quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Odeio o cheiro a sabão natural
O meu olfacto não é o melhor, já aqui tinha dito que não cheiro bem. Mas há dois cheiros que eu cheiro bastante bem. Longe ou perto, sinto aquela merda. Merda que é como quem diz, não aprecio estes aromas. Reconheço sem qualquer falha quem usa Tide para lavar a roupa. O meu nariz pode não identificar ou reconhecer mais nenhum cheiro, mas nunca falha quando surge o sabão natural. O que me leva a pensar que o meu olfacto é selectivo e selectivo para o mal.E a moça que ontem estava ao meu lado no ginásio, lava o equipamento com aroma de sabão natural. Desejei no meu íntimo que cheirasse a suor.
Tarefas domésticas: A teoria da conspiração
Caro leitor, sim, para variar o género, é consigo que estou a falar.
Encontrou a sua alma gémea, o tão desejado testo (ou tampa) para a sua
panela. Mas já começa a ficar desconfiado. Há determinadas coincidências
que teimam em acontecer sempre que se reúnem determinadas condições.
Sente-se vítima de um qualquer plano maquiavélico, não é verdade? Pois. É
natural.
É difícil encontrar algo que fique tão bem junto como tempo livre e a
soneca no sofá. Mas depois do voo em queda livre para o sofá e ao
primeiro toque das suas nádegas nas maravilhosas almofadas, há uma voz
que se levanta – Queridooooooooooooooo, as compras já estão arrumadas? –
Verdade seja dita, ninguém o mandou ir bater com os costados no sofá
sem verificar se estava tudo feito. O facto é que não basta ajudar. Como
morador da mesma habitação, a sua obrigação é trabalhar em prol da
salubridade da mesma. O que me parece menos bem é a sua cara metade
esperar que se instale confortavelmente para mandar o recado.
O seu clube está a jogar ou está a dar na TV a sua série preferida e
lá vem a voz – Amooooooooooooooooooooooooooor, falta arrumar a louça da
máquina! – Caramba, a louça não foge e, por isso, é preciso que alguém a
leve para o armário. Mas a louça também não tem sentimentos, tanto lhe
faz ser arrumada agora como mais tarde. Parece de propósito, não?
Aproxima-se um dia importante a nível profissional e, para tudo
correr bem, precisa da sua camisa da sorte ou, simplesmente, gostava
mesmo de vestir aquela t-shirt. Adivinhe? Ainda não foi lavada ou falta
passar a ferro. Aqui está mais uma coincidência do caraças. E o que fez
para merecer isto? Provavelmente fez uma das seguintes opções ou, se
calhar, até as fez todas. Não costuma apanhar a roupa do estendal
quanto mais pôr a máquina a lavar. Programas a dois só em casa e de
pantufas. Sacudir a toalha é o mesmo que mandar para o chão as migalhas.
A melhor altura para fazer a barba é depois de a casa de banho ter sido
meticulosamente limpa.
Quanto à teoria da conspiração está convencido ou precisa de mais
provas? Bem me parecia, passemos à retaliação. Isto vai dar trabalho, o
não fazer nada não é solução. Mas estamos cá para o apoiar.
Se não fazer nada não resolve o assunto, fazer rápido e mal também
não. Apenas piora a situação e terá direito a sermão e missa cantada. O
plano a adoptar é o devagar, devagarinho mas bem. Qualquer tarefa é
para fazer demoradamente, acaricie a placa vitrocerâmica como se fosse
um peluche, manuseie e rodopie a esfregona lentamente e quase de forma
erótica, não tenha pressa. Durante a realização de qualquer tarefa,
chame a cara metade de cinco em cinco minutos para confirmar se o que
está a fazer está a ser correctamente feito – Bebé, está bem assim? É
assim que queres? - Não se esqueça de a tratar carinhosamente para a
vencer pelo cansaço, levá-la a dizer a frase – Deixa estar que faço eu –
e não provocar uma explosão. Mas se explodir, assuma o papel de vítima –
Eu só quero agradar e ver-te feliz. Isso é crime, amor?
Se seguir à risca as nossas orientações, em princípio, está safo. Se o
plano não resultar, tem a satisfação de ver a sua casa arrumada e num
brinquinho.
Este deu para muito trabalho de campo e pesquisa. Tinha que o trazer para aqui.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Romance VS Prático
Pertence
ao grupo das que orgulhosamente gabam o romantismo da sua cara-metade?
Esfrega na cara das amigas a sua pretensão de superioridade com a frase
“o meu Manuel Joaquim só faz o que eu mando”? Pare, sente-se e reflicta:
é isso mesmo que quer? Um dependente infantilóide para toda a vida até
que a morte os separe? Se a sua resposta é sim, a leitura acaba por
aqui. Se este tema gera dúvidas ou a resposta é negativa, acompanhe-nos
por mais umas linhas.
