domingo, 28 de julho de 2013

Filosofia de merda

Entrei numa casa de banho pública e enquanto fazia o serviço, colado na porta e em letras garrafais, li o seguinte: 

POR FAVOR, NÃO COLOCAR PAPEL OU OUTROS OBJECTOS NA SANITA.

Objectos?! Que objectos? A resposta a esta pergunta assentou num pensamento lógico-dedutivo:

Objectos » abjectos » dejectos » cagalhões

Mas, pensei melhor, não podia ser esta a resposta porque a sanita foi inventada para estes trabalhos sujos.

A conclusão a que chego é que a omissão das palavras tampões e pensos higiénicos poderá ter tido como causa a logística de uma folha A4 ou o texto ter sido redigido por um senhor mais antigo que, motivado por um estranho pudor ou desconhecimento dos termos técnicos, resolveu omitir propositadamente as ditas palavras.

terça-feira, 23 de julho de 2013

“Amute BFF”


Todos nós temos um filho, irmão, sobrinho ou primo adolescente. E se tiverem a sorte ou o azar de não serem banidos dos seus perfis do Facebook, podem constatar que esta é a geração do amor. 

São trocadas milhares de declarações por semana e a intensidade é tanta que o ‘gosto de ti’ ou ‘gramo-te bués’ já não serve. Ele é o ‘amute BFF’ (amo-te, best friend forever) e o ‘amuvos BFF’ (amo-vos, best friends forever). Assistimos às marcações de fotografias com todas estas dedicatórias e o discorrer dos comentários a afiançar o mesmo sentimento pelo autor. Aos  treze anos, estes miúdos, sofrem como alguém de vinte ou trinta anos. Relembram todos ‘os nossos mumentos ‘ e garantem  que  ‘vida sem ti nao faz qualquer sentido’. Aqui, nas trocas de declarações, não interessa se é menino ou menina. Basta existir e ter Facebook. Eles amam-se e ponto.

O que é feito do conceito de pessoa especial? Não há o gostar e depois o amar? Esta banalização do amor soa a falsidade. Será uma forma de luta contra o Bullying? Ou será que existe um novo sentimento em tudo superior ao amor e desconhecido pelos adultos?

Quando chega esse sentimento? Como se manifesta? Como é vivido esse sentimento? Se no amor vale tudo, como será com o – chamemos-lhe assim – “supra-amor”?

São muitas as perguntas para as quais não temos resposta, mas uma coisa asseguramos: se este sentimento superior se chamar “supra-amor”, o mais certo é que muitos escrevam “sopra môre” ou algo do género, porque, hoje em dia, não basta escrever nos murais que se ama ou que se supra-ama alguém. É preciso muito mais. É preciso escrevê-lo com o maior número de erros ortográficos que a frase consiga suportar. E porquê? Porque o coração tem razões que a própria razão desconhece.

Nota: Este é mais um texto do antigo blogue e também foi escrito por dois pares de mãos, um par é meu e o outro par é da L.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Vender a alma ao Diabo

Há uns dias, falávamos sobre esquecer tudo o que temos para trás com o intuito de entrar e movimentarmos-nos em determinados círculos. Aprender a lidar e fazer o jogo com as regras impostas para sermos aceites e vingar nesse meio. Todos concordamos que esquecer a família e amigos não seria fácil. Mais facilmente conseguiríamos safar a gastronomia própria da identidade de pobre. Bastaria 'afinecar' a refeição com uma nova nomenclatura: 

Fêveras na brasa com pimento assado - Laminado de porco em cama de brasa com pimento caramelizado.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Há sempre uma primeira vez para tudo!

O prenúncio era de subida de temperatura a partir de Domingo. Logo, apesar da nebulosidade, eu e a amiga P. arriscamos e rumámos à praia no Domingo à tarde. O céu continuava coberto, mas o frio era suportável. Besuntei-me com o óleo bronzeador porque, apesar de não haver sol, gosto do cheiro a Monoï.

