terça-feira, 20 de agosto de 2013

Teoria da conspiração


O miolo de camarão é congelado em esticadores. Esta é a única explicação que encontro para o encolhimento abismal do miolo de camarão depois de cozinhado.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Foice em seara alheia


Por norma, nunca vejo a TVI. Não vejo a ficção, não vejo a informação. E, às vezes, arrependo-me de não ver a Judite. A verdade é que, normalmente, esqueço o assunto. No entanto, devido à celeuma causada, e, como não vi o directo, fui à procura do diferido. 

Não consegui ver tudo. Logo aos primeiros minutos consegui perceber que não ia ser feita uma entrevista, ia sair um discurso moralista e pejado de juízos de valor. Podia falar sobre o convidado e questionar a escolha editorial. Ou até falar sobre o jornalismo, princípios éticos e deontologia, mas seria uma seca. Vou ficar-me pela Judite. 

Sim, o rapaz é um estroina e, sem saber ler nem escrever, tem dinheiro como merda. Dinheiro que é dele, ou dos pais dele, logo pedir satisfações de como o gasta não faz sentido. Só faltava agarrar no moço e dar-lhe umas palmadas por andar a derreter a nota. Bastava conduzir a entrevista e abster-se de fazer juízos de valor que apenas fariam sentido se este Lorenzo fosse político nacional e os seus gastos fossem suportados pelo erário público. 

Sinceramente, desde que vi e ouvi a Judite a comentar o casamento da Charlene e Alberto do Mónaco em 2011, deu para perceber que iria ser sempre a descer e, por isso, também não foi surpresa nenhuma quando me contaram que ela perguntou "A quem é que você sai tão bonito?" ao Reynaldo Gianecchini. Porque me haveria agora de surpreender com o Lorenzo Carvalho?

Judite, Judite, andas a meter a foice em Seara alheia!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ah pois é, bebé!

A silly season é a época ideal para pensarmos em questões realmente importantes e, durante estas férias, cheguei à conclusão que até para fazer nada é preciso dinheiro.

Está tudo a aumentar, o preço do petróleo e o desemprego são os aumentos mais notórios. A única coisa que se vai realmente mantendo é a dita da crise, situação que em nada ajuda os momentos de lazer. Vejamos:


Para ir à praia local é preciso ter dinheiro. Se tiver o azar de lhe apetecer um gelado, desembolsa 70 cêntimos no mínimo. Ao apetecer um mais caro, atrasa-se a tomada do gelado e assim sempre dá para saltar o jantar. Se decidir ficar em casa a ver televisão é suposto ter pago a conta da electricidade e com TV cabo a factura é maior.


Até para descarregar o autoclismo é preciso dinheiro porque isso pressupõe que pagámos a conta da água. Já nem se pode cagar de graça… ao que nós, humanidade, chegamos. Para fazer a micção ou defecar é preciso pagar! Ainda dentro da temática da casa de banho e a pensar em jacuzzi e spa, esqueça a substituição à borla por dar peidos na banheira, porque isso pressupõe que pagou as contas da electricidade, água e gás. Nem os peidos são grátis, é preciso comer e passa-se a pressupor que pagou os alimentos, a água, a electricidade e o gás.


Eu não queria recuar tanto no ciclo, mas aconteceu. É fodido e é triste ser pobre.


Mais um adaptado do blogue anterior. Um destes dias, saco de lá umas receitas para vos provar que também sou uma moça prendada.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Facebook rejuvenesce?

Anda muita gente de férias e parece que os únicos que ficaram são os partilhadores compulsivos destas coisas. Ou está toda a gente a ficar assim, não sei. Será possível o Facebook rejuvenescer de tal maneira o raciocínio de um adulto e levá-lo ao nível da adolescência?

O Facebook é um mundo de fenómenos inexplicáveis. O que se passa na cabeça de mulheres já feitas para partilharem imagens com indirectas ao sexo masculino? Telefonar era mais prático, atingiam o alvo que pretendiam em vez de foder a cabeça a toda a gente com imagens de gajas boas pensativas ou gatinhos fofos a dizer que "Quem gosta, cuida!". É que, ainda por cima, as gajas boas não pensam nestas merdas e os gatinhos fofos não falam, caralho! 