Claro que não estamos aqui a defender a submissão e a aceitação do
machismo. Saber mandar tem o que se lhe diga e escusado será dizer que
não é preciso andar a anunciá-lo. Até porque o espalhar da boa nova,
vejam o que aconteceu a Jesus Cristo, pode trazer consequências
nefastas, ou seja, a perda da autoridade ou até mesmo a perda do agente
mandado – o marido ou namorado.
Para que tudo corra em harmonia é preciso incutir ao agente mandado
responsabilidade e poder decisório. Se houve tempos que gostava que a
acompanhasse e esperasse por si para fazer qualquer coisa. Convenhamos
que, hoje em dia, dá jeito coabitar com um ser minimamente independente
que saiba ir ao supermercado sozinho, elaborar uma lista de compras por
ele mesmo e saber aferir em sede própria a frescura e viçosidade dos
alimentos em apreciação. Esta dependência pode originar telefonemas
controversos, basta recordar a ligação da fruta ao mundo do futebol, ou
até mesmo culminar numa viagem a dois ao hipermercado mais próximo e à
passagem obrigatória pelos acessórios auto e pela secção de informática.
E como atingimos este nível de independência? – Perguntam vocês.
Passo a Passo e com calma, respondo-vos eu. Numa ida às compras,
peça-lhe para ficar na fila da charcutaria enquanto recolhe outros
produtos. Deixe passar alguns dias e sugira-lhe que vá sozinho comprar o
ingrediente que falta para acompanhar o prato preferido dele. Mais uns
dias e deixe-lhe uma pequena lista de compras e vá, ao longo do tempo,
aumentado esta lista até ser seguro deixar a lista de compras de parte e
o agente mandado ser capaz de sozinho conceber e adquirir a sua própria
lista de compras.
Nota: A duração da desabituação da dependência depende do grau da mesma no agente mandado. Fiz-me entender? Espero ter sido útil.
Mais uma republicação do blogue antigo.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Equívocos e boatos
E, a propósito disto, lembrei-me do que aconteceu na rua dos meus pais. Há uns tempos atrás. correu o boato de que uma certa e determinada senhora tinha morrido. Toda a vizinhança afiançava a veracidade da certidão de óbito. Havia até testemunhas do acidente que teria provocado o falecimento da velha. Até que um dia, a velha reaparece a passear as suas duas cadelas, ou seja, a morta estava afinal viva. E, desde esse dia, a senhora ficou a ser conhecida pela morta-viva.
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A fertilidade alheia
A evolução natural de um relacionamento não tem necessariamente que passar pela procriação. Aliás, a maior prova de inteligência está em ultrapassar esse desejo de prolongar a linha do ADN no tempo e no espaço, está em admitir racionalmente a incapacidade de ser pai antes de o ser.
A minha intenção não é ofender ninguém. Apenas penso que cada um deve
optar em consciência. Devemos ser felizes com as escolhas que fazemos e
ninguém tem o direito de nos apontar o dedo por isso. Ter filhos não
deve ser uma obrigação, mas sim um desejo. Afinal de contas não são eles
que pedem para nascer e quando se quer que eles nasçam, há que ter
disponibilidade para eles. Eles merecem-no, merecem ser amados e
preparados para o futuro. Não são um projecto que se pode abandonar se
correr mal. Não é um serviço que outros possam terminar se não formos
capazes de o levar até ao fim.
Mas o problema nem está em perguntar pelos filhos a quem não os tem
por opção que, com melhores ou piores argumentos, já têm a resposta
pronta e estudada. No entanto, fazer essa pergunta a alguém que ano após
ano, tratamento após tratamento continua com a esperança de os ter, é
simplesmente uma crueldade de todo o tamanho. Quem pergunta não sabe,
mas também não tem de saber. Isso só diz respeito a duas pessoas.
Bastava não perguntar.
Ter filhos, infelizmente, não nos faz melhores pessoas e o que não
falta são exemplos disso. Não devemos recriminar ninguém por não os
querer ter como também não devemos ter pena de quem os tem. Cada um é
para o que nasce, às vezes quer-se mudar e a natureza não é colaborante.
E agora, the last but not the least, uma nota bem pessoal:
os cães não são substitutos dos filhos, como os filhos não são
substitutos dos cães. Parem de fazer analogias e acusações. Tratem de
acompanhar os vossos filhos em vez de dar palpites sobre a fertilidade
dos outros.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Espelho, espelho meu
As
pessoas fazem as perguntas e depois não gostam das respostas. E não gostam das
respostas porquê? Porque para o próprio a pergunta é séria e não devia induzir a
piada em terceiros. Mas o que lhes passará pela cabeça
para colocar dúvidas existenciais no Facebook? Estarão mesmo convencidos que o
Facebook lhes dará respostas a todas as dúvidas? O Facebook é uma rede social e
não psicólogo. O Facebook nem sequer é vidente. O Facebook não é o Oráculo de Bellini. Mas tem piada, lá isso tem.
