A TSF apresenta dois moços bem apessoados:
Seis distritos de Portugal continental sob aviso laranja
O Correio da Manhã aposta nas moças bem apessoadas:
Cinco distritos sob aviso laranja
O Jornal i ora aposta em termómetros ou em senhores que não deviam exercitar-se em dias de calor:
Calor. Alerta laranja em cinco distritos
Calor começa a levar pessoas às urgências
segunda-feira, 29 de junho de 2015
É oficial
Após várias tentativas, assumo sem pingo de vergonha, sou a pior "selfista" do mundo. Não consigo esticar o braço, manter sorriso, manter enquadramento e clicar. Não consigo.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
(in)certezas
A data de nascimento pode (mesmo) ter influência na sua vida
- Não gostei. Deprimi.
- É tudo mentira, mas até vou ler o meu para confirmar!
…
- E que tal? E então? Foste a procura de uma emoção mais forte?
- Fui. E agora vou à casa de banho, a ver se encontro mais emoções.
- Vai!
- Vou e já te conto tudo!
...
- Olha, a propósito da busca de emoções fortes e a minha ida à casa de banho, foi uma emoção forte. Não havia papel higiénico, usei o das mãos que é consideravelmente mais áspero: QUE EMOÇÃO! Mas em nada supera o dia em que usei um lenço mentolado. Não é para repetir. Demasiado fresco.
- Não gostei. Deprimi.
- É tudo mentira, mas até vou ler o meu para confirmar!
…
- E que tal? E então? Foste a procura de uma emoção mais forte?
- Fui. E agora vou à casa de banho, a ver se encontro mais emoções.
- Vai!
- Vou e já te conto tudo!
...
- Olha, a propósito da busca de emoções fortes e a minha ida à casa de banho, foi uma emoção forte. Não havia papel higiénico, usei o das mãos que é consideravelmente mais áspero: QUE EMOÇÃO! Mas em nada supera o dia em que usei um lenço mentolado. Não é para repetir. Demasiado fresco.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
As mulheres são as piores inimigas das outras mulheres
Se há frase que me faz confusão, é esta. Não acredito nela. Tenho muitas amigas, todas diferentes. Amigas para todas as ocasiões e estados. Tenho amigas que não acreditam na humanidade, amigas que analisam tudo à lupa, as que momentaneamente duvidam das suas capacidades, as que têm uma fé inabalável na humanidade, as “brutally honest”, as fofinhas, as complicadas, as práticas, as racionais, as sonhadoras, etc. Tenho amigas que vão comigo à loja do chinês, à Fashion Clinic, à Zara, ao supermercado, à merda e ao inferno se preciso for. Gosto de todas, fazem-me falta todas. As outras não me interessam.
Note to self
Entre o jogo da realidade aumentada e o clube de leitura, fico sem tempo nenhum. E eu disse a mim própria que ia escrever mais. Preciso de escrever mais. Trabalho. Também tenho a praia e outros “compromissos sociais”. Estou entre dois extremos sem futuro nenhum, mas que me fazem curiosa. Vamos indo e vamos vendo, não adianta pensar muito. Como diz a O., o futuro foi ontem.
terça-feira, 9 de junho de 2015
ME-DO
Fui ao Primavera Sound. Levei sandálias. Havia muitas casas de banho. Ainda assim, em certas zonas verdes, temi apanhar uma infecção urinária nas unhas dos pés.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Ela está no meio deles
Não é novidade nenhuma que a vizinhança de cima tem uma predilecção pelo meu terraço no toca a atirar ou deixar cair coisas. Mas, confesso, com esta não contava.
Regresso a casa depois de uma manhã passada da praia, assim que encosto a chave à porta, vem a vizinha disparada a chamar por mim e a pedir-me desculpa. Sabia que tinha um gato, agora fiquei a saber que tem duas tartarugas e, para lavar o aquário, pôs as bichas na varanda. Uma das tartarugas, “a mais maluca”, atirou-se para o terraço. Fiquei branca, imaginei de imediato um cenário de ‘quelonicídio’ perpetrado pelos cães e pelo gato que também não é muito certo das ideias:
- Ui, os cães mataram-na! Está morta?
- Não, ela andou a passear com eles. Não contava que ela caísse, desculpa.
- Mas se calhar já está morta, eles mataram-na!
- Não, o meu filho esteve sempre a vê-la. Andou a passear. Só a deixamos de ver há pouco tempo! Desculpa…
Entrei em casa a medo, dirigi-me de imediato para a cozinha e lá estava ela de patas para o ar e cheia de pêlo de cão. Coisa mais fofa, praticamente uma bolinha de algodão. Mas estava viva, lá isso estava. Agarrei na tartaruga, não dei tempo para se despedirem e entreguei-a a seu dono: Olha, é melhor dares-lhe um banho.
