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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Crónicas do ginásio: eu não cheiro bem

Não sou conhecia pelo meu olfacto, aqui pesa o facto de eu fumar. Não cheiro bem, que é como quem diz, tenho dificuldade em sentir aromas. Não é coisa para me incomodar, normalmente considero um bênção ter um sentido de olfacto pouco apurado. Basicamente, para conseguir cheirar, tem que ser mesmo um cheiro forte. E há um gajo no ginásio que cheira mal que tresanda. Eu sei, eu sei, é uma utopia pensar num ginásio com pessoas cheirosas. Mas, caralho, nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Há que haver o mínimo de cuidado, não vou falar da alimentação e que nós somos o que comemos e que por isso cheiramos ao que comemos, bastava passar o desodorizante nas axilas antes de abandonar o balneário. Eu nem sei como é que os outros conseguem estar ao pé dele sem um pestanejar de olhos, sem um esgar ou torcidas de nariz. Para eu sentir o fedor é porque ele é mesmo intenso. Das duas uma, ou o cheiro é da minha imaginação ou aquilo no ginásio é malta forte que aguenta tudo e estoicamente. 

(Ontem safei-me de fazer abdominais ao lado do mal-cheiroso, mas Deus não me deixou impune e logo à entrada no balneário tive uma visão dos infernos)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Que se foda!

Não posso ser explícita sobre o que faço porque acertavam à primeira ou erravam redondamente. Qualquer uma das opções seria desastrosa. E sempre que insiro aqui alguma informação pessoal, umas vezes mais disfarçadamente do que outras, reflicto um bocadinho antes da publicação. O problema não está nos que me conhecem bem ou nos que não me conhecem. Está sim, por exclusões de partes e não é preciso grande raciocínio lógico, naqueles que apenas me conhecem.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Não parece, mas gosto

Não é um gosto que se adivinhe à primeira vista. No entanto, esteticamente falando, acho as caveiras bonitas. Gosto de crânios. Não me considero uma pessoa deprimente e quero acreditar que não deprimo ninguém. Não odeio o mundo e toda a humanidade. Há apenas uma pequena parte dela que não aprecio. É uma quantidade residual, não é motivo para alarmes. Mas, adiante, para além da beleza, há uma razão geral e quase infantil que me faz gostar de caveiras: por dentro somos todos iguais. A diferença está nos pormenores e é o que vivemos que nos torna únicos.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Penso, logo existo

Como não me considero uma inteligência acima da média, logo lido com pessoas muito burras.

terça-feira, 30 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Nem sempre é fácil dormir

Não costumo sonhar com frequência. Sonhar a dormir não é o meu forte, mas tenho alguma experiência em sonhar acordada. Mas até prefiro que assim seja, a última vez que sonhei diariamente e intensamente durante o sono foi quando tentei deixar de fumar através da toma de comprimidos. Depois li as notificações de casos e pensei, tendo em conta os prós e os contras, o meu futuro assegurado e risonho passa por continuar a fumar.

A tendência para nos lembrarmos só das coisas más também se aplica ao sonhos. Não me lembro de nenhum sonho agradável, só me lembro dos três sonhos que tenho com frequência:

- Perder os dentes todos;
- Subir escadas em caracol com degraus em falta;
- Estar na iminência de abraçar o meu irmão e não conseguir finalizar o abraço.

Seriam apenas estes três se ontem não me surgisse um novo para me assombrar as noites, sonhei que tinha de descer uma ribanceira enorme, uma espécie de túnel onde não havia nada onde me agarrar ou apoiar. No sonho fiquei imóvel sem conseguir tomar uma decisão, espero voltar a sonhá-lo hoje. Se consegui subir as escadas sem degraus, também vou conseguir descer a ribanceira. E, em relação aos dentes, não há nada que os faça renascer, mas há remédio para isso. Só não há remédio para a morte e, assim sendo, fica-me a faltar o abraço.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O calor estupidifica-me

O sol e o ar quente destes últimos dias já só me faz pensar no Verão. Já me imagino bronzeada e a passar os olhos pelas revistas dos corpos esculturais nas chamadas de capa. Eu sei que parece futilidade, mas não vou argumentar, não me apetece entrar em discussões platónicas sobre a estética do belo e do útil.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Uma questão de lógica ou logística

Era suposto as obras já terem terminado e as mudanças para a nova casa já estarem acabadas. Mas as mudanças ainda não começaram, nem tenho previsão para o final das obras. Desde Novembro que tenho a roupa de Verão encaixotada e, infelizmente, ainda não foi precisa. E tudo estaria bem se certa e determinada pessoa não fosse a trabalho para os lados da América Latina. O facto de ter sido alertada aquando do encaixotamento do vestuário para separar individualmente a roupa, piora um bocadinho a situação. Ou seja, separar as minhas coisas e as coisas dele, foi uma sugestão que me pareceu parva na altura, vamos os dois para o mesmo lado, não fazia sentido separá-las. Também não queria que ele se sentisse diminuído por eu ter mais caixotes do que ele. Como a culpada da situação sou eu e como não ficaria sossegada com o cenário final da busca pelas t-shirts e calções de banho, ofereci-me para preparar-lhe a mala. Graças a Zeus que é só uma semana.Consegui encontrar as t-shirts e só precisei de abrir cinco caixotes! Homem, já poderás andar em manga curta na América Latina. Também levas na mala não um, mas dois calções de banho. 