Estar offline é o contrário de estar online
Um estudo
identificou três comportamentos que levam ao bloqueio e há desamigação
no Facebook. Fomos mais longe, saímos da rede social e encontramos três comportamentos
que funcionam bem no mundo online, mas que são desastrosos quando
transportados para o mundo offline.
Gosta de estar sempre ligado e os seus amigos acusam-no de não fazer
mais nada na vida a não ser partilhar e gostar, ou seja, para eles estar
ligado não só torna aborrecido o acto de socializar consigo, como
também é sinónimo de não trabalhar. Muitas vezes esta percepção advém do
seu comportamento real e não da sua actividade virtual. Alguém que
passa muito tempo no Facebook, tem de ser cuidadoso para não transferir
essas atitudes do online para o lado offline da vida.
Gosto disto
Se no Facebook o ‘gosto disto’ é apoiar um amigo, é gostar da
partilha alheia, é concordar sem ter mais o que acrescentar. No mundo
real já não é bem assim. Dizer ‘gosto disto’ e repeti-lo vezes sem conta
é, simplesmente, ridículo. Não só desvaloriza o ‘gostar’ como também o
denuncia como um FaceBook Aholic.
OMG! WTF? LOL
Ora cá está mais um comportamento denunciante e capaz de tirar a
paciência a um santo. Sim, já sabemos que na caixa dos comentários e
actualizações de estado não cabe tudo-o-que-nos-vai-no-coração ou, às
vezes, só queremos ser mais rápidos e, não havendo outro remédio,
recorremos às siglas. Mas, por favor, guarde o W, o T e o F para o
Facebook. Na vida real, a ter que dizer alguma coisa, use a tradicional
caralhada.
Comentar ou não comentar? Eis a questão
Este é o último, mas não o menos importante. Vemos a publicação e
segue o comentário concordante ou discordante. Ou nem uma coisa, nem
outra. Comenta-se para avacalhar e para dar o toque de humor à
publicação amiga. Já deve ter percebido onde queremos chegar, não? O
Facebook dá-nos a capa protectora da tolerância que a vida offline não
nos pode dar. Basicamente, dói mais ser esmurrado do que ser ignorado ou
bloqueado na rede social.
Nota: No blogue anterior escrevi muito sobre o uso e abuso do Facebook. Mas, lá está, era um blogue de lifestyle descoordenado.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Sensiblidade e bom senso
Quase
diariamente, e nas mais diversas publicações, é possível encontrar
artigos-guia sobre comportamentos que se devem ou não adoptar no
Facebook. Se no início achava piada, agora já não acho tanto.
Irritam-me, na maior parte deles o utilizador desta rede social é
retratado como um anormal ou um mentecapto.
Um dos artigos versava sobre boas maneiras no Facebook e, a
determinada altura, o conselho era: Não termine uma relação pelo
Facebook. – Como?! Têm a certeza que há quem faça isso? Não me parece.
Era suposto ter piada? Se calhar, era. Mas já não há pachorra e memória
para tanto conselho facebookiano.
Um outra dica impagável, não me lembro textualmente da frase, mas era mais ou menos isto: se mentir para se safar de algum evento, não publique fotografias de si no local onde realmente esteve. – Eu quero acreditar que as pessoas não mentem e que podem recusar convites. Se mentirem, acredito que não falhem numa coisa tão básica.
Mais uma achega sobre o assunto com o propósito de o orientar: Não publique fotografias de si com um copo na mão ou bebidas alcoólicas. – Acha mesmo que os seus amigos vão pensar que é um bêbado só por partilhar uma fotografia de um brinde? Por amor de Deus, se respondeu sim, desamigue-se dessa gente.
Aprender com os erros
Sim, já houve bronca por terem sido divulgadas informações e sim, também deram estrilho algumas discussões e opiniões publicadas. Sim, rede social e privacidade não são sinónimos e sim, há malta que revela demais. Mas também há sensibilidade e bom senso por parte dos utilizadores. E o Facebook tem também evoluído e adaptado-se às exigências da ‘privacidade relativa’. É possível dividir e partilhar com alguns e deixar de fora os indesejáveis, mesmo que estes façam parte das nossas listas. Esta opção veio corrigir alguns dos nossos erros, nomeadamente, convites de amizade aceites por acreditarmos piamente não haver forma possível e cordial de os recusar.
