- Deviam ser todos burlados assim!
- Ai Jesus, nem sei como ainda caem nestas coisas! Há tantas notícias sobre estas burlas... estás a falar do curandeiro e não do casamento do Clooney, certo?
- Certo!
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Doce rotina
Anos e anos e chegamos ao ponto em que assumimos que estará
sempre lá. É a força do hábito, tomamos como certo o que apenas nos exige um
pequeno esforço mensal. E essa uma vez por mês deveria ser suficiente. Mas não
é. Um dia acordamos e deparamo-nos com a cruel realidade. Hoje foi o dia. Abri
a torneira e dela não brotou nada. Resolvi o assunto com água do Luso.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Ouço e penso
Às vezes questiono-me como é que é possível esta gente dar-se comigo? E quando digo dar-se comigo, é dar-se mesmo. Saímos, falamos ao telefone e procuram-me para falar sobre coisas mundanas e coisas estranhas. Pessoas que param para pensar filosoficamente sobre o sentido da vida, que esmiúçam o significado da partilha, do darem-se a conhecer (aqui o conhecimento não é no sentido bíblico da coisa) e sentem que ao fazê-lo estão a vulnerabilizar-se perante os outros. E acham que os outros se devem sentir especiais por isso. Porque foram baixadas as guardas perante eles, porque os deixaram entrar para além da linha de segurança. Mas isto nem sempre acontece. Normalmente saem magoadas destas partilhas ou continuam sem objectivar o sentido da vida. Sinceramente, já me deixei destas coisas. Sou uma pessoa prática. Nunca devemos dizer tudo e o sentido da vida é fazer o melhor possível enquanto cá andamos. Não vale a pena pensar muito, esquadrinhar no vazio só nos desgasta. E quando me der a macacoa, deixem-me morrer em paz. Não me obriguem a viver só porque não querem que eu morra. Penso que é por causa disto que me procuram, quando as trocas eléctricas do cérebro começam a “curto-circuitar”, precisam de uma tomada de terra para diminuir o risco de choque eléctrico. E eu sou a tomada de terra. Mas também preciso delas, preciso delas para evitar cair no básico. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
domingo, 28 de setembro de 2014
Crónicas do ginásio: o regresso
Voltei a inscrever-me num ginásio. E senti-me como o anti-cristo numa igreja. Só carreguei uma vez (ou talvez mais) no botão e mandei a aplicação dos planos standard para a estratosfera.
Cristo, porque me sujeito a isto?
"Queres ir comigo a uma loja, é ali nas Antas, que estás com coisas a 50, 60 e 70%?" E lá fui. Fui com ela no sábado passado. Experimentamos tudo e mais alguma coisa só porque sim. No fim, compramos duas peças cada uma. A história acabava por aqui se eu não tivesse calçado os sapatos que "estão a um bom preço". Não os trouxe. Tê-los deixado lá, deu-me cabo do humor para a semana toda. Tudo e todos me irritavam. Costumo guardar os palavrões para o fim de semana, mas eles saíam engatilhados e não conseguia fazer nada para além de "caralho, ninguém usa o hotmail como contacto profissional!! Foda-se, não consigo enviar-lhe um e-mail com uns míseros kbytes. Puta que pariu, é um e-mail da merda, como é possível?!", por exemplo.
A minha veia fútil e a minha veia racional passaram a semana a bater bolas: os sapatos são lindos, mas este ano não se usam picos. Eu preciso mesmo deles. Não, não precisas. A senhora da loja disse que eu ficava poderosa e que devia usar sempre saltos. Tens mais sapatos altos e foge-te sempre o pé para a sabrina. Não aguentei a chinfrineira e liguei a perguntar por eles. Coitadinhos, ainda lá estavam. Combinei lá voltar para vê-los nos meus pés outra vez. Mas levaria uma saia lápis (não dizemos pencil skirt) e um par de calças de ganga (também não dizemos jeans, não há cá frescuras) para tentar aferir a versatilidade dos sapatos (podia chamá-los de pumps, mas não me apetece). Foi com este argumento que convenci a veia racional. Fui lá ontem e comprei-os.
Com saída já marcada, pareceu-me boa ideia estreá-los. A sensação de boa ideia durou do parque de estacionamento até sair do Candelabro. Aguentei bem as teorias da P., as desventuras da O., o relato do episódio de urgência daquele que partiu a cabeça, o que só funciona com agenda para dois dias também foi pacífico, a moça que só consegue trabalhar "artisticamente" depois de alguém começar, etc. Mas assim que decidimos mudar de poiso, aconteceu o que eu já sabia no meu íntimo que ia acontecer: não aguento mais os sapatos! E depois ouvi esta música e achei que a minha recente relação com os sapatos se enquadrava na temática:
Porque me sujeito a isto? Sim, sou oficialmente burra. Mas não muito. Na vida como nos sapatos, da experiência, boa ou má, resultam sempre lições de vida. Tento ter sempre um plano B. E tenho um par de sabrinas na mala do carro.