Estou a contar com a generosidade dele na retribuição do meu empenho.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Crónicas do ginásio

Através da observação e da experiência cheguei às seguintes conclusões:

- Nunca conseguirei fazer 30 minutos de abdominais sem parar.

- A maioria dos clientes tem entre 20 a 25 anos de idade.

- A maioria dos clientes não usa roupa interior adequada para a prática do exercício físico. Principalmente os clientes masculinos que estão sempre a desentalar a genitália. 

- Os adolescentes gostam de ver os seus músculos reflectidos nos espelhos e esquecem-se de que estão rodeados por outras pessoas e que deviam arranjar um quarto para eles e para os músculos.

- As clientes da minha faixa etária usam roupa com o tamanho errado. Eu sou uma delas, uso roupa com dois números acima. Mas há quem use números abaixo e é arrepiante assistir ao espectáculo de corsários a descer e camisolas a subir com uma regueifa asfixiada pelo meio.

Pronto, a modos que é isto. Agora, vou tentar relacionar estas conclusões.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eu gostava de ser mais feliz na cantina

Hoje, na cantina, pedi fêvera grelhada com massa mas o que me apetecia dizer era:

- Dê-me a puta da fêvera com a merda da massa que o caralho da carne com grão já teve dias melhores.

Diz que vem sol e calor na sexta-feira

Queixei-me, disse à minha amiga H. que estava sem condições anímicas para continuar. O cinzento de Março tingiu o mês Abril e sinto-me a deprimir. Preciso de sol como de pão para a boca. A H. não me deixa desistir, mandou-me correr e bater a todas as portas da imaginação. Tenho que bater punho em busca da inspiração, não posso contaminar a sociedade com energias negativas. E agora nem sei por onde começar. Correr, bater portas, bater punho ou as três simultaneamente? Paciência, que se fodam as energias negativas. Vou deixá-las andar.

terça-feira, 9 de abril de 2013

I fought the law and the law won

Faço este caminho há sete anos. Sou uma pessoa de hábitos e ir do ponto A ao ponto B é uma rotina que faço sem alterações. Não o sei fazer de outra maneira. Ou melhor, não o sabia fazer de outra maneira até hoje. Quer dizer, o mais provável é, se isto voltar a acontecer, entrar em pânico outra vez. Porque, enquanto escrevo, estou a lembrar-me de várias situações pelas quais já passei e que envolveram cortes de estrada que me obrigaram a ir por caminhos nunca antes navegados, mas que me levaram a bom porto. No entanto, hoje foi especial. Tive direito a um puxão de orelhas da autoridade. Pedi desculpa, dei o braço a torcer face aos argumentos apresentados: "é grave, desrespeitou a sinalização", "os senhores condutores saem de casa em piloto automático" e "se estivesse aqui um buraco?". Depois, deu-me as indicações necessárias e ajudou-me a voltar ao caminho. Cheguei ao ponto B sã e salva com um atraso de 15 minutos. Não foi mau. A minha faceta de drama queen já me estava a enfiar nos calabouços por muitos anos e sem apelo nem agravo.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A propósito dos dias grandes

Agradam-me os dias maiores, mas, confesso, a dessincronização trazida pela mudança da hora irá afectar-me durante alguns dias.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dia Mundial da Poesia

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro. 

Mário de Sá-Carneiro 

terça-feira, 19 de março de 2013

Licença para ser chato

Levantar questões é importante, mas questionar apenas por questionar é um bocado chato. Porque, basicamente, levantar problemas constantemente torna-nos problemáticos. E às vezes até temos razão. Mas, na verdade, o que começa a parecer que só existimos para dizer mal, nunca está nada bem, nunca está nada mais ou menos. Está sempre tudo mal. Por isso, o ideal é deixar de ser chato porque ao fim e ao cabo só não há é solução para a morte.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Zapping II

O texto de ontem serve de introdução e de desculpa para o meu actual modo de vida como telespectadora. Os canais cabo andam a repetir as temporadas das minhas séries preferidas. Sim, eu sei que podia ver online as temporadas mais recentes. Mas eu sou da escola antiga, gosto de ver na televisão e esperar pelos novos episódios. Perante este cenário repetitivo, resolvi explorar os "milhentos" canais que o cabo oferece e descobri a voyer que existe em mim. Ver a desgraça e o dia-a-dia da vida alheia plasmada em documentário é motivador. Soltar juízos de valor acerca de pessoas que não conheço, que nunca vou conhecer e que não se importam com o que eu penso, é relaxante. 

Eu ando a ver merda na TV e agora?

terça-feira, 12 de março de 2013

Zapping I

Gosto de terminar o dia a ver televisão. Podia ler um livro? Podia, mas não o faço. Ler implica raciocínio, implica um processo de descodificação mais elaborado que ver televisão e sinto-me cansada para o fazer. Não leio livros para adormecer, é a televisão que me dá sono. Estico-me na cama ou no sofá a apanhar as ondas hertzianas e é tiro e queda. Adormeço como um anjinho. Para me dedicar à leitura, espero pelas férias. Vou pesquisando e colhendo opiniões sobre novos e velhos livros. E quando chegam as férias, tenho à espera o meu monte de livros onde nunca falta Conan Doyle.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Fanatismos

Até gosto de determinado conceito, simpatizo com ele e até nutro algum respeito. Mas quando conheço alguém obcecado por esse conceito, penso que afinal não gosto assim tanto dele.