Encetamos a conversa porque eu não conseguia bronzear e a P. não conseguia dormir, vai daí que, ao longe, avistamos uma senhora loira de meia idade que vinha a vociferar o seguinte som: rai rai rai rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr raaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai e, ao passar por nós, largou agressivamente um caralho e um foda-se. 

Isto é assim, a senhora não aparentava estar bêbada, tinha bom ar e não imagino ninguém alcoolizado a caminhar tão direitinho pela areia irregular de godos, característica principal da praia Homem do Leme. E, para dizer a verdade, o caralho e o foda-se não eram para nós porque a senhora manteve sempre a mesma velocidade de locomoção e não parou nem olhou directamente para nós. Outro facto relevante, a senhora enquanto sacudia os pés e se calçava continuou com as caralhadas.

Tendo em conta isto tudo, estou em condições de afirmar aqui e em primeira mão que, ao vivo e a cores, avistei pela primeira vez na vida, em território nacional, um caso real de síndrome de Tourette!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Tutorial ‘Como sobreviver em festivais de Verão’



Cada fruta tem a sua época e eis-nos chegados à época dos festivais de verão. Ser festivaleiro não significa ser porco – ok, talvez só um bocadinho porco -  e desprovido de bens materiais que proporcionem o bem-estar – atenção, não estou a falar de álcool e de droga. Para o ajudar a organizar-se, deixamos aqui umas dicas que serão vitais na busca do entretenimento e sobrevivência.


 

A lista do material necessário depende da quantidade de dias que por lá vai andar. Se a opção for acampar, tente ir cedo para arranjar um local à sombra e não se esqueça dos seguintes Must Have:

1º Óculos de sol e protector solar
Os Festivais de Verão são no exterior, logo é preciso é preciso ter cuidado com os raio solares e arranjar um escaldão não é a melhor companhia para um festival.

2º Roupa leve e sem necessidade de grandes cuidados. Levar um agasalho
Não vai passar a ferro, pois não? À noite arrefece, não é? Logo é obrigatório levar estas coisas para estar sempre apresentável e sem frio.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Até sempre, Fiel


Há dois anos foram buscar-te à casa onde te deixaram sozinho. Mudaram de casa e esqueceram-se de ti. A vizinhança alimentava-te amiúde, mas a fome e a sede eram a tua companhia frequente. Chegaste ao abrigo com a tristeza estampada. E foi por isso que te chamaram Fiel. Continuavas a amar quem te abandonou. Estimaram-te a idade em 14 anos, pensamos que não ias durar muito e que ias morrer de saudade. No entanto, tal como nos humanos, o tempo cura tudo. A tua alegria tranquila e dócil ganhou força de viver. Foi um privilégio conviver contigo nestes dois anos. Não queria fazer parte da decisão, queria pedir-te desculpa pela decisão. Contudo, não era justo obrigar-te a viver só porque nos custava ver-te morrer. Queria ter a certeza da tua felicidade connosco. Resta-me o conforto de fazer parte do grupo de pessoas que não foi indiferente ao teu sofrimento e que te amou sem restrições. Não foste o cão de ninguém, foste o nosso Fiel.

Sim, também sou coninhas e o blogue não tem este propósito. Mas tinha um nó na garganta a precisar de ser desfeito.  E com a partida do Fiel, lembrei-me do Tomás, do Tufão, da Maia, da Asha, da Nina e da Rambo. Cães como nós e todos eles merecem o céu.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Diz que o calor volta no fim-de-semana


Se está calor, é porque está calor. Se está frio, é porque está frio. Afinal, querem o quê? Não querem nada, só pode. E depois acusam o tempo de bipolaridade. Eu sei o que quero, quero calor. Estamos no tempo dele e toda a fruta tem a sua época.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sem escrúpulos


Não é a primeira vez que uso o truque da comparação para ficar melhor na fotografia. No Verão de 2011, a amiga C. que trabalhava num lar de idosos, não só combinou comigo que me ligaria de manhã para me dar conta da meteorologia, como também me disse em que praia de Leça os idosos veraneavam.

Ai, meu pai. Ninguém entra, ninguém sai!

