sexta-feira, 18 de julho de 2014

Manual de sobrevivência às férias laborais dos seus amigos | Capítulo 3

Descobrindo companhia

Faça uma pesquisa pela sua rede de contactos, procure pessoas com amigos em comum e com quem já tenha falado pessoalmente pelo menos uma vez. O passo seguinte é tentar perceber quais os interesses e gostos que possam partilhar. Aqui, nesta fase, o Facebook pode ser muito útil. E, com a conivência do seu amigo, pode começar a preparar o terreno antes das férias dele. Vá clicando "like" nas publicações, faça comentários que originem diálogos e traga para a conversa o amigo que vai de férias. Funcionará como bênção para esta nova amizade virtual. Depois é só pedir o e-mail para "enviar umas coisas giras e que têm tudo a ver contigo". Mas, cuidado, não vá com demasiada sede ao pote ou corre o risco de assustar o potencial novo amigo.

No próximo capítulo abordaremos as regras de etiqueta e boas maneiras para o ajudar a fazer novos amigos no chat.

Sister V. & HM

Será que consigo deixar tudo pronto antes de me pôr ao fresco?


Manual de sobrevivência às férias laborais dos seus amigos | Capítulo 2

Sensação de abandono? Há mais gente como você 

Essa sensação de abandono que vem experimentando desde que aquela companhia foi de férias, não é exclusivamente sua! Se se achava muito especial, esqueça! Há mais pessoas a sofrer do mesmo mal que você. É verdade, milhões de pessoas chegam ao verão e vão de férias deixando outros tantos milhões angustiados. Chegou a hora de parar de se recriminar, de sair desse estado depressivo, e encontrar a solução para o seu problema.

E qual é a solução? Encontrar outro amigo para conversar. Simples, não acha? Esperava, porventura, que iríamos sugerir algo mais radical, que envolvesse custos elevados, enganou-se. A solução é tão simples que até parece mentira, mas é mesmo isto: encontrar novos amigos!

No capítulo três iremos explicar como encontrar novos amigos na ausência da companhia de sempre.

Sister V. & HM

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Manual de sobrevivência às férias laborais dos seus amigos | Capítulo 1

A vida para além das férias dos amigos  

Passamos 11 meses do ano em contacto com um reduzido número de pessoas, com quem lidamos e conversamos diariamente. O tempo de férias raras vezes coincide, o que, inevitavelmente, leva a que uma das partes fique sozinha, sem ninguém com quem trocar ideias, desejar um bom dia, mostrar fotografias de gatinhos fofos e enviar aquele vídeo do gordo a espetar-se contra um poste. Daqui advêm uma sensação de solidão, um vazio sem igual que muitas vezes leva o indivíduo a um estado temporário de depressão.

Este estado de depressão é identificado através dos seguintes sinais:

- Leitura seguida dos mesmos jornais e várias vezes ao longo do dia

- Visitar os mesmos blogues vezes sem conta

- Consultar constantemente o Facebook à espera da publicação de uma fotografia do seu amigo para clicar “like”

- O pior de todos: uma vontade súbita e inexplicável de ser rentável no trabalho

Perante este cenário, é então chegada a hora de sentar e reflectir sobre o assunto.
 


Sister V. & HM

Manual de sobrevivência às férias laborais dos seus amigos | Introdução


Porque, durante todo o ano, você sempre teve aquele amigo que o ajudou a passar o tempo, que lhe deu ânimo para aguentar o dia, que o ajudou quando se sentiu sozinho e chega aquela altura do ano que é inevitável: o seu amigo vai de férias! Aquela companhia, através do chat, e aquela palavra de alento quando mais precisa não estarão disponíveis nas próximas duas ou três semanas. Abate-se sobre si a depressão, a vontade de desistir de tudo, os dias de trabalho deixam de fazer sentido, mas você não pode desistir! Como você, centenas de outros trabalhadores passam pela mesma angústia, ansiedade e desespero. Você não está sozinho nesta luta!

Sister V. & HM

And you know we're on each other's team

H.- Estamos de volta?

V.- Estamos, mega amiga.

H.- Para a semana vai ser horrível, tu de férias, a minha irmã em Setúbal… como vou eu passar os dias?!

V.- O quê?! A tua irmã não pode ir sem eu regressar!

H.- Pois é, mais vai trabalhar para Setúbal!!!!!

V.- Caralho…

H.- Não sei como vai ser…

V.- Podes tentar conhecer melhor a Sara, o que dizes?

H.- Diz aí à Sara que se precisar de alguém para dar duas de treta ou se se sentir sozinha que se lembre que existe outra pessoa nas mesmas condições… EU!!!!!!!!

V.- Eu digo-lhe!

H.- E que podemos passar juntas por esses tempos difíceis!

V.- Vou dizer-lhe para manter o chat do gmail ligado usando essas tuas palavras!

H.-Sim, e depois diz-lhe que podemos fazer um vídeo, ao estilo Gustavo Santos, para pessoas que passem pelo mesmo, para inspirar e unir mais quem que fica abandonado nas férias. Podia haver o movimento: "não abandone o seu amigo nas férias"-e não estou a falar dos animais!

V.- Nestas férias, não abandone os seus colegas de trabalho! Gostava que lhe fizessem o mesmo? Esqueça lá isso do “em Agosto também vão”, estamos a falar do agora e de si!