E o que se passa com os marmanjos já feitos, pá? Acham mesmo que identificar ou publicar flores e gatinhos fofos a dizer "Bom final de semana" em mural feminino alheio é sinónimo de facturar? Caralho, as flores precisam de água e os gatinhos fofos não falam! Telefonem em vez de foder a cabeça aos outros e, ainda por cima, perdem tempo à procura de imagens com dizeres em vez de  darem a devida atenção às fotografias de perfil e outras. Fotografias essas que só fazem sentido se a fofura for comparável ao perímetro abdominal. E, como é do senso comum, nada grita mais companheirismo, lealdade e sex apeal do que pratinhos de tremoços e minis.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

É sexta-feira!


A sustentável leveza da merda

A cena aconteceu na caixa do hipermercado. Sapatilhas da Nike e telemóvel última geração para desabafar as contas do Rendimento Mínimo com a amiga:

- Só recebes duzentos e tal?! Eu recebo 350. Meti o "coisinho" e o menino, só não vou meter a minha filha porque o pai dela dá-me 150 euros por mês e posso perder a parte dela. Não sei se sou obrigada a meter, tenho que falar com a doutora, mas faço de conta que ela está com o pai. Olha, sabes o que me aconteceu?! Apareceu o "pica" no autocarro, não comprei bilhete para a menina e o filha da puta pôs-me fora do autocarro! Nunca comprei o passe para ela e, quando morava aqui, nunca apareciam os picas agora estão sempre a aparecer. Deixei a miúda na minha mãe. No metro?! No metro apanhei para aí umas 10 multas, mas nunca chegaram a casa. Dei sempre mal a morada!

Não sei como continuou ou acabou a conversa, segurei-me para não lhe dar com os 48 rolos de papel higiénico marca Continente nas trombas. A minha esperança é que quem precise mesmo destas ajudas também as receba, não me revolto com as ajudas sociais. Mas assistir a esta conversa de quem não trabalha e ainda insulta com alarido quem o faz, confesso, tirou-me do sério e fez surgir em mim instintos violentos.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Se calhar estou mesmo a precisar de vitaminas

Trabalho com pessoas que ainda vão tendo horta para cultivar. E, por força disso, de vez em quando oferecem-me os produtos hortifrutícolas da época. O que é óptimo. Mas, lá está, são hortas e não plantações e a quantidade que me oferecem nem é muita nem pouca, é suficiente. A última oferta deste género foi um pepino. Como era apenas um pepino, não precisei de um saco extra. Espetei com o pepino na minha carteira. Ora, acontece que, nunca mais me lembrei do dito cujo. A minha cabeça não dá para tudo e andei com ele para trás e para a frente durante três dias. Não se preocupem com o pepino, não sofreu dano nenhum. Ao fim dos três dias foi são e salvo para a gaveta do frigorífico. O que me fez dar graças a Zeus não foi a resistência do pepino. Num desses dias fui parada numa Operação STOP - situação que me deixa sempre nervosa e alheia às palavras calmas dos agentes - foram-me pedidos os documentos, os pneus foram verificados e soprei ao balão. Era bonito se, durante a busca dos documentos na carteira, o pepino desse um ar da sua graça e, à conta disso, perguntarem-me se aquilo era um pepino ou se eu estava contente por os ver.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O flagelo da braguilha aberta


Ultimamente tenho reparado que há muita malta a esquecer-se de apertar o fecho das calças e - das duas, uma - ou sou eu que olho para onde não devo ou o pessoal anda desorientado.

Claro que o facto de andar muita gente de calças aumenta a probabilidade do azar acontecer. Mas, pelo que pude constatar por experiência própria, este flagelo deve-se principalmente a pequenas distracções durante as idas à casa debanho – tocar o telefone ou campainha, estar com pressa, alguém a gritar aflito para usar a casa de banho, etc. Ou seja, quando utilizamos a casa de banho, coisa que já fazemos há muitos anos, agimos em piloto automático. Basta acontecer uma variável para inverter a ordem dos gestos e a braguilha ficar escancaradamente esquecida.