Ontem, estava naqueles dias em que tudo me incomodava. Não, não era o síndrome pré-menstrual. Conheço algumas pessoas chatas e elas decidiram chatear-me todas ao mesmo tempo.E hoje continua a injecção da chatice letal em associação com as dores obtidas através de dois dias de trabalhos forçados nos abdominais. Não é fácil.

Crónicas do ginásio


Durante as férias, fui algumas manhãs ao ginásio. E, nessas manhãs, consegui ser uma das mais rápidas, uma das mais resistentes, uma das mais flexíveis e a uma das mais jeitosas. Caramba, já me podiam ter dito que a faixa etária 50-60 gosta de se exercitar pela fesquinha. 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Apontamentos de São João

Sim, o São João celebra-se de 23 para 24 de Junho e hoje é o nono dia do mês de Julho. Mas tenho andado com outros afazeres, nomeadamente, férias.

Como já não estava há séculos com a minha família, decidi jantar com eles na noite de São João. O programa das festas é sempre o mesmo, mete sardinhada e é na igreja. Pareceu-me seguro jantar com eles num local público porque quando é em casa descamba sempre, uns a berrar para um lado e outros para o outro. Ninguém mata ninguém, estamos só e apenas a conversar. O problema é que quando os equipamentos Individuais de Protecção surgiram ou passaram a ser obrigatórios, a audição do meu pai já estava toda fodida. A minha mãe com medo que as coisas se estraguem, desata a comer tudo enquanto o diabo esfrega um olho. A minha irmã está toda fodida da tola, o meu sobrinho mais novo é metrosexual e o mais velho é acólito. O mais velho, como verdadeira ovelha de Deus, serviu à mesa na sardinhada e como o meu pai é diabético e chato, o miúdo teve que levar com ele porque o 'doente' não pode estar tantas horas sem comer. O padre perguntou ao mais novo porque estava tão magrinho e o puto respondeu-lhe que era uma opção, deduzo que a vontade seria mandá-lo foder. E pronto, lá se passou mais um alegre serão de São João em família.

Chamadas perdidas

No tempo do telefone fixo, as pessoas tinham mais cuidado com as horas a que ligavam. O agente telefonador não ligava a ninguém durante o dia porque poderia não estar em casa a pessoa que pretendia contactar. Telefonar, só depois das 21 horas porque não só a chamada ficava mais barata como também não se corria o risco de interromper o jantar do sujeito telefonado. Hoje, no tempo das comunicações móveis, liga-se a qualquer hora e estranha-se quando alguém não atende. O telemóvel não é visto como um objecto independente, é considerado uma espécie de apêndice ou prótese que deverá estar sempre acoplada ao seu usuário. Somos interrompidos nas mais diversas situações e, às vezes, para atender o telefone, deixamos pendurado quem está à nossa frente. É certo que a hora de jantar já não é a mesma, foi democratizada e não é obrigatório jantar entre as 20h e as 21 horas. As únicas coisas que mantêm este horário, excepto em dias de futebol, são os telejornais e até poderia fazer uma metáfora ou analogia sobre a não mudança em muita coisa, mas não o vou fazer. Fico-me pelo alargamento de horário que facilita a interrupção da hora do jantar. E, passem os anos que passarem, para mim será sempre a altura que menos gosto de ser incomodada. Em relação a outras situações mais íntimas e intensas, tenho todos sentidos ocupados e só muito mais tarde é que dou conta das chamadas perdidas.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

S. comenta aqui!

Na segunda-feira vou de branco só para meter nojo e apetece-me tanto regressar como escorregar por um corrimão de lâminas e aterrar numa tina de álcool. 

Estou confusa

Devo estar completamente desidratada e com uma insolação. As férias estão a fazer-me mal, só pode. Pareceu-me ter ouvido dizer que o Portas tinha abandonado o governo e afinal diz que vai ser vice-ministro. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

I'll be back

Já estou há muito tempo sem escrever, mas não me ocorre nada. Ou melhor, até me ocorre. Costumo é deixar que a coisa esmoreça. Não faltam assuntos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Princípios

Ser fiel aos nossos princípios não invalida que mudemos de opinião. Mudar de opinião é natural. Mas há quem use os princípios como desculpa para ser teimoso e casmurro. E teimosos são os burros e os burros são como portas.