H.- Porque, durante todo o ano, você sempre teve aquele amigo que o ajudou a passar o tempo, que lhe deu ânimo para aguentar o dia, que o ajudou quando se sentiu sozinho e chega aquela altura do ano em que é inevitável: o seu amigo vai de férias!!! Aquela companhia através do chat e aquela palavra de alento quando mais precisa não estarão disponíveis nas próximas duas ou três semanas. Abate-se sobre si a depressão, a vontade de desistir de tudo, os dias de trabalho deixam de fazer sentido, mas você não pode desistir! Como você, centenas de outros trabalhadores passam pela mesma angústia, ansiedade e desespero. Você não está sozinho nesta luta!!

V.- Olha, vamos escrever um livro de auto-ajuda para lidar com o abandono de férias laboral? Já fizeste a introdução!

H.- Isso é uma excelente ideia!

V.- Vai vender como pãezinhos quentes!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Queimou-se-me o piston, só pode

Não tenho ido ao ginásio, logo não tenho desculpa para esta merda não me sair da cabeça. Aplica-se aqui a teoria do soundbite? Pronto, a culpa é minha e eu deito-a em quem eu quiser e, assim sendo, eu declaro a morte ao sol.

Tudo o que mete bicheza, tem piada


Reticências

Tenho uma mania ou um vício, não sei o que lhe chamar... gosto de observar pessoas e arrumá-las em secções (V., don't stare! - Diz-me várias vezes a Olga, a fotógrafa. Irónico, não é?). Digo arrumar, mas elas não ficam logo prontas. Vou misturando-as em coerência. E, de vez em quando, saco-as para a minha realidade:

- Quem és tu?
- Quem queres que seja?
- Não se responde a uma pergunta com outra pergunta.
- Depende, se a ideia for não responder...

Não gosto de usar reticências.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Tem uma certa piada

Aqueles que dizem que nunca farão, nunca dirão, nunca serão. E, depois, fazem, dizem e, afinal, também são. Como diz a P., "as certezas enfraquecem-nos, as questões humanizam-nos".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quem te avisa, teu amigo é!

Se tentares uma piada e esta falhar, não tentes, por amor de Zeus, explicá-la. Não vai funcionar e só te enterras mais.

10 palavras que me causam comichão

  1. Prurido
  2. Aglutinação
  3. Crica
  4. Micose
  5. Top
  6. Derivado
  7. Ósculo
  8. Beberete
  9. Articulação
  10. Sarjeta

"A língua é a minha pátria"

Escolhi ser Sister V. porque é um trocadilho com o meu nome, tem um certo toque religioso e soa a um ser assexuado. Esta última característica permite-me escrever o que me vem à cabeça sem grandes preocupações. Por exemplo:

A língua derruba barreiras. Mais de que um código, a língua é um músculo. Nem sempre é significado. Provoca reacções e, sem nada dizer, constrói pontes. A língua nem sempre é a palavra. Por vezes é acção.

Isto poderá querer dizer muita coisa e nada ao mesmo tempo - Tipo o marreco do Nome da Rosa que "fala todas as línguas e nenhuma". Escrito pela Sister V. (falar de nós próprios na terceira pessoa é um hábito assustador) a conotação será sempre evangelizadora e nunca sexual. Ou seja, não suscitará pensamentos como  "gostas pouco gostas", "o que tu queres está murcho" ou "vai cagar à mata", como diz a Linda Porca... espera lá, se calhar "o vai cagar à mata" é viável em ex aequo com o "come um gelado que isso passa".

Os meus amigos, aqueles que conhecem pessoalmente as andorinhas do Bordallo Pinheiro ali em cima e que fazem o favor de passar por aqui, já estão a "panicar": V., o que te passou pela cabeça para escreveres esta merda? A mim não me passou nada, mas aos que aqui chegam atrás de "broche Lisboa", "fodas à moda antiga" e "conas com fome na Covilhã" deve passar-lhes muitas coisas pela cabeça. Lamento a desilusão e o mau jeito. Tenho a certeza que escrevi essas palavras todas, não foram é necessariamente por essa ordem.

Milagre: a multiplicação das sardas

Não são sazonais, acompanham-me o ano todo. De verão para verão, vão aumentando e espalhando-se. O meu receio é que aumentem de tal forma que, um dia, os limites se unam e me transformem numa única e enorme sarda. Fiquei a saber que há mais sardentos a partilhar este medo.

A nossa relação é de amor-ódio. Mas, na verdade, já não conseguia viver sem as sardas. São a herança genética do meu pai, as sardas e o nariz torto. E os caracóis, só não herdei o ruivo e o laranja das sardas dele.
 

Para dar sentido à palavra Milagre no título, aqui vai a referência religiosa: Na bíblia multiplicam-se os pães e o vinho, a mim, o sol, multiplica-me as sardas. Um dia destes tenciono ler a bíblia. Quero saber como acaba a cena de Sodoma e Gomorra, salvo erro, diz que acaba tudo fodido. No entanto, quero confirmar.

domingo, 13 de julho de 2014

A propósito da praia

Naquela altura a praia estava escolhida por razões óbvias: facilidade de acesso. Matosinhos estava fora de questão, as senhas tinham que ser de dois módulos ou teríamos que sair no Castelo do Queijo e fazer o resto do caminho para a "bola de nívea" a pé. Leça? Nem era hipótese! Pronto, da Boavista até à Foz era o percurso escolhido. 