Regresso a casa depois de uma manhã passada da praia, assim que encosto a chave à porta, vem a vizinha disparada a chamar por mim e a pedir-me desculpa. Sabia que tinha um gato, agora fiquei a saber que tem duas tartarugas e, para lavar o aquário, pôs as bichas na varanda. Uma das tartarugas, “a mais maluca”, atirou-se para o terraço. Fiquei branca, imaginei de imediato um cenário de ‘quelonicídio’ perpetrado pelos cães e pelo gato que também não é muito certo das ideias:
- Ui, os cães mataram-na! Está morta?
- Não, ela andou a passear com eles. Não contava que ela caísse, desculpa.
- Mas se calhar já está morta, eles mataram-na!
- Não, o meu filho esteve sempre a vê-la. Andou a passear. Só a deixamos de ver há pouco tempo! Desculpa…
Entrei em casa a medo, dirigi-me de imediato para a cozinha e lá estava ela de patas para o ar e cheia de pêlo de cão. Coisa mais fofa, praticamente uma bolinha de algodão. Mas estava viva, lá isso estava. Agarrei na tartaruga, não dei tempo para se despedirem e entreguei-a a seu dono: Olha, é melhor dares-lhe um banho.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Não era nisto que apostava
Isaltino relata sonhos eróticos na cadeia
- Ainda não abri e já estou em stress!
- Não é caso para menos!
- Deus me ajude, o homem está magrérrimo! Devia escrever um livro sobre dietas.
- Claro, com sonhos eróticos não vai lá. É DI-E-TAS!
- Sim, por favor!
- Ainda não abri e já estou em stress!
- Não é caso para menos!
- Deus me ajude, o homem está magrérrimo! Devia escrever um livro sobre dietas.
- Claro, com sonhos eróticos não vai lá. É DI-E-TAS!
- Sim, por favor!
terça-feira, 26 de maio de 2015
Isto é um médium-eat-médium world
Tendo em conta que todos usam a mesma “imagem gráfica”, o número de
W, Z ou Y no nome dos ‘professores’ não é grande coisa para a diferenciação ou
notoriedade do serviço. E depois temos a localização: Ermesinde. Toda a gente
sabe que Ermesinde não é terra de videntes. Em Ermesinde “há gajas boas. Gajas mesmo, mesmo boas!”
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Desconstruído
Tenho uma amiga que resolveu dar-me livros que já leu. Diz que aprendeu a deixá-los ir e quer espaço para outros. Não sei se é bom ou se é mau, só sei que eu não consigo deixá-los ir. Guardo todos, até os livros que não gostei. E isto fez-me lembrar a minha ida a Malága. Comprei este livro e outros dois (Selected Tales, Edgar Allan Poe e The Adventures of Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle) num alfarrabista. Mas este tem a particularidade da dedicatória. Quando a li, não a vi no momento da compra, senti que estava a invadir a intimidade de duas pessoas. O que terá acontecido? Não deixaria um livro nunca, mas com uma dedicatória muito menos. Mesmo que esse alguém me pudesse ter desiludido. Aquilo faria parte de um momento feliz, ainda que sem continuidade. Critico muitas vezes a mania de intelectualizar ou racionalizar tudo. Principalmente quando a ideia é desconstruir para simplificar e acabam por construir por cima. Às vezes as coisas são o que são e não significam mais nada para além daquilo. Não é normal um resumo ser maior que a obra original. Mas apetece-me construir por cima.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
"Milagrário"
Ontem foi a “reunião” sobre o livro de José Eduardo Agualusa. É um livro fofinho. O ponto de partida é-me querido. Gosto de ler sobre a língua e a linguagem. A visão da língua portuguesa como uma “esponja” que vai absorvendo vocábulos sem preconceito. Conhecer outras realidades não é dividir, é aumentar. E esta é uma visão que partilho. No capítulo final do "Milagrário Pessoal", é revelada a razão e explicada a execução do plano, surge a expressão “foco de infecção”. Gosto dessa comparação do crescimento da língua à Saúde Pública, a língua modifica-se e cresce através do uso e da troca social. A língua, a linguagem, infecta-se todos os dias quando falamos uns com os outros. E isso não é necessariamente mau.