É uma vergonha ser apanhado com a braguilha aberta, mas também não é fácil para quem assiste ao espectáculo. Avisar pessoas com as quais temos pouca ou nenhuma confiança é complicado. Por mais que se inventem expressões para dar o toque discretamente, estas acabam por ser conhecidas por todos e lá se vai a discrição.

Para resolver este problema, proponho-vos uma mnemónica a utilizar nas idas à casa de banho e assim diminuir a incidência da braguilha aberta no espaço público:

P – Puxar as calças
A – Apertar as calças
R – Rever o botão
V – Verificar o fecho
O – Ok, posso sair em segurança

Nota: Quanto às calças que sofram de braguilha aberta crónica, o melhor é desfazer-se delas. Está perante um caso de Wardrobe Malfunction e não há nada a fazer.

Mais um texto repescado do anterior blogue.

Crónicas do Ginásio

Alteraram-me o plano de treinos. Os calções, que ontem envergava, mostraram ser demasiado curtos para executar as três posições da prensa.

Procura-se

Esta é a Mel e deve andar perdida pelas zonas da Portela de Sacavém, Expo, Moscavide, Olivais. A dona, blogue O Sexo e a Idade, está desesperada. Toda a ajuda é precisa para trazer a Mel de volta a casa.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Toma um comprimido que isso passa

Normalmente, quando me fio na memória visual, fodo-me. A veterinária mandou-me comprar vitaminas para a cadela. Comprei a primeira embalagem e achei que, na compra da segunda, não precisava de apontar o nome em lado nenhum. Decorei a embalagem logo à primeira vista. Com aquele verde reluzente? Era canja, não havia como enganar e, imbuída do espírito de campeão, comprei a segunda embalagem. Só dei conta do erro porque o formato do comprimido era diferente. O comprimido da primeira embalagem era semelhante a uma pintarola castanha e o segundo parecia um foguetão. E se melhor o pensei, melhor o disse: Foda-se, já me fodi outra vez!

Resumindo, a marca é a mesma, são igualmente vitaminas, os dizeres da embalagem é que são diferentes porque têm mais algumas coisas e, por isso, a veterinária não aconselhou a toma destas e na farmácia não trocam. Concluindo, vou tomar vitaminas só porque sim.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ora cá vai

Vou criar uma mensagem só para não deixar passar este dia em branco. Pronto, já está. Boa tarde e obrigada.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Eu já...

... conheci um licenciado em Filosofia e foi assustador.

É sexta-feira, felizmente


Eu não sei como relacionar estes assuntos. Só me apetece dar graças a Zeus por a semana estar a acabar e, a acontecer mais um destas, será apenas na próxima semana, não esquecer que entramos na silly season, que nos devemos preocupar.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

So help me God

Padeço de um problema que por vezes tem a sua piada, mas também já me foi inconveniente. O Pensamento paralelo atinge-me quando menos espero. E um dia vai tramar-me mesmo à séria. A partir de uma palavra ou objecto, o meu pensamento voa, deixa de estar onde está e foge-me a concentração do sítio ou situação onde devia estar concentrada. Se fosse possível de visualizar esta fuga, seria como nos desenhos animados, uma espécie de experiência fora do corpo. O bonequinho em vias de morrer, o seu corpo e uma fumaça semelhante a sair-lhe e ele, o bonequinho, a agarrar desesperadamente essa fumaça. A mim acontece-me o mesmo, mas a nível do raciocínio. Tenho conseguido safar-me sem consequências de maior. No entanto, um esforço hercúleo foi necessário para não fazer piadas sobre a água Penacova que distribuíram no velório.

terça-feira, 30 de julho de 2013

A modos que é isto


- Bom dia, acordei com esta música na cabeça e não sai. Deverei começar a temer pela minha saúde mental? 

- Deves. Tinha esta música em cassete. Fartei-me de a ouvir em miúda.

- Vou marcar consulta num psiquiatra. Olha, ainda tens a cassete ou rompeu de tanta audição juvenil? 

- Não... nem sei.  A minha mãe, sempre que precisava de espantar os pássaros das ervilhas, atavaca as cassetes.

- Esconde os cds! Quando a tua mãe perceber que estes são melhores no espanto das aves, vai ser uma razia.

- Deve ser.

- Quer dizer, eu não sei se são melhores, já os vi usar. Mas o uso dos cds pode ser motivado pela falta de cassetes.