Hoje, fui à praia. Fui à Foz. "Não há bronze como o do Molhe", lembro-me de ouvir uma velhota dizer. E é verdade, mas não tem que ser no Molhe. Já lá não ponho os pés há anos. Mas continuo a ir à Foz. De vez em quando, vou às praias da Foz. Não sei se é das rochas, do iodo, da areia que é calhau ou da poluição inerente a uma praia urbana. Mas não há bronze como o da Foz, o bronze que aguenta as lavagens. Mas agora vou de carro. E no zapping do carro surge esta música que me desenhou um sorriso morno e malandro. Depois cliquei play no Sandinista que trago no carro. 

O autocarro deixava-nos na primeira linha do mar. Agora, para estacionar, só duas ou três ruas acima, junto das sedes de bancos que não têm balcão na baixa e que nunca ninguém vê na televisão até darem merda. Mas o meu problema em ir à Foz, e que não havia na altura, é a tentação. Não são os croissants da Doce Mar. São os saldos de 50 por cento da Haity na Avenida Brasil. Girls will be girls e gostar de Clash não muda nada.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Não é teu, é meu!

Isto já dura há algum tempo. Penso que dois anos ou mais. Não sei precisar. Podia pesquisar na conta de e-mail. Mas não me apetece. No Brasil existe uma pessoa com o primeiro e último nome igual ao meu - deves cá ter um filha da puta de um primeiro nome, dizem vocês. Não é o caso, o meu nome até foi retirado da bíblia. Ou seja, já tem mais de dois mil anos de garantia. Vidas! São estas as pancas dos progenitores que temos que a aturar uma vida toda -, se calhar existem mais senhoras, meninas, mulheres ou transgenders, mas é esta pessoa em concreto que me chateia. Existem diferenças na acentuação, infelizmente os endereços electrónicos não se compadecem com chapéuzinhos ou agudizações dos nomes próprios.  

A inconveniência desta situação reside na quantidade de e-mail's pessoais, promocionais, oficiais e oficiosos que recebo. Já respondi a centenas deles com a mesma ladainha: "Não sou a pessoa que pretende contactar...". E a senhora já compreendeu. Compreendeu mais ou menos: PORQUE RAIOS CONTINUA A TENTAR CRIAR UM CARALHO DE UM NOVO E-MAIL DANDO O MEU ENDEREÇO COMO E-MAIL DE CONFIRMAÇÃO DE CONTA?

Já fiz várias pesquisas para tentar resolver o problema sem que seja necessário - porque fica um bocadinho fora de mão. O meu carro é a gasóleo, mas não tem asas e também não é anfíbio - ir bater-lhe à porta. Pronto, não arranjei solução. No entanto aprendi coisas giras:

- Mandar um e-mail à google é bradar no deserto.
- Se nos esquecermos de terminar a sessão no Gmail num computador, podemos fazê-lo remotamente através de outro computador.
- É possível bloquear um endereço de e-mail com a permanente resposta de erro de envio.
- Se desconfiarmos que nosso e-mail foi violado, podemos consultar a data e o local dos últimos acessos.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Bastou-me a fotografia...

... para ficar assustada. Não tive forças para ler o artigo. Até digo mais, houvesse ácido aqui ao pé, cegava-me sem hesitar e num piscar de olhos.

Cancro de pele. Especialistas estimam 11 mil novos casos este ano


Cogito ergo sum

Não ter expectativas é a melhor forma de lidar com a desilusão. Se não esperamos nada, não perdemos nada. Lógico, não é? Como me considero uma natural-born "positivista", vou ainda mais longe: toda a gente é sebosa e mal-encarada até as conhecer pessoalmente. Há quem considere isto pessimismo. Mas esperar o pior e ser surpreendido pela positiva é do melhor, é ou não é? É, logo é positivo.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sim, é isso

Se ali em baixo falei do telemóvel pessoal, é porque tenho um telemóvel de serviço e nesse toca o bolorento fanananafanananafananananá do Nokia tune.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Quando o telefone toca

Para o bem e para o mal, devemos aceitar e assumir as nossas decisões. O toque do meu telemóvel pessoal é o London Calling e durante os meses de Verão é a música do genérico do Baywatch. Este último poderá ser considerado uma opção azeiteira, mas para mim é um clássico. E clássico que é clássico nunca azeita. Sei que quem ouve poderá ficar à espera que surja de repente o Mitch ou a CJ, já me perguntaram por eles. No entanto, assumo sem vergonha a minha escolha quando o telemóvel toca em público. Mas quer-me parecer que a senhora que tenho à minha frente já se arrependeu do Piradinha quatro vezes.

E agora, for something completely different, cá vai uma piada seca sobre clássicos:

- Porque é que a vagina nunca sai de moda?
- Porque é um corte clássico.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cada um é para o que nasce e eu não nasci para beber Gin


Bebi Gin frutos vermelhos em copo de plástico. Confirma-se, mesmo mascarado, o Gin não é para mim: vidas! Comi a frutinha.

Ver a canarinha com francesinha

E como foi o fim de semana? Sexta-feira, francesinha no Santiago em frente ao Coliseu do Porto. Passagem pelas Galerias que é "o primeiro dia de férias da Z.", bares à pinha porque chove e está frio, ninguém quer estar na rua. E estamos em Julho e há quem não negue à partida uma estação do calendário: o vestido até é bonito, não lhe fica é bem. Esquecendo a vontade de esbofetear o "espetador-de-cotovelos-em-costas-alheias", foi um bom arranque de fim de semana. A malta do mestrado é do melhorio, tenho dito!

Vidas!