A minha veia fútil e a minha veia racional passaram a semana a bater bolas: os sapatos são lindos, mas este ano não se usam picos. Eu preciso mesmo deles. Não, não precisas. A senhora da loja disse que eu ficava poderosa e que devia usar sempre saltos. Tens mais sapatos altos e foge-te sempre o pé para a sabrina. Não aguentei a chinfrineira e liguei a perguntar por eles. Coitadinhos, ainda lá estavam. Combinei lá voltar para vê-los nos meus pés outra vez. Mas levaria uma saia lápis (não dizemos pencil skirt) e um par de calças de ganga (também não dizemos jeans, não há cá frescuras) para tentar aferir a versatilidade dos sapatos (podia chamá-los de pumps, mas não me apetece). Foi com este argumento que convenci a veia racional. Fui lá ontem e comprei-os.
Porque me sujeito a isto? Sim, sou oficialmente burra. Mas não muito. Na vida como nos sapatos, da experiência, boa ou má, resultam sempre lições de vida. Tento ter sempre um plano B. E tenho um par de sabrinas na mala do carro.
sábado, 27 de setembro de 2014
Black cat, whitish dogs
Tenho um, rafeiro puro, que, antes de chegar a mim, foi devolvido três vezes. Um cão com três patas numa associação que agora é um cão tripé em minha casa. Tenho uma, rafeira do Alentejo, que fazia parte de uma ninhada indesejada. Tenho um gato, um gato preto de associação, com uma ferida crónica na pata traseira. E Mantorras é o nome que lhe assenta melhor. Depois há os outros, os que não vieram cá para casa. Deixei o trabalho de campo, fanatismos e falta de educação não ficam bem em causa nenhuma e desisti de explicar e de me fazer entender. Ser chamada para apagar fogos de situações que nunca deviam ter acontecido, cansa. É complicado querer ajudar e não ter meios, nem espaço. Mas o que mais me marcou nestas andanças pelo voluntariado animal foi acompanhar cães doentes e velhotes, cães de todos e de ninguém, para eutanasiar. Não é adormecer, é eutanasiar. Estar ali ao pé deles e sentir que não fiz tudo por eles. É fodido.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Multirresistência
Perto de 2 milhões de vacinas contra a gripe disponíveis em Outubro
Se o Romeu fosse bactéria e o veneno fosse antibiótico, a Julieta, se fosse vírus, não morreria. Isto se resolvesse provar do mesmo veneno. Se insistisse no punhal, o antibiótico até podia ajudar de forma profiláctica. Mas seria um exagero e poderia correr mal quando precisasse mesmo.
Lembrei-me do romance histórico de edição de autor sobre a filha do Pasteur (obrigada pela partilha, mas não vou ler. Estou a ser foleira? Não se deve julgar o livro pela capa, mas, se vissem a senhora, pensavam o mesmo!). Mas o Pasteur é o da vacina. O da penincilina, o tal antibiótico natural do bolor, é o Fleming. Mas quem é que não se confunde na presença de bactérias e vírus?
Se o Romeu fosse bactéria e o veneno fosse antibiótico, a Julieta, se fosse vírus, não morreria. Isto se resolvesse provar do mesmo veneno. Se insistisse no punhal, o antibiótico até podia ajudar de forma profiláctica. Mas seria um exagero e poderia correr mal quando precisasse mesmo.
Lembrei-me do romance histórico de edição de autor sobre a filha do Pasteur (obrigada pela partilha, mas não vou ler. Estou a ser foleira? Não se deve julgar o livro pela capa, mas, se vissem a senhora, pensavam o mesmo!). Mas o Pasteur é o da vacina. O da penincilina, o tal antibiótico natural do bolor, é o Fleming. Mas quem é que não se confunde na presença de bactérias e vírus?
E eu que nem gosto destas coisas, às vezes, resvalo. Em frente.
Poema em linha recta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Etiqueta e boas maneiras
Confesso, chateiam-me as instruções para elas fazerem sucesso com eles. Porque raios havemos de mudar? Caralho, deverei achar graça a alguém que me interrompe a marcha com uma agarradela de braço? Ou a alguém, com quem estou a falar há cinco minutos, me agarre pela nuca e "your hair is so curly"? Deverei dizer sim a alguém que me diz "posso abraçar-te"? Vou gargalhar quando alguém diz "tens genes bons para caralho", "não sei se és boa pessoa, mas que és boa, és" ou "o teu rabo é pequeno, mas jeitosinho"? Ninguém anda à procura de casamento e a esta vida são dois dias, mas, por amor de Deus, treinem as boas maneiras.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Química inicial e pormenores
Tirei o dia para falar sobre reacções ao que escrevo aqui. Ter expectativas demasiado altas, parece-me ser um problema delas. A falta de atenção, já me parece ser um problema deles. Compreendo perfeitamente aquela coisa da "química" logo à primeira vista. Também sei que há coisas que se podem trabalhar, nem sempre há o clique imediato e isso não quer dizer que não resulte. No caso que falei aqui, o "gajo" era, basicamente, uma fraude. Criou uma personagem e depois não a soube manter. Não soube, nem a podia manter porque ele não é assim.