Os invasores de murais e os identificadores de fotografias têm também solução, basta não permitir que publiquem no nosso mural e bloquear as aplicações invasivas. Desta forma, não será preciso apagar as publicações alheias. O ideal é não fazer aos outros o que não queremos que façam a nós. Mas, se necessário, apaga-se que ninguém dá conta disso e o mesmo se aplica aos comentários foleiros.
Conclusão, olhando para trás e revendo alguns dos erros cometidos, será mesmo necessário escrever alertas e directivas sobre este assunto? É para ter piada? Já teve, agora, sinceramente, parece-me que a fonte esgotou.
Nota: Vou resgatando-os do blogue anterior, tenho pena de os deixar lá. Este é de Novembro de 2011, ainda será válido?
Sim, já houve bronca por terem sido divulgadas informações e sim, também deram estrilho algumas discussões e opiniões publicadas. Sim, rede social e privacidade não são sinónimos e sim, há malta que revela demais. Mas também há sensibilidade e bom senso por parte dos utilizadores. E o Facebook tem também evoluído e adaptado-se às exigências da ‘privacidade relativa’. É possível dividir e partilhar com alguns e deixar de fora os indesejáveis, mesmo que estes façam parte das nossas listas. Esta opção veio corrigir alguns dos nossos erros, nomeadamente, convites de amizade aceites por acreditarmos piamente não haver forma possível e cordial de os recusar.
Os invasores de murais e os identificadores de fotografias têm também solução, basta não permitir que publiquem no nosso mural e bloquear as aplicações invasivas. Desta forma, não será preciso apagar as publicações alheias. O ideal é não fazer aos outros o que não queremos que façam a nós. Mas, se necessário, apaga-se que ninguém dá conta disso e o mesmo se aplica aos comentários foleiros.
Conclusão, olhando para trás e revendo alguns dos erros cometidos, será mesmo necessário escrever alertas e directivas sobre este assunto? É para ter piada? Já teve, agora, sinceramente, parece-me que a fonte esgotou.
Nota: Vou resgatando-os do blogue anterior, tenho pena de os deixar lá. Este é de Novembro de 2011, ainda será válido?
E depois do adeus
Podem não faltar razões e motivos para terminar um relacionamento. Mas, sinceramente, não me parece que se possa identificar vencedores e vencidos. O tal amor
pelo outro pode ter acabado, mas para além disso há um vínculo de
confiança e segurança que é quebrado. E isto é válido para ambos os
lados.É difícil não nos sentirmos uma merda.
Se de um lado há quem espere por um telefonema, do outro está alguém que equaciona telefonar.
As coisas até podiam estar muito más, mas eram nossas. Podemos ter a
certeza de que ficamos melhores sozinhos e que cada um de nós merece ter
ao seu lado alguém cujo sentimento seja recíproco. Mas a segurança e o
conforto de alguém que já conhecemos, é tentador. Contudo, é necessário,
para o bem de todos, resistir a essa tentação porque repetir o fim será
ainda mais doloroso. Eu sei que há excepções e que há quem volte a ser
feliz ao lado do ex. Não conheço é muitos casos.
Terminar uma relação não é fácil. Deixar para trás alguém com quem
convivemos anos e, em algumas situações, até desejamos que sejam felizes
pois sabemos que são pessoas excepcionais. O único problema é não
existir ou ter acabado a razão que nos juntou. E é por isso que se
recorre aos clássicos não-és-tu-sou-eu, preciso-de-espaço ou
podemos-continuar-a-ser-amigos. Estas são as formas mais fáceis de sair
de uma relação e que geram menos perguntas. Dão a impressão que se trata
de uma situação passageira.
Se é difícil terminar, voltar a encontrar a pessoa que já nos viu nus
e com quem partilhamos segredos, sonhos e medos também não é fácil. E
mesmo não querendo fazer parte da vida dessa pessoa, queremos estar no
nosso melhor, demonstrar que estamos bem, sentir que significamos alguma
coisa e que houve uma altura em que fomos especiais. Sentir que por
mais anos que passem essa relação deixou a sua marca e que não seremos
apenas um comum mortal. Mas a verdade é que não podemos exigir o que não
estamos dispostos a oferecer.
Nota: Este é dos sérios, não é que tenha muitos. Mas vou começar também a trazer estes de lá. O outro blogue era um blogue colectivo. Foi uma experiência incrível.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Almoço de curso
Lá para Setembro voltamos a reunir. Já começamos a ser menos, apesar da prole de alguns. De jantares de curso, passamos a almoços e, para além de uma vegetariana, temos agora uma mulher estátua macrobiótica. Vai ser bonito.