Uma década sem papel passado. Isso não me importa. É deixá-lo ir. Por norma, nem para apanhar o autocarro corro. Não ando de autocarro, por norma. Mas se andasse, não correria mesmo que a minha vida dependesse disso. Há quem diga que não sabe ser pela metade. Eu sei. E também sei ser tudo ou nada. Mas o meu coração não tem botão ON e OFF. E aquelas pessoas vivem cá dentro e não é por incomodar outros que as vou tirar.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Um lugar ao sol

Por falar em Adão. O Cais de Gaia divide-se em duas partes. Ambas turísticas, mas diferentes. A que está colada à beira rio é zona finecas e, por consequência, mais cara. Do outro lado da rua, é a zona tipicamente tasqueira e, por consequência, a mais barata. É logo ali à face da estrada, à saída da Ponte D. Luís I. Não se ponham a subir muito porque a coisa volta a encarecer com as Caves e o The Yeatman Hotel. Voltando ao Adão, na Casa Adão as travessas trazem inquilinos a mais, comme il faut neste tipo de casas. Na cozinha está a mulher do Sr. Adão e a servir às mesas, o Sr. Adão e os filhos. O ambiente é familiar e adoro quando se pegam. É sempre bom enriquecer o vocabulário. Está sempre cheio de turistas e nunca esquecerei do diálogo entre o Sr. Adão e o inglês:
 
- The food is better here, but there's no sun.
- Pois, pois, the sun.
- Tomorrow, we're going to Algarve.
- Yes, yes. Of course!
- Is better there: the sun! I prefer the shouth! I don't like here, only the food.
- Olha, então vai com o caralho para não ires sozinho.Thank You

O homem não percebeu e não ficou ofendido. Mas foi merecido e teve piada. Pronto. Não é de bom tom ir a casa de alguém e dizer mal de quem o recebe.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Coisas que me passam pela cabeça

Pêssegos no primeiro plano e as maçãs, que são golden, lá ao fundo.

Creio que já falei aqui nas aulas de Hermenêutica. Mas o assunto era outro que não este. Nesta aula em concreto, falávamos de Adão e de Eva e a maçã como símbolo do conhecimento e a tomada de consciência do conhecimento adquirido pelo acto de comer a maçã. Creio que nunca falei aqui que frequentei a catequese até muito tarde. Não foi por burrice, foi até fazer o Crisma. Lá também falamos de Adão e de Eva e da oferta da maçã para Adão comer. E também resultou na divulgação de um significado sobre o acto de comer a maçã: a tomada de consciência de que estavam nus e taparam-se.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pré-produção da próxima viagem

Este diálogo via chat é real. Tem algumas alterações, mas o sentido não foi alterado. Apenas foram retirados os smiles para dar um ar mais sério à conversa. L., obrigada por me receberes e não mudes de ideias, por favor. Já comprei os bilhetes de avião!

- Então, como está o tempo por aí?

- Nublado, e aí?

- Aqui está uma merdunça...

- Uma pergunta: importas-te de dormir comigo durante as férias? Se te importares, tenho uma alternativa, mas gostava de saber antes de tratar da alternativa.

- Pagas-me um café "a sequer ao menos"? Se sim, durmo contigo!

- Pago, obrigada pela compreensão!

- Pronto, não procures alternativa. Vou tentar não ranger os dentes!

- Acho que, se tudo correr mal, como estou a prever, terei de trabalhar um dia ou dois durante a tua estadia.

- Não te preocupes, eu safo-me sem problemas, vais trabalhar e eu safo-me!

- Mas, caso isso aconteça, até poderás ir comigo a um dos trabalhos: showcooking de cataplana doce em Lagos. Caso queiras, claro! A ver vamos o que acontece à agenda até lá...

- Quero ir, claro! Não sei se já deste conta, mas eu sou boa onda. Não sou problemática. Adapto-me a tudo, excepto fome e porrada!

- Sim, já dei conta! E assim, se andares um ou dias sozinha, tens mais probabilidades de te perderes. Ou seja, mais aventuras para contar!

- Maravilha! O teu carro já está resolvido ou na oficina escolheram outra selecção do mundial para seguir?

- Ainda está na oficina, tenho de andar sempre a ligar... só à chapada!

- A sério?! Foda-se, caralho, quando for aí... eu resolvo essa merda, caralho!!!

- Estou a contar com isso!

- Considera o problema resolvido! Olha, levas-me à praia?

Isto é, basicamente, assim:

O Isto é Assim faz dois anos. Faz mais ou menos dois anos. Começou no blog.pt e, como não consegui passar para aqui "automaticamente", fui depois buscar os textos um a um e por ordem cronológica. Também fui buscar algumas coisas ao blog colectivo que também estava, e ainda está disponível, no blog.pt. E foi por o colectivo ter acabado que comecei no singular. A minha estreia foi um desabafo: Há dias assim

E escolhi chamar-lhe "Isto é Assim" porquê? Porque todas as conversas que começam por isto é assim têm tendência a correr mal. E, quando corre mal, as coisas têm mais piada. Se corresse tudo bem, estaria parada à espera do bem acontecer. E ninguém quer parar, pois não? 

terça-feira, 1 de julho de 2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Recordar as Crónicas de uma viagem


- Boa tarde!
- À direita tem o Luca e à esquerda, o Bosch!
- São os cabeça de cartaz, não é?
- Sim (risos)... São de onde?
- De lá de cima.
- Vou lá em Setembro. Vou a um campeonato. A um campeonato de danças de salão!
- Entaaaão... Diz que o Luca é para aquele lado, não é assim?

