quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Estimo que te fodas
Estou a evitar o teclado. Não quero juntar algumas letras. Não quero formar palavras das quais me possa arrepender. Mas custa muito ser "cavalheira" quando essa função não devia ser minha.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Cenas da vida
Entrei na parafarmácia, apenas um cliente à minha frente e em início de atendimento:
- Faz favor?
- Um embalagem de Kompensan.
- Normal ou o Kompensan-S?
- Qual é a diferença?
- O Kompensan-S é para a azia, mas também serve para reduzir a acumulação de gazes.
- Pode ser então esse.
Aposto que o senhor se arrependeu de não ter olhado para trás antes.
- Faz favor?
- Um embalagem de Kompensan.
- Normal ou o Kompensan-S?
- Qual é a diferença?
- O Kompensan-S é para a azia, mas também serve para reduzir a acumulação de gazes.
- Pode ser então esse.
Aposto que o senhor se arrependeu de não ter olhado para trás antes.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Coisas que não se conseguem explicar
Eu sei que o assunto não é novo. Mas não consigo deixar de pensar e preciso de o verbalizar (textualizar?). Este senhor tem duas senhoras. E, ao que parece, qualquer uma das duas senhoras quer continuar a tê-lo. Se eu passasse por este senhor na rua, não olhava para ele duas vezes. Seguia o meu caminho, mesmo que esse caminho fosse para o matadouro. E, parece-me que o meu estado de espírito serve de prova para o inexplicável fenómeno, estou carente para caralho!
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Ano novo, vida nova - ainda estamos em Janeiro, a frase está dentro do prazo
A frase que tenho repetido a mim mesma até à exaustão é: nunca é tarde para voltar a tentar e (re)começar. Mas não tenho conseguido convencer-me.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Universo, porque me odeias?
O vidro elétrico do lado do condutor avariou. Não sobe nem desce. Felizmente, tenho Via Verde. E, pensava eu, estava tudo bem e sem stress algum. Mas na segunda-feira deparei-me com a triste realidade: é preciso activar a entrada do parque com o cartão! Encostei o carro demasiado e não consegui abrir a porta, foi bonito ter uma fila atrás de mim a observar a minha saída do carro para passar o cartão.
Vai-se andando
O Natal foi mau. A passagem de Ano foi péssima. O início do ano está a ser terrível. Não consigo fazer planos para 2014. Estou na fase de um dia de cada vez, mas estou a reagir. No entanto, falta-me a confiança em mim e nos outros.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
O cúmulo da beleza interior é...
... ir a uma nova ginecologista e elogiarem-me os ovários. Voltar à mesma ginecologista e ouvir mais uma vez: os seus ovários são mesmo bonitos!
Já andava a guardar isto há algum tempo. Mas tive que me desbroncar. O que interessa receber elogios se não posso gabar-me?
Já andava a guardar isto há algum tempo. Mas tive que me desbroncar. O que interessa receber elogios se não posso gabar-me?
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Vergonhas, quem não as tem?
Correu tudo bem com o primeiro jantar de Natal. Levei o vestido, dois pares de collants pretos - uns mais opacos que outros - sapatos e outras coisas num saco para fazer a transição do dia de trabalho para a noite do jantar. Esqueci-me de levar uma pulseira, felizmente ofereceram-me uma.
Como na versão profissional estava de botas, enfiei também umas sabrinas para calçar ao fim da noite. Não gosto de conduzir de salto alto, - e tem sido uma boa opção, os meus sapatos estão impecáveis e sem quebras causadas pelos "carregares" de pedais - nem ia calçar as botas de cano alto com o meu vestido preto finecas. E se fosse parada pela brigada de trânsito? Que vergonha!
A noite correu sem precalços. Na hora do regresso a casa, tirei tudo o que tinha no saco para procurar as sabrinas. Encontradas, enfiei tudo outra vez, calcei-as e ala que se faz tarde.
Voltei a pegar no carro no sábado à tarde. E, num misto de vergonha e surpresa, vi que o segundo par de collants escapuliu-se do saco e passou a noite de sexta para sábado escarrapachado na caixa de velocidades.
MALDITO SEJAS UNIVERSO!
Como na versão profissional estava de botas, enfiei também umas sabrinas para calçar ao fim da noite. Não gosto de conduzir de salto alto, - e tem sido uma boa opção, os meus sapatos estão impecáveis e sem quebras causadas pelos "carregares" de pedais - nem ia calçar as botas de cano alto com o meu vestido preto finecas. E se fosse parada pela brigada de trânsito? Que vergonha!
A noite correu sem precalços. Na hora do regresso a casa, tirei tudo o que tinha no saco para procurar as sabrinas. Encontradas, enfiei tudo outra vez, calcei-as e ala que se faz tarde.
Voltei a pegar no carro no sábado à tarde. E, num misto de vergonha e surpresa, vi que o segundo par de collants escapuliu-se do saco e passou a noite de sexta para sábado escarrapachado na caixa de velocidades.
