Sonhei que me dizia tudo o que eu queria ouvir. E que este repentino acto de contrição público incluía todos aqueles que deviam ser incluídos. O sonho era meu, mas não me reconheci na calma do ouvinte. Quem não se sente, não é filho de boa gente.
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domingo, 12 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Há uma linha que separa
O mundo laboral não se compadece com os problemas pessoais, já o sabemos, logo não vale a pena andar a falar neles. Mas há sempre quem insista em fazê-lo para mal dos nosso pecados.
Além deste tipo de pessoas, que insistem em falar dos problemas pessoais no local de trabalho, há também quem insista em saber da vida daquelas que optam pela descrição e recato. Sendo esta última bem pior que a primeira visto que, estas pessoas, têm tendência a serem piores que o papel higiénico de má qualidade: não absorvem, só espalham.
Até aceito o desabafo pessoal, mas exijo o mínimo de convivência e empatia para poder compadecer-me. Ou seja, em oito horas de trabalho pelo menos sete horas têm que ser passadas com o "desabafante". Claro que há desabafos que podem funcionar como terapia de grupo ou contribuir para um momento divertido e de relaxamento. Não me importo de ouvir falar sobre as gracinhas e asneiras dos filhos. Suporto bem ouvir falar das férias e as queixas sobre a sogra, bem como o impacto da crise a nível da economia doméstica e as estratégias adoptadas para a fintar. Agora, há outras coisas bem mais pessoais que deveriam permanecer íntimas ou, se precisam mesmo de falar sobre isso, procurem ajuda profissional: um psicólogo ou um advogado.
Estava no outro blogue, ia buscar outra coisa e trouxe este.
Além deste tipo de pessoas, que insistem em falar dos problemas pessoais no local de trabalho, há também quem insista em saber da vida daquelas que optam pela descrição e recato. Sendo esta última bem pior que a primeira visto que, estas pessoas, têm tendência a serem piores que o papel higiénico de má qualidade: não absorvem, só espalham.
Até aceito o desabafo pessoal, mas exijo o mínimo de convivência e empatia para poder compadecer-me. Ou seja, em oito horas de trabalho pelo menos sete horas têm que ser passadas com o "desabafante". Claro que há desabafos que podem funcionar como terapia de grupo ou contribuir para um momento divertido e de relaxamento. Não me importo de ouvir falar sobre as gracinhas e asneiras dos filhos. Suporto bem ouvir falar das férias e as queixas sobre a sogra, bem como o impacto da crise a nível da economia doméstica e as estratégias adoptadas para a fintar. Agora, há outras coisas bem mais pessoais que deveriam permanecer íntimas ou, se precisam mesmo de falar sobre isso, procurem ajuda profissional: um psicólogo ou um advogado.
Estava no outro blogue, ia buscar outra coisa e trouxe este.
domingo, 5 de outubro de 2014
Why'd you only call me when you're high?
A fazer doutoramento na faculdade onde ela trabalha. Enquanto dura o plano de estudos, vai vê-la e até aproveita a ajuda que ela lhe pode dar na tese. Ela sente que há ali qualquer coisa, mas não avança. Ele convida-a para um jantar com amigos em casa dele e até lhe propõe fazer parte de um projecto. E nada mais. Feita a apresentação, acaba-se a razão de continuar por cá. Vão jantar, desta vez só os dois. Ele confessa que ela o atrai, mas que já é tarde para tentar alguma coisa. Perante isto, ela concorda. Acabam o jantar e cada um para seu lado. Noite alta e ele envia-lhe uma mensagem. Ela responde que sim. Ele assume a responsabilidade do quando e onde. Mas não o faz. Sem tentativas de contacto durante dias a fio, só consegue pensar que ele não só brincou como se aproveitou dela. Sem contar, mais uma vez pela noite alta, recebe um e-mail. Ele quer explicar-se. Ela aceita ouvir a explicação porque sente que precisa de a saber. Mas o contacto acaba mais uma vez ali, acaba na resposta dela. Como não há duas sem três, novamente do nada e pela noite alta, chega a mensagem. Resiste ao impulso e pergunta-me se deve responder, acha que "ele bebe uns copos e dá-lhe para isto". Digo-lhe que não responda, não faz sentido, não merece que ela perca tempo com ele. Guess what? Ela responde e ele nada. Pede-me ajuda para tentar perceber. A minha opinião? Até pode ter algum interesse nela, mas o que me parece é que ele quer uma suplente para o caso de alguma coisa correr mal. Assim que a sente a desaparecer, acena-lhe com a possibilidade. Há um comportamento similar nas relações já esgotadas. Pode estar tudo muito mau, mas eles só saem quando arranjam substituta.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Vulgaridades pardas
- Ontem estive a ler as tuas aventuras e desventuras no comboio.