Sou uma fraca!


"Estão tão lindas as minhas unhas, vou tirar uma fotografia só porque sim!" - Não consegui resistir e espetei a fotografia aqui. Será pecado?

Nota: O meu coração é jabardo, o resto nem por isso.

Decisions, Decisions.

Gosto de Clash. Perguntaram-me qual o meu Top 3 de músicas dos Clash. Não consegui escolher três. Tentei. Disse que tinha um Top 3 de medicamentos. Mas não consegui impressionar. Olha, vidas!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A lei do retorno mas em bom!


Linda Porca, estou a torcer para que ganhes o euromilhões!

Não vi o jogo. Estava a trabalhar.


Sinceramente, apesar do pontinho de esperança, não acreditava no apuramento de Portugal. A participação no Mundial acabou no domingo, estava decidido que não veria mais nada. Mas tive que voltar com a palavra atrás. Todos a falar sobre o arranque dos calções ao Ganês. Procurei o vídeo no youtube e, ao ver a cena, pensei: foda-se, como é que uns calções rasgam assim tão facilmente? Tenho alguma experiência no tratamento de roupa. Aqueles tecidos ou estão muito velhos ou andam a exagerar na lixívia e nas temperaturas altas. Coitadinhos, às tantas não têm dinheiro para mais. Vou ajudá-los... Crowdfunding para comprar equipamentos novos à selecção do Gana, é isso!

O Bom, o Mau e o Vilão

Morreu Eli Wallach. Não foi hoje. Eu sei. Fico triste. Não pelo actor e nem pelo filme em si. Mas este foi um dos filmes que mais vezes vi com o meu irmão. O meu irmão morreu. E Também não foi hoje. Nunca mais vi o "O Bom, o Mau e o Vilão". Comprei-o o ano passado na Fnac. Continua por abrir, tenho-o para ali pousado junto ao "Feios, Porcos e Maus" que também ainda não sei quando o irei rever.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A tolerância é um pau de dois bicos

E aquelas pessoas que escolhem viver de forma alternativa e exigem tolerância e respeito pelas suas crenças e depois estão sempre a fazer juízos de valor e a tentar corrigir a nossa forma de vida, conheces?

terça-feira, 24 de junho de 2014

O São João não é para todos, infelizmente

Tempo frio e chuvoso. A idade a não ajudar. Este ano não fiz o sacrifício de dormir pouco e acordar cedo. Vidas! Em anos anteriores foi assim: 

Apontamentos de São João 
O S. João é para a semana 

E cá vai a minha quadra:

Ò meu rico São João,
és o meu santo preferido,
para mal dos meus pecados,
divides o nome com o falecido!

Ainda sobre o jogo de domingo...

Não sabia quem era o treinador da selecção norte americana e quando o vi ali, em directo na televisão, o meu coração abanou: Jürgen Klinsmann! O meu jogador preferido nos tempos do FIFA International Soccer jogado na Sega Megadrive.
 
A minha equipa era a Alemanha e o meu irmão jogava com a Dinamarca. Às vezes fazíamos campeonatos, outras vezes escolhíamos o adversário. Nos dias maus e a precisarem de animação, escolhíamos defrontar o Qatar só pelo prazer da goleada. E eu nem gosto de futebol. Gosto do FCP.

Ao ver o jogo também senti saudades da dupla Jorge Costa e Fernando Couto.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Fiquei acordada até tarde para ver a selecção empatar

É domingo e o jogo é às 23h00. Que se foda. Amanhã lá havemos de conseguir acordar. Rumo a casa da Catatau para ver o jogo. Eu e Catatau de verde, Z. apresenta-se de preto: pelo sim, pelo não, venho já de luto! Mas lá sacou o cachecol luso.O marido da Catatau também não estava confiante, mas arranjou-me um cachecol. A prima da Z. cedeu às alergias. Não sabemos se seria do meu perfume ou do cachecol da Catatau. Não me descosi acerca dos bichos que tenho em casa. Tive medo ser expulsa.
Começa o desfile de jogadores: gosto do Nani, tem um ar simpático! Cinco minutos de jogo e o Nani marca. E os americanos sempre a ameaçar.Tentei fazer o mesmo com os outros jogadores portugueses na esperança do golo. Mas Deus percebeu que não era sincero e não ajudou. A Z. disse para não chamar Deus para estas coisas que "Ele tem mais o que fazer". "Mas o jogo é em sinal aberto, de certeza que está a ver!". A Catatau só gritava "Bô tem mel, chuta a bola para a frente!" e o marido dizia: estão todos lesionados, não temos selecção para um Mundial.

O Veloso estava lá para os lançamentos laterais e o Cristiano Ronaldo a precisar de acertar a mira. Cheira-me que exagerou na depilação das sobrancelhas e aquilo desalinhou. Mas o que me impressionou foi o gás com que os americanos subiam e desciam e os nossos, a-brigada-do-reumático-chamem-o-inem, ali a morrer:

- Foram para lá fazer turismo em vez de treinarem. E foram ao cabeleireiro! Estão todos com penteados diferentes!
- Se fosse comigo, punha-os a treinar a corrida com pesos nas pernas. Haviam de correr como flechas!
- Tipo Son Goku?
- Sim, isso. E ficavam a saltar para caralho!
- Bô tem mel, chuta a bola para a frente!

E tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia parte: os americanos marcam. Pronto. Estava tudo acabado. Já só desejávamos não perder por muitos. E, vai daí,vem o Varela e marca. Não nos iludamos, nunca fomos bons a matemática.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O problema de recuar é que às vezes não há volta a dar


- Lembras-te disto? Não me digas que não te lembras? Não conhecias?
- Não, não me lembro. Não, não conheço e estava muito bem na ignorância.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Descodifiquem-mos

- ... estas coisas estão em nós, são os nossos princípios e é preciso dar o passo em frente. Mas as pessoas não dão, estão acomodadas! Eu vejo pelos meus colegas!

- Pois, dar um passo em frente sozinho é complicado...

- Não é isso que eu estou a dizer, eu digo outras coisas... está a compreender?

- (Sendo assim... Não, não estou a compreender!) ah, pois...

- Vivemos numa realidade Peter Pan!

- (CUECAS E SOUTIEN!) ah, pois...

- Agora já está a compreender?

- (Não, não estou) Sim, sim, já estou a perceber onde quer chegar. Bem, tenho que ir embora. Até logo!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Coisas do arco da velha

It's my party and I'll cry if I want to...
Moram por cima de mim e têm a varanda recuada. Naquelas cabeças a via pública é de todos e, por isso, de ninguém. Logo, é legítimo sacudir e atirar o que não faz falta em casa. E o meu terraço, naquelas cabeças, é equiparado à via pública. Sacudir o tapete, sacos, mochilas e estender um edredão a pingar sobre o meu terraço não é nada de mais. Mas já é aborrecido quando o vento o faz cair e os meus cães o desfazem, criando, assim, um cenário de estância de ski com 30 graus à sombra. E, depois, a velha, que resolveu divulgar-me a falta de dentes frontais (agora que conheço o espaço entre o canino direito e o canino esquerdo, resolvi dar-lhe o nome de arco da velha), vai para a janela berrar com eles e comigo porque "vai ter que pagar, foi para o lixo e a minha filha tem dois cães em casa e não estragam nada". Calmamente disse-lhe que não me podia responsabilizar pelo que deixam cair no meu terraço e que os meus cães não foram a casa deles estragar nada. Podia ter-lhe dito que, se é para berrar comigo, devia ter colocado a placa que os desdentados fazem-me aflição. Resolvi relevar e espero que não volte a acontecer. Mas, a velha, continuava a gritar. Retirei-me. Sou uma lady com coração jabardo, é certo. Mas não entro em peixeiradas. Já passaram dois dias e estou a pensar bater-lhes à porta.

Em tempos, puseram uma costeleta a arrefecer no "taparuére" para levar no dia seguinte. A caixa caiu e a costeleta foi-se. Meti o recipiente na máquina e entreguei-o lavado.  Só não lhe paguei a costeleta porque os meus colegas disseram que bastava lavar a caixa. Também perdoei o terem-me manchado as almofadas das espreguiçadeiras com roupa colorida e "pingante".  Não o devia ter feito?

terça-feira, 17 de junho de 2014

Selfish?


As montras da Crise


A amiga Olga foi, ou melhor, é fotógrafa. Há coisas que nunca deixamos de ser mesmo quando já não o fazemos profissionalmente. Foi fotojornalista e as suas fotografias não são só e apenas bonitas. Uma imagem vale mais que mil palavras e todas as imagens trazem informação. Mas há umas que trazem mais que outras.

Captou imagens da baixa do Porto. Mas não foram as imagens dos postais. E, ao ver a sua exposição, consegui perceber o que tem passado por mim invisível: um sem número de lojas fechadas, entaipadas e cobertas de arte urbana que camuflam a história de vida de quem ali trabalhou anos a fio. O passado cada vez mais presente em pleno coração da cidade, o palco da movida portuense. E o mais triste é admirarmos o grafitado sem pensar nas pessoas arrancadas dali. Fiquei triste por saber que a Livraria Leitura na Rua de Ceuta fechou, mas a fotografia que não me sai da cabeça é a do recado manuscrito colocado na montra. Não consigo decifrar se é ironia ou gratidão: Agradeço a todos os meu clientes que estiveram comigo até ao fim.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Não me batam que eu uso óculos!

Pedido de amizade recebido, amiga da amiga que está lá fora. Não me parece grave e aceito com as devidas precauções: lista de restritos. Os dias passam e nem me lembro mais disso até ao salto da caixa do chat: Boa noite. Estranho a abordagem tipicamente masculina. Normalmente, quando não me conhecem pessoalmente, o assunto do contacto é logo despachado a seguir ao boa noite ou ao olá. Pelo sim pelo não, faço o que ainda não foi feito: "cuscar" o perfil! E o que encontro? Um mural pejado de declarações amorosas de um elemento feminino com cara de desafiar soco. Decido não devolver o boa noite. Mas eis que surge a justificação: enviei-te pedido de amizade porque acho que te conheço dos meus tempos de juventude... Confesso que os "tempos de juventude" soaram a alguém mais velho do que eu. No entanto, devolvi-me à terra: Vê-vê, estás com a mania que és boa e irresistível a homens e mulheres...Caralho... Orienta-te, mulher! Se calhar até a conheces. "Não me recordo, mas não é impossível" - respondo. Rapidamente aparece o "andei na escola x". Devolvo: Nunca andei nessa escola. E chega o "Ah ok :)". Para não parecer bruta, atiro também com um smile para finalizar a conversa. E a conversa não acaba: Vives no Porto? Resolvi não responder sem perguntar a outros se estaria a exagerar. Não quero ser desagradável, mas a verdade é que se fosse uma abordagem masculina a coisa estaria removida e bloqueada. Mesmo correndo o risco de estar a ser convencida. Não perderia tempo a pensar no que poderiam estar a pensar de mim do outro lado do chat. Mas o medo de estar a ser "homofóbica" faz-me adiar a questão. Deverei dizer-lhe que jogamos em equipas diferentes ou estou a exagerar? Mostro as mensagens e perfil a outros e há uma novidade com 8 horas de publicação: A X está numa relação com a Y. E digo: Olha, a história da minha vida! Sujeita a levar nas trombas sem ter interesse ou ter feito alguma coisa: não respondi. Mais vale prevenir do que remediar.

