terça-feira, 7 de julho de 2015

Vidas, enfim, nunca pior e haja saúde!

A razão que me leva a ir à praia sozinha não por não ter quem vá comigo. Às vezes preciso de estar sozinha, gosto de estar sozinha. Só três pessoas sabem disto (acho que já são quatro a saber), não tenho coragem de dizer a toda a gente. Sei que, se disser que vou sozinha, ficam tristes. E não vou sozinha por eles, vou sozinha por mim. Preciso de elencar prioridades e guardar em gavetas o que não preciso ou não quero. Este Domingo teria corrido bem se, pessoas que não conheço de lado nenhum, não se tivessem colado a mim. O areal não é grande, eu sei. Mas havia espaço. Foda-se, não foi nada bom ficar a saber sobre os problemas gastrointestinais da mãe da senhora do casal à direita. Não fazia questão de saber que as miúdas da esquerda andaram para cima e para baixo nas galerias na noite anterior. Não sabia quem era a Joana e nem queria saber o tamanho da "farda" que apanhou. Saber que os pais saíram para jantar, chegaram depois dela ao amassos e que ela os ouviu e "é tão fixe ainda gostarem um do outro", é bonito. Mas eu não precisava de saber.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Momento fofinho

Katia Aveiro desabafa no Facebook

- A moça está chateada!
- Passou-se mesmo!
- Mas desta vez estou com ela. Não há mal nenhum em ser ajudado por quem pode. Eu também ajudaria a minha irmã!
- Claro que não há mal nenhum!
- Mesmo que ela quisesse ser uma cantora pimba.
- Claro, o Cristiano pode ser muita coisa, mas, nisso da família, tem o meu respeito. Ele anda com eles para todo o lado, ajuda todos. Podia cagar neles como outros fazem, mas não o faz. E não é fácil estar colado aquela "azeiteirada" toda.
- Deve ser terrível… e não abandonar a mega família, proporcionar conforto a todos. É de um coração muito grande.
- E seria mais fácil e, se calhar, publicamente melhor abandonar a "ciganada". Tem um coração realmente muito grande. Tão grande como o rabo da irmã. Cabe lá tudo. No coração, não é no rabo. Mas se calhar também lá cabem algumas coisas, no rabo.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Já estou a tratar dos estatutos

A democracia não tem feito nada por mim no Clube de Leitura. As minhas sugestões nunca são votadas, deixei de fazer sugestões. Leio o escolhido e escolho o meu. Pensei que este mês a sorte me sorriria. “O século primeiro depois de Beatriz” de Amin Maalouf foi o livro escolhido e está esgotado. E voltamos a votar, votei no “A Estrada" de Cormac McCarthy e o escolhido foi “Fada Carabina” de Daniel Pennac. Adivinhem? Esgotado. Chegamos ao livro que tem vindo sempre a ser sugerido e chutado para canto. A sugestão não é minha, não insisto nas minhas opções. Digo apenas uma vez. Chateiam-me as insistências e, por princípio, não faço aos outros o que não quero que me façam a mim. Confesso que não é pelo autor, nem pelo livro em si. Mas nunca voto nesse livro. Não tenho nenhum argumento válido, é mesmo pirraça. Já me lembrei de o ler para poder dizer: não vai dar, já li! Mas não fui a tempo, “O velho que lia romances de amor” de Luis Sepúlveda é o eleito. Perante este cenário, tomei uma decisão. Vou criar um Clube de Leitura em minha casa. Serei o único membro e, como também serei eu a mandar, escolho o que eu quiser. Foda-se, em minha casa mando eu! A hipótese de lobby também não está descartada…

Esqueci-me do telemóvel em casa

Tenho uma amiga que escreveu um poema sobre isto. É qualquer coisa como "quem me dera ser assim, deixar o telemóvel em cima da mesa e sair inteira de casa". Mas em bom e em verso. Quanto a mim, esqueci-me mesmo do telemóvel e só deixei de estar completa quando descobri que não o tinha comigo.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

E como é que os media ilustram a onda de calor?