Férias

Nem acredito. Finalmente temos Verão e estou de férias. Vou fotografar os meus pés na areia e espetar as imagens aqui. É para que saibam que tenho havaianas lindas de morrer. Como verdadeira mitra que sou, fui ao Brasil em 2007 e trouxe suficientes para mim e para a próxima geração ou encarnação. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Que Zeus nos proteja a todos!

Cada vez se vê mais gente a pedalar. O que não é mau, mas também pode não ser bom. Qualquer cão e gato pega numa bicicleta e acha que está apto para pedalar pelas estradas da urbe. Que Zeus me ilumine e me ajude a não matar acidentalmente os ciclistas que ultrapassam a minha viatura pela direita.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Shoot me

Morreu o senhor dos Sopranos. Eu não gostava da série, mas o meu homem é fanzaço, por isso, que chore ele. E, atenção, não quero dizer com isto que fico contente com a morte do senhor, Zeus me livre! Mas no amor os gostos também não se discutem. Outro exemplo, o meu homem é super fã do Mistolin, usa-o para tudo menos para tomar banho, e eu não choro de emoção a ver o anúncio.

Não havia necessidade


Quando vejo o anúncio do Continente com o Tony Carreira e as senhoras a desmaiar no fardo de palha, penso que, nos dias de hoje e com as soluções económicas que existem no mercado, não há necessidade de andar a cheirar mal. E é só isto que tenho a dizer, não me parece que valha a pena dissecar sobre o motivo que obriga o Tony a caminhar daquela forma escachada ou tentar perceber que merda de penteado é aquele que mais parece uma cena morta na cabeça.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Porque será?

O parque de estacionamento está praticamente deserto. Não faltam lugares, mas os carros vagueiam como se os seus condutores procurassem um milagroso lugar, tipo buraco de uma agulha, mesmo não tendo necessidade disso. Deduzo que queiram encontrar o lugar mais próximo da entrada porque sombras de árvores ou cobertos são coisas que não existem. Chego à conclusão que, até nas coisas mais caga-merdeiras, o homem é um ser insatisfeito por natureza. Ou o drama está tão enraizado nas nossas vidas que quando não temos problemas, tentamos arranjá-los.

A prova de que ter tomates é um estado de espírito

 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Encher chouriços

A S. perguntou-me se ia escrever alguma coisa hoje. Queria ser-lhe útil. Tentei arranjar o Seringador ou o Borda de Água. Sobejamente conhecidos nestas andanças do cultivo, nada grita mais 'utilidade' do que estes dois almanaques da cultura livresca sobre legumes e tubérculos. Fiquei-me pela ideia e não tentei realmente encontrá-los. Mas tive a intenção de o fazer.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A carecer de mais investigação

Ler as pérolas deixadas nas caixas de comentários da imprensa nacional online faz-me chegar à seguinte conclusão:

- Todos os mentecaptos têm acesso à Internet.

Agora, também me surge a dúvida sobre se terá sido o choque tecnológico a deixá-los acéfalos.

O pior cego é o que não quer ver

Soutiens com alças de silicone, guess what? Não são invisíveis.

Finalmente

Parece impossível, mas não é, ou melhor, não foi. Apanhei o meu primeiro escaldão deste Verão. Foi no sábado e foi sem querer.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sister V., a Oprah do povo

O meu conselho para as moças de 27 anos que se "guardam" para o casamento:

Não tem conta-quilómetros, lavadinha fica como nova e onde come um, comem mais dois ou três.

E isto vem a propósito de quê? Vem a propósito da conversa sobre uma conhecida da H. E também o facto de eu já ter idade para aconselhar só porque me apetece e sem alegar razão alguma, ora foda-se.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Fumar ou snifar?