Este fim-de-semana, para mim, foi oficialmente aberta a época balnear


"Só faço praia no Algarve. Cá em cima a água é muito fria, há muito vento, a areia é grossa, tem rochas, tem espinhas, tem osso, tem côdea, etc." - posto isto, só tenho uma coisa a dizer: FRAQUINHOS!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

I went to Nos Primaverasound and all I got was this lousy picture of Pixies



A entrada era pela Circunvalação e o carro foi deixado na Avenida da Boavista entre o Horto e o Bela Cruz. Mas "não há stress que é um caminho que se faz bem" e o mesmo conselho é dado aos forasteiros:

- Desculpem, onde é a entrada para o Festival?
- É do outro lado do parque. Estão a ver aquelas luzes? É ali. Mas é melhor estacionarem por aqui porque já deve estar complicado para aqueles lados.

Deixamos o Castelo do Queijo para trás e começamos a travessia sem passeios da fronteira Porto/Matosinhos:

- Sai da estrada, chega-te mais para a berma!
- Ok, ok.

Mais dois ou três alertas e sai a pergunta cuja resposta entredentes foi afirmativa: "V., tens vertigens?" - Eu sei que é baixinho e, se caísse, seria na água ou na relva e não me magoaria por aí além. Mas eu tenho razões que a minha própria razão desconhece.

Já a preparar os bilhetes, passamos por um miúdo. Cabelo desgrenhado, óculos, alguma penugem na face, t-shirt e saco do Primavera a tiracolo. A mercedes encosta, dirige-se à carrinha e, no processo de entrada na viatura, atira-nos:

- Eu já volto outra vez, ok?
- Ai voltas? Ok!
- Está bem.
- Até já, então.

Ofendeu-nos de alguma forma? Tê-lo mandado para o caralho trazia-nos alguma dignidade? Alinhar na fantasia tirou-nos algum pedaço? Não, não e não. A dignidade está intacta e o miúdo, em princípio, marcou pontos... com o pai... que o foi buscar... para jantar... talvez?

Moral da estória: Nada de pânico. Nada de fanatismos. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Creepy

Estar descalça dá-me um certo ar de descompensada. Adoro.
Comove-me a confiança que têm em mim. Não é qualquer um que se pode gabar de lhe emprestarem um machado sem perguntas anexadas. Estou em crer que, se fosse preciso esconder um cadáver, arranjava ajuda sem dificuldade. Só precisava de arranjar o cadáver. Mas tinha que estar já morto. A possibilidade de ver sangue a jorrar sobre os meus lindos sapatos, aborrece-me. Adoro sapatos e a vaga de shoefies que por aí andou já me fez chorar and not in a good way.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Best love song EVER


Vidas!

Vai ser sempre assim, no momento em que estás a fechar os olhos confortavelmente no sofá, o telemóvel vai tocar e do outro lado estará alguém com algo para dizer. E esse algo será sempre alguma coisa que poderia ser dita amanhã. Mas nunca desligarás o telemóvel porque alguém poderá ter uma razão importante e imediata para falar contigo.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A nossa selecção

"Na bagagem de Hélio Loureiro está o que pode ser um início de um belo cozido à portuguesa. Faltam a carne de vaca e os legumes, mas já seguiram viagem para Campinas 20kg de chouriço de carne, 15kg de salpicão, 10kg de orelha de porco e 12kg de feijão encarnado."

Para que são os 10 kg de orelha de porco?! - Para ouvir melhor.

20kg de chouriço de carne?! - Para encher melhor.

15kg de salpicão?! - Para salpicar melhor.

12kg de feijão encarnado?! - Não comento.

O problema não é teu porque te chateias com isso?

Sei que é estúpido e não devia perder tempo com estas merdas. Mas, a verdade, é que me custa "não reconhecer alguém". Pensar que conheço alguém e, com o passar do tempo, não a reconhecer nas atitudes tomadas, deixa-me desnorteada. A minha primeira reacção é procurar o problema em mim. Depois, olhar para trás e tentar descodificar algum sinal de que esta alteração ia acontecer. E, por fim, arranjar motivos para esses comportamentos que possam justificar os laços que nos uniram em tempos. É fodido ter vergonha de terceiros, não é? Bem, se calhar, o problema até é meu. E mudar não é suposto ser mau. Mas, às vezes, vejam o caso da Miley Cyrus, as pessoas mudam e nem sempre é para melhor.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Analogias

Corria o ano de 1997 quando fui parar à Covilhã. Existia um centro comercial chamado Sporting. Assentei arraiais num prédio que ficava de frente para o restaurante Sporting. Na rua ficava também a "Casa dos Presuntos" que vendia queijos e cheirava mal para caralho. Como é que aguentei tantos anos? Tinha que acabar o curso, não é?