A TSF apresenta dois moços bem apessoados:

Seis distritos de Portugal continental sob aviso laranja

O Correio da Manhã aposta nas moças bem apessoadas:

Cinco distritos sob aviso laranja

O Jornal i ora aposta em termómetros ou em senhores que não deviam exercitar-se em dias de calor:

Calor. Alerta laranja em cinco distritos

Calor começa a levar pessoas às urgências

É oficial

Após várias tentativas, assumo sem pingo de vergonha, sou a pior "selfista" do mundo. Não consigo esticar o braço, manter sorriso, manter enquadramento e clicar. Não consigo.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

(in)certezas

 A data de nascimento pode (mesmo) ter influência na sua vida

- Não gostei. Deprimi.
- É tudo mentira, mas até vou ler o meu para confirmar!
…

- E que tal? E então? Foste a procura de uma emoção mais forte?
- Fui. E agora vou à casa de banho, a ver se encontro mais emoções.
- Vai!
- Vou e já te conto tudo!
...

- Olha, a propósito da busca de emoções fortes e a minha ida à casa de banho, foi uma emoção forte. Não havia papel higiénico, usei o das mãos que é consideravelmente mais áspero: QUE EMOÇÃO! Mas em nada supera o dia em que usei um lenço mentolado. Não é para repetir. Demasiado fresco.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Bonito


As mulheres são as piores inimigas das outras mulheres

Se há frase que me faz confusão, é esta. Não acredito nela. Tenho muitas amigas, todas diferentes. Amigas para todas as ocasiões e estados. Tenho amigas que não acreditam na humanidade, amigas que analisam tudo à lupa, as que momentaneamente duvidam das suas capacidades, as que têm uma fé inabalável na humanidade, as “brutally honest”, as fofinhas, as complicadas, as práticas, as racionais, as sonhadoras, etc. Tenho amigas que vão comigo à loja do chinês, à Fashion Clinic, à Zara, ao supermercado, à merda e ao inferno se preciso for. Gosto de todas, fazem-me falta todas. As outras não me interessam.

Note to self

Entre o jogo da realidade aumentada e o clube de leitura, fico sem tempo nenhum. E eu disse a mim própria que ia escrever mais. Preciso de escrever mais. Trabalho. Também tenho a praia e outros “compromissos sociais”. Estou entre dois extremos sem futuro nenhum, mas que me fazem curiosa. Vamos indo e vamos vendo, não adianta pensar muito. Como diz a O., o futuro foi ontem.

terça-feira, 9 de junho de 2015

ME-DO

Fui ao Primavera Sound. Levei sandálias. Havia muitas casas de banho. Ainda assim, em certas zonas verdes, temi apanhar uma infecção urinária nas unhas dos pés.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ela está no meio deles

Não é novidade nenhuma que a vizinhança de cima tem uma predilecção pelo meu terraço no toca a atirar ou deixar cair coisas. Mas, confesso, com esta não contava.

Regresso a casa depois de uma manhã passada da praia, assim que encosto a chave à porta, vem a vizinha disparada a chamar por mim e a pedir-me desculpa. Sabia que tinha um gato, agora fiquei a saber que tem duas tartarugas e, para lavar o aquário, pôs as bichas na varanda. Uma das tartarugas, “a mais maluca”, atirou-se para o terraço. Fiquei branca, imaginei de imediato um cenário de ‘quelonicídio’ perpetrado pelos cães e pelo gato que também não é muito certo das ideias:


- Ui, os cães mataram-na! Está morta?
- Não, ela andou a passear com eles. Não contava que ela caísse, desculpa.
- Mas se calhar já está morta, eles mataram-na!
- Não, o meu filho esteve sempre a vê-la. Andou a passear. Só a deixamos de ver há pouco tempo! Desculpa…


Entrei em casa a medo, dirigi-me de imediato para a cozinha e lá estava ela de patas para o ar e cheia de pêlo de cão. Coisa mais fofa, praticamente uma bolinha de algodão. Mas estava viva, lá isso estava. Agarrei na tartaruga, não dei tempo para se despedirem e entreguei-a a seu dono: Olha, é melhor dares-lhe um banho.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Não era nisto que apostava