Homens de fugir
Há
por aí muita revista feminina que lhe diz quais os tipos de mulher que
afugentam os homens. Não se preocupe, não vamos tentar mudar ninguém.
Vamos tentar ser úteis e, como o outro lado já está servido, revelar-lhe
o tipo de homens dos quais deve fugir.
O deslumbrado
Neste tipo de homem, como o nome indica, não há nada que não lhe
desperte o interesse e que não o deixe de boca aberta. Tal como se
deslumbrou consigo, não passará muito tempo sem encontrar outro foco de
deslumbre, ou seja, outra moça. Não é que não seja possível uma relação,
mas dará um bocado de trabalho e a leitora terá, com toda a certeza,
melhores coisas para fazer do que andar a controlar um deslumbrado.
O saudosista
Com este nem vale a pena perder tempo, o fantasma da anterior
namorada nunca a vai deixar em paz. Mais uma vez, a leitora, terá, com
toda a certeza, coisas melhores para fazer do que aturar estas merdas.
O menino da mamã
A mãezinha é a heroína da vida dele. A mãezinha sabe tudo. A mãezinha
sabe dobrar cuecas e meias na perfeição. Não há comida como a comida da
mãezinha. A mãezinha é a supra-sumo de todo o universo feminino e mais
além! Se procura quem a acompanhe e não um dependente infantilóide, siga
em frente e entregue-o na casa da mamã.
O tunning
Estará sempre em segundo plano em relação ao automóvel. Porque o
carro dele não é simplesmente o carro, é ‘O seu carro’. Deverá estar
sempre limpo e magnificamente adornado nem que isso lhe custe todo o
tempo livre e dinheiro. Normalmente, o tunning, tem tendência para
também exagerar no acessório pessoal. Acha que vale a pena? Não, há
coisas melhores para fazer do que adorar um carro.
O desorientado
Este desgraçado esquece-se de tudo. Perde tudo. Engana-se com
frequência. Quer poupar nos nervos e nos desgostos? Deixe-o ficar onde o
encontrou. Por muito que lhe custe, não tenha pena dele. Tenha pena de
si e não olhe para trás.
Mais um texto resgatado, a continuar assim, vou trazê-los todos!
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Quem me dera...
... ir com um sorriso nos lábios ao ginásio. Vou por obrigação, sacrifício imposto por mim. 'Cristo, porque me sujeito a isto?' é a pergunta mais verbalizada por mim durante uma hora e meia de treino. Há dias melhores e há dias piores. Ontem apetecia-me desenhar pirocas nas frases inspiradoras das paredes do ginásio.
Nerd Alert
Seja neles ou seja nelas, os óculos à nerd não faltam por aí. E não é
isso que me choca, há pessoas que ficam muito bem assim. Só não gosto
tanto quando os óculos são maiores que a cara que os usa e há quem os use sem precisar deles. Mas não é
disso que eu vou falar.
Se há alguns anos atrás, usar este tipo de óculos era apresentarmos-nos
ao mundo como totós sábios e intelectuais. Hoje em dia qualquer cão ou
gato pode aspirar a ter um exemplar sem ser alvo da chacota alheia. Ou
seja, o nosso cérebro está formatado para reconhecer o utilizador deste
tipo de armação como um cromo intelectualmente superior, mas, como
facilmente se comprova, nem sempre este conceito corresponde à
realidade. E se isto não é publicidade enganosa, é o quê?
Infelizmente, não há defesa do consumidor que nos assista. Apenas
podemos agir com precaução para não sermos enganados e, por
consequência, comermos gato por lebre. Numa saída à noite, se encontrar
alguém que ostente este tipo de óculos, antes de iniciar qualquer tipo
abordagem: pare, escute e olhe! As frases ‘o assombro dos teus catetos
dá-me cá uma hipotenusa’ ou ‘parece-me que o meu corpo já ultrapassou os
60% de água, está tudo a transbordar’ podem não funcionar. Avalie o
objecto da abordagem, confirme se vale a pena e, para ser melhor
entendido ou entendida nos seu propósitos, talvez tenha que usar uma
frase mais básica.
Boa sorte!
Num próximo artigo abordaremos a tendência retrosexual e a influência Mad Man
que une os óculos à nerd ao cabelinho à foda-se. Este penteado
caracteriza-se por cabelo lambidinho com risca ao lado bem demarcada,
dando ao seu utilizador um ar de betinho totó.
Nota: Mais um do antigo blogue. Continua actual. Nunca chegamos a escrever sobre a tendência retrosexual e a influência Mad Man. Eu uso óculos, ligeiramente totós, porque preciso deles!