MALDITO SEJAS UNIVERSO!
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Free Nelson Mandela
Depois da revolução industrial, o mundo nunca mais foi o mesmo. Fala-se
do avanço tecnológico como propulsor da democratização da arte e dos
ofícios e das mais variadas formas de expressão. E isso não é mau, mas a banalização é um risco eminente. Esta é a única explicação que encontro
para a mesma intensidade de desgosto na despedida a Paul Walker e a Mandela.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Vai correr tudo bem
Esta semana vai ser dado o pontapé de saída para os jantares de Natal. Que Zeus me ajude!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Vão rolar cabeças
Tinha decidido que no Sábado iria proceder à missão forno. Já tinha comprado na semana anterior o super detergente e as luvas de borracha. Mas as minhas brancas precoces teimaram em aparecer e não consegui ficar indiferente. No entanto, não assumi logo o abandono da missão. Há vários cabeleireiros junto da minha casa e já experimentei três que, por uma razão ou por outra, não voltei a entrar lá. Resolvi experimentar o que tem escrito na montra em letras garrafais: CABELEIREIRO LOW COST. Pensei que ia ser rápido, mas não foi.
Abri a porta do estabelecimento lentamente, duas clientes com tinta na cabeça e uma senhora de luvas de borracha com ar de massagista da URSS. Senti medo, muito medo. Mas tive vergonha de sair. A senhora das luvas de borracha não disse nada, olhou apenas para mim inquisitoriamente. Balbuciei: era para pintar... E recebi a ordem de sentar.
Esperei 30 minutos e depois levei com a mistura do castanho chocolate mais não sei o quê durante uma hora na cabeça. Fiquei apreensiva com o resultado final. Ordenou que me sentasse na zona para lavagens de cabeça. Fui sozinha rapidamente porque tive medo que me empurrasse. A lavagem da cabeça foi tão meiga como dois ursos a andar à batatada. Perguntou-me como queria secar, não tive coragem para me ir embora com o cabelo a pingar. Pedi delicadamente que esticasse o cabelo referindo que se achasse que ia dar muito trabalho domar-me os caracóis, não havia problema nenhum em dar-me apenas uma secadela à juba. Temi pela brutalidade da escova aplicada à cabeleira, mas nem correu mal. Até usou o "por favor" quando me pediu para segurar no secador.
Conclusão, sobrevivi, paguei 20 euros e tenho o cabelo numa cor uniforme. Não foi mau. Talvez repita a experiência.
Abri a porta do estabelecimento lentamente, duas clientes com tinta na cabeça e uma senhora de luvas de borracha com ar de massagista da URSS. Senti medo, muito medo. Mas tive vergonha de sair. A senhora das luvas de borracha não disse nada, olhou apenas para mim inquisitoriamente. Balbuciei: era para pintar... E recebi a ordem de sentar.
Esperei 30 minutos e depois levei com a mistura do castanho chocolate mais não sei o quê durante uma hora na cabeça. Fiquei apreensiva com o resultado final. Ordenou que me sentasse na zona para lavagens de cabeça. Fui sozinha rapidamente porque tive medo que me empurrasse. A lavagem da cabeça foi tão meiga como dois ursos a andar à batatada. Perguntou-me como queria secar, não tive coragem para me ir embora com o cabelo a pingar. Pedi delicadamente que esticasse o cabelo referindo que se achasse que ia dar muito trabalho domar-me os caracóis, não havia problema nenhum em dar-me apenas uma secadela à juba. Temi pela brutalidade da escova aplicada à cabeleira, mas nem correu mal. Até usou o "por favor" quando me pediu para segurar no secador.
Conclusão, sobrevivi, paguei 20 euros e tenho o cabelo numa cor uniforme. Não foi mau. Talvez repita a experiência.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Crónicas do carsharing (deixei de ir ao ginásio)
Iniciei uma nova aventura: o carsharing. E, agora, em vez de
falar com os meus botões, tenho outra pessoa com quem dialogar durante a
viagem. Hoje a conversa andou à volta da automutilação. Como chegamos
ao assunto? Não faço ideia.
- Chegar a esse ponto... magoar-me... não se pode estar bem. Eu não conseguiria, nem me imagino a fazer uma coisa dessas.
- Foda-se, nem eu! Eu nem roo as unhas. A única coisa que faço é apertar uma ou outra borbulha. Fazer mais do que isso, era incapaz.
- Chegar a esse ponto... magoar-me... não se pode estar bem. Eu não conseguiria, nem me imagino a fazer uma coisa dessas.
- Foda-se, nem eu! Eu nem roo as unhas. A única coisa que faço é apertar uma ou outra borbulha. Fazer mais do que isso, era incapaz.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Os comentadores - Em actualização
Não sei se já escrevi isto aqui. Mas
um dia destes faço uma análise ou dissertação sobre os comentários
deixados na imprensa online. Há de tudo como na farmácia. Ou melhor, nem
é tarde nem é cedo, aqui fica a tipologia dos comentadores
cibernéticos:
o apocalíptico "Tantos comentários, e nenhum sobre o atropelamento mortal. É triste, e nestes pequenos pormenores, se vislumbra a terrível falta de valores, em que esta sociedade horrível, está mergulhada. Paz à alma da falecida, e condolências aos familiares."