Isaltino relata sonhos eróticos na cadeia

- Ainda não abri e já estou em stress!
- Não é caso para menos!
- Deus me ajude, o homem está magrérrimo! Devia escrever um livro sobre dietas.
- Claro, com sonhos eróticos não vai lá. É DI-E-TAS!
- Sim, por favor!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Isto é um médium-eat-médium world



Tendo em conta que todos usam a mesma “imagem gráfica”, o número de W, Z ou Y no nome dos ‘professores’ não é grande coisa para a diferenciação ou notoriedade do serviço. E depois temos a localização: Ermesinde. Toda a gente sabe que Ermesinde não é terra de videntes. Em Ermesinde “há gajas boas. Gajas mesmo, mesmo boas!”

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Desconstruído

Tenho uma amiga que resolveu dar-me livros que já leu. Diz que aprendeu a deixá-los ir e quer espaço para outros. Não sei se é bom ou se é mau, só sei que eu não consigo deixá-los ir. Guardo todos, até os livros que não gostei. E isto fez-me lembrar a minha ida a Malága. Comprei este livro e outros dois (Selected Tales, Edgar Allan Poe e The Adventures of Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle) num alfarrabista. Mas este tem a particularidade da dedicatória. Quando a li, não a vi no momento da compra, senti que estava a invadir a intimidade de duas pessoas. O que terá acontecido? Não deixaria um livro nunca, mas com uma dedicatória muito menos. Mesmo que esse alguém me pudesse ter desiludido. Aquilo faria parte de um momento feliz, ainda que sem continuidade. Critico muitas vezes a mania de intelectualizar ou racionalizar tudo. Principalmente quando a ideia é desconstruir para simplificar e acabam por construir por cima. Às vezes as coisas são o que são e não significam mais nada para além daquilo. Não é normal um resumo ser maior que a obra original. Mas apetece-me construir por cima.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ponta-de-lança?

CR7 traiu Irina com dezenas de mulheres

"Milagrário"

Ontem foi a “reunião” sobre o livro de José Eduardo Agualusa. É um livro fofinho. O ponto de partida é-me querido. Gosto de ler sobre a língua e a linguagem. A visão da língua portuguesa como uma “esponja” que vai absorvendo vocábulos sem preconceito. Conhecer outras realidades não é dividir, é aumentar. E esta é uma visão que partilho. No capítulo final do "Milagrário Pessoal", é revelada a razão e explicada a execução do plano, surge a expressão “foco de infecção”. Gosto dessa comparação do crescimento da língua à Saúde Pública, a língua modifica-se e cresce através do uso e da troca social. A língua, a linguagem, infecta-se todos os dias quando falamos uns com os outros. E isso não é necessariamente mau.

Claro que acabei de ler “O eleito" de Thomas Mann. Muito bom. Uma das frases que me ficou e que não faz parte da narrativa propriamente dita foi esta: “Sobre as línguas, ergue-se a linguagem”. E, como é óbvio, já comecei um à minha escolha antes de passar ao “obrigatório” - “Os Cachorros / Os Chefes” de Mario Vargas Llosa. A minha escolha “rebelde” é “Correios” de Charles Bukowski.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Faltou dizer isto


Há algumas publicações atrás falei sobre a ida a Gouveia. Sinto que não fui justa ou não me expressei bem. Ou seja, tive momentos "sofríveis" - Curved Air e Renaissance -, mas simpatizei com os California Guitar Trio, gostei de Bobo Stenson, Syndone, Magma e do Stand Up do Guy Pratt.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Como é que consegues?

Conseguindo. Não me custa estar sozinha e gosto do mar. Preciso de sentir o vazio para voltar a carregar. E isso não é possível estando acompanhada. Também gosto de estar com pessoas, mas, antes de o fazer, preciso de sentir a praia e tenho que estar sozinha.

Três razões para voltar atrás

Consegui isolar três razões para voltar atrás, ainda durante a leitura, num livro:
  1. Não há disponibilidade para o ler, a cabeça está noutro lado. 
  2. Não é um livro que “prenda”. Falta-lhe a cadência natural.
  3. Número elevado de personagens. Enredo e personagens complexas.