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Reanimar olhares
Tantos relatos de férias e eu, este ano, não fui lá fora e nem fui para fora cá dentro. Poupanças obrigatórias e compromissos castradores foram os nossos carrascos. Nos intervalos, aproveitamos a cidade, a praia urbana e, venha o que vier e haja o que houver, nunca nos tirarão o bronze do Verão! Sinceramente, não sei se tenho pena de não ter saído ou se tenho saudades de chegar e apreciar a cidade com olhares renovados e baterias carregadas. Temos tendência para valorizar o que perdemos, mesmo que a perda seja apenas temporária.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Para além da linha do horizonte
O meu homem anda chocado. Percebi logo pelo semblante pesado do rapaz
que ali havia preocupação e tristeza:
- Andam p'raí calções tão curtos. São muito curtos, fica demasiada coisa de fora. Fica tanta coisa à mostra que nem é bonito.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Cenas que não lembram ao diabo
- Já viste isto no JN, "Homem enfiou garfo de 10 centímetros no pénis"?
- Ai foda-se, 'coméquié' possível?!
- Teve sorte, não lhe aconteceu nada. Saiu intacto desta.
- Saiu intacto, mas quem é que vai querer usar esse garfo agora?
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
O carteiro bate sempre duas vezes
No final de Julho recebi uma carta estranha. A estranheza vinha desde logo no envelope. Um envelope janela sem remetente e o meu nome mal escrito no destinatário. Abri, li e fervi por completo. Uma tentativa de burla tão tacanha que me enfureceu. A carta saiu de Lisboa, segundo o registo dos CTT no envelope, e a sorte de quem a enviou é a de não haver na tal missiva uma morada portuguesa. A minha vontade era pegar no carro e espancar tamanho artista. Fiquei-me pela ida à esquadra mais próxima. E, agora, decidi publicar aqui.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Mas porquê?
Há várias coisas que me irritam. Uma que me irrita mesmo é cruzar-me com alguém a mijar na rua. Normalmente são homens e não se escondem. Para eles, o estar virado para a parede deve ser disfarce suficiente: Nunca ninguém vai achar que estou a mijar, estou apenas virado para a parede e até já vi na televisão vários homens em peregrinação para se virarem para um muro e ninguém se zanga ou diz que estão a mijar. Até há um certo respeito por eles.
Valha-nos Zeus!
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Teoria da conspiração
O miolo de camarão é congelado em esticadores. Esta é a única explicação que encontro para o encolhimento abismal do miolo de camarão depois de cozinhado.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Foice em seara alheia
Por norma, nunca vejo a TVI. Não vejo a ficção, não vejo a informação. E,
às vezes, arrependo-me de não ver a Judite. A verdade é que,
normalmente, esqueço o assunto. No entanto, devido à celeuma causada, e,
como não vi o directo, fui à procura do diferido.
Não consegui ver tudo. Logo aos primeiros minutos consegui perceber que não ia ser feita uma
entrevista, ia sair um discurso moralista e pejado de juízos de valor.
Podia falar sobre o convidado e questionar a escolha editorial. Ou até falar sobre o jornalismo, princípios éticos e deontologia, mas seria uma seca. Vou
ficar-me pela Judite.
Sim, o rapaz é um estroina e, sem saber ler nem
escrever, tem dinheiro como merda. Dinheiro que é dele, ou dos pais
dele, logo pedir satisfações de como o gasta não faz sentido. Só faltava
agarrar no moço e dar-lhe umas palmadas por andar a derreter a nota. Bastava conduzir a entrevista e abster-se de fazer juízos de
valor que apenas fariam sentido se este Lorenzo fosse político
nacional e os seus gastos fossem suportados pelo erário público.
Sinceramente, desde que vi e ouvi a Judite a comentar o casamento da
Charlene e Alberto do Mónaco em 2011, deu para perceber que iria ser
sempre a descer e, por isso, também não foi surpresa nenhuma quando me contaram
que ela perguntou "A quem é que você sai tão bonito?" ao Reynaldo
Gianecchini. Porque me haveria agora de surpreender com o Lorenzo Carvalho?
Judite, Judite, andas a meter a foice em Seara alheia!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Ah pois é, bebé!
A silly season é a época ideal para pensarmos em questões realmente importantes e, durante estas férias, cheguei à conclusão que até para fazer nada é preciso dinheiro.
Está tudo a aumentar, o preço do petróleo e o desemprego são os aumentos mais notórios. A única coisa que se vai realmente mantendo é a dita da crise, situação que em nada ajuda os momentos de lazer. Vejamos:
Para ir à praia local é preciso ter dinheiro. Se tiver o azar de lhe apetecer um gelado, desembolsa 70 cêntimos no mínimo. Ao apetecer um mais caro, atrasa-se a tomada do gelado e assim sempre dá para saltar o jantar. Se decidir ficar em casa a ver televisão é suposto ter pago a conta da electricidade e com TV cabo a factura é maior.