O S. João é para a semana


 
O São João nas Fontainhas não era brincadeira de crianças! Fazer uma cascata São Joanina não estava ao alcance de todos. E nós estávamos em desvantagem em relação aos “1500″ filhos da Dona Fátima. Eu, a minha irmã e o meu irmão, que na altura era um bebé de meses, não reuníamos as aptidões necessárias para o bricolage. Para angariar o tostãozinho para o São João tínhamos apenas um boneco e muita lata. Era mais do que óbvio que precisávamos de sorte.
Já tínhamos um boneco do São João e a Dona Gusta arranjou-nos outro boneco, mas este, ao contrário do nosso, era a representação do Santo António. Logo, quando pedíamos o tostãozinho para o São João, tínhamos que ouvir o sermão do Santo António e fazer cara de peixe: olhos arregalados e boca aberta como se fosse a primeira vez que ouvíamos tal coisa. Foi divertido, o sermão é que era chato. Mas argumentamos sempre que aquele era o São João, só estava um bocadinho mais tapado e era careca. Ainda pensamos em pintar o cabelo no Santo António. Mas o boneco não era nosso.

Não mudámos muito a sorte, mas conseguimos endrominar alguns transeuntes.

(repescado do antigo blogue)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Férias

Uma semana passa a correr, fui uma tarde à praia e com muito sacrifício. Não gosto de mentir a ninguém e nem a mim própria e como tinha dito que ia à praia, fui.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A sociedade do ponto verde

Ecopontos? Plástico no amarelo e papel no azul. O vidro vai para o verde. Marijuana? Legalize It! Vegetarianos? Veganismo é uma filosofia de vida! Exercício? Mente sã em corpo são! E depois usam aerossóis para desodorizar as axilas. 

Focófe creisi pipóle!

Crónicas do Ginásio

Pronto é oficial. À quarta-feira tenho que entrar com cuidado no balneário. Ou mentalizar-me para o ostensivo fio-dental inserido entre as nádegas da moça. A moça, segundo reza a lenda infanto-juvenil do pessoal da minha rua, deve ser filha de pedreiro (escultura não era coisa que nos assistisse) porque o seu rabo é um quadrado perfeito e para fazer aquelas arestas só mesmo a cinzel.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Universo, comigo não fazes farinha!

Tirei uma semana de férias porque estava à espera da amiga L. para ir ao Serralves em Festa. Queria limpar a casa de fio a pavio para a receber. Como já não vai acontecer, devido a imprevistos ou berbicachos de várias ordens, numa atitude de revolta e não de preguiça, a casa irá ficar como está. Não levantarei um dedo para a limpar. Tenho dito!

Letras gordas



Sábado, antes de sair com o Mantorras para o veterinário, passei no café e estavam lá duas moças que pegaram nesta revista e exclamaram num misto de dúvida e surpresa: Morreu?!

Se tivesse tempo, diria:

Caralho, desde quando é que o Pedro Lima tem 23 anos, pá?! Não sabem ler, caralho?! Sofrem de miopia cerebral ou o caralho, pá?! Foda-se...

Como estava com pressa, paguei e saí.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Não estou entendendo

Sempre que o homem me fode a cabeça com assuntos que não me interessam, aviso:

- Quando fores com o caralho, arranjo um gajo mais novo! Um que tenha menos 10 anos do que eu! Um que esteja caladinho e que só fale com autorização. Não precisa de saber nada sobre carros porque é para essas merdas que eu pago ao Manel. E não tem que me levar a almoçar ou jantar fora, se eu quiser comer fora, vou sozinha. E quero lá saber da qualidade, chega-se a uma idade e o que importa é a quantidade de vezes (referência subtil ao acto sexual). 

Normalmente, a coisa acalma e 10 minutos depois já nem me lembro do que ele disse e do que eu disse.