- A fita fazia um som esquisito que afastava os jovens pássaros incautos e esfomeados.

- Coitadinhos, alguns devem ter adquirido patologias graves.

- Devem.

A propósito de relaxamento

Desligue-se do mundo exterior, procure a melhor posição possível, feche os olhos e sinta o seu corpo...

Imagine um campo com relva macia e flores amarelas, um lago calmo e de água cristalina...

Imagine-se nesse lugar... deitado na relva... soltando o corpo...

Concentre-se na borboleta que vai poisando nas flores, aprecie o seu voo e as lindas cores das suas asas...

Lá longe, na linha do horizonte, e em passo ligeiro, aproxima-se a pessoa que mais o irrita. Cague no voo da puta da borboleta, levante-se, agarre na cadeira que tem ao lado e parta-lhe a boca toda. Não se preocupe com as consequências. Aqui, na imaginação, tudo é possível, ninguém vai preso e ninguém é hospitalizado.

Olha, é a vida

Ando preguiçosa. Só penso em gamar textos do outro blogue. Mas alguns temas são sérios e práticos e a minha ambição é o nonsense.  São opiniões verdadeiras em vez de piadas mal conseguidas. E a mim, que sou bastante tolerante, sou conhecida pela minha tolerância e pela minha rebelde trunfa, não me apetece ser confrontada com insultos. Aceito bem argumentos, mas a estupidez desconhecida põe-me maldisposta.Se há males que posso evitar, evito-os com agrado. Não é medo de arriscar, é mais não ter pachorra nem idade para aturar merdas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dancing With Myself

Lembram-se de quando eram mais novos e saíam à noite e havia sempre alguém mais velho a dançar que nem um louco e alheado do maralhal de gente que o rodeava? Pois bem, quer-me parecer que me tornei nesse alguém.


domingo, 28 de julho de 2013

Filosofia de merda

Entrei numa casa de banho pública e enquanto fazia o serviço, colado na porta e em letras garrafais, li o seguinte: 

POR FAVOR, NÃO COLOCAR PAPEL OU OUTROS OBJECTOS NA SANITA.

Objectos?! Que objectos? A resposta a esta pergunta assentou num pensamento lógico-dedutivo:

Objectos » abjectos » dejectos » cagalhões

Mas, pensei melhor, não podia ser esta a resposta porque a sanita foi inventada para estes trabalhos sujos.

A conclusão a que chego é que a omissão das palavras tampões e pensos higiénicos poderá ter tido como causa a logística de uma folha A4 ou o texto ter sido redigido por um senhor mais antigo que, motivado por um estranho pudor ou desconhecimento dos termos técnicos, resolveu omitir propositadamente as ditas palavras.

terça-feira, 23 de julho de 2013

“Amute BFF”


Todos nós temos um filho, irmão, sobrinho ou primo adolescente. E se tiverem a sorte ou o azar de não serem banidos dos seus perfis do Facebook, podem constatar que esta é a geração do amor. 

São trocadas milhares de declarações por semana e a intensidade é tanta que o ‘gosto de ti’ ou ‘gramo-te bués’ já não serve. Ele é o ‘amute BFF’ (amo-te, best friend forever) e o ‘amuvos BFF’ (amo-vos, best friends forever). Assistimos às marcações de fotografias com todas estas dedicatórias e o discorrer dos comentários a afiançar o mesmo sentimento pelo autor. Aos  treze anos, estes miúdos, sofrem como alguém de vinte ou trinta anos. Relembram todos ‘os nossos mumentos ‘ e garantem  que  ‘vida sem ti nao faz qualquer sentido’. Aqui, nas trocas de declarações, não interessa se é menino ou menina. Basta existir e ter Facebook. Eles amam-se e ponto.

O que é feito do conceito de pessoa especial? Não há o gostar e depois o amar? Esta banalização do amor soa a falsidade. Será uma forma de luta contra o Bullying? Ou será que existe um novo sentimento em tudo superior ao amor e desconhecido pelos adultos?

Quando chega esse sentimento? Como se manifesta? Como é vivido esse sentimento? Se no amor vale tudo, como será com o – chamemos-lhe assim – “supra-amor”?