Até para descarregar o autoclismo é preciso dinheiro porque isso pressupõe que pagámos a conta da água. Já nem se pode cagar de graça… ao que nós, humanidade, chegamos. Para fazer a micção ou defecar é preciso pagar! Ainda dentro da temática da casa de banho e a pensar em jacuzzi e spa, esqueça a substituição à borla por dar peidos na banheira, porque isso pressupõe que pagou as contas da electricidade, água e gás. Nem os peidos são grátis, é preciso comer e passa-se a pressupor que pagou os alimentos, a água, a electricidade e o gás.
Eu não queria recuar tanto no ciclo, mas aconteceu. É fodido e é triste ser pobre.
Mais um adaptado do blogue anterior. Um destes dias, saco de lá umas receitas para vos provar que também sou uma moça prendada.
Está tudo a aumentar, o preço do petróleo e o desemprego são os aumentos mais notórios. A única coisa que se vai realmente mantendo é a dita da crise, situação que em nada ajuda os momentos de lazer. Vejamos:
Para ir à praia local é preciso ter dinheiro. Se tiver o azar de lhe apetecer um gelado, desembolsa 70 cêntimos no mínimo. Ao apetecer um mais caro, atrasa-se a tomada do gelado e assim sempre dá para saltar o jantar. Se decidir ficar em casa a ver televisão é suposto ter pago a conta da electricidade e com TV cabo a factura é maior.
Até para descarregar o autoclismo é preciso dinheiro porque isso pressupõe que pagámos a conta da água. Já nem se pode cagar de graça… ao que nós, humanidade, chegamos. Para fazer a micção ou defecar é preciso pagar! Ainda dentro da temática da casa de banho e a pensar em jacuzzi e spa, esqueça a substituição à borla por dar peidos na banheira, porque isso pressupõe que pagou as contas da electricidade, água e gás. Nem os peidos são grátis, é preciso comer e passa-se a pressupor que pagou os alimentos, a água, a electricidade e o gás.
Eu não queria recuar tanto no ciclo, mas aconteceu. É fodido e é triste ser pobre.
Mais um adaptado do blogue anterior. Um destes dias, saco de lá umas receitas para vos provar que também sou uma moça prendada.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
O Facebook rejuvenesce?
Anda
muita gente de férias e parece que os únicos que ficaram são os
partilhadores compulsivos destas coisas. Ou está toda a gente a ficar
assim, não sei. Será possível o Facebook rejuvenescer de tal maneira o
raciocínio de um adulto e levá-lo ao nível da adolescência?
O Facebook é um mundo de fenómenos inexplicáveis. O que se passa na cabeça de mulheres já feitas para partilharem imagens com indirectas ao sexo masculino? Telefonar era mais prático, atingiam o alvo que pretendiam em vez de foder a cabeça a toda a gente com imagens de gajas boas pensativas ou gatinhos fofos a dizer que "Quem gosta, cuida!". É que, ainda por cima, as gajas boas não pensam nestas merdas e os gatinhos fofos não falam, caralho!
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
A sustentável leveza da merda
A cena aconteceu na caixa do hipermercado. Sapatilhas da Nike e telemóvel última geração para desabafar as contas do Rendimento Mínimo com a amiga:
- Só recebes duzentos e tal?! Eu recebo 350. Meti o "coisinho" e o menino, só não vou meter a minha filha porque o pai dela dá-me 150 euros por mês e posso perder a parte dela. Não sei se sou obrigada a meter, tenho que falar com a doutora, mas faço de conta que ela está com o pai. Olha, sabes o que me aconteceu?! Apareceu o "pica" no autocarro, não comprei bilhete para a menina e o filha da puta pôs-me fora do autocarro! Nunca comprei o passe para ela e, quando morava aqui, nunca apareciam os picas agora estão sempre a aparecer. Deixei a miúda na minha mãe. No metro?! No metro apanhei para aí umas 10 multas, mas nunca chegaram a casa. Dei sempre mal a morada!