Este, mais um "first date" de uma amiga, tinha tudo para ser o "tal" apesar de não ter havido o clique inicial. Era de não sei onde e estava a fazer doutoramento não sei onde. Então, isto é assim, ele não tinha carta, nem carro. Ok, tudo bem. Convidou-a para jantar em Esposende. A minha amiga aceitou, pegou no carro dela e foi da Maia a Esposende. Não a levou a uma churrasqueira, era uma pessoa interessante e tinha os olhos bonitos. E o que é que estragou tudo? Na hora de pagar o jantar, ele resolveu dividir a conta. Tudo bem, eles têm medo de serem mal interpretados e somos todos iguais. Amigos, amigos, negócios à parte. Mas, caralho, homem, ela teve a despesa de ir ter contigo. Pagar o jantar era assim tão descabido? Se tinhas receio de ser mal interpretado, sugerias pagar e esperavas pela reacção dela.
Já aceitei o pedido do musculado do facebook. A Maria Caxuxa diz que, depois de ter acesso ao meu perfil completo, ele não vai ter coragem de meter conversa comigo. Assim sendo, se não tem coragem, também não me interessa.
Este, mais um "first date" de uma amiga, tinha tudo para ser o "tal" apesar de não ter havido o clique inicial. Era de não sei onde e estava a fazer doutoramento não sei onde. Então, isto é assim, ele não tinha carta, nem carro. Ok, tudo bem. Convidou-a para jantar em Esposende. A minha amiga aceitou, pegou no carro dela e foi da Maia a Esposende. Não a levou a uma churrasqueira, era uma pessoa interessante e tinha os olhos bonitos. E o que é que estragou tudo? Na hora de pagar o jantar, ele resolveu dividir a conta. Tudo bem, eles têm medo de serem mal interpretados e somos todos iguais. Amigos, amigos, negócios à parte. Mas, caralho, homem, ela teve a despesa de ir ter contigo. Pagar o jantar era assim tão descabido? Se tinhas receio de ser mal interpretado, sugerias pagar e esperavas pela reacção dela.
Já aceitei o pedido do musculado do facebook. A Maria Caxuxa diz que, depois de ter acesso ao meu perfil completo, ele não vai ter coragem de meter conversa comigo. Assim sendo, se não tem coragem, também não me interessa.
Conversas indiscretas
Entre amigos e colegas, para o
bem e para o mal, andam por aqui pessoas que me conhecem pessoalmente. O
que originou a seguinte conversa a propósito de uma coisa que escrevi:
- Diz-me que já escreveste contos eróticos!
- Diz-me que já escreveste contos eróticos!
Passado dois dias, recebo o capítulo V do Codex 632 com a seguinte mensagem: Ao longo da obra, existem mais exemplos. Mas este foi o mais aclamado pela crítica. Deleita-te...
Li e abordei-o no chat:
- Já li o que me enviaste! Foda-se, é muito mau!
- Nunca mais vais olhar para uma sopa de peixe da mesma forma... "mamas fofas e gostosas"...
-
Foda-se, era suposto ser agradável de ler? Tens a certeza que foi
aclamado pela crítica? E já percebi a piada do "deleita-te"...God!
- Eu tenho as minhas taras, mas se não as sei descrever, prefiro ficar calado. Fora isso, corro o risco de enjoar o próximo.
- ahahahahaha
- Caramba, eu até gosto, mas acho que não como tão cedo uma sopa de peixe!
- "Ò V., a tua sopa de peixe está um espectáculo!"
- "Ò V., a tua sopa de peixe está um espectáculo!"
- ahahaha... Valha-me Deus!
- "Vou pôr-lhe leite das mamas, toma lá"... Foda-se, não lembra ao diabo!
- Isto é um pormenor, é tudo muito mau!
- O final da cena também está fixe, algo do género "encheu a boca": OMFG!
- Dito isto, acho que podes mandar-me os teus textos sem receios.
- Olha, já os despubliquei.Tenho vergonha, pá!
- Olha, já os despubliquei.Tenho vergonha, pá!
- Não tenhas. Assim o desejes e não os comentarei. Vou pôr-me a caminho...
- Vai lá, bom fim de semana!