São muitas as perguntas para as quais não temos resposta, mas uma coisa asseguramos: se este sentimento superior se chamar “supra-amor”, o mais certo é que muitos escrevam “sopra môre” ou algo do género, porque, hoje em dia, não basta escrever nos murais que se ama ou que se supra-ama alguém. É preciso muito mais. É preciso escrevê-lo com o maior número de erros ortográficos que a frase consiga suportar. E porquê? Porque o coração tem razões que a própria razão desconhece.

Nota: Este é mais um texto do antigo blogue e também foi escrito por dois pares de mãos, um par é meu e o outro par é da L.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Vender a alma ao Diabo

Há uns dias, falávamos sobre esquecer tudo o que temos para trás com o intuito de entrar e movimentarmos-nos em determinados círculos. Aprender a lidar e fazer o jogo com as regras impostas para sermos aceites e vingar nesse meio. Todos concordamos que esquecer a família e amigos não seria fácil. Mais facilmente conseguiríamos safar a gastronomia própria da identidade de pobre. Bastaria 'afinecar' a refeição com uma nova nomenclatura: 

Fêveras na brasa com pimento assado - Laminado de porco em cama de brasa com pimento caramelizado.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Há sempre uma primeira vez para tudo!

O prenúncio era de subida de temperatura a partir de Domingo. Logo, apesar da nebulosidade, eu e a amiga P. arriscamos e rumámos à praia no Domingo à tarde. O céu continuava coberto, mas o frio era suportável. Besuntei-me com o óleo bronzeador porque, apesar de não haver sol, gosto do cheiro a Monoï.

Encetamos a conversa porque eu não conseguia bronzear e a P. não conseguia dormir, vai daí que, ao longe, avistamos uma senhora loira de meia idade que vinha a vociferar o seguinte som: rai rai rai rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr raaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai e, ao passar por nós, largou agressivamente um caralho e um foda-se. 

Isto é assim, a senhora não aparentava estar bêbada, tinha bom ar e não imagino ninguém alcoolizado a caminhar tão direitinho pela areia irregular de godos, característica principal da praia Homem do Leme. E, para dizer a verdade, o caralho e o foda-se não eram para nós porque a senhora manteve sempre a mesma velocidade de locomoção e não parou nem olhou directamente para nós. Outro facto relevante, a senhora enquanto sacudia os pés e se calçava continuou com as caralhadas.

Tendo em conta isto tudo, estou em condições de afirmar aqui e em primeira mão que, ao vivo e a cores, avistei pela primeira vez na vida, em território nacional, um caso real de síndrome de Tourette!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Tutorial ‘Como sobreviver em festivais de Verão’



Cada fruta tem a sua época e eis-nos chegados à época dos festivais de verão. Ser festivaleiro não significa ser porco – ok, talvez só um bocadinho porco -  e desprovido de bens materiais que proporcionem o bem-estar – atenção, não estou a falar de álcool e de droga. Para o ajudar a organizar-se, deixamos aqui umas dicas que serão vitais na busca do entretenimento e sobrevivência.


 

A lista do material necessário depende da quantidade de dias que por lá vai andar. Se a opção for acampar, tente ir cedo para arranjar um local à sombra e não se esqueça dos seguintes Must Have:

1º Óculos de sol e protector solar
Os Festivais de Verão são no exterior, logo é preciso é preciso ter cuidado com os raio solares e arranjar um escaldão não é a melhor companhia para um festival.

2º Roupa leve e sem necessidade de grandes cuidados. Levar um agasalho
Não vai passar a ferro, pois não? À noite arrefece, não é? Logo é obrigatório levar estas coisas para estar sempre apresentável e sem frio.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Até sempre, Fiel


Há dois anos foram buscar-te à casa onde te deixaram sozinho. Mudaram de casa e esqueceram-se de ti. A vizinhança alimentava-te amiúde, mas a fome e a sede eram a tua companhia frequente. Chegaste ao abrigo com a tristeza estampada. E foi por isso que te chamaram Fiel. Continuavas a amar quem te abandonou. Estimaram-te a idade em 14 anos, pensamos que não ias durar muito e que ias morrer de saudade. No entanto, tal como nos humanos, o tempo cura tudo. A tua alegria tranquila e dócil ganhou força de viver. Foi um privilégio conviver contigo nestes dois anos. Não queria fazer parte da decisão, queria pedir-te desculpa pela decisão. Contudo, não era justo obrigar-te a viver só porque nos custava ver-te morrer. Queria ter a certeza da tua felicidade connosco. Resta-me o conforto de fazer parte do grupo de pessoas que não foi indiferente ao teu sofrimento e que te amou sem restrições. Não foste o cão de ninguém, foste o nosso Fiel.