- Gostaste?
- Gostei.
- Não sei se consigo passar a escrito a cena real, mas que há gente muito esgrouviada a viajar de comboio, há!
- As coisas que tu testemunhas, meu Deus!
- FODA-SE, ninguém merece…
- Hoje também assisti a uma cena linda num café,
pensava que ia haver porrada!
- Ò que caralho…
- Uma cliente a pedir o livro de reclamações e outro a
dizer: você deve ter a mania que é importante! Você deve ter a mania que é uma
gaja muito importante! A mulher, além de ter escrito no livro, diz que vai
fazer queixa do homem que lhe chamou gaja!
- Ai Jesus, que cena!
- Não sei se a mulher tinha razão ou não, mas, pelo
que percebi, era a segunda vez que pedia o livro naquele estabelecimento. Hoje não tinha gostado da forma altiva com que a empregada lhe respondeu. Enfim!
- A senhora deve ser um vidrinho de cheiro!
- Foi o Agosto, mas veio o Setembro.
- E o verão chegou com o Setembro, os ânimos fervem!
- E quando não é do período, é da menopausa. Há sempre
uma razão para as pessoas serem parvas umas com as outras.
- Há e concordo com o que disseste quando aí estive, o
povo anda muito intolerante. Anda tudo parvo.
- Cada vez tenho menos paciência para gente parva.
Como o meu adorado ex-colega dizia: não gosto nada de gente parva!
- Será que ele se incluía nessa categoria? Devia
fazê-lo…
- Devia fazê-lo, mas as pessoas parvas não sabem que o
são. Eu, se calhar, sou parva e não sei!
- Pois, normalmente as pessoas parvas acham-se o
máximo! Mas tu não és parva.
- Ainda bem!
- Nem lá andas perto!
- Vou tentar manter-me sempre longe da parvoíce, até
porque para quê ser parva se há quem seja melhor que eu?
- Claro, cada macaco no seu galho e se é para ser medíocre,
mesmo que em parvo, deixa-te estar como estás!
- É isso!
- Também vou fazer o mesmo, partindo do princípio que
não sou parva, ou melhor, sou parva quando devia ser parvalhona e rebentar tudo
na porrada!
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Coração que não vê também sente
Se todos dizem que é o coração que sente, que sofre, que se comove, que
se solidariza, quem sou eu para negar a analogia. O máximo que posso dizer é
que há gente sem coração. Há gente que deixa apodrecer o coração. E por
mais pena que tenha, não posso fazer nada. Até posso oferecer a minha
compaixão a quem não a merece, mas não a posso dar a quem não a quer ou a
quem não precisa da compaixão de ninguém. Pior do que terem pena de
nós, é termos pena de nós próprios. E quando negamos o que somos,
perdemos o respeito por nós e, assim, dificilmente nos respeitam.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Pay attention
E o que é o bom senso? O bom senso é algo que nem sempre reflecte a
minha vontade e cuja aplicabilidade não se funde em fanatismos, nem
envereda por evangelizações forçadas.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
O par social: um perfil de facebook, duas pessoas
Já ouvi falar, mas não tenho nenhum exemplo desta espécie na minha lista de amigos. Mas ouço os desabafos de quem é afectado por este flagelo. Sim, Gouveia, é para ti. Para veres que me importam os teus problemas e não é só ao prego que estou atenta: "... nem sabemos com quem estamos a falar! Mas porque raios fazem isto? Não me venham com a confiança e o nada a esconder!" A Gonçalves também tem um par social, o dela assina as publicações consoante o publicador, é lindo e já é uma ajuda. A Pinheiro e a Moreira nunca abordaram este assunto. Das duas, uma: ou não têm ou não as incomoda.