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Diferentes mas iguais

Tenho dois sobrinhos que são irmãos. Fazem lembrar a adivinha do vinho e do vinagre: somos dois irmãos unidos de diferentes condições… Um é intelectual a roçar a arrogância o outro é um metrosexual a roçar a azeiteirice. Costumo dizer que um é racional e o outro é mais emocional. Mas têm alguns pontos em comum. São os dois bastante curiosos, embora nem sempre se interessem pelo mais normal.

Há uns anos atrás, peguei neles e levei-os a um barbeiro para cortar o cabelo. Já os levei ao cabeleireiro, mas é complicado negar o pagamento de madeixas a um miúdo choroso. Adiante. Estavam os dois com uma cabeleira bastante farta e este facto trouxe à memória do senhor o serviço militar, onde também cortou o cabelo a militares: 


- Na tropa, a cortar o cabelo, era o cabelo a cair para um lado e as lágrimas a escorrer para o outro!
- Esteve na guerra? Sabe manejar armas?
- Esteve na guerra? Matou alguém?
 

Tive pena do homem.

A rush of blood

Casal de idosos rouba esmolas pela adrenalina

Eu, pela adrenalina, conduzo com o depósito na reserva. A H. diz que aguenta o chichi até à última.

Os meu amigos são do caralho!

Quem diz palavrões é mais honesto e de confiança

Tendo em conta o número de amigos que me envia ou identifica neste estudo, não sei se fique comovida ou envergonhada.

(Fico comovida e é por isso que gosto de vos ter como amigos)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Lovely



Também há coisas giras por aqui:La Blogothèque

Cristo anda cá baixo ver isto!

Dou umas voltas por aí, a maior parte das vezes remeto-me ao silêncio. Mas está a puta armada (o mesmo que armar barraco)! Se isto não fosse uma coisa virtual, pegavam-se todos ao estalo. Zeus-me livre. Call me old fashioned, mas se é para bater boca que seja ao vivo e a cores para a coisa se resolver mais rapidamente. Reconheço razões nos diferentes argumentos e o problema aqui é a palavra escrita. Ler e reler as argumentações e contra-argumentações origina múltiplos significados e ultrapassam-se limites.

No sábado, éramos para ir ao Serralves em Festa...

mas não fomos. O medo da confusão São Joanina sem martelos, a falta de conhecimento sobre os executantes da música alternativa e a perspectiva da dificuldade de estacionamento foram os motivos da desistência. No entanto, a M. veio de Bruxelas e tínhamos que a levar a algum lado: "vai-se à baixa, deve estar agradável. A confusão deve ser pouca por causa de Serralves."

Decisão tomada, só faltava pensar numa forma de lhe dizer que, para a baixa, ir antes da meia-noite é perder tempo e gastar muito dinheiro em parque de estacionamento. "Eles deitam-se muito cedo... já sei! Dizemos que a vamos buscar às 23h00, só aparecemos lá para 23h40 e fica resolvido. Mas vamos levar bronca... Olha, que se foda!"

Felizmente, a malta que está há tantos anos fora do rectângulo é fácil de contentar. Não levamos bronca e para isso só precisamos de a deixar beber café que "em Portugal, qualquer café de esquina tem um bom café". E, como veio do frio, o tempo estava agradável e, já se sabe, o bom tempo só por si ajuda a dispor e as bocas sobre a pontualidade portuguesa foram esquecidas.

Não estando a confusão do costume, muitos optaram pelo mesmo:

- Então? Por aqui?
- Não foste a Serralves?
- Estive para ir...
- Eu também, mas deve estar complicado para andar por lá!
- Foi o que nós pensamos e viemos para aqui...

Novidades trocadas, despedidas feitas e "gosto muito de ti": e eu também gosto de ti, miúdo. 

Alguns sítios do costume e outros novos depois, a M. acusa o cansaço de quem já costuma estar a dormir. E, mesmo à saída, fazem-me perguntas. Melhor amigo e companhia podem ficar orgulhosos, desta vez não fui desagradável. Mesmo não me estimulando por aí além, (confesso que o metro e noventa deixou-me tremida) ouvi o que ele tinha para me dizer e despedi-me cordialmente. O facto de não parar a minha marcha com uma agarradela de braço e não ter ar de quem tem menos 15 anos que eu, ajudou na disponibilidade para a conversa da treta. Mas, Z., ainda não entreguei o meu papelinho. A fase do se-vais-entrar-eu-estou-a-sair-fui continua. Conduzir com o depósito na reserva é para já a única aventura que me permito.

domingo, 1 de junho de 2014

I kinda like it...


Bad boys, bad boys, whatcha gonna do, whatcha gonna do? When they come for you?


Já o disse a quem de direito, mas não me levam a sério. Riem-se de mim. Vejamos a situação e digam se tenho ou não razão. 

Almoço em casa dos meus pais:

- (Braços e dedinhos indicadores espetados no ar, cantarolando e balançando a anca) A O. Já comprou os bilhetes, tenho que avisar a P.!
- Onde é que é o concerto?
- É no parque da cidade.
- Tonas ([Regionalismo]  o mesmo que otárias)... Foram comprar os bilhetes?! Eu sei entrar para ver os concertos à borla! E vais para lá dançar assim? Ainda te matam!

Esquecendo a falta de respeito de um sobrinho para com a sua tia, quer-me parecer que o miúdo vê o Cops na Fox Crime para efeitos de carreira e não de entretenimento.