Sim, também sou coninhas e o blogue não tem este propósito. Mas tinha um nó na garganta a precisar de ser desfeito.  E com a partida do Fiel, lembrei-me do Tomás, do Tufão, da Maia, da Asha, da Nina e da Rambo. Cães como nós e todos eles merecem o céu.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Diz que o calor volta no fim-de-semana


Se está calor, é porque está calor. Se está frio, é porque está frio. Afinal, querem o quê? Não querem nada, só pode. E depois acusam o tempo de bipolaridade. Eu sei o que quero, quero calor. Estamos no tempo dele e toda a fruta tem a sua época.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sem escrúpulos


Não é a primeira vez que uso o truque da comparação para ficar melhor na fotografia. No Verão de 2011, a amiga C. que trabalhava num lar de idosos, não só combinou comigo que me ligaria de manhã para me dar conta da meteorologia, como também me disse em que praia de Leça os idosos veraneavam.

Ai, meu pai. Ninguém entra, ninguém sai!

Ontem, estava naqueles dias em que tudo me incomodava. Não, não era o síndrome pré-menstrual. Conheço algumas pessoas chatas e elas decidiram chatear-me todas ao mesmo tempo.E hoje continua a injecção da chatice letal em associação com as dores obtidas através de dois dias de trabalhos forçados nos abdominais. Não é fácil.

Crónicas do ginásio


Durante as férias, fui algumas manhãs ao ginásio. E, nessas manhãs, consegui ser uma das mais rápidas, uma das mais resistentes, uma das mais flexíveis e a uma das mais jeitosas. Caramba, já me podiam ter dito que a faixa etária 50-60 gosta de se exercitar pela fesquinha. 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Apontamentos de São João

Sim, o São João celebra-se de 23 para 24 de Junho e hoje é o nono dia do mês de Julho. Mas tenho andado com outros afazeres, nomeadamente, férias.

Como já não estava há séculos com a minha família, decidi jantar com eles na noite de São João. O programa das festas é sempre o mesmo, mete sardinhada e é na igreja. Pareceu-me seguro jantar com eles num local público porque quando é em casa descamba sempre, uns a berrar para um lado e outros para o outro. Ninguém mata ninguém, estamos só e apenas a conversar. O problema é que quando os equipamentos Individuais de Protecção surgiram ou passaram a ser obrigatórios, a audição do meu pai já estava toda fodida. A minha mãe com medo que as coisas se estraguem, desata a comer tudo enquanto o diabo esfrega um olho. A minha irmã está toda fodida da tola, o meu sobrinho mais novo é metrosexual e o mais velho é acólito. O mais velho, como verdadeira ovelha de Deus, serviu à mesa na sardinhada e como o meu pai é diabético e chato, o miúdo teve que levar com ele porque o 'doente' não pode estar tantas horas sem comer. O padre perguntou ao mais novo porque estava tão magrinho e o puto respondeu-lhe que era uma opção, deduzo que a vontade seria mandá-lo foder. E pronto, lá se passou mais um alegre serão de São João em família.