Ultimamente, no ginásio, tenho sentido a presença muito próxima de um puto que por lá anda. O miúdo deve ter vinte anos, mas está bem nutrido. Parece um armário e também fala como um armário. Vou para a passadeira, o miúdo escolhe a passadeira ao lado para correr. Vou à aula de flexibilidade e o o rapaz não só vai à aula como me cede a passagem para entrar na sala. Sinceramente, não sei qual é a mensagem que o universo me está a tentar passar. Estará a oferecer-me de bandeja um substituto? Quer-me mostrar que a juventude alheia não é solução? Ou o miúdo é educado e trata bem as pessoas mais velhas tal como a mãezinha lhe ensinou?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A austeridade do Verão

As obras ainda não terminaram e não vejo jeito de mudar de casa tão cedo. Já vos tinha dito que tenho a roupa de Verão desde Novembro em caixotes? Já, já tinha dito. O que à primeira vista parecia uma conspiração do universo contra mim, mas, tendo em conta as últimas notícias, afinal não o é. É uma tentativa do universo de me poupar o sofrimento: longe da vista, longe do coração.

Vem aí o Verão mais frio dos últimos 200 anos

Conjuga-mos

Ontem, não fui ao ginásio.
Hoje, não vou ao ginásio.
Amanhã, não irei ao ginásio.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Revista de Imprensa

A história está na secção do Mundo Insólito do Jornal de Notícias, o que, por si só, não abona em nada a veracidade da história. Mas o que me incomoda nem é o episódio ser uma grande tanga. Chateia-me a fotografia que publicaram de um urso. Podiam ter arranjado uma melhor, caramba. Urso tem os dentes em mau estado, é verdade que já vi dentição pior ou até mesmo a falta dela em pessoas. E mais vale ter dentes estragados do que nenhuns, mas, mesmo assim, podiam ter-se esforçado um bocadinho mais. Paciência, valem os comentários à notícia sobre o pastor bósnio que afirma ter morto um urso-pardo com as próprias mãos utilizando uma manobra de luta conhecida como "bear hug" (abraço de urso). 


Permanecer positivista

Manter as expectativas baixas anula as frustrações, mantém-me longe das desilusões e, às vezes, até sou surpreendida. E fico feliz. Por exemplo, a comida da cantina, nunca estou à espera de algo arrebatador, mas, de quando em vez, lá aparece alguma coisa fantástica. E fico feliz.

Valorizo as pequenas coisas porque, apesar de três ou quatro grandes coisas, a minha vida é feita de pequenas coisas. Já estou habituada. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Universo, porque me odeias?

Eu não precisava de saber que o carro tem um radiador e que há um líquido para o radiador, pois não? Não, não precisava. Mas a vida assim o exigiu e a necessidade faz o conhecimento.

(Eu também tenho o meu lado dramático)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sem assunto

Não vi o Splash! Celebridades e também não vi o Big Brother Vip. Para o bem e para o mal, não tenho tema de conversa. Bolas!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Crónicas do ginásio: eu não cheiro bem

Não sou conhecia pelo meu olfacto, aqui pesa o facto de eu fumar. Não cheiro bem, que é como quem diz, tenho dificuldade em sentir aromas. Não é coisa para me incomodar, normalmente considero um bênção ter um sentido de olfacto pouco apurado. Basicamente, para conseguir cheirar, tem que ser mesmo um cheiro forte. E há um gajo no ginásio que cheira mal que tresanda. Eu sei, eu sei, é uma utopia pensar num ginásio com pessoas cheirosas. Mas, caralho, nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Há que haver o mínimo de cuidado, não vou falar da alimentação e que nós somos o que comemos e que por isso cheiramos ao que comemos, bastava passar o desodorizante nas axilas antes de abandonar o balneário. Eu nem sei como é que os outros conseguem estar ao pé dele sem um pestanejar de olhos, sem um esgar ou torcidas de nariz. Para eu sentir o fedor é porque ele é mesmo intenso. Das duas uma, ou o cheiro é da minha imaginação ou aquilo no ginásio é malta forte que aguenta tudo e estoicamente. 