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Se calhar estou mesmo a precisar de vitaminas
Trabalho com pessoas que ainda vão tendo horta para cultivar. E, por força disso, de vez em quando oferecem-me os produtos hortifrutícolas da época. O que é óptimo. Mas, lá está, são hortas e não plantações e a quantidade que me oferecem nem é muita nem pouca, é suficiente. A última oferta deste género foi um pepino. Como era apenas um pepino, não precisei de um saco extra. Espetei com o pepino na minha carteira. Ora, acontece que, nunca mais me lembrei do dito cujo. A minha cabeça não dá para tudo e andei com ele para trás e para a frente durante três dias. Não se preocupem com o pepino, não sofreu dano nenhum. Ao fim dos três dias foi são e salvo para a gaveta do frigorífico. O que me fez dar graças a Zeus não foi a resistência do pepino. Num desses dias fui parada numa Operação STOP - situação que me deixa sempre nervosa e alheia às palavras calmas dos agentes - foram-me pedidos os documentos, os pneus foram verificados e soprei ao balão. Era bonito se, durante a busca dos documentos na carteira, o pepino desse um ar da sua graça e, à conta disso, perguntarem-me se aquilo era um pepino ou se eu estava contente por os ver.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
O flagelo da braguilha aberta
Ultimamente tenho reparado que há muita malta a
esquecer-se de apertar o fecho das calças e - das duas, uma - ou sou eu que
olho para onde não devo ou o pessoal anda desorientado.
Claro que o facto de andar muita gente de calças
aumenta a probabilidade do azar acontecer. Mas, pelo que pude constatar por
experiência própria, este flagelo deve-se principalmente a pequenas distracções
durante as idas à casa debanho – tocar o telefone ou campainha, estar com
pressa, alguém a gritar aflito para usar a casa de banho, etc. Ou seja, quando
utilizamos a casa de banho, coisa que já fazemos há muitos anos, agimos em
piloto automático. Basta acontecer uma variável para inverter a ordem dos
gestos e a braguilha ficar escancaradamente esquecida.
É uma vergonha ser apanhado com a braguilha aberta,
mas também não é fácil para quem assiste ao espectáculo. Avisar pessoas com as
quais temos pouca ou nenhuma confiança é complicado. Por mais que se inventem
expressões para dar o toque discretamente, estas acabam por ser conhecidas por
todos e lá se vai a discrição.
Para resolver este problema, proponho-vos uma
mnemónica a utilizar nas idas à casa de banho e assim diminuir a incidência da
braguilha aberta no espaço público:
P – Puxar as
calças
A – Apertar as calças
R – Rever o botão
V – Verificar o fecho
O – Ok, posso sair em segurança
A – Apertar as calças
R – Rever o botão
V – Verificar o fecho
O – Ok, posso sair em segurança
Nota: Quanto às
calças que sofram de braguilha aberta crónica, o melhor é desfazer-se delas.
Está perante um caso de Wardrobe Malfunction e não há nada a fazer.
Mais um texto repescado do anterior blogue.
Crónicas do Ginásio
Alteraram-me o plano de treinos. Os calções, que ontem envergava, mostraram ser demasiado curtos para executar as três posições da prensa.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Toma um comprimido que isso passa
Normalmente, quando me fio na memória visual, fodo-me. A veterinária mandou-me comprar vitaminas para a cadela. Comprei a primeira embalagem e achei que, na compra da segunda, não precisava de apontar o nome em lado nenhum. Decorei a embalagem logo à primeira vista. Com aquele verde reluzente? Era canja, não havia como enganar e, imbuída do espírito de campeão, comprei a segunda embalagem. Só dei conta do erro porque o formato do comprimido era diferente. O comprimido da primeira embalagem era semelhante a uma pintarola castanha e o segundo parecia um foguetão. E se melhor o pensei, melhor o disse: Foda-se, já me fodi outra vez!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Ora cá vai
Vou criar uma mensagem só para não deixar passar este dia em branco. Pronto, já está. Boa tarde e obrigada.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
É sexta-feira, felizmente
Tivemos a pobrezinha da Comporta, a localização do gabinete do vice-primeiro-ministro, o álcool que dá força para trabalhar, o Relvas olímpico, o Presidente que quer homenagear o Tony Carreira e a Bobone a querer valorizar-se até rebentar de valor. E, no meio destas todas, não é a da Bobone que choca ou que causa espanto.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
So help me God
Padeço de um problema que por vezes tem a sua piada, mas também já me foi inconveniente. O Pensamento paralelo atinge-me quando menos espero. E um dia vai tramar-me mesmo à séria. A partir de uma palavra ou objecto, o meu pensamento voa, deixa de estar onde está e foge-me a concentração do sítio ou situação onde devia estar concentrada. Se fosse possível de visualizar esta fuga, seria como nos desenhos animados, uma espécie de experiência fora do corpo. O bonequinho em vias de morrer, o seu corpo e uma fumaça semelhante a sair-lhe e ele, o bonequinho, a agarrar desesperadamente essa fumaça. A mim acontece-me o mesmo, mas a nível do raciocínio. Tenho conseguido safar-me sem consequências de maior. No entanto, um esforço hercúleo foi necessário para não fazer piadas sobre a água Penacova que distribuíram no velório.
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