Claro que acabei de ler “O eleito" de Thomas Mann. Muito bom. Uma das frases que me ficou e que não faz parte da narrativa propriamente dita foi esta: “Sobre as línguas, ergue-se a linguagem”. E, como é óbvio, já comecei um à minha escolha antes de passar ao “obrigatório” - “Os Cachorros / Os Chefes” de Mario Vargas Llosa. A minha escolha “rebelde” é “Correios” de Charles Bukowski.
Claro que acabei de ler “O eleito" de Thomas Mann. Muito bom. Uma das frases que me ficou e que não faz parte da narrativa propriamente dita foi esta: “Sobre as línguas, ergue-se a linguagem”. E, como é óbvio, já comecei um à minha escolha antes de passar ao “obrigatório” - “Os Cachorros / Os Chefes” de Mario Vargas Llosa. A minha escolha “rebelde” é “Correios” de Charles Bukowski.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Faltou dizer isto
Há algumas publicações atrás falei sobre a ida a Gouveia. Sinto que não fui justa ou não me expressei bem. Ou seja, tive momentos "sofríveis" - Curved Air e Renaissance -, mas simpatizei com os California Guitar Trio, gostei de Bobo Stenson, Syndone, Magma e do Stand Up do Guy Pratt.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Como é que consegues?
Conseguindo. Não me custa estar sozinha e gosto do mar. Preciso de sentir o vazio para voltar a carregar. E isso não é possível estando acompanhada. Também gosto de estar com pessoas, mas, antes de o fazer, preciso de sentir a praia e tenho que estar sozinha.
Três razões para voltar atrás
Consegui isolar três razões para voltar atrás, ainda durante a leitura, num livro:
- Não há disponibilidade para o ler, a cabeça está noutro lado.
- Não é um livro que “prenda”. Falta-lhe a cadência natural.
- Número elevado de personagens. Enredo e personagens complexas.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Em jeito de "Você decide"
A: É um repolho. Negro. Mas é um repolho.
B: É um pé de alface. Negro. Mas é um pé de alface.
C: É uma merda sem jeito nenhum.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Doucement
Não sou purista da língua, não sou mesmo. Invento palavras quando não encontro ou penso que não existe nenhuma que possa transmitir fielmente o que quero dizer. No entanto, a suposta obrigatoriedade de utilização do Acordo Ortográfico faz-me espécie. A língua muda, é certo que sim. São as mutações naturais de uma língua viva. Também sei que se fala do acordo ortográfico há seis anos. Não é assim tão pouco tempo para me habituar. Mas continuo a preferir as mudanças naturais e quase imperceptíveis até estarem completas.
terça-feira, 12 de maio de 2015
A criar hábitos
Da primeira vez, foi inesperado, calhou sermos três e o filme foi “As Crianças do Sacerdote”. O segundo filme, combinamos as duas e foi o “Quase Gigolo”. Levei Papa Figos e a O. ofereceu as batatas fritas. À terceira, decidimos ver “A Pianista”. Muito por causa do estado da Sra. A. que não quis contar o filme, mas não conseguiu guardar para si o quanto “as emoções da pianista” a afectaram. Levei pipocas de cinema para acompanhar o Esteva. Nos primeiros 40 minutos de filme, estávamos de acordo - o estado de choque da senhora era claramente exagerado! Com o avançar do filme, as coisas mudaram:
- Cheguei a pensar que ele a amasse realmente e que só não sabia como agir de acordo com os pedidos dela.
- Não. Ele só quis ter. No final, ele é cínico e, ainda assim, ela prefere magoar-se do que o magoar a ele.
- Apesar da submissão proposta, ela tinha o poder. Perdeu-o quando foi atrás dele. Vês? É por isso que eu não corro atrás de autocarros.
- Ela estava a ceder à loucura. Há pessoas assim, preferem ser loucas. Nas relações dela não existe afecto, só existe carência.
- A relação com a mãe era super estranha. A mãe até, se calhar e de um modo muito estranho, gostava dela.
- Não, a mãe tinha necessidade dela. Não gostava dela.
- Foda-se…
- Cheguei a pensar que ele a amasse realmente e que só não sabia como agir de acordo com os pedidos dela.
- Não. Ele só quis ter. No final, ele é cínico e, ainda assim, ela prefere magoar-se do que o magoar a ele.
- Apesar da submissão proposta, ela tinha o poder. Perdeu-o quando foi atrás dele. Vês? É por isso que eu não corro atrás de autocarros.
- Ela estava a ceder à loucura. Há pessoas assim, preferem ser loucas. Nas relações dela não existe afecto, só existe carência.
- A relação com a mãe era super estranha. A mãe até, se calhar e de um modo muito estranho, gostava dela.
- Não, a mãe tinha necessidade dela. Não gostava dela.
- Foda-se…
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