quarta-feira, 13 de agosto de 2014

E agora, pá?

Frase cagamerdeira e de português duvidoso: mea culpa!
Pronto, ok. Às vezes também faço estas coisas, sucumbo à fraqueza e partilho uma frase. Mas tenho atenuantes neste caso. Acho eu. Não me identifico com a frase em si, mas com o conceito implícito nela. Nunca gostei de ver ninguém a maltratar ou ser mal-educado com alguém só porque pode. É de cobarde. Humilhar alguém que não se pode defender, é um acto de cobardia. E tratar bem alguém só por interesse, é ser canalha e os canalhas, por norma, são cobardes. 

Acabo de partilhar a frase e cai o comentário da C.: 

Quando é que vens ao interior? Serás bem recebida! 

Serei? Que bom! Já não vou ao interior há séculos. A última vez que aí estive, estava tudo tão mudado. Acho que já não consigo andar sozinha na rua sem me perder. 

Podias vir esta semana. Vinhas à festa do Emigrante no Académico. 

Não sei, tenho que me organizar aqui para conseguir ir aí… 

Sem mais comentários, pensava eu, preparo-me para dormir. Estico-me na cama e o telemóvel toca: 

- V., estamos a ligar-te da Covilhã. Tens que vir.

- Ui, fiquei assustada. Não estava à espera de nenhum telefonema, pensei logo em más notícias!

- Estavas a dormir?

- Não, ainda não. Mas, voltando à Covilhã, não sei se consigo ir, é muito em cima da hora. Tenho que me organizar. Tenho que arranjar alguém que me fique com os cães. Não sei se o meu sobrinho pode.

- Olha, vou passar ao A., ele quer falar contigo!

- CALOIRA é para vir! Vou passar outra vez à C.

- Então, conseguiu convencer-te?

- Posto dessa forma, lá terei de ir. O meu problema são os cães.

- A S. diz para vires à vontade, podes trazer os cães se quiseres e tens onde dormir, ficas em minha casa. Olha, o A. Quer falar contigo outra vez!

- Traz a Maria Anita e o Pirata*! Ando a tentar convencer a S. a arranjar um cão lá para casa, pode ser que assim a consiga convencer.

- Mas eu agora também tenho um gato, o Conguito Mantorras!

- Traz o Mantorras! Vou passar à C.!

- Vês? só tens de vir. Tens onde ficar e os cães também. Achas que consegues estar cá na quinta à noite? É o melhor dia!

- Deixa-me organizar e depois dou a resposta, ok?

- Ok, até amanhã! Beijinhos!

- Até amanhã! Beijinhos 

E agora não sei o que faça. Vou ou não vou? Esta semana têm acontecido coisas que me fazem lembrar os tempos da UBI. Será o universo a mandar-me recados? 

*O cão não se chama Pirata, é Manuel Pantufa. Mas insiste em Pirata (creio que também já lhe chamou Piloto) porque o cão têm uma mancha preta a cobrir-lhe o olho esquerdo e tem três patas.

"You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything, and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and... blow."


Pinturas de Guerra: prólogo

Quando é que percebi que ia correr mal? Logo no início. Mesmo antes de chegar ao local. Recuemos na história.

À hora marcada, mais minuto menos minuto, lá estava eu para apanhar a P. e o feedback ao meu bom dia foi:

- Ei lá.... Ò chunning põe isso mais baixo!
- (Estou fodida, isto não vai correr bem...) Oh... não digas isso, eu ponho mais baixo.

Estacionada a viatura e dada a moeda ao arrumador. Fomos ao encontro da M. e, logo ali no café com o pastel de nata, percebi que só tinha metade dos pincéis que elas traziam - estou a mentir. Só tenho um pincel, é o do pó bronzeador. E elas têm mais de três ou quatro cada uma - e pensei, vai ser a humilhação total se forem todas assim como elas... Que se foda! À saída do café, ainda chutaram:

- Estás aí com uma borbulha, não é normal em ti... o que andaste a comer?
- Até é bom ter-te aparecido esse "berdoejo", aprendes a disfarçar os vermelhos.
- (Ò foda-se, vou morrer!) Eu sei, eu sei. Pareço uma indiana com a pinta na testa. Não andei a comer nada fora do normal... Vidas!