- Kisses
- Beijos
Ainda a rir da conversa, lembro-me que não fiz logout no tablet e que o emprestei ao meu sobrinho. Há uma grande probabilidade de o miúdo ter assistido à conversa em directo. Ora bem, isto, numa escala de 0 a 10, dá quanto em termos de trauma a um miúdo de 15 anos?
Ainda a rir da conversa, lembro-me que não fiz logout no tablet e que o emprestei ao meu sobrinho. Há uma grande probabilidade de o miúdo ter assistido à conversa em directo. Ora bem, isto, numa escala de 0 a 10, dá quanto em termos de trauma a um miúdo de 15 anos?
domingo, 21 de setembro de 2014
Ainda a propósito do Grooveshark
- Que estás a ouvir?
- Ai, és tu? Pensei que fosse o outro. O outro gajo deve sofrer de um qualquer tipo de incontinência, traz-me as alterações às pinguinhas... Nem sei o que estou a ouvir, não estou atenta...
- Deixa ver... é o Anaconda da Nicki Minaj. Conheço o vídeo, mas não conheço a música. O meu filho mais velho também gosta do vídeo, mas também não conhece a música. Às vezes, a televisão sem som nenhum, e ele diz-me "Pai, olha o anaconda" e eu olho pelo canto do olho e digo "ah, está bem" e vou olhando pelo canto do olho, disfarçadamente como quem não quer a coisa. Já viste o vídeo?
- Não, nem sei quem é a senhora.
- Eu mostro-te.
- Deixa lá isso!
- Espera, faço pesquisa por imagens. Não te mostro o vídeo!
Vejo as imagens e penso: Foda-se, isso é doença?
Em conversa com o sobrinho mais novo, digo-lhe que quero mostrar-lhe uma música fixe que ouvi. Como não me lembro do nome, peço-lhe para aceder ao computador e ir às populares do Grooveshark e diz-me ele a ver a lista:
- O Anaconda da Nicki Minaj só está em quarto lugar por causa do vídeo!
- Ò meu Deus, também tu?!
- Ai, és tu? Pensei que fosse o outro. O outro gajo deve sofrer de um qualquer tipo de incontinência, traz-me as alterações às pinguinhas... Nem sei o que estou a ouvir, não estou atenta...
- Deixa ver... é o Anaconda da Nicki Minaj. Conheço o vídeo, mas não conheço a música. O meu filho mais velho também gosta do vídeo, mas também não conhece a música. Às vezes, a televisão sem som nenhum, e ele diz-me "Pai, olha o anaconda" e eu olho pelo canto do olho e digo "ah, está bem" e vou olhando pelo canto do olho, disfarçadamente como quem não quer a coisa. Já viste o vídeo?
- Não, nem sei quem é a senhora.
- Eu mostro-te.
- Deixa lá isso!
- Espera, faço pesquisa por imagens. Não te mostro o vídeo!
Vejo as imagens e penso: Foda-se, isso é doença?
Em conversa com o sobrinho mais novo, digo-lhe que quero mostrar-lhe uma música fixe que ouvi. Como não me lembro do nome, peço-lhe para aceder ao computador e ir às populares do Grooveshark e diz-me ele a ver a lista:
- O Anaconda da Nicki Minaj só está em quarto lugar por causa do vídeo!
- Ò meu Deus, também tu?!
O segredo da cor
- Têm-me perguntado que cor uso no cabelo... Qual é cor que põe?
- Dei formação durante oito anos na L'Oreal. A técnica sempre foi a minha área preferida. Esticar e secar, qualquer um faz. Nunca ponho uma cor directa. Não uso o número x ou y. Não uso cores pré-definidas. A sua cor é: castanho chocolate-avelã com um risquinho de caramelo e uma pintinha de acaju.
Sweet!
- Dei formação durante oito anos na L'Oreal. A técnica sempre foi a minha área preferida. Esticar e secar, qualquer um faz. Nunca ponho uma cor directa. Não uso o número x ou y. Não uso cores pré-definidas. A sua cor é: castanho chocolate-avelã com um risquinho de caramelo e uma pintinha de acaju.
Sweet!
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Sou capaz de fazer uma coisa destas
Acho que o meu cão tem potencial para isto. Só tenho que comprar um rolo de papel, marcadores e convencê-lo a deixar-se fotografar.
O nome do cão é genial, o resto da história aqui!
O nome do cão é genial, o resto da história aqui!
Corações vadios
Uma que espera apanhar o primeiro
príncipe a aparecer, um que vai apanhando o que lhe aparece e outra que
não quer apanhar nada. Calhou estarem ali os três. Juntos numa noite nem
quente, nem fria. Não, não calhou. Foi combinado estarem ali os três
naquela noite nem quente, nem fria. Talvez por não terem a
solução para ninguém, era mais fácil estarem ali. Estarem ali os três. Os
três sem nada para cobrar. Não se pode pedir aos outros o que não se
têm para dar, certo?
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