(Ontem safei-me de fazer abdominais ao lado do mal-cheiroso, mas Deus não me deixou impune e logo à entrada no balneário tive uma visão dos infernos)

Não levantarás falsos testemunhos


A propósito desta imagem, ontem, a minha amiga H. disse: que Deus me perdoe, mas o puto é feio para caralho! Concordei com a declaração de ‘feiosidade’ do puto e lembrei-me de um episódio que aconteceu há uns dias atrás. Uma moça que trabalha comigo trouxe o bebé, que está a fazer um ano, para nos mostrar orgulhosamente a evolução do rebento. Vai daí, o miúdo é feio. Não disse nada em relação à beleza porque sei comportar-me bem socialmente. Não sei mentir, mas até teci elogios rasgados como "está tão grande", "é tão esperto", "é despachado" e "é simpático". Apesar disso tudo, uma pessoa não é de ferro e assim que ela saiu tive que o dizer: foda-se, o miúdo é feio! As minhas colegas, em tom reprovador, disseram: não digas isso que deus castiga-te!

Deus castiga-me?! Deus castiga-me como?! Dá-me um filho feio ou, como diz a minha amiga Saloia, despenteia-me?! Se algum dia tiver um filho e se este for feio, gostarei dele e para mim será bonito e farei a mesma figura das mães de filhos feios. Mãe é mãe. Qual é a crise? Para mim não é nenhuma.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Não come, mas areja

The Exorcist

Para o que lhe havia dar. Se alguém vomita, fica com a batina arruinada. E isso é possível acontecer, eu vi o filme!

Que se foda!

Não posso ser explícita sobre o que faço porque acertavam à primeira ou erravam redondamente. Qualquer uma das opções seria desastrosa. E sempre que insiro aqui alguma informação pessoal, umas vezes mais disfarçadamente do que outras, reflicto um bocadinho antes da publicação. O problema não está nos que me conhecem bem ou nos que não me conhecem. Está sim, por exclusões de partes e não é preciso grande raciocínio lógico, naqueles que apenas me conhecem.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O fds passa a correr, pá!

Este fim de semana foi repleto de, ora bem, emoções. Tivemos a Eurovisão e finalmente Portugal conseguiu não ficar nos últimos lugares, o que me parece ser claramente uma vantagem da não participação portuguesa. O mesmo não poderá dizer o Reino Unido e a Bonnie Tyler. O meu FCP sagrou-se campeão. O povo dos Globos de Ouro estava deliciosamente ridículo e a mostra de mamaçal dava para todos os gostos. Não tive tempo para ver o Big Brother Vip, mas já li comentários que dizem que a saída Nucha e da Liliana tornam o programa "dessinteressante" e sem "couteúdo".  E, por último, mas não menos importante, trouxe o Mantorras para fazer a recuperação cá em casa. Os meus cães estão desconfiados, mas estão a tolerar bem a presença do felino.

A propósito dos Globos de Ouro V

Raimunda: feia de cara e boa de bunda... ou talvez não!



A propósito dos Globos de Ouro IV

"Ai credo que já é tão tarde, deixa-me levantar, levo qualquer coisa por cima e ponho os pés ao caminho!"


A propósito dos Globos de Ouro III

É um pássaro? É um avião? É uma velhinha? Não, é a Joana Santos.


A propósito dos Globos de Ouro II

Cocoon - O Regresso



A propósito dos Globos de Ouro I

Fiel leitora, para não dizeres que não te ouço, cá vai um vestido dos Globos de Ouro. 

Barbie Malibu


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Para existir é preciso ter nome

Tenho uma dúvida: Devia ter iniciado com uma publicação sobre a razão de existir do blogue? Tenho que falar em devaneios ou em delírios incongruentes como contribuidores dessa razão? É que eu não sei dar respostas concretas. Isto é assim, eu sei de onde venho e sei que assim que puder vou para casa, mas acho que não vale a pena ir por aí.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Boys will be boys

O tempo passa a correr e hoje lembrei-me do meu primeiro dia de caloira que aconteceu há 16 anos atrás. Queria ir com tempo para descobrir onde seria a aula, ao entrar no edifício, perguntei ao funcionário onde seria a sala. O homem entregou-me de bandeja aos "doutores" do meu curso. O encontro não correu mal, depois das perguntas da praxe - de onde vens, como te chamas e que tamanho usas de soutien? - levaram-me à sala. Entrei já atrasada e sentei-me na primeira cadeira livre que vi. Nessa mesa estava já sentada uma miúda que me questionou:

- Tens namorado?
- Ora bem... acho que... sim, tenho...
- Eu não, mas ando à procura!
- Ah... está bem. Fixe, acho...