Finalmente, entramos no hotel e descemos à sala do workshop. Deparo-me com uma miúda, vestido preto e com roupa interior em número errado. Estava tudo tão apertado que dava para perceber onde acabava o soutien e onde começavam as cuecas. Mas não foi isso que me assustou. O que me assustou foi a sombra azul ABBA aplicada em bloco sobre as pálpebras: foda-se, se é para me ensinar a fazer aquela merda, posso ir embora. Eu sei fazer aquilo!

To be continued...

Dá-me para cada coisa!

Foda-se. Que nojo! Saiu-me peaceful, lovely e outgoing... tentei três vezes.



Gostava de ter um assim, mas...


... já ninguém diz cimbalino, caralho! Quando era miúda, os únicos que diziam, eram os empregados de mesa que gritavam "cimbalino" para quem estava atrás do balcão tratar do pedido da mesa. E eu vivi nas Fontainhas, sei do que falo. Mas ainda há máquinas de café La Cimbali.


Porquê?

Porque não escrevo sobre o amor? Até escrevo. Mas sou uma pessoa prática. Para mim é mais fácil fazer do que dizer.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Pinturas de Guerra I

Duas amigas profissionais da automaquilhagem e eu que “não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”, lá fui com elas a um workshop de automaquilhagem, tal e qual uma ovelha para o matadouro. 

Tinham dito para levarmos os produtos que usássemos diariamente e outros que tivéssemos lá por casa: e agora? Outono/Inverno uso o BB Cream, pó bronzeador, máscara de pestanas e gloss. Primavera/Verão, cai o BB Cream e fica o resto. Não tenho mais nada para levar… ou terei? Tenho! Tenho o coffret de sombras que a P., uma das profissionais da automaquilhagem, me ofereceu em 2010 e que ainda está por abrir. 


A sessão começou com a ensabodela sobre limpar, tonificar e hidratar a pele. Ok, faço isso todos os dias, nada de novo. Depois é que descambou: 


1º Primer: para cobrir as imperfeições e preparar a pele para receber e fixar melhor a maquilhagem. - Já pintei o interior da minha casa, sei bem o que é um primário!
 

2º Base: tornar a pele homogénea e o discurso de saber escolher a “nossa cor”. – Não é para ficar com o rosto moreno e destacado do pescoço e orelhas?
 

3º Corrector colorido: Há amarelo, azul e verde. E o verde foi espectacular para camuflar a borbulha que trazia na testa e que me dava um ar de indiana. E, quando vi a palete de cores à minha frente, fez-se luz – RGB e correcção de cor… fantástico, não só é válido em imagens como em seres humanos!
 

4º Corrector: disfarçar olheiras e manchas – mas o que pusemos anteriormente não esconde tudo?
 

5º Pó compacto: uniformizar o tom da pele e reduzir o excesso de brilho – Mas é mesmo necessário?
 

6º Blush: deve ser aplicado na parte mais alta das maçãs do rosto, esfumando-o com o pincel em movimentos circulares – Já acabou?
 

7º Iluminador ou pó bronzeador: para aumentar ou afinar partes do rosto, respectivamente – Do pó bronzeador gostei!
 

E agora, já acabou? -  “Não, ainda falta o  eyeliner, sombras, contorno e preenchimento dos lábios, baton e máscara de pestanas. Mas vamos primeiro às sobrancelhas!"

To be continued...

Vem-me à memória

Por mais que o negue, importam-me os pormenores e os momentos. E, ao Robin Williams, associo-o a um antigo namorado. Não pelo aspecto físico ou pelo jeito engraçado, mas pelos momentos que passamos a ver o trabalho dele. E a frase inesquecível que esse namorado me disse foi: as pessoas devem achar que te pago para andares comigo!

Foi um elogio. Distorcido, mas foi um elogio. Ele não era feio e eu não tinha ar de fresca. Era uma coisa de diferenças de idade, penso eu. Ele tinha 30 e eu 20. Era mais viçosa, naturalmente.

Não acredito em bruxas, mas...

Não costumo sonhar ou não costumo lembrar-me dos sonhos. E não sei dizer o que sonhei, sei que acordei confortável. Não foi um sonho bom, foi um sonho agradável e acolhedor. Mas, é a única coisa que me lembro em concreto, foi um sonho a preto e branco. O que me fez duvidar da perfeição do sonho: o preto e branco serve muitas vezes para camuflar defeitos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Palavra de V

Conguito Mantorras as himself
Em verdade, em verdade vos digo, só sabereis o que é realmente dor quando tiverdes um gato no colo em processo de expulsão de bola de pêlo.