Chamadas perdidas

No tempo do telefone fixo, as pessoas tinham mais cuidado com as horas a que ligavam. O agente telefonador não ligava a ninguém durante o dia porque poderia não estar em casa a pessoa que pretendia contactar. Telefonar, só depois das 21 horas porque não só a chamada ficava mais barata como também não se corria o risco de interromper o jantar do sujeito telefonado. Hoje, no tempo das comunicações móveis, liga-se a qualquer hora e estranha-se quando alguém não atende. O telemóvel não é visto como um objecto independente, é considerado uma espécie de apêndice ou prótese que deverá estar sempre acoplada ao seu usuário. Somos interrompidos nas mais diversas situações e, às vezes, para atender o telefone, deixamos pendurado quem está à nossa frente. É certo que a hora de jantar já não é a mesma, foi democratizada e não é obrigatório jantar entre as 20h e as 21 horas. As únicas coisas que mantêm este horário, excepto em dias de futebol, são os telejornais e até poderia fazer uma metáfora ou analogia sobre a não mudança em muita coisa, mas não o vou fazer. Fico-me pelo alargamento de horário que facilita a interrupção da hora do jantar. E, passem os anos que passarem, para mim será sempre a altura que menos gosto de ser incomodada. Em relação a outras situações mais íntimas e intensas, tenho todos sentidos ocupados e só muito mais tarde é que dou conta das chamadas perdidas.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

S. comenta aqui!

Na segunda-feira vou de branco só para meter nojo e apetece-me tanto regressar como escorregar por um corrimão de lâminas e aterrar numa tina de álcool. 

Estou confusa

Devo estar completamente desidratada e com uma insolação. As férias estão a fazer-me mal, só pode. Pareceu-me ter ouvido dizer que o Portas tinha abandonado o governo e afinal diz que vai ser vice-ministro. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

I'll be back

Já estou há muito tempo sem escrever, mas não me ocorre nada. Ou melhor, até me ocorre. Costumo é deixar que a coisa esmoreça. Não faltam assuntos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Princípios

Ser fiel aos nossos princípios não invalida que mudemos de opinião. Mudar de opinião é natural. Mas há quem use os princípios como desculpa para ser teimoso e casmurro. E teimosos são os burros e os burros são como portas.

Férias

Nem acredito. Finalmente temos Verão e estou de férias. Vou fotografar os meus pés na areia e espetar as imagens aqui. É para que saibam que tenho havaianas lindas de morrer. Como verdadeira mitra que sou, fui ao Brasil em 2007 e trouxe suficientes para mim e para a próxima geração ou encarnação. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Que Zeus nos proteja a todos!

Cada vez se vê mais gente a pedalar. O que não é mau, mas também pode não ser bom. Qualquer cão e gato pega numa bicicleta e acha que está apto para pedalar pelas estradas da urbe. Que Zeus me ilumine e me ajude a não matar acidentalmente os ciclistas que ultrapassam a minha viatura pela direita.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Shoot me

Morreu o senhor dos Sopranos. Eu não gostava da série, mas o meu homem é fanzaço, por isso, que chore ele. E, atenção, não quero dizer com isto que fico contente com a morte do senhor, Zeus me livre! Mas no amor os gostos também não se discutem. Outro exemplo, o meu homem é super fã do Mistolin, usa-o para tudo menos para tomar banho, e eu não choro de emoção a ver o anúncio.

Não havia necessidade


Quando vejo o anúncio do Continente com o Tony Carreira e as senhoras a desmaiar no fardo de palha, penso que, nos dias de hoje e com as soluções económicas que existem no mercado, não há necessidade de andar a cheirar mal. E é só isto que tenho a dizer, não me parece que valha a pena dissecar sobre o motivo que obriga o Tony a caminhar daquela forma escachada ou tentar perceber que merda de penteado é aquele que mais parece uma cena morta na cabeça.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Porque será?

O parque de estacionamento está praticamente deserto. Não faltam lugares, mas os carros vagueiam como se os seus condutores procurassem um milagroso lugar, tipo buraco de uma agulha, mesmo não tendo necessidade disso. Deduzo que queiram encontrar o lugar mais próximo da entrada porque sombras de árvores ou cobertos são coisas que não existem. Chego à conclusão que, até nas coisas mais caga-merdeiras, o homem é um ser insatisfeito por natureza. Ou o drama está tão enraizado nas nossas vidas que quando não temos problemas, tentamos arranjá-los.

A prova de que ter tomates é um estado de espírito

 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Encher chouriços

A S. perguntou-me se ia escrever alguma coisa hoje. Queria ser-lhe útil. Tentei arranjar o Seringador ou o Borda de Água. Sobejamente conhecidos nestas andanças do cultivo, nada grita mais 'utilidade' do que estes dois almanaques da cultura livresca sobre legumes e tubérculos. Fiquei-me pela ideia e não tentei realmente encontrá-los. Mas tive a intenção de o fazer.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A carecer de mais investigação

Ler as pérolas deixadas nas caixas de comentários da imprensa nacional online faz-me chegar à seguinte conclusão:

- Todos os mentecaptos têm acesso à Internet.