"A destruição do templo e da cidade será acompanhada da perseguição. O que aconteceu aos habitantes de Jerusalém, como é descrito nesta leitura, repetiu-se, algum tempo depois, em todo o império romano. Nesta passagem anuncia-se um fim, fim que o foi para os perseguidores, não para os perseguidos, que, a esses, o Nome do Senhor por quem sofriam os salvou. Deste modo, o fim deste tempo litúrgico, que nos recorda o fim dos tempos, anuncia-nos a vitória pascal do Senhor, que, depois de crucificado, ressuscitou e vive para sempre."
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Quem não chora, não mama ou qualquer coisa deste género
Percebi, por
experiência própria, que reclamar nunca dá em muito. Com sorte,
recebemos uma carta-tipo a lamentar o sucedido ou, quando nos contactam
para tentar perceber as nossas "mágoas", usam a técnica do disco riscado
e acabamos por desistir por cansaço. É este mesmo cansaço que nos
impede de fazer futuras reclamações. E, por estas razões, ontem, decidi mudar o
meu modus operandi no que a reclamações diz respeito.
Na hora do café pós-almoço, dou um gole no café e este estava intragável - dá para usar esta palavra em coisas de beber? - Dizem-me que o café não está a sair bem e, como já o tinha pago, o poderia tomar amanhã. Ao que eu respondo: Ok, mas se amanhã o café não estiver em condições ou se tiver algum problema em relação ao pagamento do dito... Parto isto tudo!
Ao fim do dia fui ao supermercado e resolvi experimentar a secção talho que abriu recentemente na superfície comercial. O meu pedido foi: quero seis bifes e têm que ser tenrrinhos. Se não forem... Parto isto tudo!
Os prós desta nova forma de pré-reclamação:
- lembram-se de nós e cumprem o prometido
- o cuidado na preparação do produto é redobrado
- a simpatia é também redobrada
Os contras:
- Ainda não tive tempo de perceber quais são, mas imagino que possa ser presa por ameaça à integridade física de terceiros.
O conselho que vos dou na utilização desta técnica, é levarem alguém que se ria imediatamente a seguir ao "parto isto tudo". Não pode ser o próprio a rir-se, quem faz a ameaça tem de manter um ar sério. A ideia é introduzir a desconfiança sobre a nossa sanidade mental para nos protegermos e ao mesmo tempo assustar ainda mais.
Na hora do café pós-almoço, dou um gole no café e este estava intragável - dá para usar esta palavra em coisas de beber? - Dizem-me que o café não está a sair bem e, como já o tinha pago, o poderia tomar amanhã. Ao que eu respondo: Ok, mas se amanhã o café não estiver em condições ou se tiver algum problema em relação ao pagamento do dito... Parto isto tudo!
Ao fim do dia fui ao supermercado e resolvi experimentar a secção talho que abriu recentemente na superfície comercial. O meu pedido foi: quero seis bifes e têm que ser tenrrinhos. Se não forem... Parto isto tudo!
Os prós desta nova forma de pré-reclamação:
- lembram-se de nós e cumprem o prometido
- o cuidado na preparação do produto é redobrado
- a simpatia é também redobrada
Os contras:
- Ainda não tive tempo de perceber quais são, mas imagino que possa ser presa por ameaça à integridade física de terceiros.
O conselho que vos dou na utilização desta técnica, é levarem alguém que se ria imediatamente a seguir ao "parto isto tudo". Não pode ser o próprio a rir-se, quem faz a ameaça tem de manter um ar sério. A ideia é introduzir a desconfiança sobre a nossa sanidade mental para nos protegermos e ao mesmo tempo assustar ainda mais.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Polémicas à parte
Se vou deixar de beber Pepsi e fazer dessa recusa uma missão na vida? Não. Para deixar de fazer alguma coisa, é preciso fazê-la antes. Se não bebia Pepsi antes, também não a vou beber agora. Mas a razão de não a beber prende-se com uma escolha pessoal e em nada tem a ver com a infeliz publicidade. Até aceito que se chateiem um bocadinho, mas a resposta à parvoíce já foi feita pelo Ronaldo e em campo.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Cenas da vida
Era uma vez um camponês que tinha um burro. E esse burro dava despesa para caralho, era daqueles alimentados a pão-de-ló. Certo dia, o homem teve uma ideia genial: reduzir lentamente a ração ao burro até ele se alimentar apenas de ar e vento! - Se assim o pensou, melhor o fez. O tempo foi passando e o burro foi desta para melhor, ou seja, patinou. O homem, deparando-se com a morte do burro, vociferou: foda-se, agora que começava a dar lucro, o burro morre!
César das Neves: Aumentar salário mínimo «é estragar vida aos pobres»
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