.

Aqui é que eu estava bem!


quarta-feira, 6 de março de 2013

So help me God

Só peço a Deus que não haja vestígios de ADN equino e contaminação de merda no sumo de mirtilos vermelhos porque, se isso acontece, estarei perante o verdadeiro três em linha.

Problemas logísticos

Apesar da data de vacinação não ser coincidente nos dois canídeos, vão sempre os dois à clínica veterinária. Assim, vão mais relaxados pois nunca sabem quem é que vai ser picado e quem vai apenas em passeio. E a veterinária também gosta sempre de ver os dois. O sábado passado foi a vez da cadela ser vacinada. Chegada a nossa vez, entramos no consultório. São precisas três pessoas para colocar a cadela na marquesa. A dificuldade em pegar nela nada tem a ver com o feitio da bicha, é um problema de tamanho e, por consequência, de peso. Depois de vacinada, foi-lhe feito também um pequeno check-up que envolve auscultações, uma olhadela à dentição, um termómetro espetado no rabo e uma passagem pelas partes íntimas que resultou na seguinte pergunta: ela costuma lamber-se com frequência? Confesso que não soube responder à pergunta da frequência, para mim a piada 'lambem-se porque podem' não é de todo descabida. A veterinária lá chegou à conclusão que a cadela não teria uma vaginite, mas sim uma irritação exterior, ou seja, uma dermatite. O tratamento prescrito foi lavar a zona afectada com um produto próprio para a lavagem íntima. Fiquei apreensiva - Valha-me Deus, como é que eu vou sentar uma Rafeiro do Alentejo no bidé para proceder ao banho checo? Comprei o Dystron e preparei-me para lavar a cadela por baixo, enfiei-a a muito custo na banheira e consegui não dar nem tomar um banho completo. Foi um processo demorado, mas considero que podemos falar em prova superada.

Nota: Quem tem animais deve estar atento a mudanças de comportamento ou de estado. Estas pequenas alterações podem ser indícios de problemas de saúde e, às vezes, só damos conta quando já é muito grave.

terça-feira, 5 de março de 2013

O exercício físico não mata, mas faz tentativas

Há quinze dias tentaram matar-me, levaram-me à falsa fé para uma aula de trinta minutos de abdominais. A semana passada sugeriram que fizesse abdominais com carga e entregaram-me uma rodela de cinco quilos para apertar contra o peito. Disseram eles que "quanto mais longe a carga estiver do abdominal mais o abdominal trabalha". Afastei a rodela do peito e acertei com ela no queixo. "É melhor manter a carga ao peito para evitar acidentes", disseram eles. Tenho medo do que possa acontecer esta semana, digo eu.

Novo Comandante promete colocar tampão no crime

PSP muda comandante no Porto

O superintendente Francisco António Bagina é empossado, na quinta-feira, comandante metropolitano da PSP do Porto.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Lá terá de ser

Tendo em conta o número de pessoas que me aborda para desabafar sobre as suas doenças, decidi que, brevemente, irei cobrar taxas moderadoras.

Se as coisa existem, logo é para serem usadas?

Quase metade dos portugueses sofre de hipertensão


- Não tenho hipertensão. Eu não reduzo ao sal nem ao açúcar. Não quero saber. Se o sal e o açúcar existem, é para serem usados.
- A heroína também existe.
- Não se pode ter um conversa contigo, pá!

Detesto que me estraguem os argumentos de um raciocínio lógico. E este, na minha modesta opinião, até era dos bons.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Pedagogia mecânica

O meu mecânico chama-se Manel, não sei se é um mecânico à moda antiga porque nunca tive outro mecânico. Mas já o vi a auscultar o motor do meu carro com uma chave de fendas encostada ao motor e a fazer ligação directa ao ouvido, não me parece um método contemporâneo. Também sei que já não é novo e que tem uma data de filhos. Dois desses filhos trabalham com ele na oficina e tiram-no do sério. Já vi o Manel a trincar a língua e a partir um chave de fendas com as próprias mãos só para não bater no filho. Uma das razões que mexem com o sistema nervoso do Manel é o facto de os filhos dedicarem-se a 'tuninficar' as próprias viaturas e esquecerem-se das viaturas dos clientes. Eu gosto de assistir a estas discussões, fazem-me lembrar as antigas comédias italianas: um grita acusações, o outro responde a gritar, depois todos gritam e os palavrões saem em catadupa. E eu fico ali, a assistir a tudo e a rir-me. Eles estão tão envolvidos na dramatização que nem notam. É tudo muito bom e eu gosto. Aprendo sempre uma expressão nova.

É um ar que lhes dá

Mais uma razão para viajarmos em classe económica.