Agora vou expor as possíveis razões para isto acontecer:
- Uma casa, um computador, duas pessoas: a opção de par social possibilita estarem ambos online.
- O desejo íntimo de serem um duo de cantores pimba ou uma dupla sertaneja: a opção de par social ajuda a simular esta fantasia através da escolha do nome a ostentar. Não preciso de dar exemplos de nomenclaturas, pois não?
- Românticos incuráveis: a opção de par social permite-lhes ser um ente uno e indivisível, ainda que seja só e apenas virtualmente.
- Gémeos siameses: a opção de par social é a única forma de vida social sem causar alarido com gente a olhar de lado, de cima, de trás ou de baixo. A direcção do olhar dos outros dependerá da parte do corpo pela qual estão unidos.
Agora vou desconstruir tudo:
Meus amigos e amigas, uma pessoa é uma pessoa. Duas pessoas são duas pessoas. Logo cada pessoa é um indivíduo. E cada indivíduo tem as suas especificidades, nem todos os interesses são comuns e há formas diferentes de expressão. Confuso? Leiam mais devagar.
Para criar um perfil de facebook, basta um computador e acesso à internet. São estes dois itens que dão despesa. Criar um ou mil perfis não aumenta a despesa, logo não há poupança.
No par social, a decisão de aceitar uma amizade ou gostar de uma página tem de ser unânime. Foda-se, quem é que tem tempo para conferenciar sobre estas merdas?
Aqui vai o meu argumento final: imaginem uma casa, duas pessoas e um quarto de banho. Dá para viver. Mas às vezes é fodido, não é?
Agora vou expor as possíveis razões para isto acontecer:
- Uma casa, um computador, duas pessoas: a opção de par social possibilita estarem ambos online.
- O desejo íntimo de serem um duo de cantores pimba ou uma dupla sertaneja: a opção de par social ajuda a simular esta fantasia através da escolha do nome a ostentar. Não preciso de dar exemplos de nomenclaturas, pois não?
- Românticos incuráveis: a opção de par social permite-lhes ser um ente uno e indivisível, ainda que seja só e apenas virtualmente.
- Gémeos siameses: a opção de par social é a única forma de vida social sem causar alarido com gente a olhar de lado, de cima, de trás ou de baixo. A direcção do olhar dos outros dependerá da parte do corpo pela qual estão unidos.
Agora vou desconstruir tudo:
Meus amigos e amigas, uma pessoa é uma pessoa. Duas pessoas são duas pessoas. Logo cada pessoa é um indivíduo. E cada indivíduo tem as suas especificidades, nem todos os interesses são comuns e há formas diferentes de expressão. Confuso? Leiam mais devagar.
Para criar um perfil de facebook, basta um computador e acesso à internet. São estes dois itens que dão despesa. Criar um ou mil perfis não aumenta a despesa, logo não há poupança.
No par social, a decisão de aceitar uma amizade ou gostar de uma página tem de ser unânime. Foda-se, quem é que tem tempo para conferenciar sobre estas merdas?
Aqui vai o meu argumento final: imaginem uma casa, duas pessoas e um quarto de banho. Dá para viver. Mas às vezes é fodido, não é?
terça-feira, 1 de julho de 2014
A concretização de um mito
Pensei que fosse piada. Mas não é. Aprendi por experiência própria. Preferem a das mamas maiores.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
A tolerância é um pau de dois bicos
E aquelas pessoas que escolhem viver de forma alternativa e exigem tolerância e respeito pelas suas crenças e depois estão sempre a fazer juízos de valor e a tentar corrigir a nossa forma de vida, conheces?
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Descodifiquem-mos
- ... estas coisas estão em nós, são os nossos princípios e é preciso dar o passo em frente. Mas as pessoas não dão, estão acomodadas! Eu vejo pelos meus colegas!
- Pois, dar um passo em frente sozinho é complicado...