Chagas no facebook

Embora o título possa induzir em erro, não estou a falar da colega abrantina, nem da colega albicastrense que gostam de partilhar, numa média de 10 000 ao segundo, frases como "o silêncio é a maior arma". Já estive mais longe de espetar lá por baixo: Sério? Então estás à espera de quê para te calares, caralho?! Mas até simpatizo com as moças, são boa gente e isso é o mais importante. Pronto, adiante, há coisa de alguns meses, começou a surgir a partilha de frases de um autor contemporâneo do qual eu nunca tinha ouvido falar. O mulherio anda louco com aquilo, quer-me parecer e também me parece que por ali há muita estratégia de marketing. Já começaram a aparecer os vários serviços, sendo um deles os cursos de escrita criativa. Confesso que não me identifico muito com aquilo, é muito "Cinquenta sombras de Grey" - nunca li, mas já ouvi falar -, parece-me tudo muito vulgar. Ò pá, eu sei, eu sei, quem sou eu para dizer isto. Também sou vulgar, há muita gente vulgar. A diferença é que não aspiram a ser gurus da escrita criativa, nem gurus da redacção de listas de supermercado.


Sim, sim, sou adepta desta rede social porque me permite estar perto de quem está longe de mim geograficamente e/ou semanalmente.

Será um elogio?

Tu não tens pronúncia do Porto, tens assim uma coisa perdida de Deus.

Dividir para reinar?

Assisti a uma reunião sobre ética e futilidade terapêutica. E, a determinada altura, falou uma senhora (filósofa ou licenciada em filosofia?): hoje em dia o corpo não é visto como único, é dividido em órgãos, sistemas e funções.

Não avançou se esta visão dividida seria a mais correcta. Nestas coisas nunca há ou nunca ninguém quer assumir o que é certo ou errado. E cada caso é um caso. Mas parece-me que se subentende e pode aplicar-se a tanta coisa: Quantas e quantas vezes tratamos de um assunto e damos cabo de uma data deles, certo?

domingo, 10 de agosto de 2014

É deixá-lo ir


Hoje, li por aí, há super lua e eu queria super sol






Dias de chuva


Diz-me que não sabe ser sensata e não consegue ficar à espera. Digo-lhe que sabe o que é a sensatez, só não sabe é aplicá-la. "O problema não é dos outros. É meu. Talvez precise de ajuda para encontrar a minha serenidade." Pensar, interpretar, tentar dar significado ao que não se compreende só serve para nos desgastar. Deixei-me dessas merdas, vou andando e vendo. Será isto a serenidade?

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O que se passa com a silly season?


Chegou Maio, passou Junho, Julho e estamos em Agosto. E onde raios estão os corpos esculturais que invadem as capas das revistas cor-de-rosa? Será isto uma prova da instabilidade climática que vivemos? Lamento ser eu a dar a notícia, mas o mundo, tal como o conhecemos, corre sérios riscos de desaparecer! A HM dá-me razão e pergunta se terão os corpos esculturais emigrado para um país onde os respeitem. O estarem à espera de Dezembro para aparecerem em pelota no sol das Caraíbas também foi um hipótese avançada: há uma linha que separa o Natal do sol das Caraíbas e eu estou no meio! É uma excelente ideia e não venham agora dizer que os corpos esculturais não têm um cérebro!

Ética: mal menor para um bem maior?

Tradição é tradição e o mês de Agosto é sinónimo de férias para muita gente. Menos para mim e alguns outros. Preciso de fazer a A4 diariamente. E a A4, troço por troço, está a ser requalificada: foda-se, tinham que fazer isto agora? Pois, a intervenção daria sempre chatices. Mas intervencioná-la em Agosto não é tão problemático como seria nos restantes meses do ano. Ok, um mal menor para atingir um bem maior e anda tão pouca gente na estrada que o "trânsito sujeito a demora" não é assim tão demorado.

Continuando nos meandros da ética, vejo este título "Medicamento experimental contra Ébola cria controvérsia ética". Felizmente não alinho em teorias da conspiração porque, se alinhasse, pensaria numa estratégia de "deixar arder" para desviar atenções. E desviar atenções de quê? Sei lá, talvez desviá-las de Israel e Palestina. Mas isso sou eu a inventar. Eu sou do povo, só não gosto é de panados.
Medicamento experimental contra Ébola cria controvérsia ética

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/medicamento-experimental-contra-ebola-cria-controversia-etica

olha lá!

Portuenses são os mais felizes da Europa

Diz que chove no fim de semana