Agora, também me surge a dúvida sobre se terá sido o choque tecnológico a deixá-los acéfalos.

O pior cego é o que não quer ver

Soutiens com alças de silicone, guess what? Não são invisíveis.

Finalmente

Parece impossível, mas não é, ou melhor, não foi. Apanhei o meu primeiro escaldão deste Verão. Foi no sábado e foi sem querer.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sister V., a Oprah do povo

O meu conselho para as moças de 27 anos que se "guardam" para o casamento:

Não tem conta-quilómetros, lavadinha fica como nova e onde come um, comem mais dois ou três.

E isto vem a propósito de quê? Vem a propósito da conversa sobre uma conhecida da H. E também o facto de eu já ter idade para aconselhar só porque me apetece e sem alegar razão alguma, ora foda-se.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Fumar ou snifar?


O S. João é para a semana


 
O São João nas Fontainhas não era brincadeira de crianças! Fazer uma cascata São Joanina não estava ao alcance de todos. E nós estávamos em desvantagem em relação aos “1500″ filhos da Dona Fátima. Eu, a minha irmã e o meu irmão, que na altura era um bebé de meses, não reuníamos as aptidões necessárias para o bricolage. Para angariar o tostãozinho para o São João tínhamos apenas um boneco e muita lata. Era mais do que óbvio que precisávamos de sorte.
Já tínhamos um boneco do São João e a Dona Gusta arranjou-nos outro boneco, mas este, ao contrário do nosso, era a representação do Santo António. Logo, quando pedíamos o tostãozinho para o São João, tínhamos que ouvir o sermão do Santo António e fazer cara de peixe: olhos arregalados e boca aberta como se fosse a primeira vez que ouvíamos tal coisa. Foi divertido, o sermão é que era chato. Mas argumentamos sempre que aquele era o São João, só estava um bocadinho mais tapado e era careca. Ainda pensamos em pintar o cabelo no Santo António. Mas o boneco não era nosso.

Não mudámos muito a sorte, mas conseguimos endrominar alguns transeuntes.

(repescado do antigo blogue)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Férias

Uma semana passa a correr, fui uma tarde à praia e com muito sacrifício. Não gosto de mentir a ninguém e nem a mim própria e como tinha dito que ia à praia, fui.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A sociedade do ponto verde

Ecopontos? Plástico no amarelo e papel no azul. O vidro vai para o verde. Marijuana? Legalize It! Vegetarianos? Veganismo é uma filosofia de vida! Exercício? Mente sã em corpo são! E depois usam aerossóis para desodorizar as axilas. 

Focófe creisi pipóle!

Crónicas do Ginásio

Pronto é oficial. À quarta-feira tenho que entrar com cuidado no balneário. Ou mentalizar-me para o ostensivo fio-dental inserido entre as nádegas da moça. A moça, segundo reza a lenda infanto-juvenil do pessoal da minha rua, deve ser filha de pedreiro (escultura não era coisa que nos assistisse) porque o seu rabo é um quadrado perfeito e para fazer aquelas arestas só mesmo a cinzel.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Universo, comigo não fazes farinha!

Tirei uma semana de férias porque estava à espera da amiga L. para ir ao Serralves em Festa. Queria limpar a casa de fio a pavio para a receber. Como já não vai acontecer, devido a imprevistos ou berbicachos de várias ordens, numa atitude de revolta e não de preguiça, a casa irá ficar como está. Não levantarei um dedo para a limpar. Tenho dito!

Letras gordas



Sábado, antes de sair com o Mantorras para o veterinário, passei no café e estavam lá duas moças que pegaram nesta revista e exclamaram num misto de dúvida e surpresa: Morreu?!

Se tivesse tempo, diria:

Caralho, desde quando é que o Pedro Lima tem 23 anos, pá?! Não sabem ler, caralho?! Sofrem de miopia cerebral ou o caralho, pá?! Foda-se...

Como estava com pressa, paguei e saí.