- Não é isso que eu estou a dizer, eu digo outras coisas... está a compreender?
- (Sendo assim... Não, não estou a compreender!) ah, pois...
- Vivemos numa realidade Peter Pan!
- (CUECAS E SOUTIEN!) ah, pois...
- Agora já está a compreender?
- (Não, não estou) Sim, sim, já estou a perceber onde quer chegar. Bem, tenho que ir embora. Até logo!
- Pois, dar um passo em frente sozinho é complicado...
- Não é isso que eu estou a dizer, eu digo outras coisas... está a compreender?
- (Sendo assim... Não, não estou a compreender!) ah, pois...
- Vivemos numa realidade Peter Pan!
- (CUECAS E SOUTIEN!) ah, pois...
- Agora já está a compreender?
- (Não, não estou) Sim, sim, já estou a perceber onde quer chegar. Bem, tenho que ir embora. Até logo!
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Coisas do arco da velha
![]() |
| It's my party and I'll cry if I want to... |
Em tempos, puseram uma costeleta a arrefecer no "taparuére" para levar no dia seguinte. A caixa caiu e a costeleta foi-se. Meti o recipiente na máquina e entreguei-o lavado. Só não lhe paguei a costeleta porque os meus colegas disseram que bastava lavar a caixa. Também perdoei o terem-me manchado as almofadas das espreguiçadeiras com roupa colorida e "pingante". Não o devia ter feito?
quarta-feira, 11 de junho de 2014
O problema não é teu porque te chateias com isso?
Sei que é estúpido e não devia perder tempo com estas merdas. Mas, a verdade, é que me custa "não reconhecer alguém". Pensar que conheço alguém e, com o passar do tempo, não a reconhecer nas atitudes tomadas, deixa-me desnorteada. A minha primeira reacção é procurar o problema em mim. Depois, olhar para trás e tentar descodificar algum sinal de que esta alteração ia acontecer. E, por fim, arranjar motivos para esses comportamentos que possam justificar os laços que nos uniram em tempos. É fodido ter vergonha de terceiros, não é? Bem, se calhar, o problema até é meu. E mudar não é suposto ser mau. Mas, às vezes, vejam o caso da Miley Cyrus, as pessoas mudam e nem sempre é para melhor.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Ridículo
Como é que eu posso dizer isto sem ser grosseira? Não posso. Não há outra maneira. Sinceramente, há homens que só podem ter sido paridos por pedras. O desrespeito é tal que parece-me impossível terem saído de uma vagina.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Ò foda-se, pêlos encravados outra vez?!
Será de mim? Não sei. Penso que não. Qual é o limite do bom tom? Qual é a
linha que separa o narcisismo da auto-estima? Interessa-lhe receber
elogios de todos ou recebê-los de alguns? Esfregar a sexualidade em tudo
o que mexe é mesmo necessário? Não tem mais nenhuma qualidade para
mostrar? Foda-se, porque raios me preocupo com isto? Já sei! Lidar com o
sentimento de vergonha alheia começa a ficar difícil.
Basófias: quem quer faz...
Estão familiarizados com os fazem-e-acontecem-tudo-e-não-preocupes-eu-conheço-o-gajo-e-considera-isso-resolvido-e-ainda-não-falei-com-ele-mas-não-passa-de-amanhã? Estou a um dia de dizer: faz um favor ao mundo e pára de respirar!
E o mais fixe é quando nem lhes pedimos nada, oferecem-se simplesmente.
E o mais fixe é quando nem lhes pedimos nada, oferecem-se simplesmente.
sábado, 17 de maio de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Aprender novas línguas
A minha professora de literatura encontrou o erro do meu discurso escrito: narrativa com linguagem própria da oralidade. Os anos passam e não consigo esquecer a frase. Não me importava nada de ter uma espécie de amnésia selectiva e apagar da memória merdas que não merecem a pena ser lembradas.
Este título também dava para ilustrar a noite de sábado. Mas a S. diz que é melhor não contar.
Este título também dava para ilustrar a noite de sábado. Mas a S. diz que é melhor não contar.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Ridículo.
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