Há cerca de dois anos, a miúda voltou a encontrar-me no facebook. E o que eu tenho a dizer é o seguinte: a miúda manda um par de mamas descomunal e continua à procura de namorado, deduzo.

sábado, 11 de maio de 2013

Desculpem lá qualquer coisinha

Como já tinha escrito, eu não gosto de futebol. Gosto do Porto. E como seguidora de resultados e sem sport TV, num acesso de fairplay que me caracteriza, fui picando no Benfica TV sempre que a vizinhança gritava. A H. e o Z., os maiores apreciadores de bola que eu conheço, já me tinham falado dos relatos e das televisões por trás, mas nunca tinha visto aquelas duas figuretas. Ora bem, não vou explicar como funciona e o porquê de acontecer, mas o delay ou o atraso que se verifica entre a rádio e a televisão ou diferentes canais de televisão também se verificou aqui na vizinhança. Quando o povo gritou com o segundo golo, os fulanos da Benfica TV ainda estavam no empate. Ó pá, desculpem, assistir à reacção deles ao golo do FCP foi impagável. Fiquei com sentimentos confusos, não sabia se ria ou se chorava de rir.

Aos meus amigos benfiquistas e outros de diferentes amores clubísticos, vocês sabem que vos adoro e que não trocaria por nada a vossa amizade. Eu não sou de picardias, mas tenho de celebrar a vitória do meu Porto. O meu coração só tem uma cor, é 'azulibranco'.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Parece que sim

Diz o meu amigo que é um dito popular e eu acredito: Não há Maio sem trovões nem burro sem colhões.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Que Zeus me ajude

Não percebo um caralho de futebol. Não vejo nenhum jogo de futebol. Eu não gosto de futebol, gosto do Porto. Não fico de trombas quando perde, mas, claro está, gosto que o Porto ganhe. Não entro em discussões sobre lances ou fora de jogos. Não insulto ninguém. Eu sou adepta dos resultados e o jogo em si não me interessa. Este sábado, os ânimos vão estar quentes para estes lados e já decidi que não vou sair de casa. E para tomar esta decisão, não preciso de saber quem é o vencedor.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Não parece, mas gosto

Não é um gosto que se adivinhe à primeira vista. No entanto, esteticamente falando, acho as caveiras bonitas. Gosto de crânios. Não me considero uma pessoa deprimente e quero acreditar que não deprimo ninguém. Não odeio o mundo e toda a humanidade. Há apenas uma pequena parte dela que não aprecio. É uma quantidade residual, não é motivo para alarmes. Mas, adiante, para além da beleza, há uma razão geral e quase infantil que me faz gostar de caveiras: por dentro somos todos iguais. A diferença está nos pormenores e é o que vivemos que nos torna únicos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

My lucky number is one

Se a perfeição é par, prefiro o imperfeito. Tenho uma predilecção por números ímpares.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A propósito de bons conselhos

Gwyneth Paltrow aconselha casais que estão a discutir a fazer sexo oral

E até vos digo mais, se as pessoas fizessem mais sexo oral, não havia tanta guerra e o mundo seria bem mais sossegado e silencioso!

Penso, logo existo

Como não me considero uma inteligência acima da média, logo lido com pessoas muito burras.

Todos por um - Porto


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Isto sou eu a dizer



A eutanásia parece-me ser a única intervenção clínica que poderá apresentar-se como solução.

Era para ser mas ainda não foi desta

Tinha pensado em escrever sobre dois dos meus ódios de estimação: o uso abusivo das reticências e a exclamação múltipla. Mas vai ter que ficar para uma próxima vez.